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Moro põe Lula no banco dos réus
Ex-presidente responderá por corrupção e lavagem de dinheiro no caso de apartamento e armazenamento do acervo
O Globo

O ex-presidente Lula, durante pronunciamento em São Paulo na quinta-feira passada, dia 15 – Pedro Kirilos / Agência O Globo
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se tornou réu pela segunda vez numa ação derivada das investigações da Lava-Jato, a primeira perante a Justiça Federal do Paraná. O juiz Sérgio Moro aceitou nesta terça-feira a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no caso do tríplex do Guarujá e do armazenamento do acervo presidencial, pagos pela OAS. Segundo a denúncia, Lula obteve R$ 3,7 milhões em vantagens indevidas que lhe foram pagas pela empreiteira, de forma dissimulada, em troca de contratos com o governo federal. Entre 2003 e 2015, os contratos do Grupo OAS com a administração pública federal somaram R$ 6,8 bilhões, 76% dos quais corresponderam a negócios com a Petrobras.
Moro também aceitou as denúncias contra a ex-primeira-dama Marisa Letícia; o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto; e cinco pessoas ligadas à empreiteira – o ex-presidente Léo Pinheiro e os executivos Paulo Gordilho, Agenor Franklin Magalhães Medeiros, Fábio Hori Yonamine e Roberto Moreira Ferreira.
No despacho, Moro afirmou que aceitar a denúncia não significa “juízo conclusivo” e que é preciso fazer essa ressalva porque a presença do ex-presidente Lula entre os acusados pode ““dar azo a celeumas de toda a espécie”, que devem ocorrer “fora do processo”.
Segundo ele, as provas e fatos apresentados até agora são suficientes para que a denúncia seja aceita e, no decorrer do processo, tanto a defesa poderá apresentar seus argumentos quanto o próprio Ministério Público Federal poderá “produzir prova acima de qualquer dúvida razoável”.
Ao apresentar a denúncia contra Lula, na semana passada, o procurador Deltan Dallagnol ressaltou, por várias vezes, que as provas levavam a crer, “acima de qualquer dúvida razoável”, que Lula era o comandante do esquema de propinas implantado na Petrobras.
“É durante o trâmite da ação penal que o ex-presidente poderá exercer livremente a sua defesa, assim como será durante ele que caberá à acusação produzir a prova acima de qualquer dúvida razoável de suas alegações caso pretenda a condenação. O processo é, portanto, uma oportunidade para ambas as partes”, afirmou Moro.
Apesar de apontar Lula como “comandante máximo” do esquema, o MPF não imputou, na denúncia, o ex-Presidente pelo crime de associação criminosa. De acordo com Moro, a omissão é plausível porque tal fato está em apuração no Supremo Tribunal Federal.
“A suposta associação também envolveria agentes que detêm foro por prerrogativa de função e em relação ao ex-Presidente não teria havido desmembramento quanto a este crime”, explicou.
MORO LAMENTA DENÚNCIA CONTRA MARISA LETÍCIA
Moro lamentou a denúncia e a imputação de crime de lavagem de dinheiro contra Marisa Letícia, mas acrescentou que a contribuição dela para a aparente ocultação do real proprietário do tríplex do Guarujá é suficiente, sem prejuízo de “melhor reflexão” no decorrer do processo.
Ele afirmou que há dúvidas quanto ao envolvimento doloso da ex-primeira dama, “especificamente se sabia que os benefícios decorriam de acertos de propina no esquema criminoso da Petrobras.
O ex-presidente Lula nega todas as acusações e disse que, se for provada alguma corrupção contra ele, ele mesmo iria “a pé para ser preso”.
Na denúncia aceita por Moro, o MPF afirma que Lula foi o “comandante máximo” do esquema de corrupção investigado na Lava-Jato, criado para garantir uma governabilidade corrompida, formar um colchão de recursos para um projeto de permanência do PT no poder e enriquecimento ilícito de dirigentes do partido. Em depoimento à Lava-Jato, o ex-senador Delcídio do Amaral afirmou que a OAS fez uma “contraprestação pelo conjunto da obra”, ou seja, os contratos de obras públicas que beneficiaram a empreiteira.
Os procuradores dizem que OAS deu R$ 3,7 milhões de vantagens a Lula: R$ 2,4 milhões teriam sido utilizados no tríplex 164-A no Edifício Solaris. O valor corresponde a R$ 1,2 milhão do valor imóvel, acrescido de R$ 926 mil de reformas feitas pela construtora; mais R$ 342 mil de móveis personalizados (pagos à empresa Kitchens), além de R$ 8,9 mil pagos por eletrodomésticos, como fogão, micro-ondas e uma geladeira “side by side”. Outros R$ 1,3 milhão foram pagos pela construtora à Granero para armazenar o acervo presidencial de Lula.
O ex-presidente Lula afirma que o imóvel não é dele e que, no cartório de registro de imóveis, segue em nome da OAS.
