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Sebrae valoriza a agricultura familiar durante Expoacre Juruá 2025

A diversidade produtiva do Acre é uma das protagonistas da Expoacre Juruá 2025, em Cruzeiro do Sul. No espaço do agronegócio, o público tem a oportunidade de conhecer de perto o potencial das cadeias produtivas regionais, com destaque para alguns produtos como a mandioca e seus derivados, fruticultura, horticultura, derivados da banana, variedades de feijões e o famoso açaí de Feijó. Já no Espaço Sebrae, ganham destaque a produção local de café, o mel, e os óleos e essências.
O Sebrae, que participa da feira como realizador ao lado do Governo do Estado, organizou um ambiente voltado ao fomento da agricultura familiar, auxiliando na divulgação dos produtos de origem acreana e gerando conexões entre produtores e consumidores. O espaço também serve como vitrine para boas práticas de produção, inovação e sustentabilidade.
A gerente do Escritório Regional do Sebrae em Cruzeiro do Sul, Laiz Mappes, destaca que, em parceria demais instituições de fomento ao agronegócio, 70 produtores da agricultura familiar participam da feira. “Esse é o momento que os produtores, ou melhor, empreendedores rurais, têm de mostrar o produto deles para a população. Aqui nós temos as cadeias prioritárias da nossa região, e o Sebrae tem uma função muito importante na parte de orientação para auxiliar a gestão, inovação e comercialização desses produtos”, disse.

A mandioca, uma das culturas mais tradicionais da região, se evidencia a partir dos seus derivados, como a famosa Farinha de Cruzeiro do Sul, detentora do selo de Indicação Geográfica (IG), além dos biscoitos de goma, tapiocas e beijus, valorizando o saber local e a produção rural.
O mel de abelhas nativas e os óleos e essenciais naturais, produzidos em comunidades que adotam práticas sustentáveis, também chamam atenção pela qualidade e pelo apelo ambiental.

Entre os destaques está o Robusta Acreano, café cultivado por agricultores familiares no Vale do Juruá e que vem ganhando reconhecimento pela qualidade. No estande, um barista prepara cafés diferenciados para os visitantes. “Esse é um tipo de café que tem uma adaptação muito boa para a região e estamos disponibilizando degustação para as pessoas conhecerem a qualidade desse produto. Essas empresas passam por consultorias e orientações do Sebrae para evidenciarem o que esse café tem de melhor”, ressaltou a coordenadora de negócios, Rina Suarez.
O espaço ainda apresenta o açaí de Feijó, que também possui o selo de Indicação Geográfica (IG) e é conhecido por sua intensidade e sabor autêntico, fortalecendo a identidade regional.

Além da exposição e degustação dos produtos, o público pode adquirir os itens diretamente com os produtores, tornando a experiência rica e educativa.
Sebrae reforça seu compromisso com os pequenos negócios e o desenvolvimento sustentável. A presença das cadeias produtivas na Expoacre Juruá mostra o quanto o Acre tem avançado no fortalecimento da sua economia rural, com apoio técnico, acesso a mercado e valorização da produção regional.
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Após dois dias presa, prefeita de Cobija é solta e agradece apoio popular: “Conheci a realidade do sistema prisional”
Ana Lucia Reis foi detida ao desembarcar em aeroporto na quinta-feira (26) por dívidas trabalhistas de gestões anteriores; dívida estimada chega a 7 milhões de bolivianos

A prefeita de Cobija, capital do departamento de Pando, na Bolívia, Ana Lucia Reis, deixou o presídio de Villa Busch nas últimas horas desta sexta-feira (27) após permanecer dois dias detida por dívidas trabalhistas relacionadas a administrações anteriores do município.
Ao sair da unidade prisional, a gestora foi recebida por apoiadores que aguardavam sua liberação. Em seu primeiro contato com a imprensa, agradeceu o apoio recebido e destacou a experiência de ter conhecido as condições reais em que vivem as pessoas privadas de liberdade no centro penitenciário.
Prisão
Reis foi detida na quinta-feira (26) ao desembarcar no Aeroporto Capitán Aníbal Arab Fadul, em Cobija, quando retornava de uma viagem oficial a La Paz, onde buscava recursos para o município. A prisão ocorreu em cumprimento a mandados judiciais relacionados a processos trabalhistas movidos por ex-servidores municipais.
Segundo informações apuradas pela imprensa boliviana, a prefeita enfrentava seis mandados de prisão expedidos pela Justiça do departamento de Pando, com dívida estimada em aproximadamente 7 milhões de bolivianos (cerca de R$ 5 milhões). Os débitos referem-se a benefícios sociais e salários não pagos a ex-funcionários e ex-vereadores, incluindo cobranças de bônus de fronteira referentes a gestões passadas.
A defesa da prefeita e a administração municipal divulgaram notas esclarecendo que os processos não estão relacionados a atos da atual gestão, mas sim a obrigações trabalhistas herdadas de administrações anteriores. Segundo comunicado oficial, a gestão atual “vem atuando com responsabilidade institucional, impulsionando o ordenamento e saneamento progressivo de obrigações herdadas”.
Situação jurídica e funcionamento da prefeitura
De acordo com o diretor de Comunicação da prefeitura, George Zabala, no sistema jurídico boliviano os processos são vinculados ao CPF do gestor, o que faz com que cada nova administração assuma dívidas institucionais como responsabilidade pessoal. Zabala afirmou que o valor estimado da dívida da prefeitura é inferior a 1 milhão de bolivianos, embora outras fontes apontem valores superiores.
Apesar da prisão da prefeita, a prefeitura de Cobija manteve atendimento normal, com servidores cumprindo horários regulares de trabalho. O gabinete da prefeita permaneceu fechado, com objetos pessoais e documentos ainda no local.
Em mensagem publicada nas redes sociais após sua libertação, a prefeita manifestou-se “tranquila” e afirmou que sua situação jurídica responde estritamente a processos trabalhistas herdados de gestões anteriores. Ela deve agora responder às ações judiciais em liberdade, enquanto acompanha os desdobramentos do caso.
Cobija é capital do departamento de Pando e faz fronteira com o Acre, sendo cidade vizinha aos municípios brasileiros de Brasiléia e Epitaciolândia, o que amplia a repercussão do caso na região de fronteira.
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Acrelândia e Plácido de Castro recebem núcleos do Bem-Me-Quer
A Polícia Civil do Acre (PCAC) deu mais um passo importante na consolidação de uma política pública voltada ao acolhimento humanizado de mulheres, crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica. Nesta sexta-feira, 27, o programa Bem-Me-Quer foi ampliado com a entrega de dois novos núcleos, um no município de Acrelândia e outro em Plácido de Castro. A iniciativa fortalece o atendimento em cidades onde não há Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs).

