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Rio Acre sobe 6 cm em 16 horas e atinge 14,59 m, mesmo sem chuva em Rio Branco no domingo

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Defesa Civil registra elevação contínua ao longo do domingo (18); nível já supera cota de transbordamento em 59 cm e mantém estado de emergência

Em elevação constante desde a madrugada, nível do rio supera cota de transbordamento em 59 centímetros e mantém estado de emergência na capital. Foto: captada 

O Rio Acre seguiu em elevação ininterrupta ao longo deste domingo (18), atingindo 14,59 metros às 21h, conforme monitoramento da Defesa Civil de Rio Branco. Apesar da ausência de chuvas nas últimas 24 horas, o nível subiu gradualmente desde as 5h18 (14,53m) – superando a cota de transbordamento (14m) em quase 60 centímetros e a de alerta (13,50m) em mais de um metro.

O cenário mantém a capital em estado de emergência, com 27 bairros já afetados e centenas de famílias desalojadas. A Defesa Civil reforça o monitoramento permanente e mantém as equipes em prontidão para ações preventivas, caso a trajetória de alta persista nas próximas horas.

Evolução do nível no domingo:
  • 05h18: 14,53 m

  • 09h00: 14,54 m

  • 12h00: 14,55 m

  • 15h00: 14,57 m

  • 18h00: 14,58 m

  • 21h00: 14,59 m

Comparativo com as cotas de referência:
  • Cota de alerta: 13,50 m

  • Cota de transbordamento: 14,00 m

  • Nível atual: 59 cm acima do transbordamento

Situação operacional:

A Defesa Civil mantém monitoramento permanente e as equipes em prontidão para adoção de medidas preventivas caso a subida continue. Já foram atingidas 631 famílias em 27 bairros da capital, com famílias removidas para abrigos.

A elevação sem chuva local é típica de cheias em rios de planície, quando a onda de inundaçãoformada nas cabeceiras demora dias para percorrer todo o curso – ou seja, o pico ainda pode não ter chegado à capital.

A Defesa Civil deve emitir novo boletim na madrugada de segunda-feira (19). Enquanto isso, moradores de áreas ribeirinhas são orientados a manter-se em locais seguros e acatar recomendações de remoção.

A cheia atual já é a maior desde 2015 e se aproxima do recorde histórico de 15,42 mregistrado naquele ano. A ausência de chuva local não significa alívio imediato, pois a vazão a montante continua elevada.

A alta ocorreu mesmo sem registro de chuvas na capital nas últimas 24 horas, indicando que a vazão vem das cabeceiras na fronteira com o Peru e Bolívia. Foto: captada 

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Colisão entre carro e motocicleta deixa homem ferido no bairro Dom Giocondo, em Rio Branco

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Uma colisão envolvendo um carro e uma motocicleta deixou Johnn Wesley da Silva Rocha, de 33 anos, ferido na noite deste sábado (7), na Rua Minas Gerais, no bairro Dom Giocondo, em Rio Branco.

De acordo com informações de testemunhas, o motorista de um Volkswagen Gol, de cor vermelha, seguia no sentido bairro–centro quando tentou realizar um retorno na via. No mesmo momento, Johnn Wesley, que conduzia uma motocicleta Honda, de cor preta, tentou ultrapassar o veículo e acabou colidindo contra a porta do automóvel.

Com o impacto, o motociclista foi arremessado ao solo e sofreu trauma torácico, dores na coluna e escoriações pelo corpo. O condutor do carro permaneceu no local e prestou auxílio à vítima.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado e enviou uma ambulância de suporte básico, que realizou os primeiros atendimentos e encaminhou Johnn Wesley ao Pronto-Socorro de Rio Branco, onde deu entrada em estado de saúde estável, embora haja possibilidade de agravamento do quadro clínico.

O Batalhão de Policiamento de Trânsito não foi acionado para atender a ocorrência. Um acordo verbal foi firmado entre o motorista do carro e a esposa da vítima, e ambos os veículos foram retirados do local.

