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Presas vão produzir mil máscaras por semana para proteção contra o coronavírus no Acre

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Seis presas vão trabalhar na produção seguindo os critérios estabelecidos pela Vigilância Sanitária. Máscaras vão ser distribuídas para o Sistema de Segurança Pública.

Presas estão produzindo máscaras para proteção contra o coronavírus no Acre — Foto: Divulgação/Iapen-AC

Por Iryá Rodrigues, G1 AC

Detentas da Unidade de Regime Fechado Feminina de Rio Branco começaram a confeccionar máscaras para serem usadas na proteção contra o coronavírus. Segundo o Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC), a produção estimada vai ser de mil máscaras por semana.

O trabalho vai ser realizado por seis presas que já iniciaram os testes, com uma produção de apenas 30 máscaras por dia para uso de policiais penais que atuam na unidade prisional de Rio Branco e também para presos que precisam se deslocar dentro do presídio.

Um termo de cooperação que deve ser assinado ainda nesta sexta-feira (27) entre o Iapen e a Secretaria de Justiça e de Segurança Pública do Acre (Sejusp) que vai possibilitar o aumento da produção para 200 peças por dia.

O material é produzido em TNT de gramatura entre 70 e 80, que tem as mesmas especificações das máscaras produzidas de forma industrial. A produção segue os critérios estabelecidos pela Vigilância Sanitária.

“Com essa cooperação, nós vamos entrar com a mão de obra, temos as máquinas, e a Sejusp vai entrar com os insumos. A ideia é produzi 200 máscaras por dia para atender tanto os servidores penitenciários, como também os operadores de segurança pública fora. Essas seis presas vão receber ¾ do salário mínimo, elas já são capacitadas e estamos trabalhando dentro dos padrões e orientações da Vigilância Sanitária, com relação ao material e higienização do local”, afirmou o diretor do Iapen, Arlenilson Cunha.

As máscaras estão em falta no mercado. “Por conta da grande procura, a gente tem tido dificuldade de fazer compras emergenciais. Então, nós temos a mão de obra, conseguimos os insumos, e agora vamos produzir esse material que é considerado Equipamento de Proteção Individual”, disse Cunha.

Visitas suspensas

Mesmo sem caso confirmado do novo coronavírus em presídios do estado, o Iapen-AC aumentou a suspensão das visitas para 30 dias nas unidades prisionais. A nova portaria foi publicada na edição dessa quinta (26) do Diário Oficial do Estado (DOE).

Segundo o diretor do instituto, essa é uma maneira de conter o contágio dos presos e a proliferação da doença dentro do complexo prisional.

Conforme a nova portaria, estão suspensas por um mês as visitas sociais, no caso as familiares e íntimas, além do atendimento de advogados, “salvo comprovada necessidades urgentes ou que envolvam prazos processuais não suspensos”.

As escoltas e saídas externas que estavam agendadas também seguem suspensas por 30 dias, mas com “exceção de requisições judiciais, inclusões emergenciais e daquelas que por sua natureza, precisam ser realizadas”, determina a portaria.

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Acre registra aumento de hospitalizações por influenza A, aponta Fiocruz

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Nas quatro últimas semanas epidemiológicas no país, entre os casos positivos de SRAG, a prevalência foi de 20,5% de influenza A, 2,6% de influenza B, 8,5% de vírus sincicial respiratório, 33,2% de rinovírus e 19,3% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

Diferentemente do cenário observado no Acre, o panorama nacional indica queda de casos de SRAG tanto na tendência de longo prazo, que considera as últimas seis semanas. Foto: captada 

O Acre continua registrando incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de risco, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo, segundo a nova edição do Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgada nesta quinta-feira, 22.

O avanço dos casos no estado vem sendo impulsionado principalmente pela influenza A, responsável pelo aumento das hospitalizações em crianças pequenas, jovens, adultos e idosos.

A análise tem como base a Semana Epidemiológica 2, correspondente ao período de 11 a 17 de janeiro, e também aponta situação semelhante no Amazonas. Diferentemente do cenário observado no Acre, o panorama nacional indica queda de casos de SRAG tanto na tendência de longo prazo, que considera as últimas seis semanas, quanto na de curto prazo, referente às últimas três semanas.

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas no país, entre os casos positivos de SRAG, a prevalência foi de 20,5% de influenza A, 2,6% de influenza B, 8,5% de vírus sincicial respiratório, 33,2% de rinovírus e 19,3% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os óbitos registrados no mesmo período, a presença dos vírus foi de 29,4% de influenza A, 3,2% de influenza B, 4,8% de vírus sincicial respiratório, 19% de rinovírus e 32,5% de Sars-CoV-2.