O Bem-Me-Quer consiste em salas planejadas para oferecer um ambiente acolhedor e diferenciado, com cores suaves, mobília adequada e organização pensada para que a vítima não se sinta em um espaço hostil. O projeto vai além da estrutura física, policiais civis recebem treinamento especializado para garantir um atendimento mais empático, paciente e tecnicamente preparado, respeitando a sensibilidade de cada caso.
Idealizado em 2021 pela delegada Mariana Gomes, o programa nasceu da observação da alta demanda de casos envolvendo mulheres, crianças e adolescentes em situação de violência. A partir da necessidade de oferecer um acolhimento mais digno e humanizado, foi criado um novo modelo de atendimento que rapidamente se consolidou como referência no Acre e passou a inspirar iniciativas semelhantes em outros estados.

A delegada de Acrelândia, Jade Dene, destacou que o núcleo chega em momento oportuno para fortalecer a rede de proteção no município. “O número de casos envolvendo violência familiar e contra a mulher é significativo em nossa região. Agora, com o núcleo Bem-Me-Quer, esses atendimentos serão otimizados, proporcionando às vítimas um espaço mais adequado, reservado e humanizado, além de reforçar a confiança no trabalho da Polícia Civil”, afirmou.
Em Plácido de Castro, o delegado Leandro Lucas Barreto ressaltou o impacto positivo da implantação do projeto. “A chegada do Bem-Me-Quer representa um avanço histórico para o município. Estamos estruturando não apenas um espaço físico diferenciado, mas fortalecendo uma cultura institucional de acolhimento, respeito e sensibilidade no atendimento às vítimas”, pontuou.

Coordenadora do projeto, a delegada Juliana de Angelis enfatizou que a expansão reforça o compromisso da instituição com a proteção das vítimas. “A expansão do Projeto Bem-Me-Quer para essas duas cidades é um passo importante na nossa missão de assegurar que o atendimento às vítimas de violência seja feito de forma humanizada e eficaz. Estamos comprometidos em levar esse suporte a todas as regiões do Acre”, declarou.
O delegado-geral, José Henrique Maciel, destacou que o Governo do Acre, por meio da PCAC, compreende a complexidade e a sensibilidade da temática. “Tratar da violência contra a mulher e contra crianças exige responsabilidade, preparo e sensibilidade. O Governo do Acre entende essa pauta como prioridade e tem investido em ações concretas que garantam acolhimento, proteção e dignidade às vítimas. O Bem-Me-Quer é a prova de que estamos avançando de forma estruturada e comprometida”, afirmou.

Atualmente, o programa está implantado em nove cidades acreanas e já recebeu diversos reconhecimentos. No estado, é frequentemente citado em discursos do governador Gladson Cameli e da vice-governadora Mailza Assis como exemplo de política pública eficaz. Em âmbito nacional, conquistou certificado no 1º Concurso de Boas Práticas em Prol das Mulheres Brasileiras, promovido pela Associação Brasileira das Mulheres de Carreira Jurídica (ABMCJ), foi premiado no Prêmio Juíza Viviane Vieira do Amaral, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), figurando entre os dez melhores do país, e segue nas fases do Prêmio Innovare, consolidando-se como uma das principais iniciativas inovadoras no enfrentamento à violência doméstica no Brasil.
Fonte: Conteúdo republicado de POLÍCIA CIVIL - GERAL
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Caminhoneiro é preso em Porto Velho com 261 kg de skunk em veículo vindo do Acre
Droga estava exposta na carroceria durante abordagem da PRF na BR-364; prejuízo ao crime é estimado em cifras milionárias

O veículo, utilizado para transporte de carga viva, chamou a atenção dos agentes, que decidiram realizar a vistoria. Foto: captada
Um caminhoneiro que saiu de Rio Branco (AC) foi preso na última quinta-feira (26) após ser flagrado transportando 261 quilos de maconha do tipo skunk na BR-364, em Porto Velho (RO).
A abordagem foi realizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante uma fiscalização de rotina. O veículo, utilizado para transporte de carga viva, chamou a atenção dos agentes, que decidiram realizar a vistoria.
Durante a inspeção, os policiais encontraram a droga exposta na carroceria do caminhão, sem qualquer tentativa de ocultação. Ao todo, foram apreendidos cinco fardos do entorpecente, que somavam mais de 261 quilos.
Segundo a Polícia Federal (PF), o motorista confessou que fazia o transporte da droga. Ele, o veículo e a carga foram encaminhados para a sede da corporação em Porto Velho, onde foi formalizada a prisão em flagrante.
O suspeito deve responder por tráfico interestadual de drogas. O prejuízo ao crime organizado é estimado em cifras milionárias.
As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos no esquema criminoso.





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