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Surto de gripe no Acre deixa hospitais públicos e privados superlotados

Quem tem procurado as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) para se consultar em Rio Branco tem avistado grande quantidade de pessoas à procura de atendimento. Os sintomas são parecidos: tosse, dor de cabeça, febre alta e diarreia. Trata-se de um surto de gripe que tem acometido muitas pessoas na capital acreana, entre adultos e crianças de todas as faixas etárias.
A direção da UPA Via Verde lembra que, além do surto, outro prejuízo é a greve dos médicos na rede municipal, que apesar de respeitar o percentual de 90%, acaba “empurrando” mais gente para as UPAS. “Hoje é mais um dia que estamos completamente lotados. Por incrível que pareça, estamos recebendo mais adultos. A nossa UPA está no limite, já que sem o município, a situação fica muito complicada”, destaca Dora Vitorino, gerente geral da UPA Via Verde.
De acordo com a direção, a média de atendimento diário é de 250 pacientes. Com o surto de gripe, esse número aumentou em 50%. Na UPA Franco Silva, localizada na região da Sobral, a situação não é diferente. Na manhã desta segunda-feira, 20, havia fila até para conseguir entrar na unidade. Michela Lemos, diretora da unidade de saúde, conta que o aumento foi muito grande.
“Aumentou muito, tanto que consegui uma tenda para colocar do lado da fora. O que a gente pede é que a população tenha compreensão, porque nós estamos com o número normal de médicos atendendo, mas a procura é muito grande”, explica. Na UPA Franco Silva, duas semanas atrás, o número médio de atendimento diário foi 281 pacientes, na última semana esse número saltou para 411.
Mas se engana quem pensa que a demora de atendimento é apenas nas unidades públicas. Quem tem plano de saúde também tem encontrado dificuldade para ser atendido por conta do surto de gripe. A servidora pública, Daigleíne Cavalcante, levou o filho neste domingo, 19, ao hospital particular Urgil, e se deparou com a unidade completamente lotada e apenas uma médica fazendo o atendimento. “É um absurdo você pagar um plano de saúde tão caro e ficar horas esperando por uma consulta ou um retorno”, disse.
A dica médica para quem sentir os sintomas da gripe ou virose é procurar uma unidade de saúde e se manter sempre bastante hidratado, principalmente no caso de crianças e idosos. A médica Carolina Pinho, especialista em medicina de família e comunidade e pós-graduada em geriatria, é diretora do Pronto-Socorro e afirma que desde a segunda quinzena do mês de novembro, os casos de síndrome gripal têm aumentado significativamente.
Segundo ela, o ideal é que se mantenham os cuidados rotineiros do último ano, como uso de máscara, cuidado com higiene das mãos e evitar aglomeração. “Pedimos à população que os casos com sintomas leves procurem atendimento nas URAPs e Postos de Saúde ou UPAs; pois o Pronto Socorro é a referência para doenças graves que ameaçam a vida, como infarto e AVC. Alertamos também aos pais que as crianças devem ser atendidas nas unidades próximas de casa e evitem trazê-las para o Pronto Socorro, pois atendemos outras doenças contagiosas e graves, assim protegemos os pequenos”, declarou.
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Rio Acre inicia segunda com leve queda no nível, aponta Defesa Civil

Foto: Sérgio Vale
O nível do Rio Acre apresentou recuo na medição das 5h19 desta segunda-feira (19), em Rio Branco. De acordo coma boletim divulgado pela Defesa Civil Municipal, o rio marcou 14,52 metros, permanecendo acima da cota de transbordo, que é de 14 metros, mas indicando tendência de estabilização após dias consecutivos de elevação.
Na última leitura do dia anterior, às 21h de domingo (18), o manancial havia atingido 14,59 metros, o maior nível registrado no período. Já à meia-noite, o rio apresentou leve queda, chegando a 14,58 metros, movimento que se manteve na medição da madrugada desta segunda.
O boletim também informa o registro de 8,60 milímetros de chuva nas últimas 24 horas, fator que mantém a atenção das equipes de monitoramento, mesmo com a redução do nível. A cota de alerta é de 13,50 metros, patamar já ultrapassado há vários dias.
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Faccionado é preso por violência doméstica após ameaçar companheira com arma de fogo em Assis Brasil

