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No feriado do Dia do Católico, 280 estudantes do Colégio Militar Dom Pedro 2º colam grau com festa no quartel do Corpo de Bombeiros

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Série de homenagens e honrarias marcou cerimônia, com a participação dos pais de alunos e autoridades em Segurança Pública e da Secretaria de Educação

Foi uma despedida com gosto de vitória e a certeza da saudade, nesta sexta-feira, 20, no feriado do Dia dos Católicos. Olhos marejados de crianças e adolescentes de um lado, lágrimas de emoção de outro no rosto de educadores, praças e oficiais do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Acre (CBMAC), no que foi a primeira cerimônia de colação de grau do Colégio Militar Dom Pedro 2º, desde a sua fundação na primeira gestão do governador Gladson Cameli. A instituição é administrada pelos Bombeiros com o apoio da Secretaria de Estado de Educação e Esporte do Acre.

Estudantes do Colégio Dom Pedro 2º, do Corpo de Bombeiros, perfilados na cerimônia de colação de grau, nesta sexta-feira, 20. Foto: Diego Gurgel/Secom

Pelo menos 280 estudantes dos ensinos fundamental e médio concluíram a formação, cuja celebração se deu no pátio do quartel-geral do CBMAC, na estrada da Invernada. Eles são 150 que terminaram o 3º ano do ensino médio e estarão aptos a fazer o Enem para ingressar numa faculdade, e outros 130 concluíram o 9º ano do fundamental 2, entrando em 2023 no ensino médio.

Cerimônia de formatura dos estudantes do ensino Fundamental e Médio do Colégio Dom Pedro 2º. Foto: Diego Gurgel/Secom

As palavras da estudante Camila Nobre, oradora do 9º ano resumiram a gratidão e a honradez pelo corpo técnico da escola.

Comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Charles da Silva Santos, parabeniza professor do Colégio Dom Pedro 2º, homenageado com diploma de honra ao mérito pelos serviços prestados à instituição. Foto: Diego Gurgel/Secom

“Desses últimos quatro anos, levamos não apenas o ensinamento científico que ninguém tira da gente, a não ser se for por um Alzheimer”, brincou a jovem, arrancando gargalhadas dos pais, integrantes dos Bombeiros e autoridades presentes. “Nós estamos levando também as lições de amor, de cuidado e carinho que nossos mestres tiveram com a gente ao longo dessa etapa. A eles os nossos mais sinceros agradecimentos”, completou Camila.

Estudante Camila Nobre, da turma do 9º ano, em discurso de agradecimento pelo fim de um ciclo escolar. Foto: Diego Gurgel/Secom

A celebração começou com o desfile dos estudantes entoando, com a Banda de Música da Polícia Miliar a canção Fibras de Heróis, seguido da incorporação do Pavilhão Nacional pelo estudante João Batista da Silva.

Tenente Akauany Ferraz Pereira, uma das instrutoras do Colégio Militar Dom Pedro 2º se emociona ao ser surpreendida com homenagens em discurso dos estudantes. Foto: Diego Gurgel/Secom

Em seguida, o tenente-coronel Valdemar Fernandes de Souza, comandante do Colégio Dom Pedro 2º, fez uma breve mensagem de agradecimento aos presentes e uma prece a Deus em agradecimento. Desse ponto em diante, uma série de homenagens a professores, homens e mulheres voluntários em serviços em favor do colégio e aos melhores estudantes da escola foi realizada.

Autoridades em Segurança Pública da Sejusp, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar do Estado do Acre presentes na cerimônia. Foto: Diego Gurgel/Secom

Nas palavras do comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Estado do Acre, coronel Charles da Silva Santos, a missão de formar jovens em retidão de princípios e com responsabilidade é o principal objetivo.

Comandantes de batalhões, coordenadores do colégio militar e estudantes na tradicional flexão, ao final da cerimônia de colação de grau. Foto: Diego Gurgel/Secom

“Esta é a prova de que o governo do Estado do Acre, e em especial hoje, o Corpo de Bombeiros, estão no caminho na oferta de oportunidades de uma vida cidadã, plena de significado e em retidão com o bem para nossas crianças e adolescentes. E fico muito feliz por isso”, afirmou o comandante-geral dos Bombeiros.

