Conecte-se conosco

Acre

Servidor inativo da ALEAC que pediu prestação de contas ao SINDSPLAC vence ação na Justiça

Publicado

em

À Justiça, o demandante alegou que uma pessoa não autorizada teria conseguido fazer compras em alto valor, em seu nome, por meses sucessivos, na cantina do sindicato; valores ultrapassam R$ 50 mil

O Juízo Cível da Vara Única da Comarca de Porto Acre garantiu os direitos de um servidor público aposentado e determinou ao Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa do Estado do Acre (SINDSPLAC) que pague a quantia aproximada de R$ 50 mil, em ação de prestação de contas.

A sentença, da juíza de Direito Maha Manasfi, publicada na edição nº 7.062 do Diário da Justiça eletrônico (DJe), desta quinta-feira, 12, também condenou o SINDSPLAC ao pagamento de indenização por danos morais no valor de 12 mil, como forma de reparação pelos transtornos causados ao autor da ação.

Entenda o caso

O demandante alegou que é servidor inativo da ALEAC e que, por essa condição, é afiliado ao SINDSPLAC, o que lhe autoriza a utilizar a sede do clube social e cantina, sendo que notou, em meados de março, que descontos elevados estavam sendo feitos em seu contracheque referentes a “SINDSPLAC-DIVERSOS”.

Dessa forma, ainda segundo o autor, foi apresentado pedido à cantina do Clube para que não realizasse venda de qualquer produto sem sua expressa autorização, entendendo, ainda que, embora houvesse consumido itens da lanchonete, os valores jamais poderiam chegar a valor tão elevado a ponto de comprometer a própria renda.

Ao verificar que, mesmo assim, os descontos ao longo dos meses continuaram, chegando a totalizar R$ 51 mil, o demandante ajuizou ação de prestação de contas contra o SINDSPLAC, para que o requerido informasse, entre outros, quem foi a pessoa que realizou as compras em seu nome e se quem vendeu tinha autorização para fazê-lo.

Sentença

Ao decidir, a juíza de Direito Maha Manasfi julgou a ação procedente, considerando as provas juntadas aos autos e o fato de o demandado não ter juntado qualquer informação que pudesse esclarecer as contas, se limitando apenas a comunicar que os débitos foram feitos em outra gestão, não devendo, por essa razão, em tese, a atual administração ser responsabilizada.

Além de afastar as alegações da associação, a magistrada sentenciante destacou que a legislação civilista prevê que aquele que causa dano a outrem é obrigado a repará-lo, o que é o caso do demandante, que se viu “privado de seus subsídios para sua subsistência e de sua família, o que impactou inclusive na sua saúde, o que deve ser levado em consideração”.

Maha Manasfi também assinalou que a Jurisprudência do STJ já pacificou o entendimento de que “o Sindicato que causa danos aos seus filiados ou a terceiros, tem o dever de indenizar”, além de haver restado claro, nos autos do processo, que os descontos foram feitos de forma indevida.

Por fim, a juíza de Direito declarou saldo de crédito em favor do servidor inativo, no valor de R$ 51 mil, bem como condenou o SINDSPLAC ao pagamento de R$ 12 mil, a título de indenização por danos morais.

 Marcio Bleiner Roma Felix | Comunicação TJAC

Comentários

Continue lendo
Publicidade

Acre

Operação apreende mais de 200 quilos de skunk e prende seis pessoas em Senador Guiomard

Publicado

em

Ação conjunta da Polícia Federal e Gefron interceptou esquema de transporte de drogas na região de fronteira

Uma operação realizada pela Polícia Federal do Brasil em conjunto com o Grupo Especial de Operações em Fronteira (Gefron), ligado à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre, resultou na prisão em flagrante de seis pessoas e na apreensão de uma grande quantidade de drogas nesta terça-feira (10), no município de Senador Guiomard.

Durante a ação de combate aos crimes transfronteiriços, as equipes de segurança identificaram e interceptaram uma logística utilizada para o transporte de entorpecentes na região de fronteira.

