Cotidiano
Juntos há 69 anos, idosos lutam contra a Covid e são internados no mesmo quarto de hospital no Acre
Josefa Felipe, de 88 anos, e Antônio da Cunha, de 94, estão no mesmo leito do Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul, para tratar a Covid-19. Idosa se internou na quinta (6) e na segunda (10) o marido também teve que ir para a unidade de saúde. Reencontro dos dois foi celebrado com um beijo emocionante.

Casal está internado no Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul, após testar positivo para a Covid-19 – Foto: Arquivo da família
Por Aline Nascimento
Juntos na alegria e na tristeza, na saúde e na doença. O casal de idosos Josefa Felipe da Cunha, de 88 anos, e Antônio Oliveira da Cunha, de 94, está internado no mesmo leito do Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, para tratar a Covid-19. Os dois estão casados há 69 anos e não conseguem ficar separados.
Por isso, o casal foi colocado lado a lado, em cama separadas, dentro da enfermaria para um ajudar na recuperação do outro.
“A equipe ficou apaixonada por eles. A gente fazia chamada de vídeo três vezes por dia para que eles se vissem e eles se acalmavam. Mesmo desorientada, minha avó perguntava todo dia: ‘cadê meu velho’. Meu avô perguntava por ela e dizia que estava com saudade e a gente estava ficando com medo dele piorar. São inseparáveis”, contou a neta do casal e técnica de enfermagem, Raíne Oliveira, de 23 anos.

Casal está junto há 69 anos e não consegue ficar separado – Foto: Arquivo da família
Separação
Josefa foi a primeira a testar positivo para a Covid-19 na quinta-feira (6). À noite, a família decidiu levá-la para o hospital de campanha da cidade devido à baixa saturação dela. A idosa já ficou internada.
Na sexta (7), Antônio da Cunha também se infectou com o novo coronavírus, mas não precisou de internação. Contudo, a família percebeu que o idoso estava depressivo e não parava de chorar com saudade de Josefa.
Para ameninar a saudade, os parentes faziam três chamadas de vídeo por dia para que os dois se vissem. Porém, na segunda-feira (10), Antônio piorou o quadro de saúde e também foi internado no hospital.
“São apegados em um nível que ninguém nunca viu. A gente que convive com eles e quando ficam doentes já sabemos como é. Meu avô ficou depressivo e não parava de chorar, nada alegrava ele. Acho que isso piorou o quadro dele, deu falta de ar e decidimos levá-lo para o hospital. A equipe médica atendeu meu pedido e juntou os dois para eu cuidar”, contou a técnica.
Beijo de reencontro

Josefa recebeu o marido no hospital com um beijo que emocionou a equipe – Foto: Arquivo da família
O reencontro do casal no hospital foi celebrado com um beijo dos dois. A maca entrava no quarto da enfermaria com Antônio deitado quando Josefa saiu da cama, com ajuda da neta para ficar em pé, ela, então, se aproximou e beijou o amado.
“Eu já havia preparado ela dizendo que ele viria, ficou muito ansiosa, sentada na cama todo tempo olhando para a porta, quando ele entrou a equipe do hospital estava tocando uma música para eles e ela foi logo para o lado dele beijá-lo e abraçá-lo. Foi lindo e emocionante, toda equipe ficou surpresa”, relembrou Raíne.
A enfermaria onde o casal ganhou até apelido por conta do momento, virou o quartinho do amor. Por ter iniciado o tratamento primeiro, Josefa tem um quadro de saúde melhor do que o do marido. A família pediu à equipe médica para que os dois recebam alta juntos.
“A gente conversou aqui para não sair um e outro ficar, se não eles vão ficar no mesmo estado de antes. Quem receber alta vai permanecer aqui para que os dois saiam juntos”, concluiu.
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Idaf institui Sistema de Mitigação de Risco para combater Sigatoka Negra na bananicultura acreana
Os produtores interessados em aderir ao SMR deverão solicitar o cadastramento da unidade de produção do responsável técnico e da casa de embalagem

