Acre
Senador acreano leva marmita para comer durante viagem de avião à Brasília

Senador levou uma marmita caseira bem suculenta para comer na viajem à Brasília – Fotos: arquivo pessoal/Facebook
Alexandre Lima
De brega ele não tem nada. Como já diz seu bordão, “100% popular”, e assim é conhecido pelo estado que lhe elegeu como senador quase oito anos atrás, após vários cargos políticos.
Sérgio Petecão, eleito pelo PSD, quebrou o tabu da vergonha de se comer uma bela refeição levada dentro de marmita em um avião. Importante lembrar que os ‘lanches’ oferecidos, que se diga de passagem, é ruim e sai caro pra quem deseja fazer uma boquinha pelos céus do Brasil.
Foi-se o tempo que as empresas ofereciam refeições e lanches para seus clientes de graça. Claro que isso tudo estava incluído na passagem e viajar de avião era uma passarela de moda e você tinha que ir ao menos, com um esporte fino para que ninguém lhe olhasse de canto de olho.
Com a crise, além de passar a cobrar pelas bagagens, já vinham cobrando os olhos da cara pelo lanche que pode ser passado na máquina de cartão. Senão, se contentasse com um café amargo e um saquinho de amendoim, ou se preferisse, uma barra de cereal e um copo de suco de caixinha.
Não querendo mais esse atendimento, o senador Petecão embarcou para o seu local de trabalho, com sua marmita, recheada de arroz, feijão, salada, macarrão, farinha e um frango guisado. Na foto, dá pra se comer com os olhos.
Segundo Ele, a vizinha de poltrona lhe retrucou que seria brega levar a marmita. Mas, não deixou por menos: “Ela é chique mais está com fome, eu brega de barriguinha cheia”, e agradeceu a esposa e outra amiga.
É… Talvez esteja na hora das empresas pensarem em incluir no seu cardápio, um lanche mais apreciativo com preço em conta. Senão, se a moda pegar, terão que jogar muita coisa fora.
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Acre
Rio Juruá sobe e atinge 12,73 metros em Cruzeiro do Sul, se aproximando da cota de transbordamento
Defesa Civil monitora elevação; água já invade quintais nos bairros Lagoa, Várzea e Miritizal, mas não há registro de retirada de famílias

Em 2026, o nível máximo registrado foi de 13,49 metros, no último dia 2 de fevereiro, quando a cheia atingiu mais de 6 mil pessoas em 11 bairros e 15 comunidades rurais e vilas. Foto: Arquivo/Defesa Civil
O monitoramento em Cruzeiro do Sul, realizado às 9h deste domingo (22), apontou que o Rio Juruá marcou 12,73 metros, ficando próximo da cota de transbordamento, que é de 13 metros no município. Segundo a Defesa Civil Municipal, a tendência é de elevação do nível do manancial.
Em bairros como Lagoa, Várzea e Miritizal, a água já invade os quintais das residências, mas até o momento não houve pedidos de retirada de moradores.
Histórico recente
O rio vem apresentando oscilações desde o fim do ano passado. Em 2026, o nível máximo registrado foi de 13,49 metros, no último dia 2 de fevereiro, quando a cheia atingiu mais de 6 mil pessoas em 11 bairros e 15 comunidades rurais e vilas do município. Apesar do impacto, não houve necessidade de remoção de famílias na ocasião.
A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros seguem em monitoramento constante, avaliando possíveis riscos e preparando planos de contingência caso o manancial volte a se aproximar da marca crítica.

A elevação do Rio Juruá já vinha sendo acompanhada ao longo da semana. Na última quinta-feira (15), marcou 12,19. Já na sexta-feira (16), às 17h, o nível subiu para 12,61 metros. Foto: captada
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Acre
BR-364 segue bloqueada em Feijó; ônibus e caminhões de gado têm passagem liberada em horários alternados
Rodovia é liberada a cada quatro horas por cinco minutos para veículos comuns; carga viva e casos prioritários, como idosos e crianças com TEA, são autorizados a passar

