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Japão diz que está determinado a buscar acordo comercial justo com os EUA

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Comentários do primeiro-ministro Shigeru Ishiba vieram após os EUA anunciarem tarifa de 25% aos produtos japoneses, que está prevista para entrar em vigor em 1º de agosto

Primeiro-ministro do Japão, Shigeru Ishiba, durante coletiva de imprensa, em Tóquio • 21/05/2025REUTERS/Issei Kato

O Japão está determinado a fechar um acordo comercial justo com os EUA, afirmou o primeiro-ministro Shigeru Ishiba e ministros de seu gabinete após o governo Trump estender o prazo para a aplicação das chamadas tarifas “recíprocas”.

“O governo japonês evitará compromissos fáceis. Estamos totalmente comprometidos com as negociações, ao mesmo tempo que exigimos o que devemos exigir e protegemos o que devemos proteger”, disse Ishiba nesta terça-feira (8).

“Continuaremos a negociar com os EUA até o novo prazo de 1º de agosto, visando um acordo que salvaguarde os interesses nacionais do Japão e beneficie ambos os países”, acrescentou.

Os comentários vieram após os EUA anunciarem tarifa de 25% aos produtos japoneses, que está prevista para entrar em vigor em 1º de agosto. Anteriormente, o Japão estava sujeito a uma tarifa de 24% que entraria em vigor nesta semana.

Em carta assinada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e publicada na Truth Social nesta segunda (7), a Casa Branca disse que a tarifa de 25% é “bem menor do que seria necessário para eliminar a disparidade no déficit (da balança) comercial” com o Japão.

A carta também informava que o governo Trump poderá reduzir a tarifa se o Japão, ou empresas japonesas, fizerem ajustes em suas práticas comerciais com os EUA.

O Japão e os EUA estabeleceram confiança e fizeram avanços nas negociações comerciais, disse o principal negociador de comércio do Japão, Ryosei Akazawa, após conversar por telefone hoje com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, por 40 minutos.

Akazawa ressaltou, no entanto, que há áreas em que os dois lados ainda apresentam divergências, à medida que discutem uma ampla gama de questões, incluindo a expansão do comércio, barreiras não tarifárias e segurança econômica.

Como um grande exportador de carros, as tarifas automotivas dos EUA anunciadas no início deste ano têm sido um ponto crítico para o Japão nas negociações comerciais.

“A indústria automotiva é nossa indústria central. Sem um acordo entre Japão e EUA nessa área, não pode haver acordo sobre um pacote geral”, disse Akazawa, que também é o ministro da Revitalização Econômica.

De acordo com a carta de Trump, a tarifa de 25% é separada de todas as tarifas setoriais. Akazawa disse que confirmou com autoridades dos EUA que as tarifas recíprocas não serão cobradas acima das tarifas setoriais.

O Japão não deve chegar a um acerto com os EUA, a menos que um eventual acordo inclua uma grande redução nas tarifas sobre automóveis, segundo analistas da BMI unidade da Fitch Solutions. Carros representam quase 30% das exportações do Japão para os EUA e são fundamentais para o emprego e a produção industrial.

O ministro das Finanças, Katsunobu Kato, também disse nesta terça que o Japão continuará avaliando o impacto das tarifas dos EUA na economia e tomará todas as medidas possíveis para proteger as indústrias locais, inclusive por meio de apoio ao financiamento corporativo.

Trump vem intensificando a pressão sobre o Japão nos últimos tempos, queixando-se de que o país asiático não compra produtos americanos em volume suficiente, como no caso do arroz, classificando o comércio automotivo de injusto e ameaçando impor tarifas de 30% a 35%.

Ishiba diz que o Japão está aberto a trabalhar no sentido de reduzir o desequilíbrio comercial entre os dois países, mas mantém firme posição de que os japoneses não comprarão produtos americanos que não estejam alinhados com seus interesses e padrões nacionais. Fonte: Dow Jones Newswires*.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Fonte: CNN

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Freira morta em convento no Paraná foi vítima de estupro, diz polícia

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imagem colorida da freira de 82 anos morta a pauladas no paraná

A freira Nadia Gavasnki, de 82 anos, que foi assassinada nesse sábado (21/2) por um homem que invadiu o convento onde ela morava, também foi vítima de estupro. O crime ocorreu dentro do convento Irmãs Servas de Maria Imaculada, em Ivaí (PR).

