Brasil
Governo lança primeiro mestrado para agentes da Segurança Pública e celebra R$ 15 milhões em capacitação nos últimos anos
Durante a solenidade de abertura da aula inaugural do curso de mestrado em Administração Pública voltado à segurança, realizada nesta quinta-feira, 30, o governador Gladson Camelí destacou o compromisso do Estado com a qualificação dos gestores e o fortalecimento da segurança pública no curso de mestrado feito em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV).
A capacitação inédita para agentes da Segurança Pública vai formar 10 militares, sendo oito da capital e dois do interior do estado.

Nos últimos anos, o governo Gladson Camelí investiu R$ 15 milhões em capacitação. Foto: Diego Gurgel/Secom
“Estamos investindo na capacitação dos nossos gestores, porque acreditamos que planejamento e gestão são fundamentais para salvar vidas e servir melhor à população”, afirmou o governador.
Ele ressaltou a relevância da gestão eficiente em todas as esferas da atividade humana, especialmente na administração pública. “Uma casa de família precisa de gestão para viver bem, uma empresa, um time de futebol, uma escola, entre outras coisas, precisam de planejamento e gestão para funcionarem adequadamente”, afirmou.

Governador destaca que investir nos servidores é a melhor forma de valorização. Foto: Diego Gurgel/Secom
Para ele, no setor público não é diferente. Planejamento e gestão são essenciais para cumprir o propósito de servir com eficiência à população. “O fato desse curso contar com a parceria da renomada Fundação Getúlio Vargas valoriza ainda mais esse processo de aprendizagem”, disse.
Ele acredita que um Estado com gestores bem preparados está no caminho certo para alcançar o desenvolvimento econômico e social de forma inclusiva, principalmente diante da complexidade do setor de Segurança Pública. “Qualquer erro de planejamento, inteligência e gestão poderá custar vidas”, alertou, ao se dizer satisfeito em saber que os gestores terão acesso a uma gama de conhecimentos que contribuirão para uma melhor prestação de serviços à sociedade.
O governador agradeceu ao Fundo Nacional de Segurança Pública, do governo federal, pela destinação de R$ 800 mil para viabilizar o mestrado no estado.“Aproveitem esse mestrado e tenham gratidão por essa oportunidade”, concluiu.

Secretário Américo Gaia reforça que gestão de Gladson Camelí foi revolucionária para a Segurança. Foto: Diego Gurgel/Secom
R$ 15 milhões em capacitação
O secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, Américo Gaia, fez questão de frisar que a gestão do governador é histórica no estado, com investimento humano, tecnológico e estrutural. “Nesta segunda gestão, o senhor já investiu R$ 15 milhões. Isso merece aplausos”, iniciou.
Gaia destacou que o início do curso representa a realização de um sonho antigo. Segundo ele, desde que assumiu o cargo, tinha como meta ampliar a qualificação dos efetivos e contingentes da Segurança Pública.
“Hoje damos início ao tão sonhado curso de mestrado. No primeiro dia em que ocupei essa cadeira, esse já era o nosso objetivo: qualificar cada vez mais os nossos profissionais para garantir uma gestão de excelência.”
O secretário também enfatizou a importância do acesso à informação e à formação continuada. “Só conseguimos avançar se tivermos acesso aos cursos e às ferramentas certas, e hoje temos isso aqui. É difícil mobilizar efetivos, especialmente do Corpo de Bombeiros, mas esses profissionais representam o futuro da segurança pública. São gestores preparados para conduzir com qualidade os próximos passos da nossa atuação.”

Tenente-coronel destaca iniciativa inédita e como isso vai impactar no serviço público. Foto: Diego Gurgel/Secom
Conquista inédita
A tenente-coronel Cristiane Soares está entre os dez escolhidos para fazer o mestrado neste momento e destacou o caráter histórico da iniciativa, promovida pela Secretaria de Estado Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp). Segundo ela, é a primeira vez que a instituição oferece um curso de pós-graduação voltado à qualificação dos profissionais da Segurança Pública.
“Estamos iniciando uma nova jornada. Somos dez integrantes nessa turma de mestrado, e essa é uma conquista inédita para nossa instituição”, afirmou Cristiane.
A oficial relembrou sua experiência pessoal ao tentar cursar um mestrado há dez anos. “Cheguei a qualificar o projeto, mas não consegui concluir porque as condições de trabalho e estudo não foram adequadas”, contou.
Ela acrescentou que, na época, uma das justificativas recebidas foi o fato de o curso não ser oferecido pela própria instituição. “Por isso, acredito que esse é um passo muito importante para a qualificação dos nossos profissionais”, completou.