Além de casos prioritários, como idosos, pessoas com consultas médicas agendadas e crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), caminhões que transportam gado também estão tendo a passagem liberada na BR-364. Foto: captada
A BR-364 permanece bloqueada desde sexta-feira (20) em Feijó, no interior do Acre, em protesto que cobra a conclusão das obras do Hospital Geral do município. Além de casos prioritários, como idosos, pessoas com consultas médicas agendadas e crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), caminhões que transportam gado também estão tendo a passagem liberada.
A carga viva é autorizada a passar para evitar que os animais morram de fome, sede ou sejam pisoteados durante a espera.
Funcionamento do bloqueio

A PRF assumiu a segurança do local, havia cerca de 30 veículos na fila. Segundo a PRF, “eles liberam a cada quatro horas por aproximadamente 10 minutos, priorizando pessoas doentes, idosos e com consultas médicas agendada”. Foto: captada
Os demais veículos, incluindo carros de passeio e transporte de passageiros, só conseguem seguir viagem a cada quatro horas, quando a rodovia é liberada temporariamente pelos manifestantes. Cada lado da pista permanece aberto por cinco minutos.

As empresas seguem transportando passageiros cientes de que, em Feijó, haverá parada obrigatória, que pode durar poucos minutos ou até quatro horas. Foto: captada
Transporte de passageiros mantém operação
Os ônibus e táxis lotação continuam fazendo o trajeto entre Rio Branco e Cruzeiro do Sul, nos dois sentidos, mesmo com o bloqueio. As empresas seguem transportando passageiros cientes de que, em Feijó, haverá parada obrigatória, que pode durar poucos minutos ou até quatro horas.
“A gente explica para os passageiros. Eu já fiquei lá quatro horas com cinco passageiros, e a sorte é que a manifestação é ao lado da rodoviária, onde tem restaurante. Por isso, o pessoal está conseguindo se alimentar”, relatou o taxista Paulo Santos.
Os ônibus da empresa Transacreana também continuam operando no trecho, transportando passageiros nos dois sentidos. Alguns coletivos chegaram a aguardar quatro horas em Feijó. Os veículos que saíram de Rio Branco na noite de sábado (21), com destino a Cruzeiro do Sul, passaram pela barreira por volta das 5h30 da manhã deste domingo (22). Já os ônibus que partiram de Cruzeiro do Sul na noite de sábado também conseguiram atravessar o bloqueio.

A obra de reforma e ampliação do Hospital de Feijó, pela primeira vez vai recebe uma reestruturação de envergadura, após 81 anos de sua fundação. Foto: captada
Obra de reforma e ampliação do Hospital de Feijó, pivô dos protestos
O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Obras Públicas (Seop), em parceria com a Secretaria de Saúde (Sesacre), avança com a obra de reforma e ampliação do Hospital de Feijó, que pela primeira vez recebe uma reestruturação de envergadura, após 81 anos de sua fundação.
O investimento de quase R$ 6 milhões vai revolucionar a oferta dos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) para os mais de 35 mil habitantes do município e de regiões adjacentes. Os trabalhos tem como meta a troca total da cobertura do primeiro bloco prédio.
Com a obra, a unidade passa por um processo de readequação, propiciando a climatização total dos espaços no ambiente hospitalar. A ala de enfermagem, em que se totalizam 34 leitos, entre infantil e adulto receber os pacientes com mais conforto.
Veja vídeo do protesto deste domingo:
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Acre
Cupuaçu e cacau se consolidam como alternativa econômica e sustentável para agricultura familiar no Acre
Produção integra estratégias de diversificação produtiva e é incentivada pelo governo estadual, que também atua no enfrentamento da monilíase, principal ameaça fitossanitária às culturas

