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Polícia Civil prende “Humildade”, apontada como peça-chave na execução de jovem em bar de Brasiléia

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Mulher é acusada de fornecer arma, articular logística do crime e intimidar testemunhas; homicídio ocorreu em novembro de 2025

A Polícia Civil do Acre, por meio da Delegacia-Geral de Brasiléia, prendeu na manhã desta terça-feira (6) Sirlange Castro Martins, de 32 anos, conhecida pelo apelido de “Humildade”. Ela é apontada como peça central na logística da execução de Alisson Venício Ribeiro Aquino, de 22 anos, assassinado a tiros no dia 30 de novembro de 2025, no bairro Eldorado, em Brasiléia.

A prisão foi coordenada pelo delegado Erick Ferreira Maciel, após a conclusão de uma etapa do inquérito que já havia identificado e prendido os executores diretos do crime.

Papel na organização criminosa

De acordo com a Polícia Civil, Sirlange integrava a facção criminosa Comando Vermelho e atuava como elo entre lideranças e executores. As investigações apontam que foi ela quem recebeu o adolescente envolvido no homicídio em sua residência, próxima ao local do crime, e lhe entregou o revólver calibre .38 e a máscara usados na execução.

Ainda segundo o inquérito, foi pelo telefone da acusada que o mandante, identificado pelo apelido de “Capetinha”, repassou as ordens finais. Após o crime, o adolescente teria retornado à casa de Sirlange para devolver a arma e apresentar a gravação do homicídio, filmada como forma de comprovação da execução.

Crime foi filmado

Alisson Venício foi morto enquanto estava sentado no “Bar da Diva”. Dois suspeitos chegaram em uma bicicleta; o garupa, identificado como Alexsandro Andrade de Souza, conhecido como “Alex” ou “Gago”, desceu armado e efetuou três disparos. A vítima ainda tentou correr para dentro do estabelecimento, mas morreu no local.

O adolescente que pilotava a bicicleta foi responsável por filmar toda a ação, a mando da facção. Alexsandro foi preso anteriormente e confessou o crime, afirmando que agiu sob ameaça de morte caso não cumprisse a ordem.

Intimidação e silêncio imposto na comunidade

Moradores do bairro Eldorado relataram, sob anonimato, que Sirlange exercia forte pressão sobre a comunidade, monitorando a movimentação local e ameaçando quem pudesse colaborar com as investigações.

A representação policial que fundamentou o pedido de prisão destacou o risco concreto de intimidação de testemunhas, já que a acusada residia no mesmo bairro e exercia função de “disciplina” dentro da organização criminosa.

Motivação do crime

A investigação aponta que a ordem para a morte de Alisson teria sido motivada por um boato de que ele teria abusado de uma criança — acusação utilizada pelo chamado “tribunal do crime” para justificar a execução. Familiares e pessoas próximas à vítima, no entanto, negaram veementemente a versão, afirmando que o jovem não tinha envolvimento com facções nem histórico criminal.

Situação atual

Sirlange Castro Martins permanece à disposição da Justiça e deve responder por homicídio qualificado e integração em organização criminosa. A Polícia Civil continua as investigações para identificar e prender o mandante do crime, conhecido até o momento apenas como “Capetinha”.

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Obra de R$ 18 milhões às margens do Rio Acre volta a ser abandonada em Brasiléia

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Intervenção para conter erosão e criar área de lazer está paralisada novamente; moradores denunciam desleixo e perda de investimentos

Fotos de Marcus José

Um investimento estimado em R$ 18 milhões, destinado à contenção da erosão das margens do Rio Acre e à revitalização do antigo centro comercial de Brasiléia, voltou a ser motivo de preocupação. A obra, executada com recursos de emendas do senador Márcio Bittar, em parceria entre o Governo do Acre, por meio do Deracre, a Prefeitura de Brasiléia e o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, encontra-se novamente abandonada.

A intervenção previa a concretagem das margens do rio, com o objetivo de garantir a estabilidade da encosta, conter o avanço da erosão e criar um novo espaço de lazer para a população. No entanto, os trabalhos seguem interrompidos.

Em agosto de 2025, o jornal O Alto Acre já havia denunciado a paralisação da obra. Na ocasião, a presidente do Deracre, Sula Ximenes, informou que os serviços seriam retomados assim que o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional desse continuidade à liberação dos recursos, o que, segundo ela, estaria prestes a ocorrer.

Na mesma época, integrantes do “Movimento Viva Centro”, formado por empresários e moradores do centro antigo da cidade, publicaram um manifesto cobrando explicações sobre a paralisação. “Muitos de nós ainda acreditamos que essa obra possa ser concretizada e que a vida comercial retorne ao centro”, declarou um dos moradores à época.

