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Julgamento de Bolsonaro entra em fase final; veja como foi o segundo dia

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Sessão desta quarta teve a sustentação das defesas de quatro réus, incluindo a do ex-presidente Bolsonaro; julgamento volta na semana que vem, já com o parecer de Moraes

Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) • Alan Santos/PR

Terminou às 12h53 desta quarta-feira (3) o segundo dia do julgamento, pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), da ação penal sobre o que seria um plano de golpe contra o resultado da eleição de 2022.

Com sessão apenas pela manhã, o dia teve a sustentação oral das defesas dos quatro últimos réus no processo – incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O julgamento será retomado na semana que vem, com o parecer do relator Alexandre de Moraes e o voto dos outros quatro ministros que formam a Primeira Turma.

Cinco ministros compõem a Turma, além de Moraes: Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. São necessários três votos para definir a condenação ou a absolvição dos réus, além das penas.

Defesa de Augusto Heleno

A primeira defesa a se manifestar nesta terça foi a do ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional 9GSI) Augusto Heleno, por meio do advogado Matheus Milanez.

Em sustentação, Milanez criticou a atuação de Moraes ao longo do processo. “Nós temos uma postura ativa do Ministro Relator de investigar testemunhas”, afirmou.

Ainda segundo a defesa, o general Heleno se distanciou de Bolsonaro na metade final do mandato do agora ex-presidente, o que afastaria o réu de um envolvimento no que seria o plano golpista.

“Este afastamento é comprovado, este afastamento da cúpula decisória. E por mais que tenha que o Ministério Público fale: ‘ah, mas o afastamento não foi completo’. Mas é óbvio: se fosse completo, ele teria saído do governo”, disse.

Em denúncia, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pontou que Heleno tinha conhecimento e domínio sobre ações de espionagens ilegais por meio da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); a defesa nega.

Sobre as anotações encontradas com general, utilizadas pela Polícia Federal (PF) e pela PGR para apontar o papel de Heleno nas espionagens da Abin, Milanez disse que elas não eram um “encadeamento lógico de ideias”

Defesa de Bolsonaro

Na última chance de defesa do ex-presidente, o advogado Celso Vilardi afirmou que Bolsonaro foi “dragado” para fatos como os ataques de 8 de Janeiro e o plano de matar autoridades (“Punhal Verde e Amarelo”), sem ter efetivamente participado dele.

Vilardi também mirou contra a delação do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, questionando possíveis omissões e contradições do militar, que também é réu.

“O que está se pretende aqui é reconhecer uma parcial falsidade da delação e ainda assim fazer um aproveitamento dela diminuindo a pena”, afirmou, criticando a postura da PGR no processo, que não defendeu o perdão judicial ao militar.

“Esse homem (Cid) não é confiável”, declarou a defesa, em referência também a supostas conversas do tenente-coronel no Instagram, em que ele desabafaria contra as investigações da Polícia Federal (PF).

Vilardi também afirmou que seu cliente “determinou” que fosse feita a transição para o governo Lula (PT) e disse que desconhecia a íntegra do processo ao qual Bolsonaro está sendo submetido.

“Eu quero dizer a vossas excelências que, em 34 anos, é a primeira vez que eu venho em uma tribuna com toda a humildade para dizer o seguinte: eu não conheço a íntegra desse processo”, disse

Defesa de Paulo Sérgio Nogueira

O ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira foi defendido diante da Primeira Turma pelo advogado Andrew Farias.

Segundo a defesa, Paulo Sérgio, que também é militar, tentou “demover Bolsonaro” de aderir a planos de “grupos radicais”.

“O general Paulo Sérgio tentou fazer com que o governo desmobilizasse as pessoas, para as pessoas saírem de lá (manifestações em frente a áreas militares)”, declarou.

“E estava tentando convencer o presidente a não cair nesses assessoramentos de grupos radicias”, completou.

De acordo com a defesa, o general temia que militares do alto escalão aderissem às movimentações que passaram a ocorrer após a eleição de 2022, com a derrota de Bolsonaro para Lul.