Ao todo, foram apreendidos 213 quilos de skunk, uma variedade de maconha com alta concentração de THC. Além da droga, dois automóveis que estavam sendo utilizados no transporte do entorpecente também foram apreendidos pelas equipes.

Os seis suspeitos presos durante a operação, juntamente com o material apreendido, foram encaminhados à Superintendência da Polícia Federal, onde foram realizados os procedimentos legais.

De acordo com a Polícia Federal, os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. As investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes do esquema criminoso.

 

Comentários

Continue lendo

Acre

MP investiga desmatamento de 114 hectares e dano de R$ 1,4 milhão em propriedade rural em Feijó

Publicado

em

Inquérito do Gaema apura sucessivas alterações no Cadastro Ambiental Rural e suspeita de irregularidades para obtenção de crédito agrícola

Foram identificadas sucessivas alterações no Cadastro Ambiental Rural da propriedade, incluindo mudanças na localização declarada e redução da área cadastrada ao longo do tempo. Foto: ilustrativa 

O Ministério Público do Acre (MPAC) instaurou inquérito civil para investigar indícios de desmatamento ilegal e possíveis fraudes no Cadastro Ambiental Rural (CAR) de uma propriedade localizada no município de Feijó, no interior do estado. A informação consta no diário eletrônico da instituição de segunda-feira (9).

De acordo com levantamento técnico realizado pelo Núcleo de Apoio Técnico (NAT) do MPAC, a área apresenta um passivo ambiental de 114,51 hectares de vegetação nativa suprimida, o que representa um dano estimado em R$ 1,4 milhão. O cálculo considera a emissão de carbono decorrente do desmatamento.

A investigação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema) e aponta ainda suspeitas de uso indevido de informações ambientais para obtenção de crédito rural.

Alterações no CAR

O relatório técnico que embasou a abertura do procedimento identificou sucessivas alterações no Cadastro Ambiental Rural da propriedade ao longo do tempo, incluindo mudanças na localização declarada e redução da área cadastrada.

A análise também revelou alertas de supressão de vegetação nativa registrados entre os anos de 2008 e 2025, inclusive em períodos posteriores à obtenção de financiamentos rurais vinculados à área — o que levanta suspeitas sobre a regularidade ambiental exigida por lei para acesso a esse tipo de crédito.

Prazo, esclarecimento e documentos

Como parte das diligências iniciais, o Ministério Público oficiou a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e o Ibama para verificar a existência de autos de infração, embargos ambientais ou processos administrativos relacionados à área investigada.

O proprietário do imóvel foi notificado e terá prazo de 15 dias para apresentar esclarecimentos e documentos.

O inquérito civil terá prazo inicial de um ano para conclusão. Durante esse período, o MPAC deverá aprofundar a análise técnica para definir possíveis medidas administrativas, judiciais ou extrajudiciais relacionadas ao caso.

Comentários

Continue lendo

Acre

Dupla é presa após assalto a loja no centro de Tarauacá

Publicado

em

Suspeitos usaram simulacros de arma e faca para ameaçar vítimas; celulares e dinheiro foram recuperados

Dois homens foram presos na tarde desta terça-feira (10) após realizarem um assalto em uma loja no centro de Tarauacá.

Segundo a Polícia Militar do Acre, os suspeitos entraram na loja D’Longui, localizada na Rua Coronel Juvêncio de Menezes, fingindo ser clientes. Em determinado momento, anunciaram o assalto e passaram a ameaçar funcionários e pessoas que estavam no estabelecimento utilizando simulacros de arma de fogo e uma faca.

Após o crime, equipes da Polícia Militar iniciaram buscas pela região e conseguiram localizar e prender os suspeitos, identificados pelas iniciais F.C.C.S.F., de 25 anos, e E.L.C., de 20 anos.

Durante a abordagem, os policiais recuperaram dois aparelhos celulares e a quantia de R$ 874 em dinheiro levada durante o assalto. Também foram apreendidos os simulacros de pistola e uma faca tipo peixeira utilizados na ação.

A dupla foi encaminhada à Polícia Civil do Acre em Tarauacá, onde foi apresentada à autoridade policial e permanece à disposição da Justiça.

Comentários

Continue lendo