Um homem foi preso em flagrante pela Polícia Militar do Acre (PMAC) na tarde de domingo, 18, no município de Assis Brasil, após ameaçar a companheira com um revólver calibre .38 durante uma ocorrência de violência doméstica, no bairro Bela Vista.
A guarnição foi acionada por denúncia anônima informando sobre uma briga de casal com uso de arma de fogo. Ao chegar ao local, os policiais ouviram um disparo e, na abordagem, encontraram o suspeito com um revólver calibre .38 em punho, com seis munições, sendo cinco intactos e uma deflagrada.
O homem de 22 anos, integrante de uma facção criminosa, foi detido sem oferecer resistência. A vítima, de 35, apresentava escoriações pelo corpo e demonstrava medo, recusando-se a acompanhar a ocorrência até a delegacia por temer represálias.
A arma de fogo, as munições e dois aparelhos celulares foram apreendidos e encaminhados à Delegacia de Polícia Civil, juntamente com o suspeito. O caso foi registrado como tentativa de lesão corporal dolosa no contexto de violência doméstica contra a mulher.
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MPAC investiga destruição de cerca de 54 hectares de floresta amazônica em Mâncio Lima
Procedimento apura desmatamento em áreas de preservação ambiental e pode resultar em TAC, ações civis e sanções aos responsáveis

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) instaurou um procedimento preparatório para apurar a destruição de aproximadamente 54 hectares de floresta nativa do bioma Amazônico no município de Mâncio Lima, no interior do Acre. A medida foi formalizada por meio da Portaria nº 138/2025, assinada pela promotora de Justiça Manuela Canuto de Santana Farhat.
Segundo o MPAC, o procedimento resulta da conversão de Notícias de Fato Criminal encaminhadas pela Procuradoria-Geral de Justiça, fundamentadas em Autos de Infração Ambiental lavrados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). As infrações apontam o desmatamento de 26,98 hectares em uma área e de outros 27,20 hectares em uma segunda área, ambas situadas em locais de especial preservação ambiental.
O órgão ministerial destaca que o dano ambiental é considerado de grande magnitude, o que exige não apenas a quantificação econômica dos prejuízos causados, mas também a elaboração de projetos técnicos para a recuperação das áreas degradadas. Caso a recomposição ambiental seja inviável, a obrigação poderá ser convertida em compensação financeira.
O MPAC ressalta ainda que a legislação ambiental brasileira estabelece a responsabilidade civil objetiva nos casos de dano ao meio ambiente, ou seja, independentemente da comprovação de culpa. Além disso, as condutas lesivas podem resultar em sanções administrativas, civis e penais, conforme previsto na Constituição Federal.
No âmbito do procedimento, foram determinadas diversas diligências, incluindo a notificação dos investigados, identificados pelas iniciais M.A.S. e J.S.B., para que apresentem documentação como comprovação de posse ou propriedade dos imóveis, licenças ambientais, Cadastro Ambiental Rural (CAR), adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) e cronograma de recuperação das áreas degradadas.
O MPAC também requisitou ao Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) a realização de vistoria técnica nas áreas afetadas, com o objetivo de verificar a existência de Áreas de Preservação Permanente (APPs), identificar os responsáveis pelo desmatamento e avaliar possíveis sobreposições entre os imóveis investigados. A Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e o Cartório de Registro de Imóveis foram acionados para fornecer informações técnicas e fundiárias.
As investigações buscam reunir elementos suficientes para subsidiar a adoção das medidas cabíveis, que podem incluir a expedição de recomendações, a celebração de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), a instauração de inquérito civil ou o eventual arquivamento do procedimento.

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