Dez agentes da Segurança Pública vão fazer mestrado pela Sejusp. Foto: Diego Gurgel/Secom
A militar enfatizou que a gestão pública é o eixo central de qualquer transformação institucional, especialmente no campo da segurança. “Estamos aqui hoje porque acreditamos que administrar, servir e liderar com propósito significa otimizar recursos, fortalecer capacidades e valorizar pessoas, sempre com foco na proteção e no bem-estar da sociedade”, declarou.
Segundo Cristiane, o objetivo do mestrado é justamente integrar a vivência operacional das forças de segurança com o rigor acadêmico, buscando aperfeiçoar a atuação da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil do estado.
Ao final de sua fala, a tenente-coronel registrou, em nome da turma, agradecimentos ao governador Gladson Camelí, ao secretário de Justiça e Segurança Pública, coronel Américo Gaia, à comandante coronel Marta Renata e ao coronel Charles Santos. “Nossa sincera gratidão a todos que tornaram essa iniciativa possível”, concluiu.

Segurança salva vidas, destacou o governador do estado. Foto: Diego Gurgel/Secom
Profissionais bem preparados
Representando a FGV, João Victor Guedes, destacou a relevância da iniciativa para o fortalecimento da gestão pública no Brasil. Segundo ele, momentos como esse são fundamentais para a profissionalização do serviço público, não apenas no Acre, mas em todo o país.
“É com base em iniciativas como essa que conseguimos entregar melhores políticas públicas para a população”, afirmou.

Mestrado é um marco na capacitação desses servidores. Foto: Diego Gurgel/Secom
Guedes também fez referência à trajetória da Fundação Getúlio Vargas, criada em 1944 como um braço do governo federal para capacitar servidores públicos. Ele lembrou que, em 1967, a instituição passou a ensinar administração pública, área à qual os novos alunos agora se integram.
“Para nós, é uma satisfação enorme continuar formando os melhores quadros da administração pública. E não apenas ensinar, mas também aprender com as experiências de vocês, que serão compartilhadas com nossos alunos e conosco, professores.”
Encerrando sua fala, ele expressou entusiasmo com a parceria e expectativa de retorno. “Chego aqui com uma felicidade enorme de estar com vocês e já ansioso para voltar em breve, estendendo essa oportunidade a outros futuros alunos do nosso mestrado profissional em administração. E quem sabe, também, do nosso doutorado profissional em administração pública.”
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“Hoje é a Venezuela, amanhã pode ser o Brasil”, diz Cesário Braga em ato no Lago do Amor
Cesário Braga afirmou ser “radicalmente contra o regime do Maduro”, mas defendeu autodeterminação e condenou ação militar estrangeira sem aval internacional

O ato ocorreu em meio à repercussão internacional da invasão dos Estados Unidos à Venezuela e da prisão de Nicolás Maduro e de sua esposa, ocorrida na madrugada do último sábado (3). Foto: captada
Com Whidy Melo
O ex-presidente do PT no Acre e atual superintendente do Ministério do Desenvolvimento Agrário no estado, Cesário Braga, participou de um ato público no Lago do Amor, em Rio Branco, no domingo (4), em solidariedade ao povo venezuelano e em defesa do princípio da autodeterminação dos povos. Em entrevista, ele deixou claro que a mobilização não significava apoio ao governo de Nicolás Maduro, mas uma posição contrária à invasão de um país por outro, fora das normas do direito internacional.
“Sou radicalmente contra o regime do Maduro, que eu considero uma ditadura. Assim como sou radicalmente contra a invasão de um país por outro país, sem nenhum motivo óbvio que não seja o roubo dos minérios daquele país”, afirmou Cesário Braga. O ato reuniu manifestantes que repudiaram a ação militar dos Estados Unidos que resultou na captura de Maduro, ocorrida na madrugada de sábado (3), segundo informações amplamente divulgadas.
Segundo ele, o episódio envolvendo a Venezuela acende um alerta também para o Brasil. “Nós não somos somente o segundo país do planeta em terras raras, mas somos um grande produtor de petróleo e temos reservas imensas de água potável. Hoje é a Venezuela e amanhã pode ser o Brasil”, completou.
Cesário também criticou o que chamou de desconhecimento da população sobre a gravidade do conflito internacional. “Estamos falando de uma invasão feita fora das regras do direito internacional, com a justificativa única de se apropriar dos recursos naturais da Venezuela. O Donald Trump não falou de outra coisa que não fosse a apropriação do petróleo. Nós estamos aqui defendendo a soberania do povo venezuelano”, disse.
O ato ocorreu em meio à repercussão internacional da invasão dos Estados Unidos à Venezuela e da prisão de Nicolás Maduro e de sua esposa, ocorrida na madrugada do último sábado (3). A mobilização reuniu militantes, estudantes, dirigentes partidários e integrantes de movimentos sociais do Acre.
Entre as organizações presentes estiveram o Partido Comunista Brasileiro (PCB), Unidade Classista, Movimento Estudantil Popular (MEP), Movimento de Unidade Popular (MUP), União da Juventude Comunista (UJC), União Nacional dos Estudantes (UNVE), União da Juventude Socialista (UJS) Acre, Movimento Sem Parar, Juventude Pátria Livre (JPT) e o Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR).