O inquérito do caso foi finalizado na última nesta sexta-feira (27/2) e encaminhado ao Ministério Público (MP-PR). De acordo com a Polícía Civil  (PC-PR), o laudo pericial indicou que, além da morte por asfixia, a vítima também sofreu violência sexual, demonstrada pela gravidade das lesões observadas.

Segundo a Polícia Militar (PM-PR), o homem, que não teve a identidade divulgada, invadiu o convento com intenção de furtar objetos.

O homem foi acusado de homicídio qualificado, estupro qualificado, resistência e violação de domicílio qualificada.

“As provas colhidas, incluindo imagens de câmeras de segurança e vestígios de sangue nas roupas do investigado, confirmam a autoria dos crimes”, disse o delegado Hugo Santos Fonseca.


Entenda dinâmica do crime

  • O crime ocorreu por volta das 13h30. Segundo as investigações, ele pulou o muro e invadiu o convento, onde foi surpreendido por Nadia.
  • A freira questionou sua presença no local, e ele respondeu que estaria trabalhando em um evento.
  • Segundo a versão apresentada pelo suspeito, Nadia não acreditou na explicação. Nesse momento, ele a empurrou. A idosa caiu e começou a pedir ajuda.
  • O homem afirmou que, em seguida, a atacou e a asfixiou. Disse não ter desferido golpes diretos na cabeça da vítima, mas admitiu que ela pode ter se ferido na queda.
  • O suspeito também negou ter cometido violência sexual ou ter tido a intenção de furtar objetos.

Homem estava preso antes do crime

Segundo a investigação, o suspeito foi preso por furto qualificado no dia 28 de dezembro de 2025. Dois dias depois, ele foi colocado em liberdade provisória.

De acordo com o delegado Hugo Fonseca, ele já tinha registros policiais desde 2024, envolvendo crimes como roubo, furto e violência doméstica.

Investigado disse que “ouviu vozes” para matar

Em depoimento, o suspeito relatou que fez uso de crack e de bebidas alcoólicas durante a madrugada, e que cometeu o crime porque “ouviu vozes” que diziam que deveria matar alguém.

“Embora o investigado tenha admitido parte das agressões durante o interrogatório, alegando ter agido sob o comando de vozes, a perícia técnica refutou as versões que tentavam minimizar a natureza sexual dos atos cometidos”, disse o delegado.

Ainda à polícia, ele também relatou que entrou no convento com a intenção de cometer um assassinato.

O suspeito tentou fugir com a chegada dos policiais, mas acabou sendo localizado em casa. Durante a abordagem, ele tentou agredir os policiais e, após ser contido, admitiu o crime.

Fotográfa contribiu para as investigações

Uma fotógrafa que estava registrando um evento no convento foi abordada pelo suspeito logo após a morte da freira.

À polícia, ela contou que o homem demonstrava nervosismo, e tinha roupas sujas de sangue e arranhões no pescoço. Ele afirmou que estava trabalhando no local e que tinha encontrado a freira caída.

Desconfiada da versão dele, a fotógrafa filmou a conversa de forma discreta e pediu ajuda às outras pessoas que estavam lá para chamar uma ambulância e a polícia. Nesse meio tempo, o suspeito saiu correndo do local, mas foi identificado depois, com base nas filmagens feitas pela testemunha.

“A contribuição dela foi importantíssima, justamente para, de pronto, já identificarmos o suspeito. Muitas vezes, nos crimes de homicídio, nós encontramos o corpo, conseguimos identificar o que causou a morte daquela pessoa, só que, muitas vezes, em um primeiro momento, nós não temos elementos de informação capazes de identificar a autoria. Essa testemunha estando lá, conseguiu identificar o autor”, detalhou.

Quem era freira

A freira Nadia Gavanski tinha 82 anos e 55 de vida de religiosa. Nascida em Prudentópolis, também no Paraná, ela levava uma rotina simples no convento onde morava.

