Conecte-se conosco

Acre

Servidores federais distribuem fatias de bolo em protesto no Acre

Publicado

em

Ato público cobra a implementação imediata da Indenização de Fronteira.
Lei que institui benefício precisa ser regulamentada.

G1/Acre

Servidores federais distribuem bolo à população (Foto: Aline Nascimento/G1)

Servidores federais distribuem bolo à população (Foto: Aline Nascimento/G1)

Servidores federais que atuam diretamente com ações de fiscalização, controle, vigilância e repressão e combate aos crimes na faixa de fronteira do Acre voltaram a cobrar nesta segunda-feira (8) a implementação imediata da Indenização de Fronteira. Durante o ato público, realizado na Praça da Revolução, em Rio Branco, os profissionais distribuíram fatias de bolo à população, para lembrar um ano da lei que institui o benefício.

De acordo com o Sindicato dos Policiais Federais do Acre (Sinpofac), o benefício espera apenas pela regulamentação do governo federal, necessária para estabelecer quais cidades farão jus ao direito. A Indenização de Fronteira para os servidores que estão lotados e em exercício nas regiões de fronteira e de difícil fixação de efetivo no Brasil foi instituída por lei em setembro de 2013, mas a luta, segundo o sindicato, já dura dez anos.

“Essa indenização de fronteira não está sendo paga para nenhum órgão. No dia 2 de setembro fez um ano que os servidores federais que trabalham na região de fronteira aguardam pela regulamentação de um direito que nós levamos muito tempo para conseguir. São servidores da Polícia Federal, Receita Federal, Polícia Rodoviária Federal, Ministério Público do Trabalho e Emprego e do Ministério da Agricultura que estão brigando há mais de um ano para sensibilizar o governo e conseguir essa indenização”, afirma o presidente do Sindicato da Polícia Federal do Estado do Acre, Franklin Albuquerque.

Bolo lembra um ano de lei que instituiu indenização de fronteira (Foto: Aline Nascimento/G1)

Bolo lembra um ano de lei que instituiu indenização de fronteira (Foto: Aline Nascimento/G1)

Valdemar Bandeira, delegado sindical dos auditores fiscais do trabalho, explica que o benefício é uma forma de incentivar os servidores a permanecerem no Acre.  “Normalmente, as pessoas que são aprovadas nesses concursos são de fora, e por ser aqui na capital do Acre, seria ideal que tivesse algum incentivo para que todos ficassem. As pessoas estão indo embora porque não tem incentivo para ficar na capital. E como nós sabemos tem um descontrole da nossa fronteira, não tem incentivo suficiente para ficar nos locais”, enfatiza.

Ele reclama ainda do pouco efetivo do Ministério do Trabalho e Emprego no Acre (MTE-AC). “Temos 15 fiscais do Trabalho apenas em Rio Branco, nós precisaríamos pelo menos de uns 30 servidores para dar um atendimento que a demanda da sociedade precisa”, diz.

O policial rodoviário federal Evaristo de Freitas compartilha da mesma opinião de Bandeira . Segundo ele, a falta de incentivo faz com que os servidores lotados no estado peçam transferência para outras regiões do país após um ano. “O principal objetivo dessa indenização é tentar segurar o policial na região de fronteira. A maioria dos policiais que tomam posse aqui nessa região, pedem transferência rapidamente e vão para o Sul, Sudeste. Normalmente, as pessoas que passam no concurso são de fora e tendem a ir embora após um ano”, diz.

Comentários

Continue lendo
Publicidade

Acre

Vice-prefeito de Brasiléia, Amaral do Gelo, filia-se ao PSDB e lança pré-candidatura a deputado estadual

Publicado

em

Militar aposentado e empresário deixou o PL para integrar projeto de Tião Bocalom; decisão foi anunciada no prazo final de desincompatibilização

Amaral do Gelo é abonado por Tião Bocalom e justifica filiação ao PSDB por falta de espaço na atual administração de Brasiléia. Foto: captada 

Amaral do Gelo afirmou que o alinhamento com o projeto liderado por Bocalom foi determinante para a troca de legenda, deixando o PL para integrar a sigla tucana

O vice-prefeito de Brasiléia, Antônio Torres Amaral – conhecido popularmente como Amaral do Gelo –, militar aposentado e empresário, confirmou na noite de sábado, dia 4, sua filiação ao PSDB e o lançamento da pré-candidatura a deputado estadual. A entrada na sigla foi abonada pelo presidente estadual do partido e pré-candidato ao governo do Acre, Tião Bocalom.

Amaral do Gelo, que antes estava no PL, afirmou que a decisão foi motivada pelo alinhamento com o projeto político liderado pelo ex-prefeito de Rio Branco. “Me filiei ao PSDB por acreditar que é o melhor projeto para o nosso Acre. Fico muito feliz em fazer parte desse grupo e colocar meu nome como pré-candidato a deputado estadual, contribuindo com a nossa região do Alto Acre”, declarou.