Estudantes que colaram grau se divertem com a chuvarada do caminhão-pipa, encerrando mais um ciclo de estudos. Foto: Diego Gurgel/Secom

Também participaram da solenidade o comandante-geral da Polícia Militar do Estado do Acre, coronel Luciano Fonseca, além do coronel Glayson Dantas, que representou o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, coronel José Américo Gaia, na celebração. Se fizeram presentes também representantes da Secretaria de Estado de Educação, oficiais militares da Polícia Militar e dos Bombeiros, pais, amigos, professores e o corpo técnico da escola militar.

Estudantes do Colégio Dom Pedro 2º se abraçam após a cerimônia de colação de grau. Ao menos 280 jovens concluíram mais uma etapa do ensino fundamental e do ensino médio. Foto: Diego Gurgel/Secom

Após a entrega simbólica dos certificados, os oficiais e praças dos Bombeiros com os estudantes do colégio fizeram o tradicional exercício de flexões no solo. Depois, uma ducha d’água pelo caminhão-pipa da corporação marcou o encerramento da celebração.

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Violência doméstica cresce 27% no Acre nos dois primeiros meses de 2026

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Rio Branco concentra quase metade dos casos; Estado registra 1.152 ocorrências de janeiro a fevereiro

O Acre iniciou 2026 com aumento significativo nos casos de violência doméstica. Nos meses de janeiro e fevereiro, foram registrados 1.152 ocorrências, segundo dados do Núcleo de Apoio Técnico (NAT) do Ministério Público do Acre. O número representa alta de 27,3% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 905 casos.

Janeiro liderou o registro de ocorrências, com 592 casos, enquanto fevereiro apresentou leve redução, com 560 notificações. Apesar da diminuição, os números ainda mostram a gravidade e a persistência do problema.

A capital, Rio Branco, concentra quase metade dos casos, totalizando 565, o que equivale a 49,05% do total estadual. Na sequência estão Cruzeiro do Sul (110 casos), Sena Madureira (71), Tarauacá (51) e Feijó (47).

Outros municípios também registraram números significativos, como Brasiléia (45), Xapuri (41) e Senador Guiomard (38). Já cidades menores, como Jordão e Santa Rosa do Purus, tiveram seis casos cada, enquanto Assis Brasil e Rodrigues Alves registraram sete ocorrências.

O levantamento reforça a necessidade de políticas públicas efetivas de prevenção, acompanhamento e proteção às vítimas de violência doméstica em todo o estado.

Outros municípios também registraram números relevantes, como Brasiléia (45), Xapuri (41) e Senador Guiomard (38). Foto: arquivo

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Sem prisões, mortes de trabalhadores na Cidade do Povo seguem sem respostas

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Família cobra justiça após quase duas semanas do crime que matou dois jovens durante entrega de tijolos em Rio Branco

Duas semanas após as mortes de Gustavo Gabriel Bezerra Soster, de 17 anos, e Daniel Dourado de Sousa, de 22, ainda não há presos pelo crime ocorrido no Conjunto Habitacional Cidade do Povo, em Rio Branco.

A família de Daniel informou à imprensa que ainda não foi ouvida pela Polícia Civil. Uma prima da vítima, que preferiu não se identificar, afirmou que os familiares cobram justiça e vivem à espera de respostas. A reportagem não conseguiu contato com parentes de Gustavo.

Segundo a Polícia Civil, o caso segue sob investigação, mas, até o momento, nenhuma prisão foi realizada.

“Até agora estamos sem saber de nada. O meu primo nunca participou de nada errado. Tiraram o sonho dele, que era trabalhar para construir a casa e dar um teto para a filha, que chama por ele todos os dias”, relatou a prima, emocionada.

De acordo com ela, Daniel não conhecia o outro jovem morto. As vítimas teriam tido os celulares acessados pelos criminosos, que buscavam supostos indícios de ligação com facções rivais.

“Queremos justiça pelo meu primo e por outras mortes que acontecem. Isso não pode ficar impune”, acrescentou.

