Acre
Secretaria de Obras avança na construção dos prédios da nova maternidade e da Controladoria-Geral do Estado
Com a finalidade de oferecer prédios estruturados, acolhedores e dignos para receber os usuários do serviço público e proporcionar um ambiente salubre aos servidores, o governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Obras Públicas (Seop), avança nas obras de construção da Maternidade Marieta Messias Cameli e da Controladoria-Geral do Estado do Acre, em Rio Branco.
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“O governador Gladson Cameli tem se empenhado para entregar novas estruturas ao Estado. A partir dessas obras, os prédios contribuem para a eficiência e modernização dos serviços públicos. Na capital, a nova maternidade e a sede da CGE são duas das obras mais importantes que estão em andamento, para proporcionar ainda mais dignidade no atendimento às pessoas. A população e os servidores serão beneficiados com ambientes confortáveis”, ressalta o gestor da Seop, Ítalo Lopes.
Nova maternidade
A evolução da obra da nova maternidade é acompanhada diariamente pela equipe de Engenharia. De acordo com o diretor de Execução e Fiscalização da Seop, Denis Amorim, diversos serviços são realizados de forma simultânea, o que assegura celeridade e eficiência à obra. Entre os serviços inspecionados, há os trabalhos na construção do reservatório de água de 60 mil litros, visando ao reaproveitamento de águas da chuva nos vasos e torneiras de jardins.
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“Hoje viemos fiscalizar e verificar o reservatório de águas pluviais, que está na iminência de ser concretado, e também as questões da alvenaria, em fase final. Iniciamos também as partes de instalação do prédio público, referentes à água e ao esgoto”, relata.
Também tiveram início os serviços de instalações técnicas hospitalares, como os aparelhos de ar condicionado com renovação de ar e as partes hidráulicas e de gases medicinais.
“Em relação às novas instalações, em breve estaremos na fase de compra e chegada dos equipamentos propriamente ditos, que são os cassetes e o ar-condicionado, além das bombas de ar, de vácuo, que fazem parte dos gases medicinais e a parte de instalações de esgoto, com a chegada da estação de tratamento de esgoto (ETE) compacta”, informa o diretor.
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A previsão é que até o final de dezembro a primeira das cinco etapas de construção da nova maternidade esteja concluída e fique disponível à Secretaria de Estado de Saúde para uso da população.
Localizado no Segundo Distrito, o estabelecimento será uma das maiores e mais avançadas estruturas de saúde da Região Norte, com um total de 150 leitos de enfermaria clínica e obstétrica; 16 salas de pré-parto, parto e pós-parto (PPP); 7 salas de cirurgia e de parto cesariano; 10 leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) adulto; 30 leitos de UTI neonatal, 30 leitos de unidade de cuidados intermediários (UCI) e 15 leitos de UCI canguru. A unidade ainda terá a Casa da Gestante, Bebê e Puérpera, para atender gestantes de alto risco.
Controladoria-Geral do Estado do Acre
A equipe de Engenharia da Seop também inspecionou as obras de construção do novo prédio da CGE, para acompanhar as fases finais das estruturas com o início das obras na cobertura.
“Estamos levantando agora os pilares do último pavimento e, na sequência, vem a laje da cobertura e, com isso, finalizamos todo o grosso da estrutura da obra, para podermos iniciar as alvenarias de elevação e, em seguida, os acabamentos”, explica a fiscal da obra e engenheira civil da Seop, Gicélia Viana.
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A obra total no novo prédio da CGE conta com 1.525m² de área constituída e dois pavimentos. Os investimentos são de R$ 6,2 milhões, provenientes de recursos próprios do Estado, por intermédio do Instituto de Previdência do Estado (Acreprevidência).
Geração de trabalho e renda
Além de contemplar a população e os servidores, as duas obras geram centenas de postos de trabalho para os operários da construção civil.
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“É importante para a nossa família ter emprego e levar o pão de cada dia para casa. E é gratificante contribuir com uma grande obra, o que vai além de gerar muito emprego. É uma coisa muito boa ter uma nova maternidade para o Segundo Distrito”, afirma o auxiliar-geral Ronaldo Cruz da Silva.
