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Governo do Acre retifica resultado e convoca candidatos para inspeção de saúde do concurso da PM

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Editais publicados no Diário Oficial tratam de decisão judicial e da nova etapa para aluno oficial combatente e 2º tenente estagiário de saúde

A Secretaria de Estado de Administração (Sead) e a Polícia Militar do Estado do Acre (PMAC) publicaram, no Diário Oficial do Estado desta segunda-feira (19), dois novos editais referentes ao concurso público para provimento de vagas de aluno oficial combatente e 2º tenente estagiário de saúde da corporação. As publicações tratam da retificação do resultado final do certame e da convocação de candidatos aprovados para a etapa de inspeção de saúde.

Por meio do Edital nº 063 SEAD/PMAC, de 16 de janeiro de 2026, o governo do Estado tornou pública a retificação do resultado final do concurso, em cumprimento a uma decisão judicial proferida nos Autos nº 0701002-20.2024.8.01.0001. Conforme o documento, foi determinada a exclusão de uma candidata específica do resultado final anteriormente divulgado no Edital nº 028 SEAD/PMAC, de 9 de fevereiro de 2024. A Sead e a PMAC informaram que os demais itens e subitens do edital permanecem inalterados.

O edital retificado reapresenta a lista definitiva de classificação dos candidatos ao cargo de aluno oficial combatente, mantendo a ordem de classificação, notas e dados dos aprovados, já considerando a exclusão determinada judicialmente. A relação completa dos classificados está disponível no Diário Oficial e segue válida para as próximas etapas do concurso.

Já o Edital nº 064 SEAD/PMAC, também datado de 16 de janeiro de 2026, dispõe sobre a convocação de candidatos aprovados para a inspeção de saúde, etapa de caráter eliminatório do concurso público regido pelo Edital nº 001 SEAD/PMAC, de 25 de maio de 2023. Foram convocados candidatos classificados entre a 24ª e a 67ª colocação para o cargo de aluno oficial combatente.

Conforme o edital, os convocados deverão comparecer presencialmente para a inspeção de saúde, portando documento oficial de identificação com foto, além de exames laboratoriais e toxicológicos atualizados. A avaliação será realizada em dois municípios. Em Cruzeiro do Sul, o atendimento ocorrerá até o dia 3 de fevereiro de 2026, das 7h30 às 13h, no 6º Batalhão de Polícia Militar, localizado na Rua Paraná, nº 441, bairro 25 de Agosto. Em Rio Branco, a inspeção será realizada na Diretoria de Saúde da PMAC, Sala 5 (JIS), na Rua Omar Sabino, nº 283, bairro Floresta.

A inspeção de saúde tem como objetivo avaliar se o candidato possui condições físicas e psíquicas compatíveis com as exigências do Curso de Formação Profissional e com o exercício das atribuições do cargo. O resultado será expresso como “apto” ou “inapto”. O edital também detalha a lista de exames obrigatórios, que incluem hemograma completo, exames bioquímicos, sorologias e exame toxicológico de larga janela de detecção, todos custeados pelos próprios candidatos.

As publicações são assinadas pelo secretário de Estado de Administração, Paulo Roberto Correia da Silva, e pela comandante-geral da Polícia Militar do Acre, coronel Marta Renata da Silva Freitas Alves. Informações adicionais podem ser obtidas nos canais oficiais da Sead e da PMAC.

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Homem é condenado a mais de 7 anos por roubo de celular dentro de cemitério em Rio Branco

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Lelândio Lopes Lima, de 44 anos, já tinha outras condenações e praticou o crime usando tornozeleira eletrônica; juiz nega liberdade para recorrer

Lelândio Lopes e um comparsa, ainda não identificado, invadiram o cemitério, no início da tarde do dia 10 de novembro do ano passado. Foto: captada 

Pela terceira vez, Lelândio Lopes Lima, de 44 anos, foi condenado pela Justiça do Acre — agora por roubar o celular de um funcionário do Cemitério São João Batista, em Rio Branco, em novembro do ano passado. O juiz da Vara de Delitos de Roubo e Extorsão da capital julgou procedente a denúncia do Ministério Público e aplicou pena de 7 anos, 4 meses e 16 dias de reclusão em regime semiaberto.

O crime ocorreu no início da tarde do dia 10 de novembro, quando Lelândio e um comparsa ainda não identificado invadiram o cemitério, renderam um funcionário que trabalhava em uma obra e levaram o aparelho celular. As imagens de câmeras de segurança mostraram a ação e a fuga dos criminosos, perseguidos pela vítima.

Investigadores da Delegacia de Crimes de Roubo e Extorsão (DCORE) identificaram Lelândio por meio das gravações e constataram que ele usava tornozeleira eletrônica no momento do crime. Dados do Instituto de Administração Penitenciária (IAPEN) confirmaram sua presença no local, e a vítima o reconheceu na sede da polícia.

O réu não poderá recorrer em liberdade, pois cometeu o delito enquanto cumpria pena por outro crime.