Idaf já vem realizando um trabalho de monitoramento de pragas regulamentadas e fiscalização em cultivos de banana em todo o Acre. Foto: Fabiana Matos/Idaf
O governo do Estado, por meio do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf), publicou nesta sexta-feira, 20, no Diário Oficial, a Portaria nº 47, de 5 de fevereiro de 2026, que dispõe sobre a implementação do Sistema de Mitigação de Risco (SMR) para a praga Sigatoka Negra, causada pelo fungo Mycosphaerella fijiensis, na bananicultura do estado.
A medida tem como objetivo proteger a sanidade das lavouras, garantir a sustentabilidade da produção e preservar a geração de emprego e renda do setor.
A Sigatoka Negra é considerada uma das principais doenças que afetam a cultura da banana, comprometendo a produtividade e a rentabilidade da atividade. De acordo com o Idaf, a implantação do sistema busca reduzir os impactos da praga por meio da adoção de práticas fitossanitárias padronizadas, controle rigoroso e acompanhamento técnico permanente.
Com a nova portaria, os produtores interessados em aderir ao SMR deverão solicitar o cadastramento da unidade de produção do responsável técnico e da casa de embalagem, apresentando a documentação exigida para a assinatura do termo de adesão junto ao Idaf.
Entre as exigências estabelecidas, está o cumprimento dos procedimentos previstos na instrução normativa DAS/Mapa nº 17, de 31 de maio de 2005, além das normas especificas da portaria estadual. As unidades que não aderirem ao sistema deverão adotar, obrigatoriamente, medidas fitossanitárias para minimizar a disseminação da praga.
A implementação do Sistema de Mitigação de Risco representa um avanço significativo na defesa sanitária vegetal do Acre, fortalecendo a bananicultura local, ampliando a segurança da produção e contribuindo para a competitividade do setor nos mercados regional e nacional.
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Moradores de Feijó fecham BR-364 em protesto contra atraso na conclusão do Hospital Geral
Manifestação pacífica cobra do governo estadual a entrega da unidade, que está há mais de quatro anos em obras; Polícia Militar acompanha o ato

Os participantes pediram providências urgentes das autoridades e afirmaram que a população não pode mais esperar pela entrega da unidade de saúde. Foto: captada
Moradores de Feijó interditaram a BR-364, em frente à rodoviária do município, em um protesto pacífico na manhã desta sexta-feira (20) para cobrar do Governo do Estado do Acre a conclusão das obras do Hospital Geral de Feijó, que, segundo manifestantes, estão há anos sem finalização .
Durante a mobilização, os participantes pediram providências urgentes das autoridades e afirmaram que a população não pode mais esperar pela entrega da unidade de saúde. A revolta da comunidade se intensificou nos últimos dias com a convocação para o ato, marcado por apelos nas redes sociais .
Histórico da obra e mobilização
A obra de reforma do Hospital Geral de Feijó se arrasta há mais de quatro anos, deixando pacientes e profissionais de saúde em condições improvisadas . Em consequência da demora, pacientes que dão entrada no município estão sendo transferidos para Cruzeiro do Sul, aumentando o sofrimento das famílias e sobrecarregando a rede de saúde de outros municípios .
Moradores afirmam que, enquanto faltam investimentos efetivos para concluir o hospital, o governo prefere gastar recursos públicos com outras despesas, como aluguel de aeronaves, ao invés de priorizar a saúde básica da população . O protesto, que pediu que participantes usassem camisa preta em sinal de luto, busca pressionar o governo de Gladson Cameli a dar uma resposta concreta e acelerar a conclusão da unidade .
Situação atual
A Polícia Militar do Acre acompanha a manifestação no local para garantir a segurança e a organização do ato . Até o momento, a rodovia segue bloqueada, com longas filas de veículos nos dois sentidos.
O caso segue em andamento e novas informações podem ser divulgadas a qualquer momento. A reportagem continua acompanhando a situação.
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Eleitor do Acre tem até 6 de maio para regularizar título e atualizar cadastro na Justiça Eleitoral
Após essa data, o cadastro será fechado em todo o país para organização das Eleições Gerais de 2026; serviços podem ser feitos online ou presencialmente

O fechamento do cadastro está previsto para o dia 7 de maio, conforme calendário nacional. A medida antecede a organização das Eleições Gerais de 2026. Foto: captada
A eleitora e o eleitor do Acre que precisam alterar dados pessoais, atualizar informações ou mudar o local de votação dentro do mesmo município têm até o dia 6 de maio para realizar o procedimento junto à Justiça Eleitoral. Após essa data, o cadastro será fechado em todo o país para a organização das Eleições Gerais de 2026, quando serão escolhidos presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais .
Como solicitar
Os serviços podem ser feitos de forma prática pela internet, por meio do Autoatendimento Eleitoral, disponível no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) . Também é possível procurar atendimento presencial em um cartório eleitoral da Justiça Eleitoral, seguindo as orientações do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) .
O que pode ser feito até 6 de maio
Dentro do prazo, a eleitora e o eleitor acreano podem solicitar :
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Emissão do primeiro título de eleitor;
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Cadastro da biometria;
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Transferência de domicílio eleitoral;
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Atualização de dados cadastrais;
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Regularização da situação eleitoral, em caso de pendências.
Recomendação da Justiça Eleitoral
A orientação da Justiça Eleitoral é que os interessados não deixem para a última hora, evitando filas e possíveis instabilidades no sistema . Manter o título regular é essencial para garantir o direito ao voto e evitar restrições, como impedimentos para emissão de passaporte, matrícula em instituições públicas e posse em cargos públicos .

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