Fonte: Governo AC
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Acre
Justiça proíbe presença de monitorados por tornozeleira eletrônica durante o período de Carnaval
Portaria da Vara de Execuções de Rio Branco restringe acesso a locais de aglomeração, como bares e eventos, entre 28 de fevereiro e 4 de março; exceções valem para quem trabalha nesses locais
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O objetivo é garantir maior controle e segurança durante as festividades, evitando situações que possam comprometer o cumprimento das penas ou a ordem pública. Foto: assessoria
A Vara de Execuções de Penas e Medidas Alternativas da Comarca de Rio Branco emitiu uma portaria que proíbe pessoas cumprindo pena no regime semiaberto e monitoradas por tornozeleira eletrônica de frequentarem Praças e suas proximidades durante o período de Carnaval. A medida, estabelecida na Portaria n.º 845/2025 e assinada pela juíza Andréa Brito, vale entre sexta-feira (28) e terça-feira (4).
A restrição também se estende a bares, boates, botequins e qualquer evento com aglomeração. O objetivo é garantir maior controle e segurança durante as festividades, evitando situações que possam comprometer o cumprimento das penas ou a ordem pública.
No entanto, há exceções para monitorados que estiverem trabalhando nesses locais. Nesses casos, é necessário solicitar autorização prévia à Unidade de Monitoramento Eletrônico de Pessoas (Umep), que avaliará cada pedido individualmente antes de conceder ou negar a permissão.
A juíza Andréa Brito destacou que a medida busca equilibrar a reinserção social dos monitorados com a necessidade de manter a segurança durante um dos períodos mais movimentados do ano. A portaria reforça o compromisso do Poder Judiciário em garantir o cumprimento das penas de forma eficiente, sem abrir mão do controle necessário em situações de maior risco.
A decisão já está em vigor e deve ser rigorosamente cumprida, com o apoio das autoridades responsáveis pelo monitoramento eletrônico. A expectativa é que a medida contribua para um Carnaval mais seguro e organizado em Rio Branco.
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Acre
Governo avalia novo concurso com ampla concorrência para Polícia Civil do Acre
O governo do Acre, por meio da Secretaria da Casa Civil, emitiu uma nota pública na manhã desta quarta-feira, 26, em resposta ao pedido de convocação do cadastro de reserva do concurso da Polícia Civil de 2017.
Dois secretários do governo assinam a nota, Jonathan Donadoni, da Secretário de Estado da Casa Civil e Paulo Roberto Correia da Silva, Secretário de Estado de Administração.
“Após minuciosa análise da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), sob demanda da Secretaria de Estado de Administração (Sead) e da Diretoria de Polícia Civil (PCAC), o parecer é de que não há previsão na legislação que ampare a possibilidade de nova convocação”, esclarecem.
Segundo o governo, mesmo se houvesse orçamento e disponibilidade financeira, tal procedimento estaria inviabilizado, já que o referido certame encontra-se com prazo de validade a expirar no próximo dia 16 de março.
“A situação torna inexequível o cumprimento da etapa final prevista no edital e exigida para posse e efetivação dos candidatos nos quadros da PCAC, que é a realização do curso de formação, com duração de quatro meses”, detalham.
A Procuradora-Geral do Estado do Acre, Janete Melo d’Albuquerque Lima de Melo e o Delegado-Geral da Polícia Civil no Acre, Henrique Maciel, também assinam o documento.
O parecer da PGE pondera que o governo do Estado, por decisão e compromisso do governador Gladson Camelí, já procedeu a convocação dos aprovados para as vagas imediatas, bem como de todo o pessoal do cadastro de reserva do referido concurso, cujas possibilidades de orçamento e finanças permitiam, muito além, inclusive, do que estava previsto no edital que rege o referido certame.