Nascida em 18 de maio de 1943, filha de José e Ana Gavanski, Nadia tinha sete irmãos.

Ingressou na vida religiosa em 12 de fevereiro de 1971, realizou o noviciado em 8 de dezembro do mesmo ano, professou os primeiros votos em 8 de dezembro de 1973 e fez os votos perpétuos em 2 de fevereiro de 1979.

Ao longo de sua vida, atuou em diversas comunidades do Paraná, incluindo Dorizon, Irati, Linha B, Ivaí, São Pedro, Esperança, Itapará, Marcondes, Marcelinho, Ponte Alta e Prudentópolis.

Freira teve AVC e perdeu a fala

Uma amiga da freira, a irmã Deonisia Diadio, relatou ao Metrópoles que Nadia sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) no passado e não se comunicava pela fala.

“Ela se comunicava com gestos e pelo olhar. Era muito querida, simples e humilde. Gostava muito de rezar na capela, em silêncio”, afirmou Deonisia.

Segundo a religiosa, Nadia tinha uma vida simples e, todos os dias, ia à horta levar comida às galinhas. Foi nesse momento em que ela se deparou com o homem que invadiu o convento.

“Foi exemplo de consagração, doação, espiritualidade. Rezava muito pedindo vocações. Às vezes ficava horas na capela”, declarou a amiga.

O velório Nadia Gavanski ocorreu em 22 de fevereiro, às 15h, em Prudentópolis (PR).

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Homem de 86 anos com Alzheimer é torturado por cuidador em Goiânia

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Um homem de 86 anos, diagnosticado com Alzheimer, foi agredido pelo cuidador dentro de casa, em Goiânia. Uma câmera de segurança instalada no quarto da vítima registrou as agressões do enfermeiro. O caso é investigado pela Polícia Civil de Goiás (PCGO) como crime de tortura.

A câmera de segurança registrou o cuidador puxando a perna3 do homem de forma brusca. Depois, ele ajeita o travesseiro do paciente e o agride no rosto com um pano, ordenando que ele engolisse algum suprimento que havia recebido.

De acordo com o delegado Alexandre Bruno de Barros, da PCGO, a investigação se iniciou após familiares desconfiarem do cuidador de idosos e notarem lesões pelo corpo do homem de 86 anos. O enfermeiro trabalhava desde junho de 2025 na casa.

Após a desconfiança, os parentes verificaram as imagens da câmera de segurança e se depararam com a agressão do cuidador. Um dos filhos foi até à delegacia comunicar o crime e registrar o boletim de ocorrência.

Mesmo confrontado sobre o vídeo da câmera de segurança, o cuidador negou que teria cometido a agressão.

Cuidador é investigado por tortura; Conselho se manifesta

Conforme o delegado Barros, a partir dos relatos de familiares e das imagens das câmeras de segurança, o caso passou a ser investigado como crime de torutra.

“Foi por conta de agressões anteriores que eles (familiares) resolveram olhar na câmera e viram que ele (enfermeiro) estava tratando o idoso dessa forma”, afirmou o delegado.

A polícia também investiga imagens registradas pela câmera do quarto em dias anteriores “para verificar se esse crime acontecia antes”. Segundo Barros, o enfermeiro não tem antecedentes criminais.

Em nota enviada ao Metrópoles, o Conselho Regional de Enfermagem de Goiás (Coren-GO) informou que instaurou investigação de ofício contra o profissional.

“Diante da gravidade dos fatos noticiados, a Autarquia instaurou, de imediato, investigação de ofício, com o objetivo de apurar as circunstâncias do ocorrido e adotar as medidas administrativas e éticas cabíveis, nos termos da legislação profissional vigente”, diz nota.

A Procuradoria Jurídica do Coren-GO encaminhou ofício à Delegacia Especializada no Atendimento ao Idoso (DEAI), em Goiânia, e solicitou informações para subsidiar e dar prosseguimento à investigação no conselho.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Polícia desvenda últimas horas de vida do secretário que matou os filhos

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Imagem colorida, Veja a dinâmica do crime do secretário que matou os filhos em Goiás - Metrópoles

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) divulgou, na manhã desta sexta-feira (27/2), a conclusão do inquérito que apurou a morte do secretário de Governo de Itumbiara, Thales Machado, que matou os dois filhos e, em seguida, tirou a própria vida. A tragédia ocorreu no dia 12 de fevereiro, no apartamento da família, no Condomínio Paraíso, em Itumbiara.

