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Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente abre inscrições

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Iniciativa inclui Prêmio Especial Menina Hoje, Cientista Amanhã

Castelo Mourisco, sede da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Manguinhos.

Com a proposta de estimular os jovens a construir conhecimentos e refletir de forma crítica e criativa sobre questões relacionadas à saúde e ao meio ambiente no Brasil, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) abriu nesta terça-feira (6) as inscrições para a 12ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma). As instituições de ensino devem preencher a inscrição no site da Fiocruz

Serão três modalidades de produção para os trabalhos e cada projeto deve ser inscrito em apenas uma delas: Produção Audiovisual, Produção de Texto e Projeto de Ciências.

A professora Juana Nunes, diretora do Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), destaca que o evento visa mobilizar os jovens e as escolas para pensar em um país sustentável, discutindo ciências básicas para um desenvolvimento sustentável.

Menina Hoje, Cientista Amanhã

Um dos destaques da Obsma fica por conta do 3º Prêmio Menina Hoje, Cientista Amanhã, que selecionará um trabalho ou projeto inscrito na olimpíada que tenha sido desenvolvido por alunas e professoras. O prêmio homenageia cientistas mulheres e suas trajetórias profissionais em cada uma das edições.

Nesta edição, a escolhida é Alda Lima Falcão. Ela atuou como entomologista por décadas. Primeiro pelo Serviço Nacional de Malária em Fortaleza, depois em Belo Horizonte. Falcão atuava em análises sobre os flebótomos, que são insetos vetores de doenças como a leishmaniose.

“A partir desta pauta, queremos mobilizar as meninas para que elas possam se engajar, participar da ciência, pois o MCTI quer mais diversidade na ciência, mais meninas e mulheres, e reinventar nosso país criando novas tecnologias”, disse Juana Nunes.

Para concorrer ao Menina Hoje, Cientista Amanhã, basta se inscrever normalmente na olimpíada e escolher a opção de participar do prêmio no formulário de inscrições. O trabalho pode atender a qualquer uma das modalidades.

Lançamento

Na abertura da cerimônia, a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Vieira Machado, representando o presidente da fundação, Mario Moreira, disse que a Obsma valoriza o trabalho coletivo. “É uma olimpíada diferente, já que não se baseia somente na lógica no mérito individual ou no brilhantismo dos estudantes, mas sim uma olimpíada que trabalha o coletivo, trabalha a escola no seu conjunto e trabalha com os professores”.

A coordenadora nacional da Obsma, Cristina Araripe, destacou que, além da competição, a olimpíada promove outras atividades com os estudantes. “Fazendo uma visita ao campus da Fiocruz, vendo como trabalhamos a temática da sustentabilidade, e sobretudo uma visita à fábrica de vacinas, é com esse espírito de abrirmos as portas para recebermos os jovens estudantes da educação básica e seus professores, que começamos essa 12ª edição”.

No evento desta segunda-feira, os estudantes tiveram a oportunidade de visitar o Complexo Tecnológico de Vacinas de Bio-Manguinhos-Fiocruz, um dos maiores centros de produção da América Latina, que garante a autossuficiência em vacinas essenciais para o calendário básico de imunização do Ministério da Saúde.

Projeto

A Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente é voltada para estudantes e professores da educação básica, do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, de escolas públicas ou privadas, por meio da inscrição de trabalhos relacionados à saúde e ao meio ambiente, interligados à educação e a ciência e tecnologia. O tema dos projetos é de livre escolha dos participantes.

A Obsma acontece a cada dois anos e prevê atividades como oficinas pedagógicas para atualização de professores e programas educativos para estudantes interessados em seguir carreiras científicas.

A competição tem o apoio do CNPq, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e de instituições de ensino e pesquisa.

Outras informações pedem ser acessadas no site da Obsma.

* Estagiário sob supervisão de Akemi Nitahara

Edição: Fernando Fraga

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Justiça do Acre recomenda prioridade na análise de medidas protetivas contra violência doméstica

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Orientação determina que juízes avaliem pedidos com urgência, mesmo diante de dúvidas sobre competência do processo

A Corregedoria-Geral da Justiça do Estado do Acre publicou nesta quinta-feira, 19, a recomendação nº 3/2026, que orienta magistrados e magistradas de 1º grau a priorizarem a análise de pedidos de medidas protetivas de urgência em casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, mesmo quando houver dúvida sobre a competência para julgar o processo.

Assinada pelo corregedor-geral, desembargador Nonato Maia, a medida tem como objetivo garantir maior celeridade e efetividade na proteção às vítimas, evitando atrasos que possam colocar em risco a integridade física, psicológica e moral das mulheres.

De acordo com o documento, sempre que houver viabilidade técnico-jurídica, os juízes devem analisar os pedidos de medidas protetivas antes de eventual declínio de competência, ou seja, antes de encaminhar o caso a outro juízo considerado competente. A orientação está fundamentada no artigo 18 da Lei Maria da Penha, que prevê a adoção de providências imediatas pela autoridade judicial nesses casos.

A recomendação ressalta que a análise rápida dessas medidas é fundamental para garantir a segurança das vítimas e preservar a efetividade da proteção judicial.