Vice-prefeito deixou o PL e lançou pré-candidatura a deputado estadual; alinhamento com projeto do PSDB foi determinante para mudança. Foto: Marcus José

O vice-prefeito reforçou que não vinha tendo espaço político na atual administração de Brasiléia, mesmo tendo sido peça-chave na vitória do município nas últimas eleições. Agora, seu foco é fortalecer a representatividade regional e apoiar iniciativas voltadas ao crescimento do estado.

O anúncio ocorreu no dia 4 de abril, prazo final estabelecido pelo calendário eleitoral para que ocupantes de cargos públicos que pretendem disputar as eleições de 2026 se afastem de suas funções – regra que garante equilíbrio na disputa e evita o uso da máquina pública. No caso do vice-prefeito, a legislação permite a candidatura a deputado estadual ou federal sem necessidade de renúncia ao cargo. A obrigatoriedade de afastamento só se aplica se o vice assumir a chefia do Executivo municipal de forma definitiva nos seis meses que antecedem a eleição.

Amaral do Gelo afirmou que o alinhamento com o projeto liderado por Bocalom foi determinante para a troca de legenda, deixando o PL para integrar a sigla tucana. Foto: Marcus José

Comentários

Continue lendo

Acre

Mailza Assis deve unir prefeitos do Alto Acre em campanha considerada a mais difícil desde a redemocratização

Publicado

em

Alan Rick delega a Fernanda Hassem missão de reverter apoios; empresário Rico Leite é cotado para vice na chapa do senador

Apesar disso, a expectativa é de que a governadora mantenha hegemonia na regional, considerada estratégica para a eleição de 2026. Foto: captada 

Governadora e pré-candidata à reeleição consolida base na regional; apoio inclui gestores de Assis Brasil, Xapuri e Brasiléia

A governadora e pré-candidata ao governo do Acre, Mailza Assis (PP), deverá contar com todos os prefeitos do Alto Acre em torno de sua candidatura nas eleições de outubro. A disputa é apontada por analistas como uma das mais difíceis desde a redemocratização política do estado.

Entre os nomes que integram a base estão:
  • Jerry Correia (Assis Brasil)

  • Maxsuel Maia (Xapuri)

  • Carlinhos do Pelado (Brasiléia)

  • Já em Epitaciolândia, com a desincompatibilização do prefeito Sérgio Lopes, assumiu o jovem Serginho Mesquita, mas ainda não se sabe como a atual administração — que “mal esquentou a cadeira” — se posicionará politicamente.

Entre os gestores que devem compor o arco de alianças estão: Jerry Correia (Assis Brasil) Maxsuel Maia (Xapuri) Carlinhos do Pelado (Brasiléia). Foto: captada 

Do outro lado, o senador e pré-candidato ao governo Alan Rick (Republicanos) deu à ex-prefeita de Brasiléia, Fernanda Hassem, a missão de reverter apoios no primeiro e segundo escalões das administrações, reverter apoio dos prefeitos para alavancar sua própria candidatura ao governo, com o objetivo de integrar a chapa majoritária. Analistas avaliam que a tarefa é “quase impossível” de provocar uma debandada.

O nome da simpatia do grupo de Alan Rick para a vice é o empresário Rico Leite, conforme noticiado pela imprensa da capital.

Governadora e pré-candidata à reeleição consolida base na regional; apoio inclui gestores de Assis Brasil, Brasiléia e Xapuri. Foto: captada 

Comentários

Continue lendo

Acre

MDB confirma Jéssica Sales como vice na chapa de Mailza Assis ao governo do Acre

Publicado

em

Partido marcaria reunião na próxima semana para anunciar composição da federação PP-UB, sacramentando Mailza (PP) como candidata e Jéssica (MDB) como vice

“Prego batido, ponta virada”, resumiu o dirigente, afastando qualquer especulação sobre uma possível candidatura da médica à Câmara Federal. Foto: captada 

Presidente da sigla, Vagner Sales, nega boatos sobre desistência e afirma que anúncio oficial será feito em coletiva com toda a imprensa acreana

Para encerrar os boatos de que a médica Jéssica Sales (MDB) não estaria disposta a aceitar o cargo de vice na chapa da governadora Mailza Assis (PP) à reeleição, o presidente do MDB no Acre, Vagner Sales, garantiu neste sábado (4) ao Blog do Crica (com Luis Carlos Moreira Jorge) que o nome da sigla é sim, Jéssica Sales, e que ela jamais declarou que recusaria a indicação.

“Prego batido, ponta virada”, resumiu o dirigente, afastando qualquer especulação sobre uma possível candidatura da médica à Câmara Federal.

O MDB realizará na semana uma reunião para marcar a data do anúncio oficial da candidatura do partido à chapa majoritária da federação PP-UB. Com isso, fica sacramentada a composição: Mailza Assis (PP) como candidata ao governo e Jéssica Sales (MDB) como vice.

A oficialização encerra as discussões internas e consolida a aliança entre as duas siglas para as eleições de 2026.

Jéssica sim, o nome escolhido pela sigla, e que ela jamais declarou que não aceitava a indicação para a vice. Foto: captada 

Comentários

Continue lendo