Em entrevista, Cesário destacou que a mobilização não representa apoio ao governo de Nicolás Maduro, mas uma posição contrária à invasão de um país por outro, à margem das normas do direito internacional. Foto: captada
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Moradora denuncia danos em cemitério e pede ação contra vandalismo em Sena Madureira
Aldileide Vieira relata danos em outros túmulos, incluindo o memorial da própria filha

Aldileide afirmou que familiares já acionaram a polícia em outras ocasiões, mas que, até o momento, nenhuma medida definitiva foi adotada para conter o problema. Foto: captada
A moradora Aldileide Vieira usou as redes sociais no domingo (4) para denunciar atos recorrentes de depredação no cemitério de Sena Madureira. Segundo o relato, túmulos vêm sendo danificados com frequência, incluindo o da própria filha, o que tem causado revolta e sofrimento às famílias que visitam o local.
De acordo com Aldileide, ao chegar ao cemitério, ela encontrou fotografias de outros sepultamentos quebradas e afirmou já ter precisado pagar mais de uma vez pelo conserto da imagem instalada no túmulo da filha. Ela destacou que o problema não se resume ao prejuízo financeiro, mas, principalmente, ao desrespeito com a memória dos entes queridos.
A denunciante relatou ainda que situações semelhantes já ocorreram em outros túmulos, inclusive de famílias que enfrentam luto recente. Segundo ela, os danos estariam sendo causados por um homem que frequenta o local e faz uso de drogas. O suspeito, conforme o relato, entra no cemitério com frequência, consome entorpecentes e acaba quebrando fotos e objetos instalados nos memoriais. No decorrer do vídeo ainda mostra o suposto autor enquanto encontra-se deitado em uma calçada próximo ao local.
Aldileide afirmou que familiares já acionaram a polícia em outras ocasiões, mas que, até o momento, nenhuma medida definitiva foi adotada para conter o problema. Ela cobra providências do poder público e defende ações como vigilância permanente, instalação de câmeras de segurança ou maior controle de acesso ao cemitério.
“O cemitério é um espaço de respeito, memória e dor para muitas famílias. As pessoas vêm visitar seus entes queridos e encontram os túmulos destruídos”, desabafou.
A moradora finalizou o apelo pedindo que as autoridades intervenham antes que a situação se agrave e gere conflitos maiores.

Suposto autor dos danos/ Foto: Reprodução
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Após Venezuela, Trump diz que operação na Colômbia seria “boa ideia”
Presidente americano também voltou a sugerir ação dos Estados Unidos no México e avaliou que Cuba parece “estar prestes a ruir”

Donald Trump assistindo à operação militar na Venezuela que culminou na captura do ditador Nicolás Maduro. Foto: Reprodução/Truth Social
Da Reuters, em Washington (EUA)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou, neste domingo (4), a Colômbia com alguma ação militar americana, um dia após forças dos EUA invadirem a Venezuela para capturar o presidente Nicolás Maduro e sua esposa sob acusação de ligação com o narcotráfico internacional.
“A Colômbia também está muito doente, governada por um homem doente, que gosta de produzir cocaína e vendê-la para os Estados Unidos”, afirmou Trump a bordo do avião presidencial em direção à capital Washington, fazendo referência ao presidente colombiano, Gustavo Petro.
“Ele não vai continuar fazendo isso por muito tempo”, acrescentou. Para além da ameaça militar, a Colômbia realiza eleições presidenciais em maio deste ano; pela Constituição do país, Petro não pode concorrer à reeleição a um segundo mandato consecutivo.
Questionado por jornalistas se os Estados Unidos realizariam alguma operação militar na Colômbia, Trump respondeu: “a ‘Operação Colômbia’ me parece uma boa ideia”.
Trump também sugeriu ações dos EUA no México — mas não chegou a adjetivar negativamente a presidente Claudia Sheinbaum —, citando o tráfico de drogas no país, e afirmou que Cuba “parece estar prestes a ruir” por conta própria, o que descartaria qualquer ação externa americana.

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