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Gladson Cameli: o candidato “oculto” das eleições municipais de 2016

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85eb7e0f-0d91-4f70-9c61-57794774a7e5-2Ao contrário das principais lideranças do PT do Acre, que têm sido “ignorados” nos programas de rádio e TV dos seus candidatos, o senador Gladson Cameli (PP), 38 anos de idade, tem sido muito requisitado. Tanto que tem cumprido uma agenda extensa nos 18 municípios onde o PP compõe as chapas majoritárias. Os candidatos de oposição querem a presença do senador no rádio, na TV, nos comícios e nas caminhadas. Todos querem estimular as suas campanhas pegando um pouco de carona na popularidade de Gladson Cameli. Afinal, ele é o mais jovem senador da história do país e teve a maior votação que um político já conseguiu no Estado.

Nessa entrevista exclusiva, Gladson avalia as campanhas municipais, a sua relação política com o deputado federal Major Rocha (PSDB), depois dos acontecimentos de Cruzeiro do Sul. Fala ainda sobre a sua possível candidatura ao Governo do Acre, em 2018, as mudanças no Brasil com Michel Temer (PMDB), e a cassação do ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB). Também as suas inciativas no Senado e junto à presidência da República para trazer recursos para o Acre.

ac24horas – Senador qual a sua avaliação da campanha municipal do Acre? Mesmo porque o seu partido, o PP, tem candidatos em várias chapas majoritárias. O senhor que tem andado por todos os municípios como está sentindo as campanhas?

Gladson Cameli – É uma eleição diferente porque é curta. O povo está muito desanimado com a politica nacional. Saímos recentemente de uma crise política e ainda estamos numa crise econômica com o desemprego lá em cima. Mas é uma eleição que terá muitas surpresas. E eu tenho dito que o desafio não é só ganhar as eleições, mas administrar com competências as prefeituras para satisfazer as expectativas da população acreana. Eu tenho andado por todos os município de maneira incansável e tratando com muita responsabilidade as campanhas que estou apoiando. Mas posso afirmar que não existe o já ganhou. Tem municípios que quando abrirem as urnas os resultados serão adversos do esperado.

16cbcd7c-a0b9-4652-9a70-31718e4db211ac24horas – O senhor acha que o seu partido, o PP, poderá crescer nessas eleições? Em quais municípios poderá ter mais destaque?

GC – O PP tem atualmente 18 candidatos a prefeitos ou a vices. Na minha opinião e pelo que tenho andado e observado, quando fecharem as urnas, o PP terá um crescimento natural. Nós temos chances em oito prefeituras. Darei como exemplo Feijó, que tudo indica terá como prefeito Kiefer Cavalcante (PP). Não digo que já ganhou a eleição, mas é um favorito. Vamos continuar fazendo as campanhas limpas e sem baixarias, respeitando a opinião de todos e mostrando como nós vamos governar.

ac24horas – Tanto nas disputas do interior como da Capital nós temos um fato notável na oposição. A postura independente do deputado federal Major Rocha (PSDB), presidente do partido no Acre. Inclusive, com uma denúncia em Cruzeiro do Sul da tentativa de cooptação de candidato a vereador que afeta diretamente o PMDB e o vice que é do seu partido, o PP. Qual a avaliação que o senhor faz dessa postura dos tucanos e do deputado Rocha?

GC – Eu respeito muito o deputado federal Major Rocha. Um colega no Congresso Nacional. Infelizmente ninguém é o dono da razão e ninguém ganha uma eleição sozinho. Acho que o Rocha é uma pessoa inteligente e sabe onde aperta o calçado que está calçando. Sempre fui a favor e defendi as candidaturas únicas de oposição em todos os municípios. Mas só posso falar pelo PP. Eu sou um senador eleito pela oposição do Acre e nem todos têm a mesma visão. Eu respeito a postura do Rocha. Sou a favor da unidade e do debate.

ac24horas – Mas essa postura do deputado Rocha e do PSDB poderá trazer consequências em 2018?