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Dependente químico é esfaqueado durante discussão em casa abandonada no Centro de Rio Branco

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Vítima foi socorrida pelo Samu, mas causou confusão na UPA e fugiu antes de receber atendimento completo

O dependente químico Luiz Carlos Pereira, de 45 anos, foi ferido com um golpe de faca na noite deste sábado (7), dentro de uma residência abandonada localizada na Avenida Getúlio Vargas, no bairro Centro, em Rio Branco.

Segundo informações de testemunhas, Luiz Carlos fazia uso de entorpecentes no imóvel abandonado na companhia de outro homem, não identificado. Durante o consumo de drogas, os dois teriam iniciado uma discussão. Em meio ao desentendimento, o agressor sacou uma faca e desferiu um golpe que atingiu a axila esquerda da vítima.

Mesmo ferido, Luiz Carlos conseguiu sair correndo do local, mas acabou caindo ao lado de uma borracharia 24 horas, na Rua Rio Grande do Sul. Agentes de Trânsito que passavam pela região encontraram o homem ferido e bastante alterado, acionando imediatamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Uma ambulância de suporte avançado foi enviada para atender a ocorrência. Durante o atendimento, Luiz apresentou comportamento agressivo e chegou a tentar agredir profissionais da imprensa que acompanhavam o caso.

Após os primeiros socorros, a vítima foi encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Franco Silva, na Baixada da Sobral. No entanto, ao dar entrada na unidade, Luiz Carlos passou a causar tumulto, quebrando e arremessando objetos no chão. Em seguida, retirou o acesso venoso do soro e deixou a unidade por conta própria.

Do lado de fora da UPA, ele ainda tentou agredir um segurança utilizando um tijolo e, logo depois, fugiu em direção à Rua Campo Grande.

A Polícia Militar foi acionada e esteve na unidade de saúde para os procedimentos cabíveis. O autor da agressão não foi localizado, e o caso deverá ser apurado pelas autoridades competentes.

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Isenção do IRPF até R$ 5 mil: veja quanto passa a sobrar no salário

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Reprodução/Receita Federal
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A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil mensais passou a valer em janeiro e já começou a impactar o salário líquido de milhões de trabalhadores brasileiros.

Com a mudança, contribuintes que antes tinham desconto mensal do imposto deixaram de pagar o tributo, o que eleva diretamente a renda disponível ao longo do mês.

A nova regra amplia o limite anterior de isenção e faz com que trabalhadores com renda nessa faixa passem a ter apenas os descontos obrigatórios, como a contribuição ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), sem a retenção do Imposto de Renda na fonte.

Na prática, o valor que antes era recolhido pelo governo passa a permanecer no bolso do contribuinte.

Quanto pode aumentar o salário líquido

O impacto varia conforme a renda mensal e os descontos aplicáveis, mas simulações indicam que o ganho pode chegar a algumas centenas de reais por mês.

Um trabalhador com salário bruto de R$ 4 mil, por exemplo, que antes pagava imposto após as deduções legais, deixa de ter essa cobrança e passa a receber um valor líquido maior.

Isso representa um aumento imediato da renda disponível e maior capacidade de consumo das famílias. Além de redução da carga tributária sobre rendas médias e um efeito positivo sobre setores ligados ao consumo interno.

Para quem ganha próximo ao teto de R$ 5 mil, o benefício tende a ser mais perceptível, já que essas faixas ainda sofriam incidência relevante do imposto até a mudança.


