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Por que o preço dos combustíveis disparou no Brasil?

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Empresário do ramo de importação e exportação, Diego Arruda, comenta a alta dos preços e a relação com acontecimentos no exterior

A alta do preço dos combustíveis tem sido uma pauta de debate constante no dia a dia do brasileiro ultimamente. Em alguns estados do país, a gasolina chegou a atingir R$ 7 por litro. Porém, de acordo com o empresário do ramo de importação e exportação, Diego Arruda, para compreender melhor esse momento, é preciso avaliar a situação global de uma maneira geral. “O Brasil não é o único país que está reclamando do preço dos combustíveis. Também houve manifestações em Portugal, isso não é uma mera coincidência. Precisamos compreender o que determina o preço da gasolina, por exemplo, para avaliar a situação de maneira mais aprofundada”, explica.

A gasolina é uma commodity, por isso, os preços estão atrelados ao mercado internacional. Desde janeiro, o litro vendido às refinarias passou por sucessivas altas, porém, o valor inicial do produto é adicionado de mais três fatores, os custos da adição de etanol e anidro das distribuidoras, os gastos da distribuição e revenda e o imposto, que é o fator de maior peso. “O ICMS, que é o imposto estadual, o Pis/Pasep, a Cofins e a Cide, que são federais, se referem a 44% do preço final”, detalha o especialista.

Além disso, Diego Arruda explica que o cenário sócio econômico global também tem grande influência no aumento ou redução do preço dos combustíveis. “Houve um aumento de demanda do produto no período de reabertura. Cidades começaram a retornar ao dia a dia e a oferta, por enquanto, não está acompanhando a proporção da demanda. Ou seja, se existem várias pessoas buscando um produto que é ‘raro’, o preço sobe”, afirma.

A oferta tem a ver com a organização e as determinações dos países membros da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep), que concentram cerca de 33% da produção mundial. “Existe muita estratégia por trás, eles podem limitar a produção para valorizar o produto e para evitar a queda de preços, por exemplo. Houve muita mudança por conta da pandemia, mas tenho expectativas que os fatores internacionais retornem à normalidade em breve”, conta Diego Arruda.

Sobre Diego Arruda

Diego Arruda é um especialista em ajudar pessoas a empreender e a descobrir oportunidades de negócios. Através de consultorias e treinamentos, ajuda a revelar nichos de mercado para parceiros e clientes. Seu primeiro grande negócio foi em 2009, quando ele tinha apenas 23 anos. Ele criou uma empresa para atender uma demanda de vendas e terceirização de serviços na área de telecomunicações para grandes operadoras, como a Vivo. Com o passar do tempo, identificou que era possível não só trabalhar com vendas, mas também otimizar recursos e utilizar estratégias alternativas para a captação massiva de clientes no mercado online. Na época, esse negócio gerou o faturamento de R$ 500 milhões.

Já em 2013, iniciou a expansão de segmentos de outsourcing de serviços, como terceirizações, engenharia, segurança de dados,  além projetos de captação de clientes em mídias digitais. Três anos mais tarde, foi a vez de se lançar no mercado de importações.  Ao longo dos anos, atendeu a órgãos públicos, e trabalhou com operações de venda de produtos de mobilidade elétrica, com foco em energia limpa, shoppings e e- commerces.

Com a chegada da pandemia, conseguiu o registro de teste rápido para a Covid19, o que gerou uma grande colaboração para a sociedade e um forte faturamento indo na contramão da crise. Ainda em 2020, somente no segmento de outsourcing público, conseguiu gerar um faturamento de R $20 milhões.

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Médico retira prego do intestino de criança de 3 anos por colonoscopia no Hospital do Juruá

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Procedimento evitou cirurgia invasiva; menino havia ingerido o objeto há oito dias e passa bem

Um menino de 3 anos teve um prego retirado do intestino por meio de uma colonoscopia realizada na noite desta sexta-feira (16), no Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul. O procedimento foi conduzido pelo médico Marlon Holanda e evitou a necessidade de uma cirurgia abdominal invasiva. A criança passa bem.

