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Rio Acre volta a subir e Defesa Civil não descarta enchentes em 2025: “Alerta sério”
A previsão de chuva para os próximos dias é entre 60% e 80%, para hoje, sábado e domingo, o que influencia no nível do rio nesse início, e futuramente

Faltando apenas 1 centímetros para 3 metros, o nível está abaixo do que esteve no mesmo período do ano passado. Foto: Reprodução
Rose Lima/ContilNet
O nível do Rio Acre subiu 15 centímetros em 24 horas. Ontem dia 5, às 05h:43, mediu 02,84m e hoje, sexta-feira (6), alcançou os 2,99, no mesmo horário. Faltando apenas 1 centímetros para 3 metros, o nível está abaixo do que esteve no mesmo período do ano passado, 2023, quando media 3,50, e houve a segunda maior enchente já registrada.
Segundo o coordenador da Defesa Civil, Coronel Cláudio Falcão, o acumulado de chuvas pode dizer se teremos ou não enchentes este ano.
“Esse ano nós estamos com um acumulado de 520 a 530 milímetros, referente aos três últimos meses, outubro, novembro e dezembro. Em 2022, esse acúmulo foi de 800 milímetros. Isso significa dizer que quanto mais chove no final do ano, menor é a enchente futura, mas como em 2022 choveu 800 milímetro nos últimos três meses e tivemos a terceira maior cota de todos os tempos, isso nos traz um alerta bastante sério, de que a gente pode ter sim, uma grande enchente o ano que vem”, disse Falcão.
O coordenador destacou ainda que este período é de intensa variação e mudanças climáticas, e se torna difícil fazer uma previsão mais concreta.
“De qualquer maneira, a gente pega os últimos quatro anos e vimos que teve enchentes todos os anos. Então em 2025, mesmo que haja um transbordamento tão alto, nós temos que estar preparados”, alerta ele.
A previsão de chuva para os próximos dias é entre 60% e 80%, para hoje, sábado e domingo, o que influencia no nível do rio nesse início, e futuramente.
“Nós temos que torcer para chover bastante em dezembro, para poder diminuir a pluviometria dos próximos três meses, no início do ano, para a gente não ter um nível do rio tão alto”, concluiu.

O coordenador da Defesa Civil, Coronel Cláudio Falcão, destacou ainda que este período é de intensa variação e mudanças climáticas, e se torna difícil fazer uma previsão mais concreta. Foto: cedida
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Polícia Civil localiza corpo enterrado em Rio Branco após três meses de investigação; vítima pode ser jovem desaparecido em dezembro
Cães farejadores do Corpo de Bombeiros foram fundamentais para encontrar local exato do enterro; exames periciais devem confirmar identidade

O corpo foi exumado pela equipe do Corpo de Bombeiros e encaminhado para exames cadavéricos e laboratoriais que deverão confirmar oficialmente a identidade da vítima. Foto: captada
A Polícia Civil do Acre (PCAC) localizou, na manhã desta sexta-feira (13), um corpo enterrado em uma área de mata em Rio Branco, após três meses de investigações. De acordo com a corporação, o corpo pode ser de Jardeilson da Silva, de 30 anos, desaparecido desde o dia 28 de dezembro de 2025.
O trabalho foi conduzido pela equipe da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que desde o registro do desaparecimento investigava o caso, realizando levantamentos de informações e varreduras em áreas apontadas durante o curso da investigação. O trabalho persistente das equipes resultou na localização do ponto onde o corpo havia sido ocultado.

O ponto exato onde o corpo estava enterrado foi identificado graças ao trabalho técnico do Pelotão de Cães do 2º Batalhão do Corpo de Bombeiros, sob comando do subtenente BM Heleno. Foto: captada
Ação integrada
No local, atuaram de forma integrada equipes da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros Militar do Acre e da Perícia Técnica. O ponto exato onde o corpo estava enterrado foi identificado graças ao trabalho técnico do Pelotão de Cães do 2º Batalhão do Corpo de Bombeiros, sob comando do subtenente BM Heleno.

O corpo enterrado em uma área de mata que pode pertencer ao nacional Jardeilson da Silva, de 30 anos, desaparecido desde o dia 28 de dezembro de 2025, em Rio Branco. Foto: captada
Os cães farejadores conseguiram identificar vestígios humanos no terreno, permitindo a delimitação precisa da área para escavação e resgate. O corpo foi encaminhado para exames cadavéricos e laboratoriais que deverão confirmar oficialmente a identidade da vítima, por meio de análises de vestígios biológicos e exames periciais.
As investigações seguem em andamento na Delegacia de Homicídios com o objetivo de esclarecer as circunstâncias da morte e responsabilizar criminalmente os envolvidos no caso.