Entenda porque a isenção do IR é fiscalmente neutra

  • A ampliação da isenção está acompanhada de ajustes na tributação de rendas mais altas, dividendos ou benefícios fiscais, o que recompõe parte da perda de arrecadação;
  • Além disso, com mais renda disponível, famílias tendem a consumir mais, o que eleva a arrecadação de tributos sobre bens e serviços, compensando parte da queda inicial de receita;
  • A redução da carga sobre salários menores pode estimular a formalização do trabalho, aumentando a arrecadação previdenciária e de outros tributos ao longo do tempo;
  • Ao reduzir o peso do imposto sobre rendas médias e ampliar a cobrança sobre rendas mais altas, a medida redistribui a carga tributária sem necessariamente reduzir o total arrecadado.

Cálculos da Confirp Contabilidade mostram que um trabalhador com renda bruta de R$ 5 mil terá ganho mensal de R$ 312,89 com a ampliação da faixa de isenção do IR.

Ou seja, contando com o 13º salário, o ganho para o trabalhador, por ano, será de R$ 4.067,57. Confira os dados:

  • Contribuinte com renda bruta de R$ 3.036: não terá ganho por mês.
  • Contribuinte com renda bruta de R$ 3.400: terá ganho de R$ 27,30 por mês.
  • Contribuinte com renda bruta de R$ 3.600: terá ganho de R$ 54,76 por mês.
  • Contribuinte com renda bruta de R$ 3.800: terá ganho de R$ 84,76 por mês.
  • Contribuinte com renda bruta de R$ 4.000: terá ganho de R$ 114,76 por mês.
  • Contribuinte com renda bruta de R$ 4.200: terá ganho de R$ 144,76 por mês.
  • Contribuinte com renda bruta de R$ 4.400: terá ganho de R$ 177,89 por mês.
  • Contribuinte com renda bruta de R$ 4.600: terá ganho de R$ 222,89 por mês.
  • Contribuinte com renda bruta de R$ 4.800: terá ganho de R$ 267,89 por mês.
  • Contribuinte com renda bruta de R$ 5.000: terá ganho de R$ 312,89 por mês (R$ 4.067,57 por ano).
  • Contribuinte com renda bruta de R$ 5.200: terá ganho de R$ 286,27 por mês.
  • Contribuinte com renda bruta de R$ 5.400: terá ganho de R$ 259,64 por mês.
  • Contribuinte com renda bruta de R$ 5.600: terá ganho de R$ 233,01 por mês.
  • Contribuinte com renda bruta de R$ 5.800: terá ganho de R$ 206,38 por mês.
  • Contribuinte com renda bruta de R$ 6.000: terá ganho de R$ 179,75 por mês.
  • Contribuinte com renda bruta de R$ 6.200: terá ganho de R$ 153,12 por mês.
  • Contribuinte com renda bruta de R$ 6.400: terá ganho de R$ 126,49 por mês.
  • Contribuinte com renda bruta de R$ 6.600: terá ganho de R$ 99,86 por mês.
  • Contribuinte com renda bruta de R$ 6.800: terá ganho de R$ 73,23 por mês.
  • Contribuinte com renda bruta de R$ 7.000: terá ganho de R$ 46,60 por mês.
  • Contribuinte com renda bruta de R$ 7.200: terá ganho de R$ 19,98 por mês.
  • Contribuinte com renda bruta de R$ 7.350: não terá ganho por mês.
  • Contribuinte com renda bruta de R$ 7.400: não terá ganho por mês.
  • Contribuinte com renda bruta de R$ 7.500: não terá ganho por mês.
  • Contribuinte com renda bruta de R$ 8.000: não terá ganho por mês.

No caso para quem recebe entre R$ 3.400 e R$ 4.800, o ganho real varia de R$ 27 a 267 por mês. Já entre R$ 5.200 e R$ 7.200 o ganho real oscila entre R$ 286 a R$ 19. O valor diminui devido à “escadinha” do desconto parcial.

A ampliação da faixa de isenção beneficia principalmente trabalhadores formais com renda mensal entre dois e cinco salários mínimos, além de aposentados e pensionistas que antes ainda eram tributados. A mudança também tem efeito distributivo, ao reduzir o peso do imposto sobre a renda do trabalho.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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