A família de Daniel relatou que ainda não foi ouvida pela Polícia Civil. Uma prima dele, que pediu para não ter o nome divulgado, disse que a família quer justiça pela morte do rapaz. Foto: captada 

Dinâmica do crime

Daniel e Gustavo trabalhavam em uma cerâmica e foram até o conjunto habitacional realizar a entrega de tijolos em um canteiro de obras, acompanhados de outros trabalhadores.

Durante a ação, criminosos abordaram o grupo, renderam as vítimas e sequestraram quatro pessoas. Elas foram levadas até uma área próxima à Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), onde os suspeitos verificaram os celulares em busca de possíveis vínculos com facções.

Segundo a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), ao identificarem supostos indícios, os criminosos executaram dois dos trabalhadores no local.

A Polícia Militar foi acionada, isolou a área e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmou as mortes.

Ainda conforme a investigação, câmeras de segurança próximas ao local foram destruídas pelos autores do crime, o que dificulta o avanço das apurações.

Gustavo Bezerra (es.) e Daniel Dourado (dir.) entregavam tijolos no Conjunto Habitacional Cidade do Povo quando foram mortos. Foto: captadas

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Suspeito de feminicídio segue foragido mais de três meses após crime no Acre

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Homem monitorado por tornozeleira teve prisão preventiva decretada, mas ainda não foi localizado pelas autoridades

O presidiário Antônio José Barbosa Pinto, de 54 anos, continua foragido mesmo após ter a prisão preventiva decretada pela Justiça. Até o momento, ele não foi localizado pelas forças de segurança.

Segundo as investigações, o suspeito era monitorado por tornozeleira eletrônica quando cometeu o feminicídio contra Maria da Conceição Ferreira da Silva, de 46 anos.

Antônio José Barbosa Pinto é procurado pela polícia como principal suspeito de assassinar a companheira, Maria da Conceição Ferreira da Silva. Foto: captada 

A prisão preventiva foi determinada no último dia 14 de dezembro de 2025, um dia após o crime. No entanto, passados mais de três meses, Antônio José segue sendo procurado.

De acordo com o histórico criminal, ele já possuía condenações por homicídio e tentativa de assassinato. Em 17 de dezembro de 2014, matou o diarista Manoel Amorim da Silva, de 50 anos, na zona rural do município de Manoel Urbano.

De acordo com o inquérito policial, Maria da Conceição foi encontrada morta dentro de casa pela filha. Foto: captada 

Segundo a Polícia Civil, com base em perícia preliminar evidenciada pela rigidez do corpo da vítima, Maria da Conceição foi morta entre as 3h30/4h30 e o foragido rompeu a tornozeleira eletrônica às 4h37, horário apontado pelo Sistema de Monitoramento Penitenciário.

De acordo com o inquérito policial, Maria da Conceição foi encontrada morta dentro de casa pela filha por volta das 12h20 do sábado (13). Segundo relato policial, a jovem havia ido ao local para comemorar o aniversário da mãe.

Ao chegar à residência, a jovem percebeu o portão e a porta dos fundos abertos. No quarto, encontrou a mãe caída ao lado da cama, de bruços e com sangue no local, conforme descreve o relatório policial. Próximo ao corpo havia uma faca, apontada como a arma usada no crime.

A perícia inicial indicou que a vítima sofreu cerca de cinco golpes de faca na região do tórax. Ainda segundo os autos, câmeras de segurança da residência foram desligadas antes do crime.

“O desligamento das câmeras indica premeditação. O rompimento da tornozeleira minutos após a estimativa da morte indica fuga e consciência da ilicitude”, apontou a representação da Polícia Civil ao pedir a prisão preventiva do suspeito.

O crime ocorreu em dezembro do ano passado, e, até o momento, ele não foi localizado pelas forças de segurança. Foto: captada 

A Polícia Civil reforça que informações que possam ajudar na localização do foragido podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 181 ou 190.

Maria da Conceição era viúva e mantinha um relacionamento com Antônio José, que era irmão do falecido marido da vítima. Vizinhos relataram à polícia episódios de agressividade por parte do suspeito. Foto: captada 

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