Diante do cenário no Acre, a pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do InfoGripe, Tatiana Portella, recomenda a adoção de medidas de proteção pela população, como o uso de máscaras em postos de saúde e em locais fechados com grande circulação de pessoas. Ela também reforça a importância da vacinação.

“É fundamental que as pessoas do grupo prioritário, a exemplo das crianças, idosos, indígenas e pessoas que apresentam comorbidade, tomem a vacina o quanto antes, que já começou na Região Norte”, afirmou.

Situação em outros estados e capitais

Em estados como Ceará, Pernambuco e Sergipe, as hospitalizações por influenza A apresentam sinal de interrupção do crescimento ou início de queda. Na Paraíba, há um leve aumento das hospitalizações por vírus sincicial respiratório, ainda sem reflexo no crescimento de casos de SRAG em crianças pequenas.

Até a Semana Epidemiológica 2, apenas três das 27 capitais brasileiras apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com crescimento na tendência de longo prazo: Manaus (AM), Cuiabá (MT) e São Luís (MA).

Incidência, mortalidade e dados de 2026

Em nível nacional, os dados indicam estabilidade ou leve queda dos casos de SRAG em todas as faixas etárias, associadas à baixa circulação da maioria dos vírus respiratórios. A exceção é a influenza A, que, apesar de apresentar baixa circulação na maior parte do país, tem impulsionado o aumento dos casos no Acre e no Amazonas.

A incidência e a mortalidade semanais médias, nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm maior impacto nos extremos etários. A incidência de SRAG é mais elevada entre crianças pequenas, enquanto a mortalidade se concentra principalmente entre os idosos. Casos associados à influenza A e ao Sars-CoV-2 apresentam maior incidência em crianças pequenas e idosos, com mortalidade mais acentuada na população idosa.

Em relação ao ano epidemiológico de 2026, já foram notificados 1.765 casos de SRAG no país. Desses, 399 (22,6%) tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 611 (34,6%) apresentaram resultado negativo e 615 (34,8%) ainda aguardam resultado.

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Menino de 6 anos aguarda há mais de 2 semanas por otorrino no Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul

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Criança tem infecção com pus e dor constante; mãe denuncia que, mesmo com especialista no hospital, atendimento só tem sido feito por clínico geral

De acordo com a mãe da criança, o ouvido do menino apresenta pus visível, dor constante e não responde aos medicamentos prescritos por médicos clínicos gerais. Foto: captada 

Há mais de duas semanas, um menino de 6 anos enfrenta uma infecção no ouvido com pus, dor persistente e sem resposta ao tratamento prescrito por clínicos gerais no Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul. A mãe da criança denuncia que, apesar de várias idas à UPA e ao hospital, o garoto ainda não foi avaliado por um médico otorrinolaringologista.

Segundo ela, o quadro não melhora com os medicamentos receitados, e os pedidos por um especialista foram respondidos com a informação de que “o atendimento não funciona dessa forma”. Na última quarta-feira, a criança passou a tarde inteira no hospital sem ser atendida pelo otorrino, mesmo havendo um profissional disponível na unidade.

A família teme o agravamento da infecção e busca visibilidade para o caso na expectativa de que a criança receba o atendimento especializado necessário. A Secretaria de Saúde do Acre ainda não se pronunciou sobre a situação.

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Lucas Sanchez sofre fratura e está fora do Campeonato Estadual

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Foto Glauber Lima: O prazo de recuperação para Lucas Sanchez é de 45 dias

O atacante Lucas Sanchez, do Santa Cruz, sofreu uma fratura na clavícula esquerda durante o confronto contra o Humaitá nessa quinta, 22, na Arena da Floresta, e está fora do Campeonato Estadual Sicredi de 2026.

O atleta foi atendido no Pronto Socorro de Rio Branco e o prazo de recuperação para a lesão é de 45 dias.

Volta aos treinos

O elenco do Santa Cruz volta aos treinos nesta sexta, 23, no CT do Cupuaçu, para um trabalho de recuperação física e inicia a preparação para o confronto contra o Vasco programado para o dia 31, no Tonicão.

Aumentar a pressão

A derrota para o Humaitá deve aumentar a pressão no Santa Cruz para o duelo da 3ª rodada. A equipe ainda não venceu no Estadual e ganhar do Vasco transformou-se em obrigação para manter as boas chances de classificação para as semifinais.

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