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Prefeito reúne gestores dos demais municípios para conhecer a UTRE e apresenta projeto de unidade consorciada

Texto: Luízio Oliveira/Assecom
A destinação correta dos resíduos sólidos é um dos grandes gargalos para os municípios em todo país. No Acre, somente a capital tem um aterro sanitário que atende a todas as normas ambientais. A unidade de resíduos sólidos de Rio Branco é considerada referência no estado e tem se destacado pelo seu compromisso com a preservação ambiental e a gestão eficiente dos resíduos.
Segundo o secretário de Meio Ambiente, Carlos Nasserala, o aterro recebe diariamente 210 toneladas de lixo por dia, em torno de seis mil toneladas por mês.
“A gente faz todo esse tratamento, tanto de logística reversa de pneus que são espalhados por nossa cidade como os resíduos sólidos produzidos pelas residências da nossa cidade. Nós temos também aqui reciclagem de papelão, de garrafa pet”, diz o secretário.
Nesta sexta-feira (6), gestores municipais visitaram a unidade. Durante a visita, os prefeitos puderam observar de perto as tecnologias utilizadas no tratamento, bem como os programas de reciclagem e educação ambiental desenvolvidas. O prefeito Tião Bocalom, que também é presidente da Associação dos Prefeitos do Acre, foi o anfitrião.
Na ocasião, o prefeito apresentou um projeto alternativo para resolver o problema da destinação dos resíduos sólidos no Acre. O aterro consorciado une os municípios acreanos na solução do problema que se arrasta há anos em todo o país e o Acre poderá ser referência na solução.

Consorciar o destino do lixo entre os municípios é um projeto que está sendo construído pela Associação dos Prefeitos do Acre em parceria com a bancada federal.
“Estamos aqui para mostrar para os nossos prefeitos como é feita a destinação dos resíduos sólidos. Esse é o modelo correto de se fazer”, disse o prefeito.
Todos os 21 municípios do Acre, fora a capital, têm sofrido com a destinação de resíduos sólidos explicou o prefeito lembrando que o município recebeu ajuda do senador Alan Rick para a vinda de representantes do Ministério do Desenvolvimento Regional para a elaboração de um projeto que envolve estudo de viabilidade em todos os municípios do estado.
O representante do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional veio ao Acre conhecer a unidade de tratamento de Rio Branco e consolidar a construção do projeto.
“Eu acredito que no primeiro semestre do ano que vem nós já vamos ter esse projeto indicando essa quantidade de aterros e onde eles ficarão”, anuncia Denilson Campelo, diretor do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional.
Para os prefeitos, a visita à unidade de resíduos sólidos de Rio Branco serviu como um importante estímulo para a busca por soluções sustentáveis e eficientes na gestão dos resíduos, visando preservar o meio ambiente e melhorar a qualidade de vida da população acreana. Para o representante do município de Cruzeiro do Sul, a ideia do consórcio une os municípios do Juruá na solução do problema em comum.
“Cruzeiro do Sul hoje nós podemos dizer que é referência em coleta e transporte. No entanto, quando a gente fala da destinação, realmente a gente não atende com aquilo que preconiza a lei”, reconhece o secretário de Meio Ambiente de Cruzeiro do Sul, Igor Neves.
Já os municípios próximos à capital usarão a estrutura da unidade de tratamento de Rio Branco para a destinação correta dos resíduos sólidos.
“Capixaba, junto com Senador Guiomard, Bujari e Porto Acre, Plácido de Castro e Acrelândia com certeza irão destinar os resíduos aqui para Rio Branco”, diz o prefeito de Capixaba, Manoel Maia.
Após a apresentação do funcionamento da unidade de tratamento aos prefeitos, toda a comitiva conheceu in loco os serviços. O diretor do Ministério de Desenvolvimento e Integração Nacional agradeceu o convite e destacou o trabalho e comprometimento da equipe que cuida da estação de tratamento.

