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Vereadores e Secretário de Finanças de Brasileia participam de audiência pública para discutir PL sobre distribuição da parcela do ICMS dos municípios
O Presidente da Câmara Municipal, Rogério Pontes(MDB), Vereador, Antônio Francisco(PT), e o Secretário de Finanças da Prefeitura de Brasileia, Tadeu Hassem. Participaram na terça-feira (8), no plenário do parlamento acreano, de uma audiência pública realizada pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac).
Para discutir o Projeto de Lei nº 113/2019 de autoria do Poder Executivo, que estabelece os critérios de distribuição da parcela da arrecadação estadual do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transportes Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) pertencente aos municípios.
A audiência que foi proposta pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), e líder do governo no Poder Legislativo, deputado Gehlen Diniz (PP), e pelo deputado Jenilson Leite (PSB), através de requerimento aprovado em plenário, contou com a participação de deputados estaduais, prefeitos, vereadores e de técnicos do governo do Estado.
Conforme o Projeto de Lei, o governo quer que 75% do ICMS faça parte da receita do Estado e 25% seja dos municípios, para serem distribuídos de acordo com o Índice de Participação do Município – IPM/ICMS – fixado, anualmente, com observância a alguns critérios, como 50% proporcional à relação entre a área ocupada por unidades de conservação ambiental no município e a área geográfica do respectivo município; 50% (cinquenta por cento) proporcional à avaliação obtida no Índice de Efetividade da Gestão Municipal – IEGM por cada município, nos quesitos relativos ao meio ambiente; 14% proporcional ao Índice de Qualidade da Educação Municipal, apurado com base nas notas obtidas pelos municípios no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – IDEB, entre outros.
De acordo com o Dep. Edvaldo Magalhães, dos 22 municípios acreanos, 13 seriam prejudicados com o novo rateio do ICMS, diminuindo os repasses. Marechal Thaumaturgo, Mâncio Lima, Senador Guiomard, Porto Walter, Assis Brasil, Jordão, Brasileia, Feijó, Tarauacá, Santa Rosa, Sena Madureira, Xapuri e Plácido de Castro sofreriam severas consequências.
Ao fazer a abertura da audiência, o deputado Gehlen Diniz destacou a importância de se debater o PL com os prefeitos e vereadores. “Não poderia deixar de discutir esse projeto com a parte mais interessada, os nossos prefeitos. É importante que vocês acompanhem a discussão dessa matéria. O PL será detalhadamente discutido dentro das comissões e com todos os envolvidos antes de ser enviado ao plenário, queremos uma proposta justa para todos”, frisou.
O deputado Jenilson Leite (PSB) sugeriu que o governo reveja o projeto. Sua proposta é que o governador Gladson Cameli mantenha os repasses previstos do ano de 2019 pelo período de 10 anos. “Essa medida vai fazer que os prefeitos se adequem às mudanças. Uma sugestão válida para que o estado não entre em colapso financeiro”, justificou.
Em seguida, o técnico do Tribunal de Contas do Estado, Jeú Campelo Bessa, frisou que o projeto de lei foi criado dentro de uma base legal. “Quando fomos estudar sobre os critérios de rateio do ICMS chegamos à conclusão de que não havia nenhuma lei específica que tratasse dessa divisão. Então, começamos a estudar qual seria a forma mais justa para que os municípios não perdessem tanto. Todo o trabalho foi feito dentro de uma base legal e é preciso ressaltar que os municípios têm pressa, eles precisam dessa lei para começarem a se planejar”, salientou.
O procurador Andrey Holanda, que participou da audiência representando a Procuradoria Geral do Estado, também se pronunciou acerca do tema. “Como representante da PGE digo que nessa matéria a Constituição Federal foi muito clara sobre os limites que o estado pode ir, então no campo jurídico isso já está definido. Mas nos colocamos à disposição para fazer a defesa tanto juridicamente como de forma material”, disse.
Itamar Magalhães, técnico da Secretaria de Fazenda do Estado (Sefaz), apresentou dados que foram levantados por uma comissão especial que tem estudado sobre os percentuais e impactos da redução do ICMS para as prefeituras. “O governo criou um comitê constituído por técnicos da Sefaz, Tribunal de Contas e representantes de alguns municípios para estudar tópicos referentes à redução do ICMS. Desde julho temos trabalhado nisso e também na equalização dos percentuais”, explicou.