GC – Se depender de mim não. Tenho certeza que o Rocha tem um papel importante dentro da oposição do Acre e eu respeito a sua maneira de fazer política. Vou trabalhar na próxima eleição mais uma vez pela unidade das oposições. Claro que mostrando os erros que cometemos no passado e tentando corrigi-los. Nós temos que colocar o Estado e as pessoas acima de qualquer ideologia política. Agora, as nossas atitudes como políticos sempre são notadas pela população.

ac24horas – Nessas eleições, eu que andei por vários municípios do Acre, notei que existe uma candidatura oculta nessas campanhas. Justamente a possibilidade do senhor ser candidato ao Governo, em 2018. Como o senhor avalia isso?

GC – Vou falar do fundo do meu coração. A população acreana é muito politizada, acaba uma eleição e já está discutindo a próxima. Eu tenho procurado não antecipar as eleições de 2018 porque estamos vivendo as eleições de 2016 agora. O nosso desafio são os prefeitos que apoiei ganharem e terem competência para governar. Tenho que fazer uma avaliação real da situação do Estado e como daria para montar um plano de governo. Não dá para numa campanha fazer promessas absurdas e quando se chegar ao executivo frustrar a vontade da população. Então tenho procurado ser muito cauteloso nessa questão de 2018. Lógico que a população do Acre quer uma alternância de poder, mas ninguém pode subestimar nenhum adversário político. Aqui o meu adversário é o Partido dos Trabalhadores. Mas o meu foco no momento é eleger os prefeitos e ajuda-los no Senado para que façam uma grande administração. Depois vamos pensar em 2018. E quero destacar que eu não sou problema nas próximas eleições para nenhum líder da oposição que pretenda concorrer ao Governo. Quero que estejamos juntos para fazermos uma campanha bonita baseada nesse estudo técnico que mandei fazer da verdadeira situação do Acre. Não sou o dono da razão. Eu também tenho erros, mas tenho a humildade para perguntar às pessoas sobre os meus deslizes.

ac24horas – Em 2010, quando o senhor foi reeleito deputado federal, me lembro que fiz uma entrevista e o senhor já afirmou ser candidato ao Senado em 2014. Agora, ao final das eleições de 2016 tem possibilidade de anunciar a sua candidatura ao governo em 2018?

GC – Eu não posso dizer que não tenho o sonho de governar o meu Estado. Quando eu entrei para a política meu objetivo sempre foi ser governador do Acre. Isso respeitando as famílias e sem perseguir ninguém para fazer um mandato do bem. Não sei se serei candidato em 2018, mas te afirmo que serei candidato a governador um dia, seja em 2018, em 2022 ou em qualquer outra eleição. Mas posso te dizer que quando for candidato ao Governo irei com o pé no chão sabendo como vou pegar o Estado. Isso com muita firmeza para estar no Palácio Rio Branco e cumprir com aquilo que as pessoas esperam do meu trabalho. Quando se entra e se destaca na política ninguém é mais dono de si. A partir desse momento tem que se debater com o seu grupo político o que todos pensam. Resumindo não sou o dono desse grupo político. Quando se entra na vida pública, como diz o nome, quem é o dono é a população. Ela que vai me dizer qual o rumo tomar junto com meu grupo político. Lógico que tenho as minhas opiniões, mas sei qual é o tamanho da responsabilidade de governar o Acre.

ac24horas – O senhor teme ser perseguido como governador como foi o seu tio, o falecido governador Orleir Cameli?

GC – Quando meu tio Orleir Cameli foi governador do Acre, naquele momento muito criticado, o orçamento do Estado era de R$ 500 milhões. E 90% das obras que ele fez foram com recursos próprios do Estado. O orçamento do Estado hoje está chegando aos R$ 6 bilhões e teve momento que já chegou até a R$ 9 bilhões, com recursos federais e financiamentos. E cadê o dinheiro do Estado? Eu vou viver do passado? Não. Vou viver do presente olhando para o futuro, mas para isso é preciso saber da realidade do Estado. Não vou criar uma expectativa para a população e não poder honrar. Eu tenho um sobrenome que é Cameli e um tio que foi governador e tenho que honrar o legado dele. Sinto que as famílias do Acre formam a minha família e Deus me deu a oportunidade de fazer uma escolha na minha vida, entre o lado empresarial e o político. E eu escolhi servir o Acre e isso precisa ser feito com ética e tranquilidade.

ac24horas – Mesmo durante o período do afastamento da presidente Dilma (PT) e, agora, com ela fora do fora do governo, eu sei que o senhor já esteve várias vezes com o presidente Michel Temer (PMDB). Primeiro, o senhor tem conseguido trazer recursos para o Acre da presidência? E segundo, isso tanto para as prefeituras quanto para o Governo do Estado do PT? Fora das bandeiras partidárias como o senhor costuma dizer?

