Cotidiano
Governo do Acre lança Caravana do TEA e fortalece apoio a mães atípicas com o Programa Mentes Azuis
Fortalecendo a luta de mães atípicas, nesta segunda-feira, 20, o governo do Acre promoveu a Caravana do Transtorno do Espectro Autista (TEA), uma iniciativa do Programa Mentes Azuis, desenvolvido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Acre (Fapac). A abertura do evento aconteceu na Escola Técnica Maria Moreira da Rocha, em Rio Branco, primeira cidade a receber a ação que irá beneficiar pessoas dos 22 municípios do estado.

Reunindo familiares, mediadores, professores e pessoas atípicas, o evento do governo do Acre foi realizado na capital e irá percorrer demais municípios acreanos. Foto: Diego Gurgel/Secom
A Caravana tem como principal objetivo capacitar famílias e profissionais, promovendo acolhimento, formação e inclusão para pessoas com TEA, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e Transtorno Opositor Desafiador (TOD). Com o apoio de oficinas práticas, o projeto apresenta estratégias para lidar com comportamentos desafiadores tanto em casa quanto na escola, fortalecendo o cuidado com famílias atípicas e promovendo uma sociedade mais consciente da neurodiversidade.
A vice-governadora Mailza Assis participou da abertura do evento e destacou o compromisso da gestão estadual com as famílias acreanas. “Ações como essa fortalecem o nosso cuidado com as famílias acreanas. O estudo e a informação são ótimos aliados. Estamos perto das mães que mais precisam. Meu carinho e minha solidariedade a todas elas”, afirmou.

“Queremos proporcionar mais tranquilidade e acolhimento para as mães atípicas e seus filhos. Nosso governo está empenhado em cuidar de todos”, ressaltou a vice-governadora. Foto: Diego Gurgel/Secom
Mailza também ressaltou que o programa é resultado de uma ação conjunta entre diversas secretarias, coordenada pela Fapac. “Essa é uma resposta à necessidade que nós temos de buscar soluções reais para as famílias. A caravana vai percorrer todos os municípios, conversando com as mães, profissionais e crianças, para melhorar a forma de atendimento”, disse.
O presidente da Fapac, Moisés Diniz, reforçou o caráter pioneiro da iniciativa. “Precisamos abraçar as mães atípicas. Esse é o primeiro evento do tipo no Brasil, reunindo governo, pesquisadores e famílias para discutir políticas públicas e ações de apoio. Seguimos juntos, fortalecendo laços, inspirando famílias e capacitando profissionais para que nenhuma mãe e pessoa com deficiência seja deixada para trás”, afirmou.

“Mais do que uma ação formativa, a Caravana busca quebrar barreiras e combater o preconceito, garantindo que famílias atípicas tenham acesso a informações e cuidados”, ressaltou Moisés Diniz. Foto: Diego Gurgel/Secom
Durante a passagem pela capital, as famílias atípicas puderam participar de oficinas sobre as temáticas, além de desfrutar de diversos serviços gratuitos, como orientações jurídicas, serviços de saúde, como tipagem sanguínea, orientações sobre saúde bucal e oferta de corte de cabelos.

Na capital, além das palestras, o público contou com serviços de saúde e jurídicos. Foto: Diego Gurgel/Secom
O Programa Mentes Azuis recebeu R$ 1 milhão em emendas parlamentares da vice-governadora Mailza Assis, ainda em seu mandato como senadora, além de recursos dos deputados Eduardo Velloso, Maria Antônia Pinheiro e Manoel Morais. A iniciativa trabalha com o intuito de valorizar e apoiar mães atípicas, mulheres que cuidam de crianças com autismo ou deficiência intelectual, reconhecendo-as como agentes de transformação social. Os principais pilares do programa são pesquisa e produção científica; formação e capacitação e inclusão produtiva e empreendedorismo.
Entre as beneficiadas está Alessandra Gomes, mãe e autista, bolsista do projeto Mentes Azuis. Ela conta: “Sou autista e tenho duas filhas com autismo. Sou bolsista do projeto e tenho aprendido cada dia mais, todas essas oficinas nos ajudam a entender melhor nossos filhos e a nós mesmos. Além de que trocarmos experiências com outras mães, fortalecendo cada vez mais nossa rede de apoio.”

Alessandra faz parte do projeto Mentes Azuis e expressa a importância do apoio do grupo para ela e demais mães. Foto: Diego Gurgel/Secom
Outra participante do projeto é Maria Ferreira de Souza, avó atípica que diz aprender muito com as experiências: “Essa corrente construída por familiares é muito valorosa, onde uma ajuda a outra. Todo conhecimento é bem-vindo e facilita a nossa vida.”
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Entrevista de Márcio Bittar gera crise no PL ao omitir apoio a Tião Bocalom para governador
Senador afirmou que prioridade é sua reeleição e não mencionou prefeito como candidato do partido; Bocalom reage e diz que vai concorrer “independente do cenário”