Após ouvir atentamente a explanação dos técnicos do Governo do Estado, TCE, deputados e Prefeitos, o Presidente da Câmara Municipal, Rogério Pontes, lamentou e classificou como retrocesso o Projeto de Lei nº 113/2019 do Governo do Estado, que diminui a distribuição da parcela do ICMS aos municípios.
”É muito triste ver isso acontecendo, um projeto que diminui os repasses do Governo do Estado aos municípios. Considero um retrocesso muito grande, os municípios vão passar por grandes dificuldades, miséria e pobreza, praticamente todos os municípios acreanos dependem de repasses do ICMS, e com Brasileia não é diferente, se esse projeto for aprovado pela Aleac, significa menos investimentos que os nossos prefeitos vão fazer em suas cidades, e quem mais vai sofrer as consequência é a nossa população que mais precisa, e as prefeituras vão quebrar.”, enfatizou.
O que os prefeitos disseram:
Para Ederaldo Caetano, prefeito de Acrelândia, a discussão sobre o PL está sendo feita de maneira equivocada. “O ICMS é formado pela venda de produtos como a castanha, o café, banana, de rendimentos através da pecuária, contribuição essa que é dada por todos os municípios, uns contribuem mais que os outros. Se isso não for levado em consideração na discussão, nós caminharemos na contramão do projeto do governo. Como vamos incentivar a produção no município sem poder pegar a nossa fatia depois? Isso não é justo.
O prefeito de Porto Acre, Benedito Cavalcante, ressaltou a importância da audiência pública. “A distribuição do ICMS era feita sem uma lei que a amparasse, era um repasse feito de maneira aleatória. Temos municípios pobres, em situação lastimável, é o caso de Porto Acre. Possuímos uma produção agrícola grande e isso não é levado em consideração. Precisamos rever essa repartição de uma maneira que não favoreça uns e prejudique outros. Os municípios mais pobres não podem continuar sendo penalizados. O que ganhamos é pouco, mas esse pouco já ajuda”, frisou.
Já para Mazinho Serafim, prefeito de Sena Madureira, a nova proposta deve ser aplicada para os prefeitos eleitos em 2021. “Nós fizemos um planejamento para trabalhar os quatro anos, não dá para gente se adequar a essas mudanças no meio do jogo. Não podemos concordar com isso agora. Peço que os deputados olhem com carinho para essa lei, é impossível criar novas regras neste momento. Deixa isso para os novos prefeitos que irão assumir em 2021”, justificou.
Gedeon Souza, prefeito de Plácido de Castro, disse que a perda da renda do ICMS dos municípios impacta diretamente na vida das pessoas. “Isso prejudica investimentos na educação e na saúde, por exemplo. Por isso, faço um apelo para que os parlamentares tenham um olhar carinhoso para essa questão da repartição do ICMS. Esse recurso é fundamental para a sobrevivência dos municípios”, disse.
Fernando Oliveira/ASCOM/Agência Aleac/ Mircléia Magalhães / Andressa Oliveira
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Acusado de homicídio é condenado a 52 anos de prisão pelo Tribunal do Júri em Rio Branco
Conselho de Sentença absolve segundo réu por falta de provas; crime ocorreu em 2020 no Conjunto Jacarandá

Foto: Reprodução
Rogério Furtado dos Santos, conhecido como “Solução”, de 33 anos, foi condenado nesta terça-feira (10) a 52 anos de reclusão em regime fechado pelo crime de homicídio qualificado. A decisão foi proferida pelo Conselho de Sentença da 1ª Vara do Tribunal do Júri, em julgamento realizado no Fórum Criminal de Rio Branco e presidido pelo juiz Fábio Farias.
No mesmo julgamento, o Conselho absolveu Vagner de Aguiar Moraes, conhecido como “Latrô”, por falta de provas.
Rogério foi acusado pela execução de Jair de Figueiredo Castelo Filho, de 23 anos, crime ocorrido em 2020. Ele já havia sido condenado, em outubro do ano passado, a 42 anos de prisão por outro homicídio.
O crime
O assassinato julgado ocorreu na madrugada de 28 de janeiro de 2020. Conforme a denúncia, dois homens em uma motocicleta invadiram uma residência no Conjunto Jacarandá, no Segundo Distrito de Rio Branco. Dentro do imóvel, efetuaram diversos disparos contra Jair de Figueiredo Castelo Filho, que morreu no local.