GC – Estive nos últimos 60 dias oito vezes com o presidente Michel Temer. Tratando de assuntos de interesse da população do Estado. Temos atualmente um grupo do PT que governa o Acre há 20 anos e se acham superiores a quaisquer outros políticos. Eles querem criar uma imagem de que o presidente Temer não vai continuar a investir no Estado. Mas, pelo contrário, ele já definiu os investimentos. Em novembro o Temer vai liberar mais de R$ 300 milhões para recuperar a BR 364 através do DNIT. Isso com um projeto melhor do que esse atual e que vai garantir uma nova qualidade à rodovia. E isso num ano de crise. De Sena Madureira ao Rio Liberdade, em Cruzeiro do Sul, serão seis lotes de recuperação da rodovia. E essa história do governo do PT de que o dinheiro já está na conta não é assim. O dinheiro será liberado conforme o cronograma de obras for avançando. O Michel Temer está honrando o compromisso assumido comigo e a nossa bancada federal de oposição em Brasília. A BR 364 é um patrimônio e um sonho de todos os acreanos. Quando derem a ordem de serviço para essa recuperação serei um fiscal das obras para garantir a sua qualidade. Estarei presente, como estou na ponte sobre o Rio Madeira, que é outra obra essencial para o nosso Estado. A BR 317 é outro compromisso assumido pelo Temer, assim como ele vai tirar do papel também o Anel Viário de Brasiléia. O presidente Michel Temer está sendo um pai para o nosso Estado. Os programas sociais serão todos mantidos, mas com a rigidez da fiscalização. Porque temos casos de uma única família que recebe oito vezes a Bolsa Família e isso não é possível. O seguro defeso é pago para mais pescadores do Acre do que existem peixes nos nossos rios. Essas coisas precisam ser corrigidas.

ac24horas – Qual a sua opinião sobre a cassação do ex-presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB)? Dizem que ele poderá querer vingança e comprometer o Michel Temer. O senhor acredita nisso?

GC – O presidente Michel Temer não tem culpa pela cassação do Cunha. O único culpado é ele mesmo pela sua prepotência. O Cunha foi numa comissão que investigava o Petrolão, e nem precisava ter ido, e mentiu. Se não tivesse ido não teria sido cassado. Mas é o que venho dizendo, os políticos precisam de humildade e parar de achar que o poder não acaba nunca. A presidente Dilma tinha todo o poder e, agora, é uma senhora que foi para a sua residência em Porto Alegre. O ex-presidente da Câmara é um senhor que vai para a sua casa no Rio de Janeiro. As pessoas criticam o Congresso Nacional, mas o Congresso é a cara do povo brasileiro. Nó fomos eleitos em votação direta pela população que nos colocou lá para representa-la. Não adianta querer criticar porque cada um tem as suas responsabilidades e todos nós temos a Constituição para cumprir.

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Mais de 16 milhões de brasileiros estão filiados a partidos políticos; prazo para se filiar termina em 6 de abril para concorrer nas eleições de 2026

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Especialistas destacam que filiação é requisito essencial para disputar as eleições de outubro; regras estão previstas na Lei dos Partidos Políticos

Dos pouco mais de 155 milhões de eleitores brasileiros, 16.097.237 estão vinculados a alguma das 31 agremiações registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O número representa 10,2% do eleitorado nacional, que hoje está na casa dos 155,1 milhões de eleitores aptos a votar, conforme dados de outubro.

Filiados por partido

Segundo dados do TSE, os partidos com maior número de filiados no Brasil são:

Partido Número de filiados
MDB 2.103.558
PT 1.559.132
PP 1.439.975
PSDB 1.356.116
PSD 1.235.779
PL 1.035.488
UNIÃO 1.003.898
PDT 995.831
Republicanos 487.593
PSB 468.125
Fonte: TSE (atualização de março de 2026)
Os 7 maiores partidos políticos do Brasil, acima de um milhão de filiados e suas principais pautas.
MOVIMENTO DEMOCRÁTICO BRASILEIRO (MDB)

Fundado em 1965, o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) é um dos partidos mais tradicionais do Brasil. Inicialmente criado como oposição ao regime militar, o MDB se posiciona hoje como um partido de centro, buscando um equilíbrio entre o social e o econômico.

