Produtores rurais se reuniram na manhã desta terça-feira (6) em frente à Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) para realizar um ato de protesto. De acordo com produtores, o objetivo é fazer pressão junto ao governo do Estado para que terras sejam liberadas, o que a categoria reivindica para ter trabalho.

Os manifestantes fecharam a entrada da e a garagem da Aleac  impedindo que deputados saíssem ou entrassem no prédio. O movimento foi tão intenso que a Polícia Militar foi acionada para manter a segurança no local.  Antes de fechar a entrada da Aleac, os produtores se dirigiram até a avenida Getúlio Vargas e bloqueram o tráfego de veículos no local, deixando motoristas revoltados com a situação.

Manifestantes bloqueiam a entrada da garagem da Aleac, impedindo que deputados deixem o prédio/Foto: Ascom Aleac
Manifestantes bloqueiam a entrada da garagem da Aleac, impedindo que deputados deixem o prédio/Foto: Ascom Aleac

De acordo com o produtor rural Valdemir, os produtores que foram desapropriados do assentamento Campo Alegre estão sem qualquer forma de sustento.

“Nossas casas forram derrubadas no assentamento Campo Alegre; estamos passando fome e vivendo às margens da BR. Só queremos terras para trabalhar, pois temos produção dentro [do assentamento]”.

O ato de protesto teve início às 9 horas desta terça. Os manifestantes exigem pronunciamento do Estado e providências para que não voltem à mesma situação.

“Não somos bandidos; estamos querendo garantir o sustento de nossas famílias”.

O manifestantes bloquearam também a avenida Getúlio Vargas, impedindo que carros e motos trafegassem no local/Foto: Selmo Melo/ContilNet Notícias
O manifestantes bloquearam também a avenida Getúlio Vargas, impedindo que carros e motos trafegassem no local/Foto: Selmo Melo/ContilNet Notícias

Com a produção parada, os produtores exigem providência imediata por parte do Estado. Hortaliças, animais, plantio de cereais e frutas foram cultivados por eles, que atualmente, estão sem trabalhar.

“Já estávamos lá [no assentamento] há quase três anos; as casas estão sendo derrubadas agora, a última foi derrubada neste último sábado (3). Mais de 120 famílias estão sem teto”, afirma Valdemir.

Comentários