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Transferência de bebê com problema cardíaco será realizada, garante Sesacre

A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) afirmou, na manhã desta quarta-feira (29), que a transferência do bebê Calebe de Souza Moraes, de apenas quatro meses, para um hospital especializado já foi assegurada e ocorrerá nas próximas horas. A informação foi divulgada pela própria pasta em comentário na publicação.
Calebe está internado na UTI pediátrica do Hospital da Criança, em Rio Branco, e enfrenta uma grave condição cardíaca que exige cirurgia de alta complexidade fora do estado.
O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais depois que a mãe, Lévia do Vale de Souza, fez um apelo público ao governador Gladson Cameli, ao secretário de Saúde e a parlamentares, pedindo agilidade na liberação do Tratamento Fora de Domicílio (TFD) com UTI aérea
De acordo com Lévia, o bebê foi diagnosticado inicialmente com bronquiolite causada pelo vírus sincicial respiratório (VSR), mas o quadro evoluiu para uma infecção bacteriana e, posteriormente, os exames revelaram quatro alterações no coração, tornando urgente a transferência para um centro de referência.
Em carta aberta publicada nas redes sociais, a mãe reforçou o pedido de socorro. “Pedimos com urgência e sensibilidade que as autoridades competentes olhem com carinho e prioridade para este caso. Calebe precisa ser transferido o quanto antes para um hospital especializado, onde possa receber o tratamento que salvará sua vida.”
Com a confirmação da Sesacre, a família agora aguarda a efetivação da transferência do bebê, prevista para ocorrer ainda hoje.
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Guerra de facções foi a causa de quase metade dos homicídios no Acre em 2025
Municípios como Mâncio Lima, com dois homicídios, além de registros isolados em Feijó, Brasiléia, Tarauacá, Marechal Thaumaturgo e Rodrigues Alves, demonstram a dispersão territorial da violência ligada a esses confrontos

Dados mostram redução entre 2023 e 2025, mas violência permanece concentrada na capital. Foto: captada
Geovany Calegário
A violência que nasce nas disputas entre facções criminosas continua deixando marcas profundas no Acre. Em becos, ruas e periferias, conflitos que se arrastam silenciosamente ao longo dos anos seguem transformando estatísticas em histórias interrompidas. Em 2025, esse cenário voltou a se refletir nos números oficiais da segurança pública do estado.
Dados do Departamento de Inteligência da Polícia Civil do Acre, por meio da Coordenação de Dados Estatísticos, apontam que, dos 134 homicídios registrados no estado ao longo de 2025, 62 tiveram origem em conflitos entre facções criminosas. Embora o número represente uma redução em relação aos anos anteriores, a presença constante desse tipo de crime evidencia que a disputa por território e poder ainda ocupa um lugar central na dinâmica da violência letal no estado.

Dados mostram redução entre 2023 e 2025, mas violência permanece concentrada na capital/Foto: Reprodução
A análise comparativa com 2024 e 2023 mostra uma queda gradual nas mortes associadas a esses confrontos, mas também revela a permanência de um padrão: a concentração dos casos em áreas urbanas estratégicas, sobretudo na capital, e o impacto contínuo sobre comunidades já vulneráveis, onde o conflito armado entre grupos criminosos se impõe como uma realidade cotidiana.
Entre as vítimas de homicídios relacionados a conflitos de facção em 2025, 60 eram homens e duas mulheres. A capital Rio Branco concentrou a maior parte desses crimes, com 38 casos. No interior, Cruzeiro do Sul apareceu em seguida, com nove registros, enquanto Epitaciolândia contabilizou cinco casos. Outros municípios como Mâncio Lima, com dois homicídios, além de registros isolados em Feijó, Brasiléia, Tarauacá, Marechal Thaumaturgo e Rodrigues Alves, demonstram a dispersão territorial da violência ligada a esses confrontos.
Os dados também revelam o acesso dessas organizações a armamentos, pois faz parte do modos operandi do crime, já que das 62 mortes relacionadas a conflitos de facção, 49 foram provocadas por disparos de arma de fogo.

Dados de 2025 segundo a Polícia Civil/Foto: Reprodução
O comparativo com 2024 mostra que, naquele ano, o Acre contabilizou 156 homicídios, sendo 66 ligados a disputas entre facções criminosas. Na ocasião, todas as vítimas desse tipo de crime eram homens, o que evidencia a predominância masculina nesse recorte da violência.
Ainda em 2024, Rio Branco voltou a concentrar a maior parte dos casos, com 42 homicídios relacionados a facções. Brasiléia teve seis registros, enquanto Feijó e Cruzeiro do Sul contabilizaram quatro cada. Também houve ocorrências em Assis Brasil, Tarauacá, Bujari, Sena Madureira, Mâncio Lima e Porto Acre.
Assim como no ano seguinte, as armas de fogo foram o principal meio utilizado nos homicídios ligados a facções em 2024. Das 66 mortes registradas naquele ano, 53 ocorreram em decorrência de disparos, segundo o levantamento da Polícia Civil.

Dados de 2024 segundo a Polícia Civil/Foto: Reprodução
O ano de 2023 apresentou o cenário mais grave do período analisado. Naquele ano, o Acre registrou 179 homicídios, dos quais 88 foram classificados como decorrentes de conflitos entre facções criminosas, o maior número da série histórica.
Desse total, 74 mortes foram causadas por armas de fogo. As vítimas eram majoritariamente homens, somando 85 casos, além de três mulheres. Mais uma vez, Rio Branco concentrou a maior parte das ocorrências, com 68 dessas mortes, seguida por Cruzeiro do Sul e outros municípios do interior.
A leitura dos dados de 2023 a 2025 aponta uma redução gradual das mortes associadas a conflitos de facção no Acre. Ainda assim, os números evidenciam que a violência ligada a disputas criminosas permanece como um desafio estrutural, sobretudo em territórios onde o poder das armas segue impondo medo, silêncio e perdas constantes à população.

