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Prefeitura de Cruzeiro do Sul atende e remove famílias afetadas pelas fortes chuvas

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul, por meio da Defesa Civil Municipal, realizou atendimentos emergenciais e removeu duas famílias, totalizando seis pessoas, da Travessa do Cemitério, no bairro da Baixa, após serem atingidas pelas fortes chuvas registradas na terça-feira, 13, no município. De acordo com o monitoramento, o volume de chuva chegou a aproximadamente 50 milímetros.
A equipe da Secretaria de Assistência Social e Cidadania também esteve no local para prestar orientações, e as famílias foram encaminhadas para casas de parentes, após optarem por não aderir ao aluguel social.
Como medida de segurança, as equipes da Defesa Civil irão realizar, nesta quarta-feira, 14, a demolição das residências afetadas, evitando novos riscos à integridade dos moradores e da área.
O agente da Defesa Civil, Iranilson Nery, ressaltou o trabalho contínuo das equipes e o apoio da gestão municipal às famílias atingidas pelas chuvas.
“Estamos vivendo um período de fortes chuvas e muitas famílias são afetadas por desmoronamentos, desbarrancamentos e enxurradas de córregos. Temos atuado diariamente para levar o suporte necessário às pessoas afetadas. O prefeito Zequinha Lima tem nos pedido para que, neste momento em nossa cidade, possamos chegar com nosso apoio às famílias o mais rápido possível”, destacou Iranilson.
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PM apreende 2 kg de cocaína e 200 munições em abordagens na BR-364, em Sena Madureira
Duas mulheres foram presas durante fiscalizações em táxis que vinham de Rio Branco; uma delas relatou que entregaria o material mediante pagamento

A suspeita foi presa e encaminhada à Delegacia de Polícia Civil, informando que faria a entrega do entorpecente em um ponto da cidade. O material apreendido, junto com um celular, foi recolhido para investigação. Foto: captada
O 8º Batalhão da Polícia Militar (BPM) realizou, em Sena Madureira, duas ações de abordagem na BR-364 que resultaram na apreensão de drogas e munições. Ambas as operações foram deflagradas a partir de informações levantadas pela equipe de serviço.
Na primeira ação, durante a fiscalização de um táxi que vinha de Rio Branco, os policiais localizaram uma mulher com duas barras de substância semelhante à cocaína, totalizando aproximadamente 2,076 kg. A suspeita foi presa e encaminhada à Delegacia de Polícia Civil, informando que faria a entrega do entorpecente em um ponto da cidade. O material apreendido, junto com um celular, foi recolhido para investigação.
Apreensão de munições
Em outra abordagem, a equipe encontrou uma mulher transportando 200 munições — 50 de calibre 9mm, de uso restrito, e 150 de calibre .38 — em um táxi também proveniente de Rio Branco. Ela recebeu voz de prisão, relatando que entregaria o material mediante pagamento, e foi conduzida à delegacia para os procedimentos legais.
Combate ao crime
Segundo a Polícia Militar, as ações reforçam o combate ao tráfico de drogas e à circulação de armas, contribuindo para aumentar a segurança da população na região. As investigações seguem para identificar os destinatários finais dos materiais apreendidos.

Em outra abordagem, a equipe encontrou uma mulher transportando 200 munições — 50 de calibre 9mm, de uso restrito, e 150 de calibre .38 — em um táxi também proveniente de Rio Branco. Foto: captada
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Medidas protetivas no Acre mais que dobram em cinco anos e chegam a 5.055 em 2025, aponta CNJ
Dados foram apresentados em audiência pública na Câmara de Rio Branco; Tribunal de Justiça do Acre é um dos mais rápidos do país na concessão de medidas protetivas