DESPROPORÇÃO DE VALORES COM MAGNITUDE DO ESQUEMA
No despacho, o juiz Sérgio Moro lembrou que os valores de vantagens indevidas apontados pelo MPF aparentam ser desproporcionais com a magnitude do esquema criminoso na Petrobras. No entanto, segundo Moro, tal argumentação não justificaria a rejeição da denúncia. Na denúncia, os procuradores afirmaram que Lula teria recebido R$ 3,7 milhões em vantagens da empreiteiras OAS, por meio da propriedade e reforma do tríplex no Guarujá e do armazenamento de parte de seu acervo presidencial.
“Não descaracterizaria o ilícito, não importando se a propina imputada alcance o montante de milhares, milhões ou de dezenas de milhões de reais”, afirmou Moro, que lembrou que há outras investigações em curso sobre supostas vantagens recebidas por Lula.
O ex-presidente é ainda investigado pelo sítio de Atibaia, que está em nome de sócios do seu filho, Fábio Luís, o Lulinha, e por pagamentos e doações de empreiteiras investigadas na Lava-Jato feitos à LILS Palestras e ao Instituto Lula. Os procuradores afirmam que Lula é o representante máximo do instituto e da empresa de palestras que, entre 2011 e 2014, receberam mais de R$ 30 milhões de empreiteiras flagradas pela Lava-Jato (Camargo Corrêa, Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, UTC e Andrade Gutierrez). Desse valor, mais de R$ 7,5 milhões foram transferidos a Lula.
O sítio também foi reformado por duas empreiteiras – Odebrecht e OAS – e pelo pecuarista José Carlos Bumlai.
O ex-presidente já é réu em processo que tramita na 10ª Vara da Justiça Federal de Brasília, acusado de tentar obstruir a Justiça comprando o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, um dos delatores do esquema de corrupção na estatal, que também foi originado nas investigações da Petrobras. A suposta participação de Lula foi denunciada pelo ex-senador Delcídio do Amaral, que afirmou em depoimento de delação que Lula queria manter Cerveró em silêncio para proteger o pecuarista José Carlos Bumlai, que havia retirado em nome dele, no Banco Schahin, um empréstimo para o PT, que foi pago com contrato bilionário fechado pelo Grupo Schahin com a Petrobras.
DENÚNCIA QUE PEDIA PRISÃO DE LULA VOLTA À JUSTIÇA DE SÃO PAULO
O juiz Sérgio Moro considerou que os promotores paulistas que pediram a prisão preventiva de Lula em março erraram ao relacionar o tríplex com as fraudes que ocorreram no âmbito da Bancoop. Em seu despacho, Moro decidiu enviar o processo novamente para São Paulo, mas suprimindo as imputações feitas ao ex-presidente Lula e seus familiares. A ação, que estava com o juiz desde março, pedia a prisão preventiva de Lula à Justiça de São Paulo, mas a juíza Maria Priscilla Ernandes Veiga Oliveira decidiu que a ação estava na alçada da Operação Lava-Jato.
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PREFEITURA MUNICIPAL DE BRASILÉIA – AVISOS E PUBLICAÇÕES
MUNICÍPIO DE BRASILÉIA
AVISOS E PUBLICAÇÕES
AVISO DE REABERTURA COM CONTAGEM DE PRAZO
PREGÃO ELETRÔNICO N° 025/2025 – COMPRAS.GOV 90025/2025
Comunicamos a reabertura de prazo do PREGÃO ELETRÔNICO N° 90025/2025 (UASG 980105), publicada no D.O.U nº 25 de 05/02/2026.
Objeto: Aquisição de Material Médico Hospitalar.
Entrega das Propostas: a partir de 11/03/2026 às 08h00 no site www.comprasnet.gov.br.
Abertura das Propostas: 25/03/2026, às 09h30 (horário de Brasília) no site
www.comprasnet.gov.br.
As características, especificações e demais requisitos estão descritos no Edital e seus anexos, à disposição nos sites https://www.gov.br/compras/pt-br, https://www.brasileia.ac.gov.br/ e https://externo.tceac.tc.br/portaldaslicitacoes/menu/. Maiores informações poderão ser obtidas pelo e-mail: [email protected]
Brasiléia/AC, 11 de março de 2026.
Thaísa Batista Monteiro Pontes
Pregoeira
MUNICÍPIO DE BRASILÉIA
AVISO DE LICITAÇÃO
PREGÃO ELETRÔNICO N° 01/2026 – COMPRAS.GOV 90001/2026
OBJETO: Registro de preços para eventual aquisição de combustíveis automotivos, para abastecimento da frota e de equipamentos da Prefeitura Municipal de Brasiléia/AC.
Data da Abertura: 24 de março de 2026, às 09h30min (horário de Brasília).
O Edital e seus anexos encontram-se a disposição dos interessados para consulta a partir do dia 12/03/2026 nos seguintes endereços eletrônicos: https://externo.tceac.tc.br/portaldaslicitacoes/menu/, https://www.gov.br/compras/pt-br, Portal Nacional de Contratações Públicas – PNCP e https://www.brasileia.ac.gov.br/.