Senador afirmou que prioridade é sua reeleição e não mencionou prefeito como candidato do partido; Bocalom reage e diz que vai concorrer “independente do cenário”. Foto: captada
Uma entrevista do senador Márcio Bittar (PL) ao programa GAZETA ENTREVISTA, na TV Gazeta, gerou mal-estar político no Acre ao omitir qualquer menção ao prefeito Tião Bocalom (PL) como candidato ao governo do estado em 2026. Bittar afirmou que sua prioridade é a reeleição ao Senado e destacou não ter problemas com os pré-candidatos Mailza Assis (PP) e Alan Rick (Republicanos), sem referir-se a Bocalom.
A omissão foi rapidamente rebatida por secretários municipais de Rio Branco, que afirmaram ao Blog do Crica que Bocalom não é apenas candidato, mas “candidatíssimo” ao Palácio Rio Branco, independentemente do cenário. Em resposta, o prefeito reafirmou sua disposição: “Meu respeitado amigo Luís, eu já disse ao Márcio que vou colocar meu nome. Eu tenho uma história”.
A tensão expõe uma segunda crise pública entre Bittar e Bocalom — a primeira ocorreu quando o senador chamou Alan Rick de “governador de férias”. Analistas locais avaliam que, para evitar desgaste eleitoral, os dois precisarão “se afinar” nos próximos meses.
Reação imediata:
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Secretários municipais saíram em defesa de Bocalom, reforçando que ele é candidato ao governo “independente do cenário”;
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Tião Bocalom respondeu ao Blog do Luís: “Eu já disse ao Márcio que vou colocar meu nome. Eu tenho uma história”;
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O episódio é a segunda crise pública entre os dois: a primeira ocorreu quando Bittar chamou Alan Rick de “governador de férias”.
Análise do discurso:
A omissão de Bittar foi interpretada em bastidores como um sinal de desalinhamento ou até de preferência velada por outros nomes ao governo. O senador pode estar protegendo sua própria reeleição, evitando atrelá-la a uma candidatura majoritária que considere arriscada ou divisiva.
O PL é a principal base de Bocalom, mas Bittar – figura nacional do partido – tem influência decisiva sobre as estratégias estaduais. A falta de sintonia ameaça a unidade da legenda em um ano eleitoral crucial.
A tendência é que Bittar e Bocalom tenham que se reunir para acertar discursos e definir se o PL lançará candidatura própria ou apoiará Mailza Assis – hipótese que ganha força com a omissão do senador.
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União eleva para 91,9% sua participação no Banco da Amazônia após compra de ações do FGEDUC
Operação concluída nesta sexta (9) transferiu mais de 10 milhões de ações ordinárias do fundo vinculado à Caixa para o Ministério da Fazenda

O total de ações ordinárias do banco permanece sem alteração no capital social, apenas com redistribuição da titularidade. Banco da Amazônia financia projetos de empresas nos nove Estados que compõem a Amazônia Legal. Foto: Divulgação
O Banco da Amazônia informou na sexta-feira (9) que a União ampliou sua participação acionária na instituição para 91,9% do capital social. A mudança ocorreu após a transferência de 10.427.301 ações ordinárias do Fundo de Investimento FI Caixa FGEDUC Multimercado para o Ministério da Fazenda.
Com a operação, a União elevou sua posição de 73,3% para 91,9% do total de ações ordinárias do banco. O FGEDUC, que detinha 18,6% do capital, deixou de figurar na composição acionária da instituição.
Permanecem inalteradas as participações do BB FGO – Fundo de Investimento em Ações (5,1%) e dos demais acionistas minoritários (3,0%). O total de ações ordinárias do banco segue em 56.058.315 papéis, sem alteração no valor do capital social, apenas com redistribuição da titularidade.
A operação foi comunicada ao mercado e concluída nesta última sexta-feira, reforçando o controle da União sobre o banco de desenvolvimento regional.
Detalhes da operação:
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Ações transferidas: 10.427.301 ações ordinárias;
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Participação anterior da União: 73,3%;
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Nova participação: 91,9% do capital social;
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Capital total: Permanecem 56.058.315 ações ordinárias, sem alteração no valor do capital social.
Mudança no quadro acionário:
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FGEDUC (Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo) deixou de ser acionista (antes detinha 18,6%);
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BB FGO – Fundo de Investimento em Ações mantém 5,1%;
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Demais minoritários seguem com 3,0%.
Contexto e implicações:
O Banco da Amazônia é um dos principais agentes de financiamento ao desenvolvimento regional nos estados da Amazônia Legal. O aumento do controle estatal pode sinalizar uma estratégia do governo federal para direcionar crédito a setores prioritários, como agronegócio, infraestrutura e bioeconomia.
A instituição deverá submeter a nova composição acionária à aprovação do Banco Central e comunicar eventuais mudanças na governança e políticas de crédito.
A saída do FGEDUC encerra uma participação histórica do fundo educacional no banco, enquanto a União fortalece seu poder de decisão sobre os rumos do principal agente financeiro de fomento na região Norte.
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Rio Branco e Adesg empatam no último amistoso antes da estreia

Foto Sueli Rodrigues: O argentino Dylan(bola) marcou o gol do Rio Branco no amistoso
Rio Branco e Adesg empataram por 1 a 1 neste sábado, 10, no José de Melo, no último amistoso antes da estreia no Campeonato Estadual. Jailson abriu o placar para a Adesg e o argentino Dylan marcou o gol do Estrelão.
Futebol abaixo
Rio Branco e Adesg realizaram um jogo treino muito abaixo do esperado. As duas equipes marcaram forte, mas apresentaram pouco poder de criação com 90 minutos sem muitas oportunidades.
Rio Branco
“A equipe vem em uma crescente, mas precisamos de reforços para elevar o nível técnico. O Rio Branco precisa ter uma equipe com capacidade de lutar pelo título”, declarou o treinador do Rio Branco, Ulisses Torres.
O Estrelão enfrenta o Vasco no sábado, 17, às 15 horas, no Tonicão, na estreia do Estadual
Adesg
“Não gostei do futebol da minha equipe. Existe a necessidade de produzir mais e na última semana de trabalho, vamos fazer esses ajustes”, afirmou o técnico da Adesg, Rodrigo Deião.
O Leão vai jogar contra o Humaitá no sábado, 17, às 17 horas, no Tonicão, no primeiro jogo do Estadual.










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