Dados de 2023 segundo a Polícia Civil/Foto: Reprodução
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Acre registra 113 mortes no trânsito em 2025, com redução de 10% em relação ao ano anterior, mas setembro é o mês mais violento
Dados do MPAC mostram que setembro de 2025 repetiu pico de 16 óbitos; Ministério Público reforça necessidade de ações contínuas de prevenção

No ano de 2025, mesmo com dados consolidados apenas até novembro, o total de vítimas fatais já se aproxima do registrado no ano anterior. Foto: captada
O Acre registrou 113 mortes em acidentes de trânsito entre janeiro e novembro de 2025, uma redução em relação às 126 ocorridas no mesmo período de 2024, segundo dados do Painel de Acompanhamento de Sinistros de Trânsito com Vítimas Fatais, divulgado pelo Ministério Público do Estado (MPAC). Os óbitos em 2025 foram distribuídos em 106 acidentes fatais.
Apesar da queda no comparativo anual, o MPAC destaca que os índices seguem elevados, com o mês de setembro de 2025 repetindo o pico mais alto de 2024 — 16 mortes. Os primeiros meses do ano tiverem números mais baixos (7 em janeiro, 6 em fevereiro e março), mas a partir de abril houve crescimento gradual nas ocorrências.
Em 2024, os meses mais críticos foram agosto (16 mortes), setembro (15) e março e outubro (14 cada). O MPAC reforça que, mesmo com a redução, os dados evidenciam a necessidade de ações contínuas de prevenção, fiscalização e conscientização para reduzir a violência no trânsito acreano.
Distribuição dos óbitos:
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2025: 113 mortes em 106 acidentes fatais (até novembro)
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Mês mais letal: Setembro, com 16 mortes – repetindo o pico de 2024
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Meses mais críticos: Acidentes aumentaram progressivamente a partir de abril
Comparativo com 2024:
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2024 total: 126 mortes (dados anuais completos)
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Meses mais violentos em 2024: Agosto (16), Setembro (15), Março e Outubro (14 cada)
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Meses menos violentos: Fevereiro e Abril (8 cada)
Análise do MPAC:
Apesar da queda nos números absolutos, o órgão ressalta que os índices continuam elevados e que o segundo semestre segue concentrando os períodos mais críticos. A redução pode estar associada a campanhas educativas e maior fiscalização, mas ainda é insuficiente para um trânsito seguro.
Os dados reforçam a sazonalidade da violência no trânsito acreano, com aumento nos meses de seca e festividades. Os tipos de acidentes mais comuns envolvem colisões frontais, atropelamentos e capotamentos em rodovias estaduais e vias urbanas.
O MPAC deve intensificar parcerias com o Detran, PRF e prefeituras para ações integradas de fiscalização, engenharia de tráfego e educação. Campanhas como “Maio Amarelo” e “Operação Lei Seca” serão mantidas em 2026.
A redução de 13 mortes entre 2024 e 2025 (até novembro) representa aproximadamente uma vida salva por mês, mas o estado ainda está longe da meta do Plano Nacional de Redução de Mortes no Trânsito, que prevê redução de 50% até 2030.

O Ministério Público reforça que, apesar da redução no comparativo anual, os dados evidenciam a necessidade de ações contínuas de prevenção, fiscalização e conscientização para reduzir a violência no trânsito acreano. Foto: captada
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Assaltantes invadem casa de médico, há luta corporal e disparo de arma em Cruzeiro do Sul
Criminosos renderam o casal, perguntaram por ouro e fugiram levando celulares e joias; ninguém ficou ferido por arma de fogo

Foto ilustrativa/internet
O médico Rodrigo da Costa Moura teve a residência assaltada na noite desta sexta-feira, 2, no município de Cruzeiro do Sul. Dois homens encapuzados invadiram o imóvel, renderam o médico e a esposa e levaram celulares, joias e documentos pessoais. Durante a ação criminosa, houve luta corporal entre a vítima e um dos assaltantes, além do disparo de um tiro dentro da casa, que não atingiu ninguém.
De acordo com informações repassadas à Polícia Militar, os suspeitos estavam armados e perguntavam insistentemente sobre a existência de ouro na residência. Vizinhos acionaram a PM após ouvirem gritos da mulher pedindo socorro e alertando que os criminosos estavam armados.
A esposa do médico relatou que um dos assaltantes efetuou um disparo para cima durante a luta corporal. No local, os policiais encontraram seis munições intactas e uma cápsula deflagrada, todas de calibre 9 mm.
As vítimas informaram ainda que ouviram um dos criminosos se comunicando com o comparsa por meio de um telefone celular. Após o crime, os suspeitos fugiram e, apesar das buscas realizadas pela Polícia Militar, ninguém foi preso até o momento.
O médico precisou ser atendido no local por uma equipe do Serviço Móvel de Urgência (Samu), apresentando lesão em uma das mãos, possivelmente em decorrência da luta corporal, além de estar emocionalmente abalado. Uma perícia técnica foi realizada na residência, e o caso será investigado pela Polícia Civil.

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