Brasiléia/AC, 11 de março de 2026.
André Schwalbe Gadelha
Pregoeiro
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Agentes Comunitários de Saúde de Brasiléia são selecionados para mostra nacional do programa Mais Saúde com Agente
Por Fernando Oliveira
Fotos: Secom/ Prefeitura de Brasiléia
O prefeito de Brasiléia, Carlinhos do Pelado, recebeu em seu gabinete nesta quarta-feira (10) os agentes comunitários de saúde Gleiça Azevedo e Willis Cavalcante, que foram selecionados para participar da 2ª Mostra de Trabalhos do Programa Mais Saúde com Agente.
Também participaram do encontro o secretário municipal de Saúde, Francélio Barbosa, e o presidente da Câmara de Vereadores, Marquinhos Tibúrcio.
O programa Mais Saúde com Agente é ofertado através de uma parceria entre o Ministério da Saúde, o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). A iniciativa tem como missão capacitar Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE), fortalecendo o trabalho da atenção primária e da vigilância em saúde nos municípios.
Com o tema “Mapeando vidas, fortalecendo cuidados”, os agentes Gleiça Azevedo e Willis Cavalcante tiveram seus trabalhos selecionados para representar Brasiléia na 2ª Mostra Mais Saúde com Agente.
Para o prefeito Carlinhos do Pelado, a seleção dos profissionais é motivo de honra para o município. “É uma grande alegria ver nossos agentes sendo reconhecidos nacionalmente. Isso mostra que o trabalho realizado em Brasiléia na atenção básica tem qualidade e compromisso com a população. Eles representam muito bem o esforço da nossa equipe de saúde”, destacou.
O secretário municipal de Saúde, Francélio Barbosa, também ressaltou a importância da participação no evento nacional.
“Esse reconhecimento mostra a dedicação dos nossos agentes comunitários, que estão diariamente nas comunidades cuidando das famílias. Ter trabalhos selecionados para uma mostra nacional fortalece ainda mais a saúde pública do nosso município”, afirmou.
O presidente da Câmara de Vereadores, Marquinhos Tibúrcio, parabenizou os profissionais pela conquista.
“Os agentes comunitários têm um papel fundamental na prevenção e no acompanhamento das famílias. Ver profissionais de Brasiléia sendo escolhidos para apresentar suas experiências em Brasília é motivo de orgulho para todo o nosso município”, disse.
Representando os profissionais selecionados, a agente comunitária Gleiça Azevedo destacou a importância do reconhecimento do trabalho realizado nas comunidades.
“Para nós é uma grande satisfação poder representar Brasiléia em um evento nacional. Nosso trabalho é feito diretamente com as famílias, visitando casas e acompanhando a saúde da comunidade. Ter essa experiência reconhecida é muito gratificante”, ressaltou.
Ao todo, foram selecionadas 200 experiências desenvolvidas por agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias de todo o país, que serão apresentadas em um encontro nacional em Brasília, nos dias 18 e 19 de março de 2026. O evento é organizado pelo CONASEMS e custeará passagem, hospedagem e alimentação dos autores dos trabalhos selecionados.
No Acre, apenas dois municípios terão representantes na mostra nacional: Brasiléia e Feijó, destacando o trabalho desenvolvido pelos profissionais da saúde no estado.
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Polícia Militar lança projeto voltado à saúde mental de policiais no Alto Acre
Iniciativa busca fortalecer o bem-estar emocional da tropa com palestras e acompanhamento psicológico
A Polícia Militar do Acre, por meio do 5º Batalhão da Polícia Militar do Acre, iniciou nesta quarta-feira (11) o Projeto Fortalecer, uma iniciativa voltada ao cuidado com a saúde mental e à qualidade de vida dos policiais militares que atuam na região do Alto Acre.
A primeira ação ocorreu no município de Assis Brasil e contou com atividades voltadas ao fortalecimento emocional do efetivo policial.
O projeto foi idealizado pelo comandante do batalhão, Tales Rafael, em parceria com a neuropsicóloga e psicóloga clínica Ozileide Oliveira de Paiva. A proposta é promover momentos de reflexão, orientação e escuta psicológica dentro da corporação.
Durante a atividade, foram realizadas palestras reflexivas, rodas de conversa e atendimentos voltados ao acolhimento dos policiais, criando um espaço de diálogo sobre os desafios enfrentados no dia a dia da profissão.
Segundo o major Tales Rafael, a iniciativa busca valorizar os profissionais que atuam na linha de frente da segurança pública. “Cuidar da saúde mental do policial militar é fortalecer a tropa e valorizar quem protege a população”, destacou.
A psicóloga Ozileide Oliveira de Paiva também reforçou a importância da iniciativa. “Quem protege a sociedade também precisa ser cuidado”, afirmou.
Após o lançamento em Assis Brasil, o Projeto Fortalecer será levado também para os municípios de Brasiléia, Epitaciolândia e Xapuri, ampliando o alcance das ações de apoio psicológico aos policiais da região.









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