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Ulysses trabalha para derrubar veto de Lula em lei que beneficia pessoas com autismo

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Coronel Ulysses/Foto ASCOM

O governo vetou a transferência de recursos alegando “insegurança orçamentária”

O deputado federal Coronel Ulysses (União/AC) anunciou neste domingo (28) que atuará em conjunto com deputados e senadores para derrubar o veto do presidente Lula ao texto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) destinado a financiar centros de referência a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A lei orçamentária prevê a destinação de recursos do orçamento federal à manutenção de centros para pessoas com TEA. Esses locais têm o objetivo de atender e acompanhar pacientes com esse tipo de transtorno.

Mesmo ainda no recesso parlamentar, Ulysses já começou a articular com seus pares da Câmara a derrubada do veto. O Congresso retorna às suas atividades no início de fevereiro, quando acaba o recesso. “Já comecei a agir para pôr fim a mais uma maldade desse desgoverno. Ele [Lula] posa de ‘pais dos pobres’, mas, na verdade é um malvado”, diz Ulysses, para quem o veto do dispositivo da LDO que beneficia autistas é mais um exemplo de que o atual governo não tem compromissos com as minorias como tanto alardeia.

Ulysses participando da corrida Azul/Foto; ASCOM

O trecho vetado pelo presidente foi o parágrafo 4º do artigo 16 da LDO. O dispositivo prevê que, no exercício financeiro de 2024, o governo federal deve garantir a manutenção e o funcionamento de centros de referência para pessoas com transtorno do espectro autista. Porém, ao vetar o texto, o Executivo alegou que “não há, no dispositivo, delimitação sobre a natureza desses centros, se são vinculados ou não à estrutura da União”. A disposição fixa competência para a União financiar os centros de apoio às pessoas com TEA.

Nas razões do veto, o governo alega que tal competência “poderia resultar na obrigatoriedade de custeio de instituições privadas, e, por conseguinte, interferiria no nível de prioridade na política setorial, o que traria rigidez e insegurança para a gestão orçamentária”. Ainda, segundo o governo, o financiamento aos centros “geraria despesa obrigatória, sem que se definisse a amplitude, montante ou regulamentação para tal gasto”.

Para Ulysses, as alegações do governo são estapafúrdias. “Enquanto [Lula] torra dinheiro público com viagens milionárias [para passear no exterior] e comprar sofá de R$ 65 mil e cama de 42 mil, isso sem falar em outros gastos supérfluos, vem agora dizer que investir no amparo e tratamento de pessoas com autismo gera insegurança orçamentária. Isso é um absurdo, uma insensatez. O que gera insegurança é gastar desnecessriamente como faz esse desgoverno”.

Nos anos 2000, os Estados Unidos registraram um caso de autismo para cada 150 crianças observadas. Em 2020, os números sofreram um salto gigantesco: um caso de transtorno para cada 36 crianças, segundo estatísticas do órgão de saúde norte-americano – o Centers for Disease Control and Prevention (CDC). No Brasil, não há estatísticas referentes a essa população [de autistas], mas especialistas afirmam ser possível usar os números do CDC como uma referência do que está acontecendo no País.

País não possui estatísticas sobre autismo

Dada essa deficiência estatística, Ulysses explica que a preocupação do Congresso ao destinar recursos aos centros de referência foi garantir um melhor acolhimento e atendimento às pessoas com Transtorno do Espectro Autista. Através desses centros, a população têm maior acesso aos serviços de diagnóstico. Além disso, os centros contribuem na formação de profissionais capazes de detectar o transtorno e ajudam pais e professores a levantarem as primeiras suspeitas, bem como a  ampliarem a compreensão do que é autismo.

O apoio financeiro aos centros, avalia Ulysses, ajudará o País a acolher e a tratar melhor as pessoas com TEA, uma vez que, na atualidade, o diagnóstico no Brasil ocorre de maneira precária. Ulysses ainda lembra que há tem poucos profissionais especializados [em acompanhar os autistas] e reconhece que descobrir se alguém tem autismo não é tão simples. Não existe um único exame que detecte o autismo.

A avaliação do autismo é multidisciplinar. A detecção se dá por meio de uma sequência de consultas e observações clínicas com diferentes profissionais de saúde. O autismo tem causas genéticas e ambientais. Em geral, ele é poligênico, ou seja, mais de um gene é afetado.