Thales ocupava o cargo na administração municipal desde 2021. Ele era genro do prefeito Dione Araújo (União Brasil), avô materno das crianças, Miguel Araújo Machado, de 12 anos, e Benício Araújo, de 8.

O que motivou o crime?

Segundo o delegado responsável pelo caso, Pedro Sala, Thales contratou um detetive particular para investigar a esposa, filha do prefeito, com quem era casado há 15 anos. Ela estava em viagem a São Paulo.

Segundo o investigador, Thales pressionou uma pessoa próxima ao casal para descobrir se a mulher estava acompanhada durante a viagem. Sem confirmação de qualquer traição, o secretário decidiu contratar um detetive na capital paulista.

No dia do crime, o detetive informou, por volta das 19h, que havia conseguido imagens da esposa acompanhada de outro homem. As fotos, no entanto, só foram enviadas às 22h50. Entre esses horários, houve uma escalada de tensão nas conversas entre o casal. Ele, em Itumbiara. Ela, em São Paulo.

Ainda conforme a polícia, Thales marcou um jantar com os pais em tom de despedida. Em depoimento, eles relataram que o filho demonstrou comportamento incomum e excesso de carinho. Depois, ele foi a um posto de combustíveis e comprou quatro galões de gasolina.

O frentista relatou à PCGO que o secretário estava nervoso, atordoado, com as crianças dentro do carro, e chegou a errar a senha do cartão diversas vezes.

Últimas horas antes do crime

Após receber a informação do detetive, Thales passou a ligar insistentemente para a esposa. A última videochamada entre eles ocorreu às 20h39. A última tentativa de ligação foi registrada às 23h36.

Às 23h39, ele publicou nas redes sociais uma carta de despedida, com uma foto ao lado dos filhos.No texto, pediu desculpas a familiares e amigos, relatou dificuldades no casamento e afirmou ter descoberto uma suposta traição por parte da esposa.

“Nesse meio tempo, Thales realizou a postagem que todos conhecem no Instagram, uma foto com os meninos, uma foto de despedida, com um texto que leva a crer que ele retiraria a própria vida e levaria consigo os meninos. A Polícia Civil concluiu que entre 23h39 e meia-noite foi o horário do cometimento do crime”, afirmou o delegado.

Segundo a investigação, foi nesse intervalo que Thales atirou contra os filhos enquanto eles dormiam. Em seguida, disparou contra a própria boca.

Antes de realizar o crime, Thales enviou à esposa uma foto dos filhos dormindo, além de ameaças sobre o que faria com as crianças.O secretário, que agiu sozinho, efetuou disparos de arma de fogo em cada criança, na região da têmpora direita.

O delegado ainda explicou que as duas crianças foram encontradas na mesma posição em que receberam os disparos.

A arma utilizada foi uma pistola Glock G25 calibre .380, registrada em nome dele. A polícia concluiu que ele agiu sozinho e que não houve participação de terceiros.

Socorro e desfecho

O prefeito Dione Araújo, que tinha a senha do apartamento, chegou ao local acompanhado de duas testemunhas. A residência estava fechada, sem sinais de arrombamento.

As crianças foram encontradas feridas, ainda com vida. Miguel morreu no mesmo dia, pouco depois de dar entrada no hospital.

Benício passou por cirurgia e ficou internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não resistiu e morreu no dia seguinte.

Thales já estava morto quando o prefeito chegou no imóvel. As crianças foram veladas na casa do avô materno.

Quem era Thales Machado

Thales Machado era secretário de Governo de Itumbiara e figura conhecida na política local. Nas redes sociais, costumava compartilhar momentos com os filhos, inclusive em jogos do Flamengo, time para o qual torcia.

O nome dele era cotado para disputar as eleições deste ano, com apoio do sogro. A expectativa era que concorresse a uma vaga de deputado estadual ou federal.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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