Cotidiano
Ufac divulga calendário de aulas remotas e lança edital para ajudar alunos com internet e equipamentos

Por Aline Nascimento
Após a aprovação do ensino remoto durante a pandemia, a Universidade Federal do Acre (Ufac) divulgou um edital para contemplar alunos em situação de vulnerabilidade social de Rio Branco e Cruzeiro do Sul, no interior. As aulas do período letivo especial devem retornar no dia 26 de outubro, mas professores e alunos precisam ainda manifestar interesse para a retomada das atividades.
As aulas presenciais na Ufac estão suspensas desde o dia 17 de março, quando o governo anunciou os primeiros três casos de Covid-19 no estado e suspendeu as aulas nas redes pública e privada.
Para ajudar os alunos que decidirem voltar a estudar em casa, a universidade lançou um edital para garantir internet e um equipamento para os estudos. Os estudantes selecionados vão ter direito a R$ 100 para o pagamento de internet e R$ 1,3 mil que podem ser usados para comprar notebook, computador ou outro equipamento para estudo.
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As inscrições podem ser feitas até o dia 6 de setembro no site da Ufac.
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A Ufac afirmou que os alunos em situação de vulnerabilidade social são mais de 70%. A universidade vai oferecer 1,8 mil bolsas de inclusão digital para Rio Branco e 500 para o campus de Cruzeiro do Sul.
Já os auxílios para conectividade somam 6.257 mil bolsas. Os alunos contemplados vão ganhar R$ 100 no mês de outubro para começar as atividades em EAD. São 4.984 auxílios para a capital acreana e 1.273 para o interior.
“Com esse valor de R$ 1 ,3 mil vamos atender cerca de 2,3 mil alunos em situação de vulnerabilidade e com o auxílio conectividade vamos atender todos os alunos em situação de 6,2 mil alunos em situação de vulnerabilidade social. Temos um auxílio do MEC e a Rede Nacional de Pesquisa sobra um quantitativo para auxílio de inclusão digital e equipamentos e podemos atender mais estudantes”, reforçou a reitora da Ufac, Guida Aquino.
Retorno das aulas
O Conselho Universitário aprovou, no último dia 26, a retomada das atividades acadêmicas à distância durante a pandemia do novo coronavírus. O ensino remoto emergencial foi aprovado por 67 votos a favor, 26 contra e quatro abstenções.
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Na quinta (27) e sexta sexta (28), os representantes voltaram a se reunir para debater as medidas e o calendário, que ainda está sendo definido.
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O calendário do período letivo especial se encerra no dia 28 de janeiro de 2021.
“O Conselho Universitário aprovou o ensino remoto emergencial em caráter especial que vamos iniciar no dia 26 de outubro. Esse ensino remoto é facultativo tanto para o professor como para o aluno. Vamos ter um prazo para que os colegiados de curso façam o elenco de disciplinas e os docentes vão decidir se ofertam ou não. Ao ofertar, vamos ter o período de matrícula em setembro para que o aluno possa se matricular e cursar as disciplinas ofertas no ensino remoto”, concluiu a reitora.
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Médica alerta para aumento de síndrome respiratória grave em Rio Branco e reforça importância da vacinação
Pneumologista Célia Rocha destaca que maioria dos internados e óbitos é de pessoas não imunizadas; doses contra Influenza e Covid-19 estão disponíveis na rede pública