Número eleitoral: 15
Espectro político: Centro
Membros (2026): 2.103.558 filiados

Principais pautas:
  1. Fortalecimento da democracia: O MDB tem uma longa história de defesa das instituições democráticas e dos direitos civis.
  2. Desenvolvimento econômico com justiça social: O partido busca conciliar crescimento econômico com políticas de inclusão social.
  3. Reforma política: Defende mudanças no sistema político para torná-lo mais transparente e representativo.
  4. Investimento em infraestrutura: Apoia projetos que modernizam a infraestrutura do país, incluindo transporte e energia.
  5. Equilíbrio entre poderes: Promove a independência dos três poderes e a harmonia entre eles para fortalecer a governança.
PARTIDO DOS TRABALHADORES (PT)

Fundado em 1980, o Partido dos Trabalhadores (PT) é um dos mais influentes partidos políticos do Brasil. Suas origens estão nos movimentos sindicais, sociais e intelectuais, e o PT se posiciona como um partido de esquerda, focado em políticas de inclusão social e no fortalecimento do estado de bem-estar social.

Número eleitoral: 13
Espectro político: Centro-esquerda à esquerda
Membros (2026): 1.559.132 filiados

Principais pautas:
  1. Defesa dos direitos dos trabalhadores: O PT sempre esteve na linha de frente na luta pelos direitos trabalhistas e pela melhoria das condições de trabalho.
  2. Ampliação dos programas sociais: O partido é responsável pela criação e expansão de programas como o Bolsa Família, com foco na redução da pobreza.
  3. Educação e saúde públicas e gratuita:s Defende a universalização da educação, com ênfase no acesso gratuito e de qualidade para todos. Promove o fortalecimento do SUS e a ampliação do acesso aos serviços de saúde para toda a população.
  4. Reforma agrária e apoio à agricultura familiar: O PT apoia a redistribuição de terras e incentiva políticas que favorecem pequenos produtores rurais.
  5. Defesa da reforma tributária: O PT propõe uma reforma tributária que torne o sistema mais justo e progressivo, aumentando a tributação sobre as grandes fortunas e reduzindo o peso dos impostos sobre as camadas mais pobres da população.
PARTIDO PROGRESSISTA (PP)

O Partido Progressista (PP) é um partido de centro-direita que tem uma presença significativa em várias regiões do Brasil, especialmente no Sul, e defende políticas liberais na economia.

Número eleitoral: 11
Espectro político: Centro-direita
Membros (2026): 1.439.975 filiados

Principais pautas:
  1. Incentivo ao agronegócio: O PP apoia o desenvolvimento do agronegócio como um pilar da economia brasileira.
  2. Defesa da propriedade privada: Assim como o PL, o PP considera a propriedade privada essencial para a liberdade individual.
  3. Conservadorismo social: Mantém uma postura conservadora em relação a temas como família, religião e moral.
  4. Políticas de infraestrutura: O partido apoia o investimento em infraestrutura, especialmente em áreas rurais e industriais.
  5. Reforma tributária: Defende uma reforma que simplifique o sistema tributário e reduza a carga sobre empresas e indivíduos.
PARTIDO DA SOCIAL DEMOCRACIA BRASILEIRA (PSDB)

O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) foi fundado em 1988 e rapidamente se tornou um dos principais partidos de centro-direita no Brasil. O PSDB é conhecido por suas políticas econômicas liberais e pela defesa da modernização do Estado.

Número eleitoral: 45
Espectro político: Centro
Membros (2026): 1.356.116 filiados

Principais pautas:
  1. Privatizações e parcerias público-privadas: O PSDB defende a redução do tamanho do Estado, promovendo privatizações e parcerias para melhorar a eficiência dos serviços.
  2. Responsabilidade fiscal: O partido é firme na defesa do controle dos gastos públicos e do equilíbrio fiscal.
  3. Educação de qualidade com gestão eficiente: Propõe melhorias na gestão da educação pública, com foco em resultados e eficiência.
  4. Reforma administrativa: O PSDB apoia a reforma do serviço público, visando maior eficiência e menos burocracia.
  5. Abertura econômica: Defende a inserção competitiva do Brasil na economia global, promovendo comércio exterior e investimentos estrangeiros.
PSD (Partido Social Democrático)

O PSD foi fundado em 2011 e se posiciona como um partido de centro à centro-direita, buscando um equilíbrio entre políticas econômicas liberais e sociais.