O levantamento, baseado no relatório Justiça em Números do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), aponta que o número de medidas passou de 2.247 em 2020 para 5.055 em 2025. Foto: captada
Mais de 5 mil medidas protetivas foram concedidas no Acre em 2025, conforme dados apresentados nesta sexta-feira (20) durante audiência pública realizada na Câmara de Vereadores de Rio Branco. O levantamento, baseado no relatório Justiça em Números do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), aponta que o número de medidas passou de 2.247 em 2020 para 5.055 em 2025, mais que dobrando no período.
A apresentação foi feita pela juíza auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) e coordenadora da Coordenadoria Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cosiv), Louise Santana.
Durante a audiência, que teve como tema o combate à violência contra a mulher, a magistrada destacou que o aumento nos registros está relacionado a diferentes fatores, como maior acesso à informação e fortalecimento das redes de proteção.
“Sempre existiu violência contra a mulher, a diferença é que agora nós estamos conseguindo entender melhor os caminhos, saber os nossos direitos, embora haja um número de mulheres que ainda não sabe”, afirmou.
Crescimento contínuo
Os dados apresentados mostram crescimento contínuo na concessão de medidas protetivas no estado:
| Ano | Medidas protetivas |
|---|---|
| 2020 | 2.247 |
| 2021 | 2.296 |
| 2022 | 2.989 |
| 2023 | 4.101 |
| 2024 | 4.418 |
| 2025 | 5.055 |
Agilidade na concessão
Outro ponto destacado foi o tempo de resposta do Judiciário. Segundo a magistrada, o Acre está entre os tribunais mais rápidos do país na análise desse tipo de pedido.
“O Acre é um dos tribunais mais céleres. Em menos de um dia, com índice de 0,71, conseguimos deferir uma medida protetiva”, disse.
Debate e encaminhamentos
A audiência reuniu parlamentares e representantes da rede de proteção com o objetivo de discutir estratégias para o enfrentamento da violência doméstica e familiar em Rio Branco.
Durante o encontro, foi destacada a necessidade de ampliar ações práticas e fortalecer políticas públicas voltadas ao tema, incluindo a criação de grupos reflexivos para agressores no município.
“Nós não queremos ficar só no discurso. Queremos que desta reunião saiam encaminhamentos que sejam executados depois”, afirmou a coordenadora.
O debate também abordou o funcionamento da rede de acolhimento às vítimas e a importância da atuação integrada entre as instituições no enfrentamento à violência contra a mulher.

O estado do Acre é um dos tribunais mais céleres. Em menos de um dia, com índice de 0,71, conseguimos deferir uma medida protetiva. Foto: captada
Como funciona?
A medida protetiva pode ser aplicada de forma isolada ou cumulativa, sendo que as previstas na legislação para os agressores são as seguintes:
- Suspensão da posse ou restrição do porte de arma do agressor
- Afastamento do lar ou do local de convivência com a vítima
- Proibição de condutas como a aproximação e o contato com a vítima e seus familiares
- Restrição ou suspensão de visitas a dependentes menores
- Prestação de alimentos
- Comparecimento do agressor a programa de recuperação e reeducação
- Acompanhamento psicossocial do agressor
A lei não prevê um prazo de duração da medida protetiva, pois a ideia é que ela continue valendo enquanto a mulher estiver em situação de risco.
Denúncias
As denúncias também podem ser feitas pelos números 180 e 181, que encaminham as informações às delegacias.
Existe também uma rede de atendimento em todos os municípios, que acolhe as mulheres e repassa os casos à Polícia Civil para investigação e pedido de proteção.
O que acontece se a medida não for respeitada?
Segundo a delegada Juliana de Angelis, o descumprimento de uma medida protetiva é crime e pode resultar em prisão de três meses a dois anos, conforme o artigo 24-A da Lei Maria da Penha.
É importante também que a vítima acione as autoridades policiais através do Disque 190, da Polícia Militar, e registre um boletim de ocorrência no caso de descumprimento das medidas.
“Quando a decisão é desrespeitada, o caso é investigado e podem ser determinadas medidas mais severas, como o monitoramento eletrônico ou a prisão preventiva do agressor”,
A PM do Acre disponibiliza os seguintes números para denunciar casos de violência contra a mulher:
- (68) 99609-3901
- (68) 99611-3224
- (68) 99610-4372
- (68) 99614-2935
Veja outras formas de denunciar:
- Polícia Militar – 190: quando a criança está correndo risco imediato;
- Samu – 192: para pedidos de socorro urgentes;
- Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres;
- Qualquer delegacia de polícia;
- Secretaria de Estado da Mulher (Semulher): recebe denúncias de violações de direitos da mulher no Acre. Telefone: (68) 99930-0420. Endereço: Travessa João XXIII, 1137, Village Wilde Maciel.
- Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos. A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa;
- Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, precisam fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência. Essa notificação é encaminhada aos conselhos tutelares e polícia;
- WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos:(61) 99656- 5008;
- Ministério Público;
- Videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras).
Denuncie: Ligue 180.
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Estudantes com síndrome de Down protagonizam ação e inspiram sociedade acreana
Em 2011, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o dia 21 de março (3º mês do ano) como o Dia Internacional da Síndrome de Down. A data não foi escolhida por acaso: ela representa a trissomia do cromossomo 21.
Uma pessoa sem síndrome de Down possui duas cópias do cromossomo 21. Já a pessoa com síndrome de Down tem três, por isso o nome trissomia 21.

