Por Leandro Chaves

O que já está ruim pode ficar ainda pior. O secretário de Meio Ambiente do Acre Israel Milani disse que o governo do Estado espera aumento no número de queimadas no Acre para setembro.

Segundo o gestor, o pico do chamado verão amazônico historicamente coincide com subida nos índices de foco de incêndio urbanos e florestais em todo o Acre.

“A vegetação fica mais seca nessa época do ano e favorece a prática de queimadas”, alertou Milani.

Secretário Israel Milani – Foto: Contilnet

Neste ano, segundo o secretário, há um agravante: a pandemia de coronavírus. “A qualidade do ar piora muito e isso ocasiona problemas respiratórios e leva muitas pessoas ao sistema público de saúde, que pode ficar sobrecarregado por conta da pandemia”.

O presidente do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), André Hassem, trabalha com a possibilidade de que o pico das queimadas aconteça no feriado prolongado dos dias da Amazônia e da Independência do Brasil, entre 5 e 7 de setembro.

Agosto ainda nem acabou e já concentra número de focos maior que o registrado nos sete primeiros meses do ano. Só neste mês foram 1.860 ocorrências. O acumulado do ano é de 2.326.

A Operação Focus 2, criada pelo Imac e Polícia Militar para coibir a prática, entra na segunda fase e será reforçada pelo ICMBio, Força Nacional e Ibama.

Nos primeiros 25 dias da operação foram aplicadas mais de R$ 6 milhões em multas e apreendidos 185m³ de madeira ilegal. Onze pessoas foram conduzidas à delegacia por crimes ambientais.

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