O menino, identificado como Erick, mora com a família em Ipixuna, no interior do Amazonas, e teria engolido o prego cerca de oito dias antes da retirada. Seis dias após o ocorrido, ele foi transferido para o Acre, onde passou a receber acompanhamento médico especializado.

Inicialmente atendido pelo pediatra Rondney Brito, o paciente também foi monitorado pelas equipes de endoscopia e cirurgia do hospital. Durante todo o período de internação e ao longo do procedimento, a criança permaneceu estável, comunicativa e se alimentando normalmente.

Após a retirada do objeto, o médico Marlon Holanda comentou o caso nas redes sociais. “Criança de 3 anos engoliu prego: retirada por colonoscopia. Menos uma laparotomia no mundo”, escreveu.

A laparotomia é um procedimento cirúrgico que exige a abertura da parede abdominal para acesso aos órgãos internos, sendo indicada em casos mais complexos. Diferentemente dela, a colonoscopia é considerada minimamente invasiva, reduzindo riscos, tempo de recuperação e possíveis complicações para o paciente.

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Riozinho do Rola apresenta leve recuo e indica estabilidade no nível do Rio Acre

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Afluente do Rio Acre caiu cerca de 6 centímetros nas últimas horas, segundo o SGB, enquanto o rio principal segue acima da cota de transbordamento em Rio Branco

O riozinho do Rola, principal afluente do Rio Acre antes da passagem pela área urbana de Rio Branco, apresentou uma leve tendência de recuo nas últimas horas. Dados do Serviço Geológico do Brasil (SGB) apontam que o nível do manancial caiu cerca de 6 centímetros entre a madrugada e o início da manhã deste sábado (17).

De acordo com o SGB, às 1h15 o nível do rio era de 11,26 metros, passando para 11,20 metros na aferição das 7h15. Apesar de pequenas oscilações pontuais, o cenário observado é de recuo lento e controlado, sem sinais de elevação repentina.

Os dados pluviométricos reforçam a estabilidade. Nas últimas 24 horas, o volume de chuvas acumulado na região monitorada foi de aproximadamente 0,2 milímetro, considerado baixo. Durante a madrugada deste sábado, as estações não registraram precipitações significativas, o que contribuiu para a manutenção do recuo.

Mesmo com o comportamento estável do riozinho do Rola, o Rio Acre segue em situação crítica na capital. Segundo boletim da Defesa Civil Municipal, divulgado na manhã deste sábado (17), o nível do rio atingiu 14,22 metros às 5h17, permanecendo acima da cota de transbordamento, que é de 14 metros.

Ainda conforme a Defesa Civil, nas últimas 24 horas foram registrados 2,40 milímetros de chuva em Rio Branco. A cota de alerta do Rio Acre é de 13,50 metros. As informações foram repassadas pelo coordenador municipal do órgão, tenente-coronel Cláudio Falcão.

Por ser o maior e mais importante afluente do Rio Acre antes de sua chegada à área urbana, o riozinho do Rola é considerado um indicador antecipado de possíveis alterações no nível do rio na capital. Historicamente, cheias ou elevações rápidas em sua bacia costumam refletir no Rio Acre algumas horas depois.

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Rio Acre atinge 14,26 metros e segue acima da cota de transbordamento

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Foto: Sérgio Vale

O nível do Rio Acre alcançou 14,26 metros na medição das 9h deste sábado, 17, mantendo-se acima da cota de transbordamento em Rio Branco, que é de 14,00 metros, conforme boletim divulgado pela Defesa Civil Municipal.

De acordo com os dados oficiais, o rio apresentou elevação em relação à primeira medição do dia. Às 5h, o nível estava em 14,22 metros, indicando uma subida de 4 centímetros em poucas horas. A situação reforça o estado de atenção para áreas ribeirinhas da capital acreana.

Nas últimas 24 horas, o volume de chuva registrado foi de 2,40 milímetros, quantidade considerada baixa, mas que ainda contribui para a manutenção do nível elevado do manancial, somando-se ao volume de água proveniente das cabeceiras e de afluentes.

A cota de alerta, estabelecida em 13,50 metros, já havia sido ultrapassada anteriormente, e o cenário atual mantém a Defesa Civil em monitoramento permanente.

 

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