Governo estadual incentiva plantio ao longo da BR-364; produção enfrenta desafios como a monilíase, que exige vigilância constante e ações fitossanitárias. Foto: captada
Base importante da economia rural acreana, a produção de cacau e cupuaçu tem se consolidado como alternativa de geração de renda para agricultores familiares e como atividade associada à sustentabilidade ambiental. As duas culturas estão presentes em diferentes regiões do estado e fazem parte das estratégias de diversificação produtiva na agricultura.
Nesse cenário, o governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri), tem incentivado o plantio de cacau em diversas regiões, incluindo áreas do Alto Acre, Baixo Acre e Vale do Juruá, ao longo da BR-364. A proposta é ampliar a produção e fortalecer a cadeia produtiva dessas culturas no estado.
Desafios fitossanitários
A expansão das lavouras ocorre em meio à preocupação com a monilíase, doença considerada de alto potencial destrutivo para o cacau e o cupuaçu. A praga pode comprometer a produtividade e representa risco para a cadeia produtiva, exigindo monitoramento constante.
O Acre foi o primeiro estado brasileiro a registrar oficialmente a ocorrência da monilíase, o que levou ao fortalecimento das ações de vigilância vegetal e à adoção de medidas emergenciais para conter a disseminação da doença.
O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) atua na vigilância fitossanitária, com ações de prevenção, fiscalização e orientação técnica voltadas ao controle da doença. A estratégia inclui acompanhamento das lavouras, identificação precoce de focos e orientação aos produtores sobre manejo adequado.
Entre as medidas adotadas estão inspeções técnicas em propriedades rurais, áreas periurbanas e quintais produtivos, além da realização de podas sanitárias em plantas com suspeita de contaminação. A prática envolve a retirada de ramos, folhas e frutos doentes, reduzindo a possibilidade de propagação do fungo responsável pela doença.
“Ao remover ramos, folhas e frutos doentes, a poda sanitária elimina tecidos infectados que servem de abrigo e multiplicação para o fungo. A prática também provoca um retardo temporário na frutificação dessas plantas, diminuindo significativamente a quantidade de inóculo presente na área e reduzindo a disseminação da doença para outras plantas e novas brotações”, explica o coordenador do Programa Estadual de Prevenção, Controle e Erradicação da Monilíase, Ramiro Albuquerque.
Números do enfrentamento
Dados do Idaf indicam que, em 2025, foram registrados 148 novos casos de monilíase no estado. No mesmo período, equipes técnicas realizaram 4.639 podas sanitárias e promoveram a coleta e descarte adequado de 29.834 frutos contaminados.
Outra frente de atuação é a barreira fitossanitária instalada na BR-364, no Posto de Fiscalização Agropecuária do Rio Liberdade. O trabalho consiste na fiscalização do transporte de materiais vegetais, com o objetivo de evitar a disseminação da praga para áreas ainda livres da doença.
A estratégia envolve também ações educativas junto a produtores, estudantes e comunidades rurais, com foco na identificação precoce de sintomas e na adoção de práticas preventivas para reduzir o risco de propagação da monilíase no estado.
Parcerias e fortalecimento da cadeia produtiva
Em agosto de 2025, a Seagri firmou um acordo de cooperação técnica com a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) , órgão ligado ao Ministério da Agricultura. A parceria tem como objetivo fortalecer, incentivar e ampliar a comercialização do cacau acreano, com ações que incluem transferência de tecnologia, assistência técnica, orientação e acesso a material genético de qualidade, desde sementes até mudas selecionadas.
O ex-secretário de Agricultura, Luís Tchê, “disse na época que as parcerias são fundamentais para a consolidação de projetos bem-sucedidos. A rota do cacau já é uma realidade no nosso estado, e agora, com o apoio da Ceplac, referência nacional na cadeia produtiva, damos um passo importante no fortalecimento e na ampliação das práticas de cultivo e capacitações técnicas”.
O cultivo do cacau também contribui para a regeneração de solos degradados por incêndios e desmatamento. No estado, a produção não se limita ao plantio convencional; há também o cultivo de cacau nativo, realizado na Terra Indígena Mamoadate, pelas etnias Manchineri, Yaminawá e pelos Mashco.
Com essas iniciativas, o Acre busca conciliar o potencial produtivo do cacau e cupuaçu com a preservação ambiental e a geração de renda para as famílias agricultoras, mantendo-se na linha de frente no enfrentamento dos desafios fitossanitários que ameaçam essas culturas.

O Acre busca conciliar o potencial produtivo do cacau e cupuaçu com a preservação ambiental e a geração de renda para as famílias agricultoras. Foto: captada











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