Brasil
‘200 pessoas foram presas e 40 ônibus, apreendidos’, informa Ministro
De acordo com o ministro da Justiça, financiadores dos veículos usados neste domingo (8) também foram identificados

Homens são presos após invadir as sedes dos Três Poderes, em Brasília
UESLEI MARCELINO/REUTERS – 08.01.2023
Após as invasões nas sedes dos Três Poderes, em Brasília, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, afirmou, neste domingo (8), que aproximadamente 200 prisões já foram efetuadas, 40 ônibus foram apreendidos e os financiadores dos veículos já foram identificados.
“Aproximadamente 200 pessoas presas em flagrante, e as prisões continuam, porque tecnicamente o flagrante ocorre durante o cometimento do crime ou logo após. Ou seja, as pessoas que estão sendo acompanhadas neste momento ainda estão à luz do Código Penal em situação de flagrância”, disse Dino.
“Quarenta ônibus apreendidos são instrumentos de perpetuação de crimes. Já identificamos todos os ônibus que se dirigiram a Brasília e todos os financiadores de tais ônibus, de modo que teremos na sequência alguns atos relativos a essa investigação, com novos pedidos de prisão preventiva”, acrescentou.
Diante do cenário de vandalismo registrado em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decretou intervenção federal no Governo do Distrito Federal até o dia 31 de janeiro. Na prática, o decreto retira o poder de segurança do DF. A medida será coordenada pelo interventor Ricardo Garcia Cappelli, atual secretário-executivo do Ministério da Justiça.
Manifestantes que não aceitam o resultado das eleições de 2022 furaram o bloqueio da Polícia Militar do Distrito Federal e invadiram, na tarde deste domingo (8), os prédios do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto, em Brasília.
“Nós temos segurança de que o caminho mais indicado era a intervenção. Foi feita e já está sendo executada”, contou Dino, acrescentando que prisões estão sendo e serão realizadas nos próximos dias, em um esforço conjunto das forças de segurança pública.
Segundo o ministro, estados se mobilizaram e vão dar apoio ao DF. O interventor federal na segurança na capital federal pedirá nesta segunda-feira (8) ao Ministério da Defesa a cessão de militares para que também deem suporte à medida de restabelecimento da ordem pública.
“Porque lamentavelmente ainda há pessoas, nesse instante, falando em continuidade dos atos terroristas, e não conseguirão. Não conseguirão destruir a democracia brasileira, e é preciso dizer isso cabalmente, com toda a firmeza e convicção”, destacou Dino.
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Economia do Acre cresce 327% em 30 anos e fica entre as que mais avançaram no Brasil
Estudo aponta que estado teve desempenho superior à média nacional entre 1995 e 2025 e ocupa a 10ª posição no ranking de crescimento econômico.

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Anvisa libera medicamentos para diabetes e câncer de mama

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou novos medicamentos para o tratamento do diabetes tipo 1, para o câncer de mama e para o angioedema hereditário. Os registros foram publicados no Diário Oficial da União (DOU) na última segunda-feira (9).
A agência aprovou o Tzield® (teplizumabe), indicado para retardar o início do diabetes tipo 1, estágio 3, em pacientes adultos e pediátricos com 8 anos de idade ou mais que já estejam no estágio 2. O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune grave e de longa duração, que costuma se manifestar na infância e pode gerar aumento de complicações, como doenças cardíacas, renais e oculares.
Também foi aprovado o Datroway®, indicado para o tratamento de pacientes adultos com câncer de mama irressecável ou metastático, com receptor hormonal positivo e HER2 negativo, que já tenham se submetido a terapia endócrina e a pelo menos uma linha de quimioterapia para doença irressecável (que não pode ser removida completamente por cirurgia) ou metastática (que se espalhou do local original para outras partes do corpo).
O Andembry® (garadacimabe) também teve o registro aprovado. O medicamento é indicado para prevenção do angioedema hereditário (AEH). A doença genética é considerada rara e causa inchaços (edemas) repentinos e dolorosos em diversas partes do corpo, que podem afetar de forma recorrente a pele, as mucosas e os órgãos internos.
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Endividamento das famílias chega a 80,2%, o maior da série histórica

O percentual de endividamento das famílias chegou a 80,2% em fevereiro deste ano, de acordo com a nova pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgada nesta quarta-feira (11/3). O número representa o maior índice da série histórica.
Em comparação com fevereiro de 2025, o índice apresenta um crescimento de 3,8 pontos percentuais — era de 76,4% há um ano. Em relação ao mês de janeiro deste ano, houve crescimento de 0,7 ponto percentual — era de 79,5%.
O índice de endividamento consiste nas famílias que relataram ter dívidas a vencer em cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro e casa.
19,7% dos entrevistados pela CNC em fevereiro afirmaram não ter dívidas. Em janeiro, eram 20,5%.
O endividamento recorde das famílias está acompanhado de aumento na inadimplência. Após três meses de retração, o índice voltou a aumentar, atingindo 29,6% dos entrevistados. A taxa é a maior desde novembro do ano passado (30%).
Embora tenha sido registrado aumento no endividamento e na inadimplência de janeiro para fevereiro, houve recuo no percentual de famílias que não terão condições de pagar as dívidas em atraso. A redução foi sensível, de 0,1 ponto percentual, com o índice atingindo 12,6%.
A pesquisa mostra que todas as faixas de renda apresentaram aumento no endividamento. Mas essa variação foi mais importante nas famílias com renda acima de cinco salários.
Famílias endividadas por faixa de renda:
- 0 a 3 salários mínimos: 82,9%
- 3 a 5 salários mínimos: 82,9%
- 5 a 10 salários mínimos: 78,7%
- mais do que 10 salários mínimos 69,3%
Comprometimento da renda
A parcela dos consumidores que tem mais da metade da renda vinculada a dívidas ficou estável, em 19,5%, após registrar alta por dois meses consecutivos.
Para 56,1% das famílias, o comprometimento da renda com dívidas varia de 11% a 50%. No entanto, o percentual médio de comprometimento da renda com dívidas ficou em 29,7% em fevereiro deste ano. No mesmo mês de 2025, o resultado foi de 29,9%.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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