Cotidiano
MP solicita inclusão de pessoas com síndrome de Down e autistas em lista de prioridade de vacinação contra Covid-19
MP-AC enviou ofício para a Semsa com pedido de inclusão de pessoas com deficiência permanente na lista de prioridades da vacinação contra a Covid-19.

MP-AC pede que pessoas com síndrome de Down também entrem na lista de prioridades da vacinação — Foto: Reprodução/Arquivo
Por Aline Nascimento
O Ministério Público do Acre (MP-AC) solicitou, em um ofício, que a Secretaria de Saúde de Rio Branco (Semsa) a inclusão de pessoas com deficiências permanentes nos grupos prioritários de vacinação da Covid-19. Entre essas pessoas que sejam incluídas estão autistas e portadores de síndrome de donw.
O pedido foi feito pela Promotoria de Justiça Especializada de Defesa da Pessoa Idosa e Pessoa com Deficiência do MP-AC. Para justificar a solicitação, a promotoria destacou a atualização na 4ª Edição do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 pelo Ministério da Saúde, divulgada no último dia 15.
Segundo o órgão, a atualização cita que ‘pessoas com deficiência permanente também devem ser incluídas como prioridade nas primeiras fases de vacinação’. O primeiro plano de imunização do Ministério da Saúde inclui apenas idosos, profissionais de saúde e deficientes que vivem em casas de longa permanência.
Ainda segundo o MP-AC, são consideradas pessoas com deficiência permanente as que apresentam as seguintes limitações:
- Limitação motora que cause grande dificuldade ou incapacidade para andar ou subir escadas;
- Indivíduos com grande dificuldade ou incapacidade de ouvir mesmo com uso de aparelho auditivo;
- Pessoas com grande dificuldade ou incapacidade de enxergar mesmo com uso de óculos;
- Indivíduos com alguma deficiência intelectual permanente que limite as suas atividades habituais.
“Essa atuação do Ministério Público é importantíssima para fazer valer a atualização recente da 4ª Edição do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação a fim de incluir todas as pessoas com deficiência permanente na lista de prioridades para vacinação e, dessa forma, resguardar os direitos humanos dessas pessoas, assim como a própria dignidade da pessoa humana, inclusive, das pessoas com Transtorno do Espectro Autista, as quais por força de lei federal são consideradas pessoas com deficiência com todos os efeitos legais”, pontuou o promotor de Justiça Júlio César de Medeiros.
A reportagem tentou contato com a Semsa, que afirmou que vai divulgar um posicionamento ainda nesta sexta-feira (19)

Idosos acima de 85 anos começaram a ser vacinados na terça-feira (16), em Rio Branco — Foto: Lidson Almeida/Rede Amazônica Acre
Vacinação em Rio Branco
Depois de aplicar a primeira dose da vacina contra a Covid-19, a Semsa começou a aplicar a segunda dose do imunizante, na quarta (17), em servidores da saúde e idosos em abrigos.
Com a chegada do primeiro lote da vacina, em janeiro deste ano, a capital acreana recebeu 3,6 mil doses. Deste total, 600 doses foram destinadas a pessoas acima de 60 anos institucionalizadas. As outras 3 mil para profissionais de saúde da linha de frente do enfrentamento da Covid.
Com a chegada que quatro lotes de vacina no Acre, Rio Branco recebeu ao todo 9,3 mil doses do imunizante para o combate ao novo coronavírus, entre CoronaVac e AstraZeneca, segundo dados da prefeitura.
Nesse período de quase um mês, os dados apontam que até a sexta-feira (12), mais de 7 mil pessoas já tinham sido vacinadas, entre profissionais de saúde (6.280), idosos acamados com mais de 80 anos (285), idosos acima de 60 anos institucionalizados (161) e idosos acima de 90 anos (279).
Devido à baixa procura para o público acima de 90 anos, a prefeitura começou a vacinar idosos com mais de 85 anos. Segundo a Semsa, a procura foi grande e o número quase dobrou, em apenas um dia.
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Entrevista de Márcio Bittar gera crise no PL ao omitir apoio a Tião Bocalom para governador
Senador afirmou que prioridade é sua reeleição e não mencionou prefeito como candidato do partido; Bocalom reage e diz que vai concorrer “independente do cenário”

