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Ifac reafirma parceria com o New York Botanical Garden

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Parceria com o NYBG, com sede no Bronx (EUA), realizada desde 2015, tem como objetivo a colaboração entre as duas instituições na preservação da agrobiodiversidade e recursos genéticos da região

O Instituto Federal do Acre (Ifac) reafirmou, nesta sexta-feira (21.04), a parceria com o New York Botanical Garden (NYBG) para projetos com foco em pesquisa em botânica e recursos florestais. O termo de parceria foi assinado pela reitora Rosana Cavalcante dos Santos e pela a chefe de Operações, Lauren Turchio, na sede da instituição, localizada no Bronx, nos Estados Unidos.

Durante a reunião, a reitora destacou a importância da colaboração entre as duas instituições na preservação da agrobiodiversidade e recursos genéticos da região. Na agenda, além da reitora do Ifac, participaram o diretor Sistêmico de Relações Internacionais, Luiz Eduardo Guedes, e os pesquisadores do NYBG Douglas Daly e Alex McAlvay.

A parceria continua visando o desenvolvimento e a execução conjunta de programas e projetos educacionais de ensino e de pesquisa nas áreas da botânica (sistemática vegetal, botânica econômica, etnobotânica e ecologia) e recursos florestais (proteção florestal, conservação da natureza, e manejo florestal).

“Com a inauguração do novo Campus da Baixada do Sol, na Transacreana, em uma área de 450 hectares, com cerca de 80% de área preservada e estrutura adequada para realização de pesquisas, a parceria passa ter a possibilidade de intensificar os estudos da flora amazônica, com foco na identificação e catalogação de espécies vegetais que possam ser utilizadas na produção de medicamentos e outros produtos com potencial econômico e medicinal”, destaca a reitora.

Além disso, a parceria prevê a realização de atividades de educação ambiental para a comunidade local, visando conscientizar sobre a importância da preservação do meio ambiente, da utilização sustentável dos recursos naturais, sobre o manejo sustentável de recursos e a perda de biodiversidade induzida pelas mudanças climáticas.

Para Rosana Cavalcante dos Santos, a parceria com o NYBG é fundamental para o fortalecimento das atividades de pesquisa e extensão do Ifac, bem como para a promoção de ações que contribuam para o desenvolvimento sustentável da Amazônia, além de possibilitar o intercâmbio de servidores.

“Estamos muito felizes em poder continuar contando com a colaboração do New York Botanical Garden para pesquisas em conjunto com o Ifac. Acreditamos que a união de esforços entre as instituições pode gerar ainda mais resultados significativos para a nossa região e para o mundo”, enfatizou a reitora.

Sobre a parceria – A parceria entre o IFAC e o NYBG teve início em fevereiro de 2015, com uma reunião na reitoria do Instituto Federal do Acre, que contou com a presença de gestores e docentes do Ifac e da Embrapa, além do representante do NYBG, Douglas Daly.

A parceria resultou em um curso de capacitação em Identificador Florestal Parabotânico que teve duração de 80 horas e contou com a colaboração da Pró-reitoria de Extensão (Proex), da Pró-reitoria de Pesquisa, Inovação e Pós-Graduação (Proinp) e da Embrapa/AC.

Ao todo, 16 servidores do Ifac participaram da capacitação, que teve como objetivo principal desenvolver habilidades em identificação e classificação de espécies vegetais na região amazônica. A capacitação foi realizada na sede da Embrapa/AC, em duas semanas intensivas. Esta ação colaborou para a oferta de cursos no X Congresso Norte Nordeste de Pesquisa e Inovação (Connepi), sediado pelo Ifac, em 2015.

Sobre NYBG – O New York Botanical Garden (NYBG) é um dos mais renomados jardins botânicos do mundo, localizado no Bronx, em Nova York, nos Estados Unidos. Fundado em 1891, o NYBG tem uma área de mais de 100 hectares, que abriga diversas coleções de plantas e flores, além de espaços para exposições e eventos.

O jardim botânico é reconhecido por suas coleções de plantas nativas da América do Norte, plantas tropicais e subtropicais, além de contar com uma importante coleção de orquídeas e espécies de plantas em extinção. O NYBG também é um importante centro de pesquisa e conservação de plantas, com projetos voltados para a preservação da biodiversidade e o estudo da flora mundial.

(Com informações e fotos do prof. Luiz Eduardo Guedes)

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Homem é condenado a mais de 7 anos por roubo de celular dentro de cemitério em Rio Branco

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Lelândio Lopes Lima, de 44 anos, já tinha outras condenações e praticou o crime usando tornozeleira eletrônica; juiz nega liberdade para recorrer

Lelândio Lopes e um comparsa, ainda não identificado, invadiram o cemitério, no início da tarde do dia 10 de novembro do ano passado. Foto: captada 

Pela terceira vez, Lelândio Lopes Lima, de 44 anos, foi condenado pela Justiça do Acre — agora por roubar o celular de um funcionário do Cemitério São João Batista, em Rio Branco, em novembro do ano passado. O juiz da Vara de Delitos de Roubo e Extorsão da capital julgou procedente a denúncia do Ministério Público e aplicou pena de 7 anos, 4 meses e 16 dias de reclusão em regime semiaberto.

O crime ocorreu no início da tarde do dia 10 de novembro, quando Lelândio e um comparsa ainda não identificado invadiram o cemitério, renderam um funcionário que trabalhava em uma obra e levaram o aparelho celular. As imagens de câmeras de segurança mostraram a ação e a fuga dos criminosos, perseguidos pela vítima.