Conheça os sinais de alerta de uma pessoa [principalmente bebês] com possibilidade de ser  autista:

  • não estabelece contato visual com a mãe durante a amamentação;
  • não olha quando é chamado pelo nome ou quando alguém compartilha um interesse e aponta para algo;
  • não gosta do toque e prefere ficar sozinho no berço (isso não significa desgostar de carinho);
  • quando começa a andar, é na ponta dos pés;
  • tem um jeito atípico de brincar – prefere empilhar ou enfileirar carrinhos, por exemplo;
  • tem seletividade alimentar e problemas com texturas;
  • não ri de brincadeiras que os pais fazem;
  • faz gestos repetitivos, com a cabeça ou o tronco, e balança as mãos;
  • não fala ou, quando aprende a falar, repete frases de filmes, sem se comunicar;
  • fica nervoso com mudanças de rotina.

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Acre

Rio Acre ultrapassa cota de alerta em Rio Branco e mantém cenário de atenção

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Nível do manancial chega a 13,60 metros, mas segue abaixo da cota de transbordo, segundo a Defesa Civil

O Rio Acre ultrapassou a cota de alerta na manhã desta segunda-feira (30), em Rio Branco, conforme boletim divulgado pela Defesa Civil Municipal.

De acordo com a medição realizada às 6h27, o rio atingiu 13,60 metros, superando a cota de alerta, que é de 13,50 metros. Apesar da elevação, o nível ainda permanece abaixo da cota de transbordo, estabelecida em 14,00 metros.

Nas últimas 24 horas, o acumulado de chuvas foi de 4,60 milímetros, índice considerado baixo. Ainda assim, o volume não impediu a subida do nível do manancial, mantendo o cenário de atenção na capital acreana.

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Acre

Ieptec convoca aprovados em processo seletivo para bolsa docente horista

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O Instituto Estadual de Educação Profissional e Tecnológica (Ieptec) publicou nesta segunda-feira, 30, a convocação dos candidatos aprovados no seletivo simplificado, Edital nº 02/2025. A iniciativa, assinada pelo presidente Alírio Wanderley Neto, tem como objetivo formar um banco de cadastro reserva de profissionais bolsistas docentes horistas para atuação em cursos de educação profissional e tecnológica na rede IEPTEC.

A seleção contempla o município de Plácido de Castro e prevê atuação na função de profissional bolsista docente horista, com carga horária total de 148 horas, voltada à mediação em sala de aula. O período de contratação será de 12 meses.

O código da vaga é 061-PL-ENF. O candidato Raimundo Nonato Ribeiro da Silva lidera a classificação com nota 66, seguido por Uesiles Alves Jansen, com nota 55.

Os convocados devem comparecer para entrega de documentos e assinatura do Termo de Compromisso no CEPT João de Deus, localizado na Rodovia AC-40, km 3, Cageacre, em Plácido de Castro.

O atendimento será realizado nos dias 30 e 31 de março e 1º de abril de 2026, das 8h às 12h.

A prefeitura reforça que o não cumprimento das exigências ou ausência de documentação poderá impedir a efetivação do Termo de Compromisso.

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Acre

Ministério da Saúde destina recursos para reforçar Atenção Primária no Acre

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Municípios receberão repasses federais oriundos de emendas parlamentares para ampliar serviços básicos de saúde

O Ministério da Saúde publicou nesta segunda-feira (30) a Portaria GM/MS nº 10.433, autorizando municípios e o Distrito Federal a receberem recursos federais destinados ao incremento temporário do custeio dos serviços de Atenção Primária à Saúde. Os valores são provenientes de emendas parlamentares e visam fortalecer o atendimento básico em todo o país.

No Acre, diversos municípios foram contemplados com os repasses, que serão transferidos em parcela única pelo Fundo Nacional de Saúde diretamente aos fundos municipais, após o cumprimento dos requisitos legais. Entre os beneficiados estão Acrelândia, que receberá R$ 500 mil, e Mâncio Lima, com o maior volume de recursos, somando mais de R$ 3,8 milhões em diferentes propostas cadastradas.

Também foram incluídos Manoel Urbano, com R$ 1,06 milhão, e Plácido de Castro, que receberá R$ 3 milhões em duas propostas. Já Santa Rosa do Purus contará com mais de R$ 2 milhões destinados ao fortalecimento da rede básica de saúde.

De acordo com a portaria, os recursos deverão ser utilizados exclusivamente no custeio dos serviços de Atenção Primária, com o objetivo de ampliar a capacidade de atendimento e melhorar a oferta de serviços à população. As propostas serão operacionalizadas por meio do sistema InvestSUS, ferramenta oficial para gestão e acompanhamento dos repasses federais na área da saúde.

A prestação de contas será realizada por meio do Relatório Anual de Gestão (RAG), que deve ser aprovado pelos respectivos conselhos municipais de saúde, garantindo transparência e controle social sobre a aplicação dos recursos.

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