Senador afirmou que prioridade é sua reeleição e não mencionou prefeito como candidato do partido; Bocalom reage e diz que vai concorrer “independente do cenário”. Foto: captada
Uma entrevista do senador Márcio Bittar (PL) ao programa GAZETA ENTREVISTA, na TV Gazeta, gerou mal-estar político no Acre ao omitir qualquer menção ao prefeito Tião Bocalom (PL) como candidato ao governo do estado em 2026. Bittar afirmou que sua prioridade é a reeleição ao Senado e destacou não ter problemas com os pré-candidatos Mailza Assis (PP) e Alan Rick (Republicanos), sem referir-se a Bocalom.
A omissão foi rapidamente rebatida por secretários municipais de Rio Branco, que afirmaram ao Blog do Crica que Bocalom não é apenas candidato, mas “candidatíssimo” ao Palácio Rio Branco, independentemente do cenário. Em resposta, o prefeito reafirmou sua disposição: “Meu respeitado amigo Luís, eu já disse ao Márcio que vou colocar meu nome. Eu tenho uma história”.
A tensão expõe uma segunda crise pública entre Bittar e Bocalom — a primeira ocorreu quando o senador chamou Alan Rick de “governador de férias”. Analistas locais avaliam que, para evitar desgaste eleitoral, os dois precisarão “se afinar” nos próximos meses.
Reação imediata:
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Secretários municipais saíram em defesa de Bocalom, reforçando que ele é candidato ao governo “independente do cenário”;
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Tião Bocalom respondeu ao Blog do Luís: “Eu já disse ao Márcio que vou colocar meu nome. Eu tenho uma história”;
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O episódio é a segunda crise pública entre os dois: a primeira ocorreu quando Bittar chamou Alan Rick de “governador de férias”.
Análise do discurso:
A omissão de Bittar foi interpretada em bastidores como um sinal de desalinhamento ou até de preferência velada por outros nomes ao governo. O senador pode estar protegendo sua própria reeleição, evitando atrelá-la a uma candidatura majoritária que considere arriscada ou divisiva.
O PL é a principal base de Bocalom, mas Bittar – figura nacional do partido – tem influência decisiva sobre as estratégias estaduais. A falta de sintonia ameaça a unidade da legenda em um ano eleitoral crucial.
A tendência é que Bittar e Bocalom tenham que se reunir para acertar discursos e definir se o PL lançará candidatura própria ou apoiará Mailza Assis – hipótese que ganha força com a omissão do senador.
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União eleva para 91,9% sua participação no Banco da Amazônia após compra de ações do FGEDUC
Operação concluída nesta sexta (9) transferiu mais de 10 milhões de ações ordinárias do fundo vinculado à Caixa para o Ministério da Fazenda

O total de ações ordinárias do banco permanece sem alteração no capital social, apenas com redistribuição da titularidade. Banco da Amazônia financia projetos de empresas nos nove Estados que compõem a Amazônia Legal. Foto: Divulgação
O Banco da Amazônia informou na sexta-feira (9) que a União ampliou sua participação acionária na instituição para 91,9% do capital social. A mudança ocorreu após a transferência de 10.427.301 ações ordinárias do Fundo de Investimento FI Caixa FGEDUC Multimercado para o Ministério da Fazenda.
Com a operação, a União elevou sua posição de 73,3% para 91,9% do total de ações ordinárias do banco. O FGEDUC, que detinha 18,6% do capital, deixou de figurar na composição acionária da instituição.
Permanecem inalteradas as participações do BB FGO – Fundo de Investimento em Ações (5,1%) e dos demais acionistas minoritários (3,0%). O total de ações ordinárias do banco segue em 56.058.315 papéis, sem alteração no valor do capital social, apenas com redistribuição da titularidade.
A operação foi comunicada ao mercado e concluída nesta última sexta-feira, reforçando o controle da União sobre o banco de desenvolvimento regional.
Detalhes da operação:
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Ações transferidas: 10.427.301 ações ordinárias;
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Participação anterior da União: 73,3%;
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Nova participação: 91,9% do capital social;
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Capital total: Permanecem 56.058.315 ações ordinárias, sem alteração no valor do capital social.
Mudança no quadro acionário:
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FGEDUC (Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo) deixou de ser acionista (antes detinha 18,6%);
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BB FGO – Fundo de Investimento em Ações mantém 5,1%;
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Demais minoritários seguem com 3,0%.
Contexto e implicações:
O Banco da Amazônia é um dos principais agentes de financiamento ao desenvolvimento regional nos estados da Amazônia Legal. O aumento do controle estatal pode sinalizar uma estratégia do governo federal para direcionar crédito a setores prioritários, como agronegócio, infraestrutura e bioeconomia.
A instituição deverá submeter a nova composição acionária à aprovação do Banco Central e comunicar eventuais mudanças na governança e políticas de crédito.
A saída do FGEDUC encerra uma participação histórica do fundo educacional no banco, enquanto a União fortalece seu poder de decisão sobre os rumos do principal agente financeiro de fomento na região Norte.
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Rio Branco e Adesg empatam no último amistoso antes da estreia

Foto Sueli Rodrigues: O argentino Dylan(bola) marcou o gol do Rio Branco no amistoso
Rio Branco e Adesg empataram por 1 a 1 neste sábado, 10, no José de Melo, no último amistoso antes da estreia no Campeonato Estadual. Jailson abriu o placar para a Adesg e o argentino Dylan marcou o gol do Estrelão.
Futebol abaixo
Rio Branco e Adesg realizaram um jogo treino muito abaixo do esperado. As duas equipes marcaram forte, mas apresentaram pouco poder de criação com 90 minutos sem muitas oportunidades.
Rio Branco
“A equipe vem em uma crescente, mas precisamos de reforços para elevar o nível técnico. O Rio Branco precisa ter uma equipe com capacidade de lutar pelo título”, declarou o treinador do Rio Branco, Ulisses Torres.
O Estrelão enfrenta o Vasco no sábado, 17, às 15 horas, no Tonicão, na estreia do Estadual
Adesg
“Não gostei do futebol da minha equipe. Existe a necessidade de produzir mais e na última semana de trabalho, vamos fazer esses ajustes”, afirmou o técnico da Adesg, Rodrigo Deião.
O Leão vai jogar contra o Humaitá no sábado, 17, às 17 horas, no Tonicão, no primeiro jogo do Estadual.

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