Investigadores da Delegacia de Crimes de Roubo e Extorsão (DCORE) identificaram Lelândio por meio das gravações e constataram que ele usava tornozeleira eletrônica no momento do crime. Dados do Instituto de Administração Penitenciária (IAPEN) confirmaram sua presença no local, e a vítima o reconheceu na sede da polícia.

O réu não poderá recorrer em liberdade, pois cometeu o delito enquanto cumpria pena por outro crime.

Veja vídeo:

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Homem de 51 anos é morto a faca em comunidade ribeirinha de Porto Walter

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Raimundo Nonato foi atingido após discussão; acesso difícil ao local atrasa chegada da polícia

Ainda conforme os primeiros levantamentos, tanto a vítima quanto o suspeito são moradores da sede do município de Porto Walter e não residiam na comunidade onde o homicídio foi registrado. Foto: captada 

Um homicídio foi registrado na Comunidade Anorato, localizada às margens do Rio Cruzeiro do Vale, na zona rural de Porto Walter, no interior do Acre. A vítima foi identificada como Raimundo Nonato, de 51 anos, que morreu após ser atingido por um golpe de faca.

Segundo informações preliminares, o crime ocorreu após um desentendimento entre Raimundo e o agressor. Relatos indicam que a vítima consumia bebida alcoólica no momento, o que pode ter contribuído para a discussão. Tanto Raimundo quanto o suspeito são moradores da sede de Porto Walter e não residiam na comunidade ribeirinha.

A polícia foi acionada, mas o difícil acesso à região, agravado pelo baixo nível do rio, tem atrasado o deslocamento das equipes. A expectativa é que os policiais retornem à sede do município apenas na manhã desta terça-feira (11) para prosseguir com as investigações.

Relatos iniciais apontam que Raimundo Nonato consumia bebida alcoólica no momento do ocorrido, o que pode ter contribuído para o início da discussão, embora as circunstâncias ainda estejam sob apuração. Foto: ilustrativa

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Ministério da Justiça regulamenta indicador nacional e evidencia eficiência da Polícia Civil do Acre em crimes contra a vida

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O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, José Henrique Maciel, ressaltou que a publicação da portaria é fruto de uma luta antiga da instituição e das polícias civis de todo o país por uma métrica justa e transparente

Portaria do MJ fortalece reconhecimento da eficiência da Polícia Civil do Acre na elucidação de homicídios e feminicídios. Foto: Saac Amorim/MJSP

A Polícia Civil do Acre (PCAC) passa a contar com um importante reconhecimento nacional na mensuração de sua eficiência investigativa com a publicação da Portaria MJSP nº 1.145, de 9 de fevereiro de 2026, pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. A norma uniformiza, em todo o Brasil, os critérios para cálculo dos índices de elucidação de homicídios e feminicídios, estabelecendo parâmetros objetivos e comparáveis entre os estados.

A nova regulamentação define que um crime será considerado elucidado quando o inquérito policial for relatado e encaminhado ao Judiciário ou ao Ministério Público com autoria e materialidade identificadas, ou ainda quando houver conclusão pela inexistência de crime, reconhecimento de excludentes legais ou extinção da punibilidade, exceto nos casos de prescrição. Também foram criados o Índice Nacional de Elucidação de Homicídios (INEH) e o Índice Nacional de Elucidação de Feminicídios (INEF), que passam a medir oficialmente o desempenho das polícias civis em todo o país.

O avanço é resultado de amplo debate no âmbito do Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil (CONCPC) e contou com atuação direta do Comitê Nacional dos Diretores de Departamento de Homicídios (CNDH), presidido pelo delegado de Polícia Civil do Acre, Alcino Sousa Júnior, titular da Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Ele esteve à frente da construção técnica da proposta e da interlocução com o Ministério da Justiça para a consolidação do novo modelo.

Para Alcino, a portaria representa um divisor de águas na segurança pública brasileira. “Trata-se de um marco para o Brasil. Pela primeira vez, temos um indicador oficial, pactuado e tecnicamente estruturado, capaz de mensurar com maior fidelidade a capacidade investigativa das Polícias Civis na elucidação de homicídios e feminicídios, com critérios claros e dados mais confiáveis”, destacou o delegado.

O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, José Henrique Maciel, ressaltou que a publicação da portaria é fruto de uma luta antiga da instituição e das polícias civis de todo o país por uma métrica justa e transparente. “Essa regulamentação pelo Ministério da Justiça é uma conquista histórica. Sempre defendemos que a investigação policial precisa ser medida com critérios técnicos e realistas, e agora temos uma ferramenta que demonstra, de fato, a eficiência da Polícia Civil acreana na resolução dos crimes contra a vida, especialmente homicídios e feminicídios”, afirmou.

Segundo Maciel, o novo modelo corrige distorções antigas, já que antes os indicadores extraoficiais consideravam apenas as denúncias oferecidas pelo Ministério Público, deixando de fora casos com autoria atribuída a adolescentes ou situações amparadas por excludentes legais. “Hoje, a sociedade passa a enxergar com mais clareza o trabalho investigativo que é feito diariamente pelos nossos policiais civis, muitas vezes em condições adversas, mas com resultados concretos”, completou.

Com a padronização nacional e a integração dos dados ao Sinesp, a expectativa é que a nova metodologia fortaleça a gestão por evidências, permita diagnósticos mais precisos sobre o desempenho investigativo e subsidie políticas públicas mais eficientes, consolidando o papel da Polícia Civil do Acre como referência na apuração de crimes contra a vida.

Delegado Alcino Sousa Júnior (gravata vermelha), presidente do CNDH e titular da DHPP do Acre, teve papel central na construção da nova métrica nacional de elucidação de homicídios e feminicídios. Foto: cedida

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