Geral
Governo não paga empresa para emissão de carteiras de identidade e serviço é suspenso no Acre
Valor das notas atrasadas chegam a pelo menos R$ 750 mil, informou a empresa que fornece o serviço no Acre. Serviços estão suspensos desde o 7 de julho.

Por falta de pagamento, empresa suspende emissão de carteiras de identidade no Acre — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre
Por Alcinete Gadelha, G1 AC
Contabilizando pelo menos nove meses sem receber pagamento por parte de Polícia Civil, a empresa Thomas Greg e Sons suspendeu, na última quarta-feira (22), a emissão de carteiras de identidade no Acre.
A informação foi confirmada pelo diretor jurídico da empresa, Gabriel Teixeira, que contabiliza pelo menos R$ 750 mil para receber.
“Ela está suspensa por inadimplemento da Polícia Civil. A gente está sem recebimento desde novembro de 2019. A lei nos permite suspender os serviços após 90 dias de inadimplência, que seria em janeiro. Desde janeiro, a gente tem tido diversas tentativas de receber esse valor da Polícia Civil que hoje já está no valor de R$ 750 mil e até então não há qualquer sinalização de pagamento”, informou Teixeira.
Entramos em contato com a coordenação do Instituto de Identificação e teve apenas a informação de que a emissão das carteiras estava suspensa e que para obter mais informações teria que falar com a assessoria de imprensa da Polícia Civil. Já a assessoria disse que não responde pelo instituto. Mesmo diante de várias tentativas, ninguém da instituição quis falar sobre o caso.
Inicialmente a informação seria de que o serviço estava suspenso desde o dia 7 de julho. Mas, a empresa informou que no dia 7 foi expedido mais um ofício e a polícia teria pedido mais um prazo e a suspensão ocorreu duas semanas depois, no dia 22.
O diretor jurídico explicou que foram expedidos ofícios diversas vezes, mas a direção sempre pedia mais prazo, mas não pagou nenhuma nota nos últimos nove meses.
“A empresa tem uma operação, tem custos. A gente fala desde novembro do ano passado e chega uma hora que não tem mais como manter o serviço sem o recebimento. Cumprimos com nossas obrigações muito mais do que a lei nos permitia. Ela me dá o direito de suspender em janeiro o contrato até o pagamento. E até agora não houve qualquer manifestação da Polícia Civil para cumprir o pagamento. Então realmente está suspensa por inadimplemento”, complementou.
Teixeira disse que o retorno da emissão das carteiras só deve ocorrer quando for efetuado o pagamento. A suspensão da emissão das carteiras ocorre no mesmo período em que o governo troca a direção-geral geral da Polícia Civil no estado.
Valores
O valor pago para emissão da carteira de identidade no estado é em torno de R$ 57. Porém, o estado paga para a empresa o valor de R$ 33 conforme o valor determinado em tabela publicada no Diário Oficial do Estado (DOE).
Além disso, muitas pessoas deram entrada na carteira, pagaram a taxa e estão aguardando para viajar a tratamento de saúde, e agora estão impossibilitados de receber o documento.
Uma mulher que preferiu não se identificar, contou a reportagem que deu entrada na carteira no dia 3 de julho e pediu férias para acompanhar a filha em uma viagem para fazer uma cirurgia e não vai poder viajar porque a carteira não saiu e, agora, não há nem previsão de quando vai ter acesso ao documento.
Comentários
Geral
PM recupera embarcação furtada em ação fluvial na zona ribeirinha de Marechal Thaumaturgo
Proprietário foi alertado por morador; após diligência, polícia encontrou voadeira com motor abandonada às margens do Rio Juruá. Autor do crime não foi localizado

Após a restituição, a Polícia Militar acompanhou a vítima com segurança até a comunidade Foz do Arara e realizou rondas ao longo do trajeto, reforçando a segurança nas comunidades ribeirinhas. Foto: captada
A Polícia Militar de Marechal Thaumaturgo recuperou, na manhã desta sexta-feira (23), uma embarcação furtada na região da Foz do rio Arara, área ribeirinha do município. A vítima, Francisco Charles Nobre dos Santos, foi informada por um amigo que um homem desconhecido estava conduzindo sua voadeira equipada com motor Honda 6hp.
Com o apoio dos sargentos França e Aldecir, a guarnição partiu em diligência fluvial e localizou a embarcação abandonada por volta das 09h30, às margens do Rio Juruá, próximo à comunidade Tapaúna. O suspeito não foi encontrado, mas o veículo e o motor foram restituídos ao proprietário ainda no local.
A PM reforçou que furtos de embarcações comprometem a subsistência e a mobilidade de comunidades ribeirinhas, e pediu que a população comunique imediatamente qualquer movimentação suspeita. A ação integra o reforço da segurança na região, que tem registrado aumento de casos semelhantes.

