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Vacina contra Covid-19 x vacina contra a gripe: o que você precisa saber

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Especialistas explicam quando os dois imunizantes podem ser tomados juntos e qual deles priorizar de acordo com o público-alvo

Ministério da Saúde recomenda tomar primeiro a vacina contra a Covid-19 e depois a vacina contra a gripe
Foto: Morsa Images

Camila Neumam, da CNN

A partir de 12 de abril, o Sistema Único de Saúde (SUS) inicia sua 23ª campanha de vacinação contra a gripe comum, ao mesmo tempo em que promove a vacinação em massa contra a Covid-19 em todo o país. Ambas as campanhas pretendem imunizar quase 80 milhões de pessoas, o que leva a um duplo desafio para as autoridades de saúde pública brasileiras.

O Ministério da Saúde pretende vacinar contra a gripe 90% dos públicos-alvo até 9 de julho.Além da grande escala, surgem dúvidas se há necessidade de se tomar os dois imunizantes, qual deles priorizar neste momento, e se o Brasil terá capacidade de manter a vacinação contra Covid-19 e gripe ao mesmo tempo sem causar aglomerações.

“É importante salientar que a campanha de vacinação contra a gripe vai começar com grupos que não são prioritários para Covid-19. Isso foi feito exatamente para desvincular uma campanha da outra”, afirma Juarez Cunha, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações.

A vacinação contra Covid-19, que começou em janeiro na cidade de São Paulo e depois se espalhou pelo país, desde então tem idosos de diferentes faixas etárias como público prioritário, já que, segundo estudos, são eles que correm o maior risco de desenvolver casos graves e morrer pela doença. Algumas cidades já começaram a também imunizar policiais e começarão a vacinar professores ainda em abril. Mas o ritmo da vacinação é diferente em estados e municípios em decorrência de falta ou atraso na entrega de doses vindo do Ministério da Saúde e das fabricantes, que dependem de insumos importados.

Neste contexto, entenda qual vacina se deve priorizar neste momento, se é possível tomar as vacinas em conjunto, e quem poderá tomar ambas as doses.

Qual vacina tomar primeiro?

Diante da gravidade da Covid-19 e da ausência de estudos sobre a coadministração das vacinas da gripe e da Covid-19, o Ministério da Saúde recomenda que se dê prioridade à vacinação contra a Covid-19, e somente depois tomar a vacina da gripe.“Para pessoas que fazem parte do grupo prioritário da vacinação contra influenza e que ainda não foram vacinadas contra a Covid-19 devem ser priorizadas as doses contra a Covid-19 e agendada a vacina contra a Influenza, respeitando um intervalo mínimo de 14 dias entre elas”, segundo nota do Ministério da Saúde.

Posso tomar as duas vacinas ao mesmo tempo?

Não é recomendado pelo Ministério da Saúde e por entidades de classe como a Sociedade Brasileira de Imunizações. Isso porque faltam estudos que comprovem a segurança e a eficácia das vacinas contra Covid-19 nessas situações, bem como para facilitar o monitoramento de eventos adversos pós-vacinação.Em nota enviada à SBIM, entretanto, o Programa Nacional de Imunizações, do Ministério da Saúde, ressalta que a contraindicação não é absoluta. Em situações emergenciais, a exemplo da administração de soros antiofídicos ou vacina antirrábica para profilaxia pós-exposição, o intervalo mínimo preconizado (14 dias antes e depois) pode ser desconsiderado.De acordo com o presidente da SBIM, a vacina que protege contra a gripe pode ser tomada a qualquer momento, desde que seja respeitado o intervalo de 14 dias em relação às doses da vacina contra a Covid-19. Ele afirma que se o imunizante for aplicado depois da primeira dose da vacina de Covid-19, observando esse prazo, é preciso esperar mais 14 dias para receber a segunda dose da vacina contra o coronavírus.“Se a vacina usada for a Coronavac, para a qual o intervalo costuma ser de três semanas entre as doses, não haverá tempo para receber a vacina da gripe entre a primeira e a segunda dose. Neste caso é preciso esperar a conclusão do esquema de dose da vacina Coronavac”, explicou Cunha à CNN.