Após o crime, os suspeitos fugiram levando o celular da vítima, na tentativa de dificultar as investigações. Dias depois, investigadores da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) identificaram Rogério Furtado e Valber Aguiar como suspeitos. À época, ambos haviam fugido do presídio local poucos dias antes do homicídio.
Os dois foram recapturados, indiciados e denunciados à Justiça. No julgamento realizado nesta terça-feira, o Conselho de Sentença decidiu pela condenação de Rogério Furtado e pela absolvição de Valber Aguiar por insuficiência de provas.
Com a nova condenação, Rogério soma 94 anos de reclusão, considerando também a pena de 42 anos imposta anteriormente pela morte de Wesley Santos Barbosa, de 19 anos, ocorrida em 2016, no Residencial Rosalinda.
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PCAC participa de operação da FICCO que mira esquema de tráfico interestadual e bloqueia até R$ 5 milhões em bens

Investigação identificou grupo estruturado responsável por movimentar grandes quantidades de drogas pelo país. Foto: Emerson Lima/ PCAC
A Polícia Civil do Acre (PCAC) participou, nesta quarta-feira, 11, de uma operação integrada deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Acre (FICCO/AC), com o objetivo de desarticular um esquema criminoso de tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro.
A ação cumpre cinco mandados de prisão preventiva e 18 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Rio Branco, nas cidades de Rio Branco e Cruzeiro do Sul, no Acre, e em Aracaju, no estado de Sergipe. Além disso, a Justiça autorizou o sequestro de bens e o bloqueio de valores até o limite de R$ 5 milhões, com o objetivo de descapitalizar o grupo investigado.
As investigações apontam que a organização criminosa atuava de forma estruturada e permanente, movimentando grandes quantidades de entorpecentes e utilizando mecanismos sofisticados para ocultar o patrimônio obtido de forma ilícita. Para dissimular a origem dos recursos, os investigados recorriam ao uso de pessoas interpostas e empresas de fachada.
Ao longo da apuração, foram identificados pelo menos cinco eventos principais relacionados ao tráfico de drogas, que resultaram na apreensão de aproximadamente 350 quilos de cocaína em diferentes estados do país, incluindo Pará, Goiás e Acre.
Segundo a investigação, um dos líderes do grupo, oriundo de uma conhecida família acreana, exercia papel central na coordenação das atividades criminosas, sendo responsável por articular negociações e a logística de transporte dos entorpecentes entre os estados.
Os suspeitos poderão responder pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro, além de outros delitos que venham a ser identificados no decorrer das investigações.
A FICCO/AC é composta pela Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Penal do Estado do Acre. A operação reforça o compromisso das forças de segurança pública no enfrentamento ao tráfico de drogas e ao crime organizado, buscando atingir não apenas a atividade criminosa em si, mas também a estrutura financeira dos grupos investigados.
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Homem é condenado a mais de 7 anos por roubo de celular dentro de cemitério em Rio Branco
Lelândio Lopes Lima, de 44 anos, já tinha outras condenações e praticou o crime usando tornozeleira eletrônica; juiz nega liberdade para recorrer

Lelândio Lopes e um comparsa, ainda não identificado, invadiram o cemitério, no início da tarde do dia 10 de novembro do ano passado. Foto: captada
Pela terceira vez, Lelândio Lopes Lima, de 44 anos, foi condenado pela Justiça do Acre — agora por roubar o celular de um funcionário do Cemitério São João Batista, em Rio Branco, em novembro do ano passado. O juiz da Vara de Delitos de Roubo e Extorsão da capital julgou procedente a denúncia do Ministério Público e aplicou pena de 7 anos, 4 meses e 16 dias de reclusão em regime semiaberto.
O crime ocorreu no início da tarde do dia 10 de novembro, quando Lelândio e um comparsa ainda não identificado invadiram o cemitério, renderam um funcionário que trabalhava em uma obra e levaram o aparelho celular. As imagens de câmeras de segurança mostraram a ação e a fuga dos criminosos, perseguidos pela vítima.
Investigadores da Delegacia de Crimes de Roubo e Extorsão (DCORE) identificaram Lelândio por meio das gravações e constataram que ele usava tornozeleira eletrônica no momento do crime. Dados do Instituto de Administração Penitenciária (IAPEN) confirmaram sua presença no local, e a vítima o reconheceu na sede da polícia.
O réu não poderá recorrer em liberdade, pois cometeu o delito enquanto cumpria pena por outro crime.










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