Acre
Menor sequestrado pode estar sendo ‘torturado’ em Cobija
Alexandre Lima
O jovem de 16 que se encontra detido no centro para menores infratores na cidade de Cobija, capital do Pando (Bolívia), pode estar sofrendo torturas segundos familiares que estão cobrando providencias das autoridades do Brasil.
Na tarde da sexta-feira passada, dia 16, familiares e amigos do adolescente chegaram a bloquear a Avenida Rui Lino em frente ao prédio do Ministério Público em Brasiléia, afim de chamar atenção para o caso que se desdobra desde o dia 2 quando o jovem foi ‘sequestrado’ no lado brasileiro por supostos policiais que estariam num carro em frente da delegacia.
Segundo foi informado em reportagem feita pelo G1 na Capital acreana, o Ministério das Relações Exteriores já estariam apurando o caso, uma vez que, segundo os familiares, o jovem foi levado sem seu consentimento de volta para o lado boliviano, onde se encontra.
O adolescente é acusado de praticar assalto e ter sido preso, enquanto seu comparsa foi preso no lado brasileiro. Dias depois, conseguiu fugir, mas, foi detido por agentes e conduzido para a delegacia, onde foi ouvido e deveria voltar no dia 14 para prestar esclarecimentos, quando saiu da delegacia na companhia da namorada e a tia, aconteceu o dito ‘sequestro’.
Após o bloqueio da Avenida em frente do MP de Brasileia, os familiares foram recebido pela promotora Maria Fátima. Foram comunicados que o caso seria considerado comum no Brasil, pediu esclarecimentos à delegacia e que passou para a esfera federal, onde envolve as autarquias dos dois países.
O que chamou atenção no MP, seria o estado emocional da avó materna, onde contou que o jovem ficou órfão a cerca de sete meses, após perder a mãe para um câncer. Quando tinha apenas dois anos, perdeu o pai assassinado.

Dia da captura do menor no lado brasileiro, havia feridas em sua tatuagem e familiares acusam de terem raspado no centro para menores – Foto/captura
Denuncias de tortura
Segundo a tia, Raynara Misma, de 29 anos, o jovem está quase que incomunicável e com visitas restritas, principalmente após o caso chegar na imprensa. “Meu sobrinho mostra marcas de algemas nos pulsos e pernas, além de feridas nas costas quando tentaram raspar a tatuagem do ‘palhaço’. Sabemos que ele fez coisa errada, mas, isso não pode acontecer de virem aqui no lado brasileiro e levar alguém como se estivessem em seu País e ficar por isso”, desabafou.
O jornal o altoacre.com conseguiu vídeos exclusivos, onde mostra o jovem com uma arma na mão fazendo ameaças e drogas sobre a mesa que foi postado em sua página pessoal na internet. Depois, sendo preso no lado boliviano e por fim, detido após fugir para Brasiléia, e dá pra ver que o mesmo estaria com um curativo na tatuagem que tem nas costas.
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Acre
Nível do Rio Acre em Rio Branco apresenta leve queda, mostra boletim

Foto: Jardy Lopes/ac24horas
O Rio Acre registrou leve recuo nesta quarta-feira (14), de acordo com o boletim divulgado pela Defesa Civil Municipal. Às 18h, o manancial marcou 13,31 metros, uma diminuição de 1 centímetro em relação à medição anterior, mantendo-se abaixo da cota de alerta, que é de 13,50 metros.
Segundo o coordenador da Defesa Civil, Cláudio Falcão, o nível do rio se manteve estável ao longo do dia, com 13,32 metros registrados nas medições das 6h20, 9h, 12h e 15h. Até o fechamento do boletim, não houve registro de chuvas na cidade, com índice acumulado de 0 mm nas últimas 24 horas.
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Acre
Rio Tarauacá permanece acima da cota de transbordamento e mantém cidade em situação de emergência
Nível marcou 10,44 metros nesta quarta-feira (14); cheia já afeta mais de 10 mil pessoas no município

Foto: Diretoria de Defesa Civil de Tarauacá/divulgação
Com o rio Tarauacá fora do leito e impactando diretamente a população urbana e ribeirinha, a Defesa Civil Municipal divulgou, na tarde desta quarta-feira (14), nova atualização sobre o nível do manancial no município de Tarauacá, no interior do Acre. Os dados constam em informativo hídrico oficial e confirmam a continuidade do cenário de cheia que já afeta mais de 10 mil pessoas na cidade.
De acordo com a medição realizada às 15h, o nível do rio permaneceu em 10,44 metros, mantendo-se estável em relação à última aferição feita ao meio-dia. O volume segue bem acima da cota de transbordamento, fixada em 9,50 metros, e também supera com folga a cota de alerta, que é de 8,50 metros.
Com o rio acima do nível crítico, bairros inteiros continuam alagados, diversas ruas permanecem intransitáveis e ao menos duas famílias precisaram deixar suas residências. Segundo a Diretoria Municipal de Proteção e Defesa Civil, equipes seguem monitorando as áreas mais vulneráveis e permanecem de prontidão para novas ocorrências.
A Defesa Civil orienta a população a acompanhar os comunicados oficiais e a acionar os órgãos competentes em caso de necessidade ou agravamento da situação.
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Acre
Riozinho do Rola apresenta estabilidade no nível após chuvas em Rio Branco
Principal afluente do rio Acre permanece em 11,30 metros; Defesa Civil mantém monitoramento por risco de rápida elevação

Foto: Casa isolada pela água no riozinho do Rôla I Josenir Melo/ac24horas
As medições mais recentes do riozinho do Rola, principal afluente do rio Acre em Rio Branco, indicam estabilidade no nível do manancial na manhã desta quarta-feira (14), mesmo após as chuvas registradas nos últimos dias na região. Os dados constam nas planilhas do Sistema de Alerta de Eventos Críticos (Sace), do Serviço Geológico do Brasil (SGB).
De acordo com o monitoramento hidrológico, entre 8h15 e 9h15, o nível do riozinho do Rola permaneceu em torno de 11,30 metros, sem variações significativas. O registro aponta um cenário de equilíbrio momentâneo, após elevações observadas no início da semana.
Nas últimas 24 horas, o acumulado de chuva na área monitorada foi de 7,4 milímetros, volume registrado principalmente entre a madrugada e o início da manhã de terça-feira (13). As precipitações provocaram resposta hidrológica no rio, mas não resultaram em nova aceleração do nível nas medições mais recentes.
Apesar da estabilidade, o rio segue acima da marca de 11 metros, patamar considerado sensível por técnicos, especialmente por se tratar do principal afluente do rio Acre na capital. Segundo especialistas, qualquer novo aumento no volume de chuvas pode provocar elevação quase imediata no nível do manancial.
A Defesa Civil de Rio Branco acompanha as medições em tempo real e mantém estado de alerta, uma vez que o comportamento do riozinho do Rola costuma antecipar alterações no nível do rio Acre na capital acreana.










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