“Não deixa para depois. A vacina é de graça, é rapidinho e é a única forma da gente evitar que o pior aconteça”, alertou a médica pneumologista Célia Rocha. Foto: captada
Com o aumento de casos de síndrome respiratória grave em Rio Branco, a médica pneumologista Célia Rocha fez um alerta à população, na tarde desta quarta-feira (11), sobre a importância da vacinação contra a Influenza e a Covid-19. Segundo ela, as doses já estão disponíveis gratuitamente em todas as unidades de saúde da capital.
De acordo com o boletim epidemiológico mais recente, os registros de casos graves de doenças respiratórias vêm crescendo nas últimas semanas, o que acende um sinal de alerta entre os profissionais de saúde.
Em mensagem direcionada à população, a pneumologista destacou que a maior preocupação é com as pessoas que não se imunizaram.
“Os casos de síndrome respiratória grave estão aumentando muito e o que mais preocupa é que a maioria das pessoas que estão ficando internadas ou que, infelizmente, estão chegando a óbito, são justamente aquelas que não se vacinaram”, afirmou.
A médica reforça que a vacinação é a forma mais eficaz de prevenção contra complicações causadas pelos vírus respiratórios, principalmente entre os grupos mais vulneráveis.
“Não deixa para depois. A vacina é de graça, é rapidinho e é a única forma da gente evitar que o pior aconteça”, alertou.
Célia Rocha também orienta que a população procure uma unidade de saúde o quanto antes para garantir a imunização e reduzir os riscos de agravamento da doença.
“Passa num postinho hoje mesmo. Se cuidem”, concluiu.
Cenário nacional
Em todo o Brasil, o cenário também indica crescimento da doença. Somente em 2026 já foram 14.370 casos de SRAG notificados, segundo o boletim.
Desse total:
- 35% tiveram resultado positivo para algum vírus respiratório
- 43,1% tiveram resultado negativo
- 14,4% ainda aguardam resultado laboratorial
Entre os casos positivos registrados neste ano, os vírus mais identificados foram:
- Rinovírus: 40%
- Influenza A: 20%
- Sars-CoV-2 (Covid-19): 17%
- Vírus sincicial respiratório: 13,6%
- Influenza B: 1,7%
Os dados do InfoGripe indicam ainda que a incidência de SRAG é mais elevada entre crianças pequenas, enquanto a mortalidade permanece concentrada principalmente entre idosos. Entre as mortes registradas no período analisado, a maior parte foi associada à Covid-19, seguida pela influenza A.

Vacinas contra Influenza e Covid-19 já estão disponíveis em todas as unidades de saúde da capital. Foto: ilustrativa
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Educação do Acre realiza oficina para agentes territoriais do novo Pronacampo
Os agentes, segundo a professora, irão ajudar a realizar as ações e na supervisão a dinâmica de execução em todo o estado

Ao todo, 16 agentes terrirtoriais participaram da oficina. Foto: Mardilson Gomes/SEE
A Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) realiza até a próxima sexta-feira, 13, no prédio da secretaria, oficina para agentes territoriais no âmbito do novo programa do governo federal, o Pronacampo. Além da oficina, também está sendo realizada a primeira Jornada Pedagógica da Educação do Campo, no auditório da Biblioteca Pública.
A chefe do Departamento de Educação do Campo da SEE, professora Maria Clara Geraldo Siqueira, explica que a Jornada Pedagógica está sendo ofertada para representantes dos núcleos. “Convidamos os assessores que acompanham as escolas do campo e eles vieram participar dessa formação e quando retornar eles serão agentes multiplicadores”, afirma.
“Paralelo a isso, está acontecendo a oficina para agentes territoriais do novo Pronacampo, que é uma política adotada pelo MEC e que vai trazer ações para ampliar e qualificar a oferta da educação do campo. Essa oficina está sendo oferecida para 16 agentes territoriais”, explicou.
Os agentes, segundo a professora, irão ajudar a realizar as ações e na supervisão a dinâmica de execução em todo o estado. “Eles estão participando de oficinas de direitos humanos, de educação especial, de educação ambiental e, agora, de letramento digital”, disse.

Professora Maria Clara Siqueira: “ampliar e qualificar oferta da educação do campo”. Foto: Mardilson Gomes/SEE
Maria Clara faz questão de destacar que os agentes não são professores, são pessoas da comunidade e que estão engajados nos movimentos sociais. “Eles passaram por uma seleção, por entrevista e foram selecionados para atuar como agentes do Pronacampo”, frisou.
“Então, eles irão atuar nas ações que o Pronacampo disponibilizar para a educação do campo e a gente vai ter um centro de referência e vamos ter os recursos para essas ações e os agentes estarão ao longo de todo o território, então eles farão uma espécie de articulação”, destacou.
Entre os agentes territoriais que participam da oficina está Rodrigo de Paiva Soares, que atuará nos municípios de Rio Branco e Bujari. Para ele, a oficina tem sido uma experiência enriquecedora para a aprendizagem e para a compreensão de como operacionalizar a política pública da educação do campo.
“É preciso ter um projeto para a escola que foque em melhorar estruturas, ensino e qualidade de vida para a comunidade e, nesse sentido, seremos um elo entre município, Estado, sociedade civil organizada e comunidade, fazendo uma interlocuação para fomentar as políticas voltadas para os territórios”, disse.

Rodrigo Soares: “elo entre municípios, governo e comunidade”. Foto: Mardilson Gomes/SEE
Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE
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