A publicação da nota teria sido a iniciativa de uma assessora de comunicação, que não teve o nome revelado, sem anuência do prefeito.

Por Leônidas Badaró

A Procuradora Jurídica da prefeitura de Santa Rosa do Purus, Laiza Camilo, procurou a reportagem do ac24horas na manhã desta terça-feira, 18, para esclarecer a polêmica sobre o suposto ponto facultativo dado pela morte de Francisco Horário Thaumaturgo Moura, 31 anos, já condenado por um homicídio e acusado de tráfico de drogas e associação ao tráfico, que morreu após trocar tiros com a polícia no último sábado, dia 15.

De acordo com Laiza, a prefeitura não chegou a decretar oficialmente ponto facultativo pela morte de Horário. A publicação da nota teria sido a iniciativa de uma assessora de comunicação, que não teve o nome revelado, sem anuência do prefeito.

“Como o rapaz que faleceu já foi servidor da prefeitura, a mãe é funcionária pública e o tio é ex-prefeito da cidade, uma das assessoras de imprensa fez uma nota dizendo que seria ponto facultativo. Só que não foi decretado esse ponto facultativo. Por mais que a gente se solidarize com a dor das famílias, ele é um ex-presidiário e jamais seria decretado ponto facultativo. Nem passou pela cabeça do prefeito fazer esse decreto. A servidora cometeu um erro e vai ser punida”, diz a procuradora.

A confusão começou quando uma nota foi divulgada em nome da prefeitura e, além de se solidarizar com a dor da família de Horário, afirmava que em razão de sua morte daria ponto facultativo nos órgãos públicos municipais nessa segunda-feira (17). O fato gerou revolta entre alguns moradores que consideram a homenagem a um criminoso desnecessária.

O prefeito de Santa Rosa do Purus, Assis Moura, que gere no interior do Acre, estava envolto de uma polêmica perante aos moradores. É que na segunda-feira, 17, foi decretado ponto facultativo no serviço público municipal pela morte de um homem.

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