Por fim, o governo do Acre informa ainda que se encontra sob análise e estudo de viabilidade a realização de um novo concurso com ampla concorrência para a Polícia Civil do Estado, com data de publicação do edital a ser amplamente divulgada pelos meios oficiais e demais veículos de comunicação, abrindo nova possibilidade de ingresso na carreira aos interessados.
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Acre
Com mais de 160 desastres ambientais em 24 anos, Acre deve realocar cidades para áreas mais altas, diz estudo
Análise do Centro Brasil no Clima e Instituto Clima e Sociedade relata que a região Norte é vulnerável a catástrofes como inundações e alagamentos, e também deve investir em planos de contingência. Em 2024, após a maior enchente de sua história, Brasiléia discutiu realocar moradores
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Cerca de 75% de Brasiléia ficou coberta por água durante a maior enchente da história da cidade. Foto: Secom
Com Victor Lebre/g1
O Acre registrou 167 desastres ambientais entre 2000 e 2023, e deve considerar a realocação de cidades para áreas mais altas. Isto é o que aponta o Anuário das Mudanças Climáticas, do Centro Brasil no Clima (CBC) e Instituto Clima e Sociedade (ICS), elaborado por pesquisadores do meio ambiente.
A análise relata que a região Norte é vulnerável a catástrofes como inundações e alagamentos, e tem baixa capacidade de adaptação, justificada pela falta de planejamento urbano. Além disso, a região está com risco de aumento de até 8ºC na temperatura, o que pode intensificar os problemas.
O estudo cita o caso de Brasiléia, no interior do Acre, que teve a maior enchente de sua história em fevereiro de 2024.
O anuário ainda ressalta que o estado já possui mecanismos de alerta para possíveis desastres, e recomenda que os dispositivos sejam reforçados.
De acordo com a pesquisa, baseada em números do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), os registros de desastres ambientais no estado, em 24 anos, se distribuem da seguinte maneira:
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Fonte: Anuário das Mudanças Climáticas/MIDR
Brasiléia já discutiu projeto
Em meio a maior enchente da história do município, a prefeitura de Brasiléia afirmou que considerava um projeto para realocar moradores da parte baixa da cidade na parte alta, menos afetada pelas águas. A informação foi repassada pela então prefeita Fernanda Hassem (PT) após o Rio Acre chegar à marca de 15,56 metros no município.
À época, a gestora alertou que há moradores de alguns locais da cidade que se recusam a deixar as casas, mesmo com a enchente. É o caso do bairro Leandro Barbosa, onde cerca de 200 pessoas permaneceram durante a cheia.
O plano para o período pós-cheia, segundo a prefeita, incluiria construir novas residências e conjuntos habitacionais na parte mais alta do município e desocupar a parte baixa, que sempre é coberta por enchentes. Porém, até o início de 2025, ainda não há indicativo de que o plano tenha iniciado.
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Brasiléia teve pior enchente de sua história. Foto: Asscom Prefeitura de Brasiléia
“São cheias seguidas, então, posteriormente, vamos pensar um projeto ousado e tirar essa parte baixa daqui, construir novas casas, novos conjuntos habitacionais para a parte alta da cidade, porque não dá mais. Nós temos bairros como o Leonardo Barbosa, colocamos à disposição da população para retirada, mas teve pessoas que ainda ficaram. Nós temos 200 pessoas lá. Eu mesma fui lá, levamos médico, levamos a equipe de farmácia ambulante para fazer dispensação de remédios, para entregar comida para eles e para garantir o cuidado com a vida”, disse Hassem.
O Acre enfrentou uma cheia histórica em 2024. Em todo o estado, mais de 14.476 pessoas ficaram fora de casa, dentre desabrigados e desalojados. Além disto, 17 das 22 cidades acreanas ficaram em situação de emergência por conta do transbordo de rios e igarapés. Ao menos 23 comunidades indígenas no interior do Acre também sofreram com os efeitos das enchentes.
O município superou a marca registrada em 2015, naquela que ficou conhecida como a pior cheia da história da cidade, quando as águas do manancial cobriram 100% da área urbana do local.
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