Nesta quarta-feira, 28 de janeiro de 2026, foi constatado que o canteiro de obras está novamente abandonado. Tapumes estão sendo arrancados, partes da estrutura desmontadas e veículos já transitam pelo local após a retirada das barreiras de isolamento. Além disso, trechos do serviço já executado estão sendo levados pela erosão, evidenciando o abandono e a falta de manutenção da área.

Diante do cenário, cresce o descrédito entre moradores e comerciantes, que já não acreditam na conclusão do projeto. Para eles, a obra poderia representar um passo importante para a restauração do antigo centro comercial de Brasiléia, hoje marcado pelo abandono e pela insegurança.

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Produtores rurais do Alto Acre convocam reunião para cobrar providências sobre atuação do MST

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Reunião com os produtores rurais acontecerá na Câmara Musical de Brasiléia –
Foto: Alexandre Lim/arquivo

Encontro na Câmara de Brasiléia ocorre após anúncio de acampamento no km 29 da BR-317 e boatos de possíveis invasões de propriedades

Produtores rurais da regional do Alto Acre devem se reunir nesta quinta-feira (29), a partir das 16h, na Câmara Municipal de Brasiléia, para discutir e cobrar providências das autoridades diante da atuação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na região.

A mobilização ganhou força após a circulação de um card em grupos de WhatsApp e outras redes sociais convocando a possível reunião. O alerta ocorreu depois da confirmação da criação de uma frente do MST no km 29 da BR-317, a Estrada do Pacífico, em uma propriedade pertencente ao ex-vereador do Partido dos Trabalhadores (PT), Rosildo Rodrigues.

O ex-parlamentar divulgou um vídeo nas redes sociais confirmando a instalação do acampamento em suas terras. Segundo ele, a expectativa é inscrever cerca de 500 famílias, com o objetivo de pressionar o governo federal, por meio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), para a realização de uma reforma agrária na região.

Diante da situação e de boatos sobre possíveis invasões em propriedades rurais localizadas nos limites do município de Brasiléia, produtores decidiram se organizar para tratar do tema de forma coletiva. A proposta é a criação de uma comissão que ficará responsável pela elaboração de documentos a serem encaminhados às autoridades competentes, cobrando medidas preventivas e buscando evitar transtornos relacionados a eventuais ocupações de terras.

A reunião deve reunir proprietários rurais, lideranças locais e representantes do setor produtivo preocupados com a segurança jurídica e a preservação de suas propriedades.

Acabamento do MST montado no km 29 da BR 317 – Estrada do Pacífico: Foto captada

MATERIAL RELACIONADO:

Brasiléia pode enfrentar risco de invasões em propriedades rurais pelo MST?

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MPAC cumpre mandado de busca e apreensão na Prefeitura de Xapuri

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Justiça Criminal de Xapuri, e com auxílio do Núcleo de Apoio Técnico (NAT) cumpriu, nesta terça-feira, 27, mandados de busca e apreensão na Prefeitura de Xapuri, no âmbito de investigação que apura possíveis fraudes na condução de processo seletivo realizado pelo município.

A ordem judicial foi expedida pelo Juiz das Garantias, após acolhimento de representação do MPAC, e tem como objetivo a apreensão de documentos e demais elementos relacionados ao certame. A medida visa preservar provas e subsidiar a apuração das responsabilidades dos envolvidos.

As investigações tiveram início com a instauração de inquérito civil pelo MPAC, diante de indícios de irregularidades no andamento do processo seletivo. Durante a apuração, o Ministério Público realizou inúmeras requisições de documentos à Prefeitura e solicitou, ainda enquanto o certame estava em andamento, a suspensão do processo seletivo.

Administração do atual prefeito de Xapuri, Maxsuel Maia, está sendo investigada pelo Ministério Público do Acre – Foto montagem/oaltoacre

Apesar das diligências e do procedimento investigatório em curso, a Prefeitura de Xapuri deu continuidade ao certame e efetuou a contratação de pessoal. Posteriormente, em dezembro de 2025, o município promoveu, de forma unilateral, a anulação do processo seletivo e a exoneração dos servidores contratados, sem que houvesse determinação judicial ou recomendação do MPAC nesse sentido.

Mesmo após a anulação, a Prefeitura não apresentou a documentação requisitada pelo MPAC, o que motivou o pedido de medidas mais gravosas para assegurar a coleta e a preservação das provas.

Com o deferimento dos mandados de busca e apreensão, o MPAC busca reunir os documentos necessários para o esclarecimento dos fatos e a verificação de eventuais ilegalidades praticadas no curso do processo seletivo.

As investigações seguem em andamento.

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