“Isso aqui já tem um desenho de primeiro mundo. A responsabilidade com que são tratados os resíduos sólidos no município de Rio Branco serve de espelho para os outros projetos que vamos tocar. Com certeza, esse projeto dos 22 municípios do consórcio do estado do Acre vai reverberar no mundo quanto o que vai ser entregue para a população, principalmente porque estamos na Amazônia”.
- (Foto: Val Fernandes/Assecom)
- (Foto: Val Fernandes/Assecom)
- (Foto: Val Fernandes/Assecom)
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- (Foto: Val Fernandes/Assecom)
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Polícia apreende mais de 34 kg de maconha na Transacreana e prende quatro pessoas por tráfico
Uma ação integrada das forças de segurança resultou na apreensão de mais de 34 quilos de maconha e na prisão de quatro pessoas na madrugada deste domingo (1º), na rodovia AC-90, conhecida como Estrada da Transacreana, zona rural de Rio Branco.
A ocorrência teve início após a Polícia Militar, por meio de uma guarnição do Patrulhamento Rural (PR), receber informações repassadas pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), em conjunto com o Grupo Especial de Operações em Fronteira (GEFRON). A denúncia indicava que uma dupla em uma motocicleta azul estaria transportando drogas do município de Assis Brasil com destino à capital acreana.
De posse das informações, os policiais se deslocaram até as proximidades do Seringal Porongaba, na região do Riozinho, onde localizaram dois suspeitos sentados em um ramal, em uma motocicleta com as mesmas características descritas. Durante a abordagem, os homens foram identificados como Rodrigo da Silva Conceição, de 22 anos, e Lucas Vicente Cavalcante, de 24 anos.
Questionados, os suspeitos alegaram que haviam parado para comprar bebida alcoólica e que seguiam para uma festa. No entanto, a versão levantou suspeitas, especialmente porque Rodrigo já é conhecido das forças de segurança por envolvimento com o tráfico de drogas, utilizando ramais da zona rural para despistar ações policiais.
Durante buscas na área, os militares localizaram duas mochilas escondidas, contendo 34 tijolos de entorpecente, aparentando ser maconha. Após a pesagem, a droga totalizou pouco mais de 34 quilos. Diante da descoberta, a dupla confessou a posse do material ilícito, mas não revelou o destino da droga.
Rodrigo e Lucas receberam voz de prisão por tráfico de drogas, e a motocicleta utilizada no transporte do entorpecente foi apreendida.
No deslocamento para a delegacia, a guarnição da Polícia Militar encontrou uma equipe do GEFRON, que já havia detido um casal identificado como João Marcos Bezerra de Araújo, de 33 anos, e Matilde Freire de Abreu, de 44 anos. Conforme as investigações, o casal seria o responsável por receber a droga. Rodrigo confessou que o entorpecente era de sua propriedade e que Matilde foi detida enquanto observava a movimentação policial pelo ramal.
Diante das evidências, os quatro envolvidos receberam voz de prisão e foram encaminhados à Superintendência da Polícia Federal em Rio Branco, juntamente com a droga e a motocicleta apreendida, para a adoção das medidas legais cabíveis.
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Fevereiro seguirá com bandeira tarifária verde na conta de luz
Chuvas de janeiro foram garantiram a recuperação dos reservatórios
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou nesta sexta-feira (30) a manutenção da bandeira tarifária no mês de fevereiro. Com isso, não haverá cobrança de custos adicionais na fatura de energia do consumidor.

“De um modo geral, as chuvas foram mais favoráveis nos últimos 15 dias de janeiro, em relação à primeira quinzena desse mês, havendo uma recuperação do nível dos reservatórios das usinas nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte. Dessa forma, não será necessário despachar as usinas termelétricas mais caras”, disse a Aneel.
Pelo calendário divulgado pela agência reguladora, no dia 27 de fevereiro sairá a definição sobre a bandeira a ser aplicada em março,
Custos extras
Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.
A cada mês, as condições de operação do sistema de geração de energia elétrica são reavaliadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que define a melhor estratégia de geração de energia para atendimento da demanda e traça uma previsão de custos a serem cobertos pelas Bandeiras.
Portanto, as cores das bandeiras tarifárias são definidas a partir da previsão de variação do custo da energia em cada mês. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimo a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido.
Anualmente, ao final do período úmido, em abril, a Aneel define o valor das Bandeiras Tarifárias para o ciclo seguinte.
Os valores cobrados são os seguintes: na bandeira amarela, com condições de geração menos favoráveis, a tarifa sofre acréscimo de R$ 1,88 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos; na bandeira vermelha, no Patamar 1, com condições mais custosas de geração, a tarifa sofre acréscimo de R$ 4,46 para 100 quilowatt-hora kWh consumido.
Já na bandeira vermelha, no Patamar 2, as condições de geração são ainda mais custosas. Com isso, a tarifa sofre acréscimo de R$ 7,87 para cada 100 quilowatt-hora kWh consumido.
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Áreas de Livre Comércio do Acre voltam a ter incentivo fiscal sobre mercadorias vindas de São Paulo
As Áreas de Livre Comércio (ALCs) do Acre começam o ano com uma boa notícia. A partir de agora, mais de 5,6 mil empresas acreanas instaladas nas áreas fronteiriças de Brasileia, Epitaciolândia e Cruzeiro do Sul voltam a ter o benefício fiscal de 7% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas remessas de mercadorias nacionais vindas do estado de São Paulo.
O governo do Estado de São Paulo publicou nesta sexta-feira, 30, o Decreto nº 70.348, que restabelece o benefício fiscal do ICMS às ALCs. A nova decisão revoga os efeitos do Decreto nº 67.383/2022, que a partir de janeiro de 2025 suprimiu o incentivo fiscal, provocando prejuízos às relações comerciais interestaduais e reduzindo a competitividade das empresas acreanas.
À época, para assegurar o cumprimento da legislação fiscal, o governo do Acre ajuizou, por meio da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). A iniciativa teve como objetivo coibir infrações ao pacto federativo firmado por meio de convênios celebrados no Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda (Comsefaz). O STF declarou inconstitucional o decreto anterior, por violar princípios constitucionais e comprometer o equilíbrio federativo.
Com a nova norma, o Estado de São Paulo reconhece a importância econômica e federativa das Áreas de Livre Comércio, restabelecendo as condições de igualdade nas operações comerciais e retroagindo os efeitos do decreto a 31 de dezembro de 2025.
“A decisão representa uma vitória importante para o Acre e um importante avanço para o fortalecimento do desenvolvimento regional, ao garantir maior segurança jurídica e competitividade às empresas locais”, destacou o secretário da Fazenda, Amarísio Freitas.
Além do Acre, o benefício também se aplica às Áreas de Livre Comércio de Macapá e Santana (AP), Bonfim e Boa Vista (RR), Guajará-Mirim (RO) e Tabatinga (AM).


















































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