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Pai é preso após agredir filho de 12 anos com cinto em Cruzeiro do Sul: ‘Tentou abafar os gritos com a mão’

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Conforme um familiar da vítima, suspeito já praticou outras agressões com galho de azeitona e cipó, além de um remo de pesca. Prisão ocorreu na última segunda (16) em Cruzeiro do Sul

Vítima relatou a polícia que em outras agressões, o pai já usou galho de azeitona e um remo de pesca. Foto: Arquivo pessoal

Por Walace Gomes

Um homem de 33 anos foi preso suspeito de agredir o próprio filho, de 12 anos, com um cinto, na segunda-feira (16), no bairro Remanso, em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre. Segundo informações da Polícia Militar (PM-AC), o adolescente havia passado o fim de semana na casa de um familiar e demorou para voltar para casa.

O homem foi buscar o adolescente e teria prometido aos familiares que não o agrediria. No entanto, ao chegar em casa, pediu que o menino tomasse banho e, em seguida, passou a batê-lo com um cinto. Após o caso, a vítima ficou sob os cuidados de familiares.

De acordo com o boletim de ocorrência, o pai do garoto afirmou que estava apenas “educando” o adolescente. O caso foi denunciado à PM e ao Conselho Tutelar e registrado como maus-tratos, com agravante por a vítima ser menor de idade.

Segundo a conselheira Erivalda Menezes, o adolescente foi encontrado com vários ferimentos, e, após o resgate, foram tomadas as medidas cabíveis.

“Informamos ao Ministério Público sobre o caso e fizemos demais encaminhamentos onde sugerimos que ele permaneça com os familiares, pois lá, terá todos os direitos assegurados”, concluiu.

Passou dos limites

Um familiar da vítima, que preferiu não ser identificado, contou que o suspeito teria tapado a boca do garoto durante as agressões para evitar que os vizinhos ouvissem os gritos.

“Antes de ir pegar o filho, o pai dele chegou a enviar vários áudios para o menino ameaçando bater nele, dizendo que iria usar um remo de pesca. Ao chegar em casa, esperou ele sair do banho, bateu com agressividade e ainda tentou abafar os gritos com a mão”, disse.

Segundo o familiar, o garoto demorou a voltar para casa por medo de ser agredido. Apesar das cobranças do pai, ele decidiu permanecer na casa do parente. “Ele sempre me falava que, quando o pai batia, passava dos limites”, destacou.

Irmã do adolescente também já sofreu agressões praticadas pelo pai. Foto: Arquivo pessoal

‘Pensava em tirar a própria vida’

Ainda segundo o familiar, as agressões não eram isoladas e também atingiam a irmã do adolescente, de 11 anos. Ele afirmou que o menino chegou a apresentar sofrimento emocional.

“Ele sempre bate assim, por motivos banais. Já chegou a bater com galho de azeitona e cipó, além de utilizar um remo quando estava com mais raiva. Foram várias agressões. Uma vez o garoto me disse que preferia morar em um abrigo e que pensava em tirar a própria vida porque não aguentava mais sofrer“, contou.

O homem é separado da mãe das crianças. Segundo o familiar, a madrasta não teria boa relação com os enteados. “Sempre aconselhamos que não queríamos nos meter na criação dos meninos, mas eles fugiam para a nossa casa após as agressões, pois já tinham desenvolvido trauma psicológico”, afirmou.

A Constituição Federal estabelece que é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente direitos fundamentais, além de colocá-los a salvo de toda forma de exploração e violência.

Veja como denunciar casos de maus-tratos e negligência a crianças e adolescentes:
  • Polícia Militar – 190: quando a criança está correndo risco imediato;
  • Samu – 192: para pedidos de socorro urgentes;
  • Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres;
  • Qualquer delegacia de polícia;
  • Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos. A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa;
  • Secretaria de Estado da Mulher (Semulher): recebe denúncias de violações de direitos da mulher no Acre. Telefone: (68) 99930-0420. Endereço: Travessa João XXIII, 1137, Village Wilde Maciel.
  • Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, precisam fazer a notificação compulsória em casos de suspeita de violência. Essa notificação é encaminhada aos conselhos tutelares e polícia;
  • WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos:(61) 99656- 5008;
  • Ministério Público;
  • Videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras).

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Operação Sinergia prende mulher com drogas no bairro da Lagoa, em Cruzeiro do Sul

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Suspeita foi flagrada com 37 porções de cocaína, maconha, skunk e dinheiro; comparsa conseguiu fugir

De acordo com o capitão Thales Campos, com ela foram encontradas 37 porções aparentando ser cocaína, cinco de maconha e skunk. Foto: captada 

Uma mulher foi presa por suspeita de tráfico de drogas durante uma ação da Operação Sinergia, em Cruzeiro do Sul. A operação, coordenada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), reúne diversas forças de segurança e segue até o dia 28 de março, com o objetivo de reforçar a segurança na região. As ações ocorrem de forma integrada, envolvendo órgãos como Polícia Militar, Exército Brasileiro e Polícia Federal, em áreas urbanas, ramais e vias fluviais.

Durante uma das abordagens realizadas pelo Giro, na quarta-feira (18), no bairro da Lagoa, um casal foi flagrado supostamente comercializando entorpecentes. O homem conseguiu fugir, mas a mulher foi detida.

De acordo com o capitão Thales Campos, com ela foram encontradas 37 porções aparentando ser cocaína, cinco de maconha e skunk, além de dinheiro em cédulas e moedas.

Procedimentos legais

A suspeita foi conduzida para a delegacia, onde foram adotados os procedimentos legais cabíveis. A operação segue com novas ações na região, mantendo o reforço no policiamento e na fiscalização para coibir crimes como o tráfico de drogas e a violência na fronteira do Acre.

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