“O receio do general era com alguma liderança militar [que] levantasse o braço e rompesse”, disse.

Defesa de Walter Braga Netto

Em prisão preventiva no Rio de Janeiro sob o argumento de que teria tentado acessar ilegalmente a delação de Cid, Braga Netto foi defendido por José Luis de Oliveira Lima.

O advogado mirou contra a delação de Cid: para ele, o ex-ajudante presidencial “mentiu” por diversas vezes e “não existe voluntariedade” em sua delação.

“Foi coagido, sim, e quem diz isso é ele. Não é esse advogado, não são os outros advogados que vem a esta tribuna: simplesmente, ele”, declarou.

Em um de seus depoimentos, Cid disse aos investigadores que Braga Netto chegou a procurar seu pai, o general Mauro Lorena Cid, por telefone, para tomar conhecimento de informações sobre a delação quando ela ainda estava em sigilo.

Para a defesa, Braga Netto é inocente e não deve passar “o resto de sua vida no cárcere”.

“Eu estou defendendo o homem de 40 anos dos serviços prestados ao país”, declarou.

 

Fonte: CNN

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Presidente de Cuba reconhece “mal-estar” social, mas denuncia atos de vandalismo em protestos

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A sede do Partido Comunista foi atacada por manifestantes que protestavam contra os apagões e a escassez de alimentos

Os protestos ocorrem em um momento em que o país enfrenta uma grave crise econômica, agravada pela abrupta suspensão das exportações de petróleo da Venezuela Foto : CUBA TV / AFP

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, reconheceu neste sábado, 14, o “mal-estar” social causado pelos apagões e pela escassez de alimentos que assolam a ilha, mas denunciou os atos de vandalismo cometidos durante os recentes protestos e garantiu que não haverá impunidade para a violência.

“O mal-estar causado pelos prolongados apagões é compreensível entre o nosso povo”, mas “o que nunca será compreensível, justificado ou aceitável é a violência”, escreveu o presidente em sua conta no X, após várias pessoas invadirem a sede do Partido Comunista no município de Morón, a cerca de 460 quilômetros de Havana, durante a madrugada.

“Não haverá impunidade para o vandalismo e a violência”, afirmou Díaz-Canel.

Ataque a sede do Partido Comunista

A sede do Partido Comunista, o único partido autorizado em Cuba, foi atacada à meia-noite deste sábado por manifestantes que protestavam contra os prolongados apagões e a escassez de alimentos, um evento incomum em meio à crescente insatisfação social na ilha.

Os protestos ocorrem em um momento em que o país, de 9,6 milhões de habitantes, enfrenta uma grave crise econômica, agravada pela abrupta suspensão, em janeiro, das exportações de petróleo da Venezuela, após a queda de Nicolás Maduro em uma intervenção militar dos Estados Unidos, e pelo embargo de petróleo imposto por Washington.

Os eventos aconteceram no município de Morón, na província de Ciego de Ávila (centro de Cuba), a 460 quilômetros de Havana.

O “Invasor”, um dos veículos de comunicação estatais, noticiou que cinco pessoas foram presas em decorrência desses “atos de vandalismo”.

“O que começou pacificamente, e após uma troca com as autoridades locais, degenerou em atos de vandalismo contra a sede do Comitê Municipal do Partido, onde um pequeno grupo de pessoas apedrejou a entrada do prédio e ateou fogo na rua usando móveis da recepção”, relatou o jornal.

O “Invasor” publicou uma foto de uma cerimônia pró-governo na sede atacada, liderada por dirigentes do Partido Comunista em Morón e descrita como “um ato de reafirmação revolucionária”.

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“Muitas pessoas”

Dois moradores de Morón, que falaram à AFP por telefone sob condição de anonimato, disseram que o protesto foi massivo. “Havia muitas pessoas, elas realmente não aguentam mais”, disse um dos entrevistados, que explicou que eles têm apenas uma hora e meia de eletricidade por dia entre os apagões.