Número eleitoral: 55
Espectro político: Centro à centro-direita
Membros (2026): 1.235.779 filiados

Principais pautas:
  1. Desenvolvimento econômico sustentável: O PSD apoia políticas que promovam o crescimento econômico com responsabilidade ambiental.
  2. Modernização da infraestrutura: Defende o investimento em infraestrutura, incluindo transporte, energia e saneamento, como base para o desenvolvimento.
  3. Gestão pública eficiente: Propõe a modernização da gestão pública, com foco na eficiência, transparência e controle dos gastos.
  4. Reformas estruturais: Apoia reformas tributária e administrativa para simplificar e tornar o sistema mais justo e eficiente.
  5. Incentivo à inovação e tecnologia: O PSD defende políticas que fomentem a inovação, o empreendedorismo e o uso de novas tecnologias no setor produtivo.
PARTIDO LIBERAL (PL)

Fundado em 1985, o Partido Liberal (PL) tem ganhado destaque recente, com Jair Bolsonaro, e se posiciona como um partido de direita, defendendo o liberalismo econômico e valores conservadores.

Número eleitoral: 22
Espectro político: Direita à extrema direita
Membros (2026): 1.035.488 filiados

Principais pautas:
  1. Redução da intervenção do Estado na economia: O PL acredita em um mercado livre, com pouca interferência estatal.
  2. Defesa da propriedade privada: Considera a propriedade privada um direito fundamental que deve ser protegido.
  3. Conservadorismo social: Promove políticas que protejam valores tradicionais e a moralidade pública.
  4. Segurança e ordem pública: Defende políticas de segurança mais rígidas, com apoio a penas mais severas para crimes graves.
  5. Livre mercado e empreendedorismo: Incentiva a liberdade econômica e o empreendedorismo como motores para o desenvolvimento econômico.
UNIÃO BRASIL

O União Brasil é resultado da fusão entre o Partido Social Liberal (PSL) e o Democratas (DEM). Posiciona-se como um partido de direita, com foco em políticas econômicas liberais e valores conservadores.

Número eleitoral: 44
Espectro político: Centro-direita
Membros (2026): 1.003.898 filiados

Principais pautas:
  1. Redução da carga tributária: Defende a diminuição dos impostos para estimular o crescimento econômico.
  2. Liberdade econômica: Apoia medidas que incentivem o empreendedorismo e a iniciativa privada.
  3. Defesa dos valores tradicionais: Promove políticas alinhadas com os valores conservadores, como a defesa da família e da religião.
  4. Segurança pública: Prioriza políticas que reforcem a segurança e combatam a criminalidade, com apoio a uma atuação mais firme das forças policiais.
  5. Desburocratização: Trabalha pela simplificação dos processos burocráticos que impactam cidadãos e empresas, tornando o Estado mais ágil e eficiente.
A importância da educação politica para cidadania

Esses são apenas alguns dos principais partidos políticos do Brasil e suas pautas, que refletem diferentes perspectivas sobre como o país deve ser governado. Entender essas propostas é essencial para qualquer cidadão que deseja participar ativamente da vida política do país, seja votando, seja se engajando em debates e discussões sobre o futuro do Brasil.

