Brasil
Revolta cresce em Sena por serviços precários na manutenção dos ramais e nos postos de saúde
A situação fica ainda mais complicada diante das promessas feitas pelo prefeito Gerlen Diniz, que, até poucos dias não havia comprado nem mesmo medicamento para os postos de saúde

Muitas lideranças que apoiaram Gerlen na eleição de 2020 já deixaram o grupo político, levando seus apoiadores a também se afastarem do atual gestor. Foto: cedida
A situação em Sena Madureira tem gerado cada vez mais insatisfação entre os moradores e produtores rurais. A principal reclamação é a qualidade dos serviços realizados pela prefeitura na manutenção dos ramais de acesso às propriedades rurais, essenciais para o transporte de produção e o escoamento da água.
De acordo com relatos de moradores, a prefeitura tem deixado a desejar na execução dos serviços, o que tem prejudicado diretamente a rotina dos produtores rurais. Muitos afirmam que o trabalho realizado não atende às necessidades básicas, deixando os ramais em condições precárias, dificultando o acesso às suas propriedades.
Nesta sexta-feira, (4), aconteceu mais uma discussão acirrada entre um produtor rural e um funcionário da prefeitura. O responsável pelos serviços de manutenção dos ramais, conhecido como Chaguinha, foi questionado por um produtor, que lembrou a ele uma conversa que teve com o prefeito em sua presença, na qual teria ficado acordado que seriam colocados dutos nos trechos mais críticos dos ramais, especialmente onde há maior dificuldade de escoamento de água. No entanto, Chaguinha informou que a prefeitura não comprou esses equipamentos.
A situação fica ainda mais complicada diante das promessas feitas pelo prefeito Gerlen Diniz, que, até poucos dias não havia comprado nem mesmo medicamento para os postos de saúde, que seguem sem insumos para fazer atendimento odontológico.
Diante de tantos problemas, moradores da cidade e produtores começam a perder a paciência e cobram uma resposta mais efetiva por parte da gestão municipal.
Além das questões técnicas e operacionais, a crise política também afeta a popularidade do prefeito. Muitas lideranças que apoiaram Gerlen na eleição de 2020 já deixaram o grupo político, levando seus apoiadores a também se afastarem do atual gestor. A cada dia, cresce o número de eleitores insatisfeitos, o que pode refletir na próxima disputa eleitoral.

Trecho onde ocorreu o acidente é conhecido por ser de difícil acesso, com condições precárias que exigem atenção redobrada. Foto: cedida
Recentemente um caminhão que transportava um trator tombou na última quinta-feira, dia 19, no Ramal do 25, localizado na região do Cassirian, zona rural de Sena Madureira. O veículo ficou virado à beira da estrada, com o trator ainda preso à carroceria.
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Região Norte captou 117,2 milhões de reais por meio da Lei Rouanet, em 2025
O ano de 2025 registrou mais um volume recorde de captação de recursos por meio da Lei Rouanet
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Preço da castanha oscila entre 900 e 1,2 mil bolivianos em Cobija; camponeses esperam alta com compra de empresários peruanos
Produtores rurais da Bolívia aguardam incremento na cotação com entrada de compradores do Peru; castanha é um dos principais produtos da economia regional

A alta esperada pode aquecer a economia local, mas também pressionar a cadeia de suprimentos e afetar os preços em países vizinhos como Brasil e Peru. Foto: captada
O preço da castanha no departamento de Pando, na Bolívia, está oscilando entre 900 e 1,2 mil bolivianos por carga, variando conforme a qualidade e a região de produção. Camponeses e extrativistas locais esperam que a cotação suba com a chegada de empresários compradores do Peru, que tradicionalmente adquirem o produto para processamento e exportação.
A castanha (também conhecida como castanha-do-brasil ou noz amazônica) é um dos principais produtos da economia pandina, especialmente para comunidades rurais e indígenas. A expectativa de incremento no preço movimenta o setor extrativista, que depende da safra para geração de renda.

Camponeses e seringueiros dependem da safra para renda; possível compra por empresários peruanos pode elevar cotação do produto. Foto: captada
A atividade tem forte ligação com a dinâmica fronteiriça entre Bolívia, Brasil e Peru, sendo comum o comércio transfronteiriço de castanha in natura e processada. A entrada de compradores peruanos pode aquecer o mercado local, mas também aumenta a competição por estoques, o que pode elevar os preços na região.
Veja vídeo reportagem com Kike Navala:
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PF pede ajuda da AGU contra decisão de Toffoli, mas não é atendida

A Polícia Federal (PF) buscou a ajuda da Advocacia-Geral da União (AGU) para apoio jurídico com o objetivo de questionar uma decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que definiu nominalmente os peritos da corporação responsáveis pela análise das provas colhidas no caso Banco Master.
A AGU, no entanto, descartou apresentar qualquer recurso em nome da União e orientou a corporação a levar o questionamento diretamente ao Supremo, caso considere necessário. Fontes da AGU confirmaram ao Metrópoles o pedido de ajuda negado.
A decisão do magistrado está dentro da investigação que apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, no âmbito da Operação Compliance Zero.
Toffoli autorizou quatro peritos da PF a terem acesso integral aos documentos e dados apreendidos, determinando ainda que eles contem com o acompanhamento da Procuradoria-Geral da República (PGR) durante os trabalhos periciais.
“Ressalto que os referidos peritos terão livre acesso ao material apreendido e deverão contar com o apoio da Procuradoria-Geral da República para acompanhamento dos trabalhos periciais”, escreveu Toffoli na decisão que causa incômodo dentro da PF.
Queda de braço
As provas recolhidas na segunda fase da operação também foram encaminhadas à PGR, responsável por acompanhar a extração dos dados.
Inicialmente, Toffoli havia determinado que todo o material ficasse lacrado e sob custódia do STF. Em seguida, reviu a decisão e transferiu a guarda para a PGR.
Somente em um terceiro momento autorizou o acesso direto dos peritos da PF, após a corporação alertar para possíveis prejuízos à apuração.
Toffoli reduz prazo para depoimentos
A mudança ocorreu após a PF informar limitações de pessoal e de salas disponíveis no STF.
Desde dezembro, o ministro tem cobrado publicamente o cumprimento dos prazos, chegando a mencionar “falta de empenho” da Polícia Federal. A corporação, por sua vez, atribui os atrasos a dificuldades operacionais. Para Toffoli, os depoimentos são fundamentais para o avanço da investigação e para a proteção do Sistema Financeiro Nacional.
O inquérito, que tramita sob sigilo no STF, apura suspeitas de fraudes envolvendo o banco controlado pelo empresário Daniel Vorcaro, um dos principais alvos da investigação.
A primeira fase da Operação Compliance Zero ocorreu em novembro e resultou em sete prisões. Vorcaro chegou a ser detido no Aeroporto Internacional de Guarulhos quando, segundo investigadores, tentava deixar o país em um avião particular com destino à Europa, mas foi solto dias depois por decisão judicial.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL


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