Ele acrescentou que, neste município, com aproximadamente 70 mil habitantes, “todos os hotéis, a principal fonte de emprego, permanecem fechados devido à crise de combustíveis e à queda no turismo”.

O governo cubano anunciou um pacote de medidas emergenciais que inclui o fechamento temporário de alguns hotéis e a realocação de turistas em poucas instalações.

“Uma das situações que está tendo um grande impacto é o número de pessoas que perderam seus empregos e estão praticamente sem renda”, comentou a fonte.

Vídeos que circulam nas redes sociais registraram pessoas protestando, um ataque a um prédio do governo e a queima de propriedades na rua.

Em outras imagens, também é possível ouvir gritos de “liberdade” e o som de panelas batendo.

Fonte: Correio do Povo

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Manifestantes invadem sede do Partido Comunista após apagões em Cuba. Vídeo

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Reprodução/ T13

Um grupo de pessoas invadiu e ateou fogo em uma sede do Partido Comunista de Cuba na madrugada deste sábado (14/3), durante um protesto contra apagões e falta de acesso a alimentos na cidade de Morón, localizada no centro do país. Cinco pessoas foram presas.

Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram móveis sendo retirados do prédio e queimados na rua. O edifício também foi depredado. Através da mídia estatal, o governo cubano afirmou que seu Ministério do Interior abriu uma investigação sobre o caso.

Os protestos começaram após uma sequência de cortes de energia que têm afetado todo o país. Moradores relatam horas e dias inteiros sem eletricidade, em meio à escassez de alimentos, medicamentos e combustível. Cuba, que vive sob sanções econômicas norte-americanas há 64 anos, enfrenta uma crise agravada pela suspensão do fornecimento de petróleo pela Venezuela, após intervenção militar dos Estados Unidos e a queda de Nicolás Maduro, ocorridas em janeiro.

O presidente Miguel Díaz-Canel tenta espaço para negociar com os EUA. No início do mês, ele afirmou que Cuba está disposta a dialogar sem “precondicionamentos”.

Em entrevista a CNN norte-americana, Donald Trump afirmou que tem observado a situação. “Eles querem muito fechar um acordo, então vou colocar o Marco [Rubio] lá e veremos como isso funciona. Estamos realmente focados nisso agora. Temos bastante tempo, mas Cuba está pronta — depois de 50 anos”, disse.

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Bolsonaro está com o rim sobrecarregado e segue na UTI, diz Flávio

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Flávio Bolsonaro

O pré-candidato à Presidência da República e senador Flávio Bolsonaro (PL) visitou o pai, Jair Bolsonaro, no Hospital DF Star, na noite deste sábado (14/3). Em entrevista na saída da unidade médica, disse que o ex-presidente apresentou piora no quadro de saúde.

“Os médicos me informaram ali que além da questão do pulmão também de ontem para Hoje foi o rim que também foi afetado, né, sobrecarregado aí com em função da reação do corpo dele”, disse o senador.

Mais cedo, o hospital emitiu boletim médico informando uma piora na função renal e aumento dos indicadores inflamatórios de Jair Bolsonaro, apesar do quadro estar “estável clinicamente”. Ele continua na UTI tratando uma broncopneumonia bilateral grave e sem previsão de alta.

Segundo Flávio, a sobrecarga no rim é em decorrência da quantidade de líquido no pulmão. “É uma sobrecarga  sobrecarga do em função do pulmão dele ainda tá com bastante líquido, tá? Eles me disseram mais uma vez ali, mostraram até uma imagem do pulmão dele bastante comprometido em função do do líquido, né, que foi broncoaspirado”, explicou.

O senador afirma que não é a primeira vez que o pai enfrenta esse problema. “Tem que filtrar o sangue que tá com tá com contaminações ali vindo do pulmão, por isso que eu entendi. Então, mas assim, mais uma vez disseram para não preocupar, mas que era um uma coisa para ficar em observação ali para acompanhar melhora daqui pra frente”, disse.

De acordo com informações antecipadas pela equipe médica, Bolsonaro apresentou febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese intensa e calafrios enquanto estava detido na Papudinha, em Brasília.

O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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