Neste ano, mais de 160 milhões de brasileiros irão às urnas para eleger:
  • presidente da República;
  • 27 governadores;
  • 54 senadores (2/3 do total);
  • 513 deputados federais;
  • deputados estaduais e distritais (o número varia conforme o estado).
Título eleitoral
  • O prazo para tirar ou regularizar o título é 6 de maio. A mesma data vale para quem precisa transferir o domicílio eleitoral e atualizar informações de cadastro. Esses serviços podem ser feitos em qualquer unidade da Justiça Eleitoral ou pela internet
Convenções partidárias
  • No Brasil, quem quer disputar as eleições precisa se filiar a partido político e ser escolhido nas convenções das siglas. Estas convenções serão entre 20 de julho e 5 de agosto de 2026.
Registro de candidatos
  • Uma vez definidos os candidatos, a Justiça Eleitoral vai receber os registros dos nomes escolhidos até 15 de agosto.
Propaganda eleitoral
  • A propaganda eleitoral começa em 16 de agosto de 2024. Isso vale para a campanha nas ruas e na internet. No rádio e na TV, a propaganda começa 35 dias antes da antevéspera do pleito.
Registro de partidos e federações
  • Até seis meses antes da eleição, no começo de abril, partidos e federações que vão apresentar candidatos devem ter os estatutos registrados no Tribunal Superior Eleitoral.
Filiação

Os partidos políticos podem estabelecer, nos respectivos estatutos, prazos de filiação partidária superiores aos previstos na Lei. Mas atenção: eles não podem ser alterados no ano da eleição. A filiação é considerada aprovada com o atendimento dessas regras.

Assim que deferido internamente o pedido de filiação, o partido deverá inserir os dados do filiado no sistema eletrônico da Justiça Eleitoral, que automaticamente enviará aos juízes eleitorais, para arquivamento, publicação e cumprimento dos prazos de filiação partidária para efeito de candidatura a cargos eletivos.

A relação deve inclui os nomes de todos os filiados da legenda, assim como a data de filiação, o número dos títulos eleitorais e as respectivas seções em que estão inscritos.

As direções nacionais dos partidos políticos também terão pleno acesso às informações dos filiados de cada agremiação, conforme a base de dados do cadastro eleitoral.

Dados de filiação partidária revelam baixa participação política de jovens e mulheres.

Fonte: TSE

Regras para filiação

A filiação a uma agremiação partidária é um dos requisitos previstos na Constituição Federal para que a candidata ou o candidato sejam eleitos. É necessário, ainda, ter nacionalidade brasileira, possuir alistamento eleitoral e domicílio na região de candidatura, entre outras exigências.

A Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 9.096/1995) estabelece que só pode se filiar a uma sigla quem estiver em pleno gozo dos direitos políticos.

Prazo para filiação

Para concorrer nas eleições de 2026, a candidata ou o candidato deve estar filiado a alguma agremiação partidária até seis meses antes da data fixada para o pleito. Como as eleições estão marcadas para 6 de outubro, o prazo final para filiação é 6 de abril de 2026.

Janela partidária

A chamada “janela partidária” — período em que parlamentares podem trocar de partido sem risco de perda de mandato — vai até 3 de abril. Já os gestores públicos que pretendem disputar as eleições precisam se descompatibilizar dos cargos até 4 de abril.

Desfiliação e fidelidade partidária

A Reforma Eleitoral de 2015 (Lei nº 13.165/2015) instituiu a chamada “janela partidária”, um prazo de 30 dias que antecede a data-limite de filiação para concorrer à eleição, a fim de que parlamentares possam mudar de partido sem perder o mandato.

A legislação estabelece regras para a desfiliação partidária. Parlamentares eleitos podem perder o mandato se deixarem o partido pelo qual foram eleitos, salvo nos casos previstos em lei, como:

  • Incorporação ou fusão do partido

  • Criação de nova legenda com desvio do programa partidário

  • Mudança substancial do programa partidário

A jurisprudência do TSE tem consolidado o entendimento de que a fidelidade partidária é um princípio fundamental para a estabilidade política e a representatividade democrática.

Em 2018, o TSE decidiu que só pode usufruir da janela partidária a pessoa eleita que esteja no término do mandato vigente. Isso significa que vereadores só podem migrar de partido na janela destinada às eleições municipais, e deputados federais e estaduais naquela janela que ocorra seis meses antes das eleições gerais.

Perda de mandato

A legislação prevê ainda que o detentor de cargo eletivo que se desfiliar sem justa causa do partido pelo qual foi eleito perderá o mandato. As hipóteses de desfiliação devidamente justificada são: o desvio reiterado do programa partidário; a grave discriminação política pessoal; e a mudança de agremiação no período da chamada “janela partidária”. Ou seja, as mudanças de legenda que não se enquadrem nesses motivos podem levar à perda do mandato.