Por que é importante tomar as duas vacinas?

Tanto a Covid-19 quanto a gripe são doenças respiratórias causadas, respectivamente, pelos vírus Sars-Cov-2 e Influenza, transmitidas por contato respiratório e que inicialmente podem ter quadros muitos parecidos.“Sendo assim, todas as medidas que puderem ser tomadas para diminuir a incidência dessas doenças contribuirão para desafogar a rede de saúde, que já está bem comprometida pela situação da pandemia”, afirma Cunha.Para o presidente da Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (ABCVAC), Geraldo Barbosa, tomar a vacina da gripe pode evitar complicações da doença e evitar as idas e vindas a hospitais por causa disso. As clínicas particulares já estão comercializando a vacina desde o mês de março.“Imagina que já começamos a estação com hospitais lotados. Se eles ainda tiverem que lidar com mais casos de internação vai ser ainda mais complicado”, afirmou Barbosa em nota divulgada pela ABCVAC.

O Brasil tem capacidade para fazer as duas campanhas?

Segundo Cunha, não é novidade para o Programa Nacional de Imunizações fazer campanhas de vacinação simultâneas. O diferencial agora é que ambas são de grande escala e, por isso, serão necessárias várias parcerias para ganhar a capilaridade necessária. “Precisamos utilizar locais alternativos, voluntários de universidades, escolas técnicas, conselho de classe, drive thru. Temos que intensificar tudo isso para poder levar a frente essas duas campanhas de vacinação”, conclui.

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Força Tática prende dois e apreende drogas no Vale do Açaí, no bairro Chico Mendes

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Operação resultou na retirada de 52 porções de entorpecentes e dinheiro do ponto apontado como área de tráfico

Uma operação da Força Tática do 3º Batalhão da Polícia Militar resultou na prisão de dois homens e na apreensão de entorpecentes na região conhecida como Vale do Açaí, no bairro Chico Mendes, nesta sexta-feira (13). A área é apontada pelas autoridades como ponto recorrente de comercialização de drogas.

A equipe realizava patrulhamento a pé quando identificou quatro pessoas em atitude suspeita. Ao perceberem a aproximação policial, uma mulher fugiu em uma motocicleta e não foi alcançada. Os três homens que permaneceram no local foram abordados.

Com André Soares, de 23 anos, os policiais encontraram um saco plástico contendo entorpecentes fracionados e dinheiro trocado. Foram apreendidos 49 papelotes de substância semelhante à pasta base de cocaína, totalizando aproximadamente 24 gramas, além de três porções de substância semelhante à maconha do tipo skunk, com cerca de 4 gramas, e dinheiro em espécie.

Segundo a Polícia Militar, André teria confessado que comercializava os entorpecentes no local, informando que vendia cada papelote de pasta base por R$ 10 e cada porção de skunk por R$ 5. Ele relatou ainda que aguardava o retorno de outro indivíduo que teria saído para buscar mais drogas e fugido ao notar a presença policial.

Durante a ocorrência, Luiz Henrique, de 20 anos, também foi abordado. Após consulta aos sistemas de segurança, os militares constataram a existência de um mandado de prisão em aberto contra ele, expedido pela Vara Criminal de Sena Madureira. Conforme a polícia, Luiz afirmou que trabalhava em esquema de “plantão” no ponto de venda, recebendo R$ 80 por turno.

Um terceiro homem, identificado como Alcemir Domiciano, de 28 anos, declarou estar no local para adquirir entorpecentes para consumo próprio.

Ainda de acordo com os policiais, os envolvidos relataram integrar uma facção criminosa conhecida como Comando Vermelho e utilizavam apelidos no meio criminoso.

Ao todo, a ação resultou na apreensão de 52 porções de drogas e R$ 386 em dinheiro. Os dois suspeitos receberam voz de prisão e foram encaminhados à Delegacia de Flagrantes (Defla), juntamente com o material apreendido, onde permaneceram à disposição da Justiça.

A Polícia Militar informou que os conduzidos não apresentavam lesões aparentes e que o caso seguirá sob investigação.