Francisco Charles Nobre dos Santos, tomou conhecimento do furto após ser avisado por um morador da Foz do rio Tejo. Foto: captada
Comentários
Geral
MPF recomenda fim da retenção de cartões de benefícios por comerciantes em Jordão após apreensão de cerca de 700 documentos
O atendimento bancário no município sofreu sucessivos retrocessos nos últimos anos: a casa lotérica foi fechada em 2023 e o sistema “Caixa Aqui” teve as atividades suspensas no final de 2025, após suspeitas de envolvimento em irregularidades investigadas pela polícia

O procurador da República Luidgi Merlo Paiva dos Santos, autor da recomendação, afirma que a retenção de cartões é ilícita e pode configurar crimes previstos no Código de Defesa do Consumidor. Foto: captada
A apreensão de aproximadamente 700 cartões de benefícios sociais e previdenciários em posse de comerciantes no município de Jordão, no interior do Acre, levou o Ministério Público Federal (MPF) a expedir uma recomendação para a interrupção imediata da prática na cidade. A orientação alcança cartões pertencentes a indígenas e não indígenas e foi motivada por investigação que identificou a retenção como forma de garantia de dívidas e de acesso a dinheiro em espécie.
As apurações apontam que os cartões eram retidos, principalmente, em compras de mercadorias feitas a prazo no comércio local. Em outros casos, os beneficiários entregavam os cartões em troca da liberação imediata de dinheiro, situação associada à precariedade da rede bancária existente no município. Para o MPF, no entanto, a ausência de serviços financeiros não justifica a exploração da vulnerabilidade social da população.
No documento, o órgão destaca que Jordão não possui agência da Caixa Econômica Federal, instituição responsável pelo pagamento de benefícios sociais e previdenciários. O atendimento bancário no município sofreu sucessivos retrocessos nos últimos anos: a casa lotérica foi fechada em 2023 e o sistema “Caixa Aqui” teve as atividades suspensas no final de 2025, após suspeitas de envolvimento em irregularidades investigadas pela polícia.
O procurador da República Luidgi Merlo Paiva dos Santos, autor da recomendação, afirma que a retenção de cartões é ilícita e pode configurar crimes previstos no Código de Defesa do Consumidor, no Estatuto da Pessoa Idosa e no Código Penal, como o crime de apropriação indébita.
Segundo o procurador, a prática compromete diretamente a autonomia financeira dos beneficiários. “A posse e retenção de cartões magnéticos ou quaisquer documentos retira a liberdade financeira dos consumidores, sejam indígenas ou não, e atenta contra o princípio da dignidade da pessoa humana”, destacou.
Orientações e encaminhamentos
Na recomendação, o MPF orienta que os comerciantes deixem de aceitar cartões magnéticos como garantia de dívidas ou como condição para qualquer tipo de transação comercial. O descumprimento da medida pode resultar no ajuizamento de ações civis e criminais contra os responsáveis.
O documento também foi encaminhado à Prefeitura de Jordão, à Secretaria Municipal de Assistência Social e à Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, para a promoção de campanhas educativas voltadas à população. A Organização dos Povos Indígenas do Rio Juruá (OPIRJ) e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) também foram notificadas para auxiliar na conscientização das comunidades afetadas.
Comentários
Geral
PM prende dois homens que tentaram arrombar comércio na BR-364 usando pedido de internet como pretexto
Suspeitos fugiram deixando bolsa com duas armas caseiras; ambos confessaram a tentativa de furto e foram encaminhados à delegacia

Os homens foram surpreendidos pelo proprietário e fugiram, deixando para trás uma bolsa. No interior do objeto, os policiais encontraram duas armas de fabricação caseira. Foto: captada
A Polícia Militar prendeu em flagrante dois homens acusados de tentar arrombar um estabelecimento comercial na BR-364, km 16, no acesso a Manoel. Os suspeitos chegaram ao local pedindo acesso à internet e, em seguida, tentaram arrombar o comércio, mas foram surpreendidos pelo proprietário.
Ao fugirem, deixaram para trás uma bolsa que continha duas armas de fabricação caseira e alimentos. Após buscas na região, a equipe do 8º Batalhão da PM localizou e prendeu os envolvidos, que confessaram a tentativa de furto.
Eles foram encaminhados à delegacia e permanecem à disposição da Justiça. A corporação destacou que a denúncia via 190 foi fundamental para a rápida atuação e prisão dos suspeitos.

Você precisa fazer login para comentar.