O ponto exato onde o corpo estava enterrado foi identificado graças ao trabalho técnico do Pelotão de Cães do 2º Batalhão do Corpo de Bombeiros, sob comando do subtenente BM Heleno. Foto: captada
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Trabalhadores são sequestrados e executados em área de mata na Cidade do Povo
Adolescente de 17 anos, que tinha autismo, e jovem de 22 foram levados por criminosos após entrega de tijolos; polícia investiga possível relação com disputa entre facções
Os jovens executados a tiros na noite da última quinta-feira (12), em uma área de mata nas proximidades da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), localizada na Rua Geraldo Leite, no Conjunto Habitacional Cidade do Povo, em Rio Branco, foram identificados como Gustavo Gabriel Bezerra Soster, de 17 anos, e Daniel Dourado de Souza, de 22 anos. O adolescente Gustavo possuía Transtorno do Espectro Autista (TEA).
De acordo com informações da polícia, as vítimas trabalhavam em uma cerâmica e haviam ido realizar a entrega de tijolos em uma obra, acompanhadas de outros dois funcionários. Ao chegarem ao local, os quatro trabalhadores teriam sido abordados por integrantes de uma facção criminosa.
Ainda segundo a investigação inicial, os criminosos teriam descoberto que o irmão de Daniel supostamente integra uma organização criminosa rival. Durante a abordagem, os suspeitos teriam verificado os celulares das vítimas e encontrado imagens consideradas comprometedoras. Diante disso, decidiram levar Gustavo e Daniel para serem executados.
Os outros dois trabalhadores foram liberados pelos criminosos e deixaram o bairro às pressas, temendo também serem mortos.
As vítimas foram levadas para uma área de mata localizada aos fundos da estação de tratamento de esgoto do bairro, onde foram executadas com vários disparos de arma de fogo, inclusive na região da cabeça.
Policiais militares do 2º Batalhão estiveram no local, isolaram a área e acionaram a equipe da perícia criminal para os procedimentos de investigação. Após a conclusão dos trabalhos periciais, os corpos foram removidos e encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização dos exames cadavéricos.
Familiares do adolescente Gustavo informaram que ele possuía Transtorno do Espectro Autista, fazia uso de medicação controlada e sonhava em melhorar de vida. Segundo parentes, o jovem era órfão de pai e ajudava no sustento da família.
O duplo homicídio, com características de execução, já está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que busca identificar os autores do crime e esclarecer a motivação do caso.
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Bloqueio na Ponte Internacional entre Cobija e Brasiléia é suspenso temporariamente após negociação
Manifestação por reivindicações trabalhistas durou poucas horas; ministro boliviano deve chegar a Cobija no final da tarde para reunião

Representantes dos trabalhadores aguardam a chegada do ministro da Economia da Bolívia para tentar um acordo que evite a interdição. Foto: captada
Trabalhadores do Serviço Departamental de Estradas (Sedcam) e servidores municipais iniciaram, nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira (13), o bloqueio parcial da Ponte Internacional que liga a cidade de Cobija, na Bolívia, a Brasiléia, no Acre. A paralisação foi convocada pela central sindical departamental em apoio às reivindicações da categoria.
De acordo com informações dos manifestantes, o protesto exigia a presença do Ministério da Economia e Finanças Públicas da Bolívia para negociar diretamente com os trabalhadores e buscar uma solução para o conflito laboral.
Suspensão temporária
Após poucas horas de bloqueio, houve uma reunião com representantes do governo federal boliviano. Fontes informaram que ficou acertada a presença do ministro, que se encontrava em La Paz, com previsão de chegada a Cobija depois das 17h (horário boliviano). Diante do compromisso, os manifestantes decidiram suspender temporariamente a paralisação.

A mobilização, segundo os trabalhadores, é uma forma de pressionar o governo boliviano a apresentar uma solução para o problema. Foto: captada
O bloqueio, ainda que breve, afetou a circulação de pessoas e veículos na principal rota de integração entre os dois países na região. A ponte é crucial para o comércio e o trânsito de trabalhadores, turistas, estudantes, comércio e viajantes entre Brasil e Bolívia no extremo oeste do Acre.
Um dirigente sindical, que preferiu não ser identificado, afirmou que a mobilização será retomada caso não haja avanços concretos no diálogo. “O bloqueio será montado novamente e será mantido por tempo indeterminado enquanto não houver um acordo que atenda às demandas dos trabalhadores afetados”, declarou.

Tensão trabalhista
A paralisação ocorre em meio a um cenário de instabilidade trabalhista no município. No final de fevereiro, a prefeita de Cobija, Ana Lucía Reis, foi detida ao desembarcar na cidade em decorrência de denúncias relacionadas ao não pagamento de benefícios sociais a trabalhadores municipais.
Na ocasião, o secretário de Planejamento do município explicou que as dívidas correspondem a benefícios sociais de gestões anteriores e que a prefeita enfrentava seis ordens de apreensão, sendo a maior delas uma demanda de 6 milhões de bolivianos por parte do sindicato de trabalhadores municipalistas.
A categoria aguarda agora a chegada do ministro para a reunião prevista no final da tarde desta sexta-feira, dia 13, que pode definir os rumos do movimento.
A Ponte Internacional que liga Cobija a Brasiléia é uma via crucial para o comércio e o trânsito de pessoas na fronteira. Autoridades brasileiras acompanham a situação e devem orientar viajantes sobre rotas alternativas enquanto perdurar o bloqueio.

Servidores aguardam chegada do ministro da Economia boliviano para tentar acordo e evitar interdição por tempo indeterminado. Foto: captada


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