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Atuação integrada do Estado garante resgate aéreo de gestante em área isolada de Cruzeiro do Sul

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Uma operação integrada entre o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Acre (CBMAC), o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) garantiu, na última sexta-feira, 13, o resgate rápido e seguro de uma gestante em área de difícil acesso no Ramal do Tico, às margens da BR-364, em Cruzeiro do Sul.

Operação integrada entre CBMAC, Samu e Ciopaer demonstra a presença do Estado nas áreas mais isoladas do Acre. Foto: cedida

A paciente apresentava quadro infeccioso, com febre, e encontrava-se em uma região severamente afetada por alagamentos e áreas de risco. Desde a quinta-feira, 12, as equipes já enfrentavam um cenário extremo: a impossibilidade de tráfego por terra.

O CBMAC foi a primeira resposta. Em quadriciclo, a pé e com tentativa de progressão por motonáutica, os bombeiros avançaram onde era possível, superando lama, água e longos deslocamentos. Diante da inviabilidade do resgate terrestre, que poderia durar toda a noite e expor a gestante a riscos adicionais, a equipe realizou a estabilização inicial da paciente, com apoio técnico do Samu, incluindo medicação e acompanhamento profissional.

Bombeiros avançam por área alagada no Ramal do Tico para prestar os primeiros atendimentos à gestante. Foto: cedida

A decisão estratégica foi acionar o Ciopaer para o resgate aeromédico. Em aproximadamente 50 minutos, considerando ida e volta, a aeronave realizou o deslocamento que, por terra, poderia levar quase um dia inteiro. A gestante foi encaminhada ao Hospital do Juruá, onde permanece sob cuidados médicos especializados, dando continuidade ao tratamento da infecção diagnosticada.

Equipe do Samu realiza estabilização da paciente antes do resgate aeromédico. Foto: cedida

Para o comandante do CBMAC, coronel Charles Silva, a ocorrência simboliza o verdadeiro significado da atuação do poder público: “Tivemos uma ocorrência em Cruzeiro do Sul envolvendo uma gestante em uma área rural de acesso extremamente difícil. As condições do ramal eram críticas, mas, mesmo diante dessas limitações, o Estado não se ausentou. Pelo contrário: ele chegou onde precisava chegar. Cada órgão fez exatamente o seu papel, com um único foco: salvar vidas. Quando a situação apertou, o poder público esteve presente, organizado e eficiente, colocando seus melhores profissionais e seus meios à disposição da população. Que orgulho em pertencer a esse grande time!”

A operação reforça a importância da integração institucional como ferramenta de eficiência e humanidade. Em meio às adversidades geográficas da região, a atuação coordenada evitou riscos desnecessários, garantiu atendimento adequado e reafirmou o compromisso do governo do Acre com a proteção da vida, especialmente nas áreas mais afastadas.

Aeronave do Ciopaer garante transporte rápido e seguro até o Hospital do Juruá. Foto: cedida

Mais do que um resgate, a ocorrência tornou-se símbolo de planejamento, cooperação e coragem. No Ramal do Tico, a presença do Estado não foi apenas institucional: foi concreta, estratégica e salvadora.









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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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Mounjaro ou Ozempic no Carnaval: o que comer e o que evitar na folia

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Uma mulher segura uma caneta injetora Mounjaro - Agonorexia: saiba o que é e riscos das canetas emagrecedoras - Metrópoles

Se você faz tratamento com tirzepatida ou semaglutida (as populares “canetas emagrecedoras”, como Mounjaro e Wegovy, respectivamente) e vai ao Carnaval, é preciso olhar com cuidado para a alimentação nos dias de festa.

A nutricionista Livia Souza, especialista em emagrecimento, orienta que os pacientes façam pequenas refeições ao longo do dia, priorizando aqueles com mais proteínas, muitas vezes negligenciadas nesse período. A água deve ser calculada em torno de 35 ml por quilo do peso e, se a pessoa sentir muito enjoo, pode tomar chás como o de gengibre.

“No dia que for para o Carnaval, antes de sair de casa, o ideal é tentar ter uma refeição equilibrada do ponto de vista nutricional, com combinação de proteínas, carboidratos e micronutrientes. Traduzindo: feijão, arroz, uma porção de carne ou frango, salada e uma fruta para complementar”, ensina.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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