Estatística dos filiados

Cabe à Justiça Eleitoral disponibilizar eletronicamente aos órgãos nacional e estadual dos partidos políticos as informações dos filiados de cada legenda e que integram o cadastro eleitoral, como nome completo, sexo, número do título de eleitor e de inscrição no Cadastro de Pessoa Física (CPF), endereço, telefones, entre outras.

Nos casos de mudança de partido de filiado eleito, a Justiça Eleitoral deverá intimar pessoalmente a agremiação partidária e dar-lhe ciência da saída do filiado. A partir daí, passam a ser contados os prazos para ajuizamento de eventuais ações. Quando houver mais de uma filiação, prevalecerá aquela mais recente, sendo que a Justiça Eleitoral determinará o cancelamento das demais.

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Colisão entre motocicletas deixa quatro feridos em cruzamento movimentado de Rio Branco

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Vítimas foram socorridas pelo Samu e encaminhadas a unidades de saúde com ferimentos leves

Um acidente envolvendo duas motocicletas deixou quatro pessoas feridas na tarde desta quinta-feira (26), no cruzamento da Avenida Ceará com a Rua Manoel Rodrigues de Souza, em Rio Branco.

As motos envolvidas — uma Yamaha Factor branca e uma Honda Fan vermelha — eram conduzidas por motociclistas que atuam com transporte por aplicativo.

De acordo com informações apuradas, ambos seguiam no mesmo sentido, centro-bairro, pela Rua Manoel Rodrigues de Souza, quando o condutor da Factor, que trafegava pelo lado direito, acessou a Avenida Ceará após o sinal, com intenção de seguir em direção ao centro, provocando a colisão.

Com o impacto, os quatro ocupantes das motocicletas foram arremessados ao solo.

Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que passava pelo local no momento do acidente, prestou os primeiros socorros com a ambulância de suporte avançado. Uma unidade de suporte básico também foi acionada para reforçar o atendimento.

Duas vítimas foram encaminhadas ao Pronto-Socorro da capital: Alisson Matos de Souza Santos, de 25 anos, com suspeita de fratura no punho e nos dedos, além de escoriações; e Evanilson da Silva Freitas, de 39 anos, com quadro de lombalgia.

Os dois passageiros, ambos menores de idade — uma adolescente de 13 anos e um jovem de 15 — foram levados à UPA Franco Silva, na região da Baixada da Sobral, apresentando escoriações.

Segundo as equipes médicas, todas as vítimas estão em estado de saúde estável.

O Policiamento de Trânsito não foi acionado para atender a ocorrência.

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Acre

Brasileiro é preso em Cobija e condenado a 3 anos de prisão em menos de 48 horas por furtos

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Acusado, que tem moradia em Epitaciolândia, foi reconhecido por vítimas e admitiu responsabilidade em procedimento abreviado; pena será cumprida na penitenciária Villa Busch

O diretor da Força Especial de Luta Contra o Crime (FELCC), coronel Carlos Pardo, detalhou em coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (26) a prisão de um cidadão de nacionalidade brasileira ocorrida no bairro Villamontes, zona leste de Cobija, capital do Departamento de Pando, na Bolívia. O brasileiro é acusado de cometer vários roubos em domicílios em diferentes bairros da cidade boliviana.

Reconhecimento pelas vítimas

Segundo a autoridade policial, as vítimas conseguiram reconhecer o sujeito como o autor dos furtos cometidos em residências da região. O brasileiro tem moradia na cidade de Epitaciolândia, no Acre, cidade gêmea de Cobija, na fronteira entre os dois países.

Condenação

Antes da coletiva, o réu se submeteu a um procedimento abreviado, no qual admitiu sua responsabilidade pelos crimes. Com base na legislação boliviana e com a atuação das autoridades do judiciário de Pando, foi determinada uma sentença de 3 anos de prisão pelos furtos cometidos.

O brasileiro deverá cumprir a pena na penitenciária de Villa Busch, localizada em Cobija. O caso reforça a atuação conjunta das autoridades bolivianas no combate aos crimes transfronteiriços na região da fronteira com o Acre.

A prisão ocorreu no bairro Villamontes, zona leste de Cobija, após o brasileiro ser acusado de cometer vários roubos em domicílios em diferentes bairros da cidade boliviana. Foto: captada 

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