Veja vídeo:

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Homem de 51 anos é morto a faca em comunidade ribeirinha de Porto Walter

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Raimundo Nonato foi atingido após discussão; acesso difícil ao local atrasa chegada da polícia

Ainda conforme os primeiros levantamentos, tanto a vítima quanto o suspeito são moradores da sede do município de Porto Walter e não residiam na comunidade onde o homicídio foi registrado. Foto: captada 

Um homicídio foi registrado na Comunidade Anorato, localizada às margens do Rio Cruzeiro do Vale, na zona rural de Porto Walter, no interior do Acre. A vítima foi identificada como Raimundo Nonato, de 51 anos, que morreu após ser atingido por um golpe de faca.

Segundo informações preliminares, o crime ocorreu após um desentendimento entre Raimundo e o agressor. Relatos indicam que a vítima consumia bebida alcoólica no momento, o que pode ter contribuído para a discussão. Tanto Raimundo quanto o suspeito são moradores da sede de Porto Walter e não residiam na comunidade ribeirinha.

A polícia foi acionada, mas o difícil acesso à região, agravado pelo baixo nível do rio, tem atrasado o deslocamento das equipes. A expectativa é que os policiais retornem à sede do município apenas na manhã desta terça-feira (11) para prosseguir com as investigações.

Relatos iniciais apontam que Raimundo Nonato consumia bebida alcoólica no momento do ocorrido, o que pode ter contribuído para o início da discussão, embora as circunstâncias ainda estejam sob apuração. Foto: ilustrativa

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Ministério da Justiça regulamenta indicador nacional e evidencia eficiência da Polícia Civil do Acre em crimes contra a vida

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O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, José Henrique Maciel, ressaltou que a publicação da portaria é fruto de uma luta antiga da instituição e das polícias civis de todo o país por uma métrica justa e transparente

Portaria do MJ fortalece reconhecimento da eficiência da Polícia Civil do Acre na elucidação de homicídios e feminicídios. Foto: Saac Amorim/MJSP

A Polícia Civil do Acre (PCAC) passa a contar com um importante reconhecimento nacional na mensuração de sua eficiência investigativa com a publicação da Portaria MJSP nº 1.145, de 9 de fevereiro de 2026, pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. A norma uniformiza, em todo o Brasil, os critérios para cálculo dos índices de elucidação de homicídios e feminicídios, estabelecendo parâmetros objetivos e comparáveis entre os estados.

A nova regulamentação define que um crime será considerado elucidado quando o inquérito policial for relatado e encaminhado ao Judiciário ou ao Ministério Público com autoria e materialidade identificadas, ou ainda quando houver conclusão pela inexistência de crime, reconhecimento de excludentes legais ou extinção da punibilidade, exceto nos casos de prescrição. Também foram criados o Índice Nacional de Elucidação de Homicídios (INEH) e o Índice Nacional de Elucidação de Feminicídios (INEF), que passam a medir oficialmente o desempenho das polícias civis em todo o país.

O avanço é resultado de amplo debate no âmbito do Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil (CONCPC) e contou com atuação direta do Comitê Nacional dos Diretores de Departamento de Homicídios (CNDH), presidido pelo delegado de Polícia Civil do Acre, Alcino Sousa Júnior, titular da Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Ele esteve à frente da construção técnica da proposta e da interlocução com o Ministério da Justiça para a consolidação do novo modelo.

Para Alcino, a portaria representa um divisor de águas na segurança pública brasileira. “Trata-se de um marco para o Brasil. Pela primeira vez, temos um indicador oficial, pactuado e tecnicamente estruturado, capaz de mensurar com maior fidelidade a capacidade investigativa das Polícias Civis na elucidação de homicídios e feminicídios, com critérios claros e dados mais confiáveis”, destacou o delegado.

O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, José Henrique Maciel, ressaltou que a publicação da portaria é fruto de uma luta antiga da instituição e das polícias civis de todo o país por uma métrica justa e transparente. “Essa regulamentação pelo Ministério da Justiça é uma conquista histórica. Sempre defendemos que a investigação policial precisa ser medida com critérios técnicos e realistas, e agora temos uma ferramenta que demonstra, de fato, a eficiência da Polícia Civil acreana na resolução dos crimes contra a vida, especialmente homicídios e feminicídios”, afirmou.

Segundo Maciel, o novo modelo corrige distorções antigas, já que antes os indicadores extraoficiais consideravam apenas as denúncias oferecidas pelo Ministério Público, deixando de fora casos com autoria atribuída a adolescentes ou situações amparadas por excludentes legais. “Hoje, a sociedade passa a enxergar com mais clareza o trabalho investigativo que é feito diariamente pelos nossos policiais civis, muitas vezes em condições adversas, mas com resultados concretos”, completou.

Com a padronização nacional e a integração dos dados ao Sinesp, a expectativa é que a nova metodologia fortaleça a gestão por evidências, permita diagnósticos mais precisos sobre o desempenho investigativo e subsidie políticas públicas mais eficientes, consolidando o papel da Polícia Civil do Acre como referência na apuração de crimes contra a vida.

Delegado Alcino Sousa Júnior (gravata vermelha), presidente do CNDH e titular da DHPP do Acre, teve papel central na construção da nova métrica nacional de elucidação de homicídios e feminicídios. Foto: cedida

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