Uma forma simples de entender é imaginar uma coleção de livros: todos recebem dois exemplares de cada volume. A diferença é que a pessoa com síndrome de Down recebe três exemplares do livro número 21. Esse “livro a mais” faz com que essa pessoa tenha um jeito único de aprender, se desenvolver e viver. E, com apoio, oportunidades e inclusão, ela pode construir uma trajetória plena e cheia de possibilidades.
A estudante Jaqueline Lira é um exemplo de como isso é possível. Fruto de uma trajetória construída na rede pública de ensino, incluindo uma escola rural e outra do interior no Acre, ela concluiu o ensino médio, realizou o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e agora aguarda uma vaga na universidade pública.
História da Jaqueline

Jaqueline Lira é um exemplo de como a inclusão transforma vidas. Sua trajetória escolar passou pela Escola Estadual Santo Antônio II, na região do Belo Jardim III, área rural de Rio Branco, e também pela Escola Estadual Kairala José Kairala, localizada no município de Brasileia, onde finalizou os estudos.
Mesmo diante dos desafios de acesso e estrutura comuns a essas áreas, Jaqueline avançou em sua formação, mostrando que a inclusão, quando efetiva, gera resultados concretos.
Atualmente, ela segue sua jornada educacional com o apoio do Centro de Ensino Especial Dom Bosco, localizado em Rio Branco, onde participa de atividades que fortalecem sua autonomia e desenvolvimento.

Determinada, Jaqueline também já enfrentou um dos maiores desafios acadêmicos do país: o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Com cerca de 600 pontos, agora aguarda, com expectativa, uma vaga em uma universidade pública.
Além dos estudos, ela compartilha sua rotina em um canal no YouTube, mostrando que sua vida é ativa, autônoma e cheia de possibilidades.
Para a família, sua trajetória sempre foi motivo de orgulho. “Ela é uma felicidade para todos nós. A gente cuida dela com muito amor”, relata a irmã, Janine Lira.
Ação no shopping em Rio Branco

Foi com esse espírito de inclusão e visibilidade que Jaqueline e outros alunos atendidos pelo Centro de Ensino Especial Dom Bosco participaram, na última sexta-feira, 20, de uma ação no shopping da capital.
Durante o passeio promovido pela unidade educacional, os estudantes circularam pelos espaços, interagiram com o público, brincaram e compartilharam momentos de lazer, como tomar sorvete, brincar no parque e abraçar quem também estava passeando pelo local.

A gestora do Dom Bosco, Valéria Daniel, ressalta que a iniciativa teve como objetivo sensibilizar a sociedade e reforçar que pessoas com síndrome de Down têm capacidade, autonomia e direito de ocupar todos os espaços.
“A nossa intenção é justamente mostrar que eles podem e devem estar na sociedade como qualquer outra pessoa”, destacou a gestora.
Meias trocadas

Quem passou pelo shopping pode ter notado um detalhe curioso: alunos, professores e participantes da ação usavam meias diferentes ou coloridas.
O gesto faz parte de um movimento mundial ligado ao Dia Internacional da Síndrome de Down. As meias simbolizam a diversidade e a singularidade de cada pessoa.
Sobre o Dom Bosco
O Centro Dom Bosco é uma unidade ligada à Educação Especial da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) que oferece atendimento educacional a pessoas com deficiência, incluindo estudantes com síndrome de Down, em diferentes fases da vida.

Atualmente, a instituição atende cerca de 40 pessoas com síndrome de Down, desde bebês até jovens e adultos.
O trabalho é organizado em três frentes principais:
- Estimulação precoce: voltada para bebês de 0 a 5 anos, com atendimentos individualizados realizados duas vezes por semana, focados no desenvolvimento cognitivo e motor;
- Atendimento educacional especializado (AEE): destinado a estudantes de até 17 anos que já estão matriculados na rede regular de ensino, como forma de complementar a aprendizagem;
- Atividades de vida diária: voltadas para jovens e adultos, com foco na autonomia, socialização e desenvolvimento de habilidades para o cotidiano.
O acesso aos serviços ocorre de forma complementar à escola regular. Para isso, o estudante deve estar matriculado em uma unidade da rede de ensino e, a partir disso, a família pode optar pelo atendimento no Dom Bosco, conforme disponibilidade de vagas.
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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE





























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