Conecte-se conosco

Cotidiano

Gestão Gladson Cameli comemora os 142 anos com obras que impactam na qualidade de vida dos rio-branquenses e marcos históricos

Publicado

em

Neste sábado, 28, a capital do estado completa 142 anos, concentrando 364.756 habitantes da população geral de 830.018 moradores do estado e tendo como marca a gestão compartilhada entre prefeitura e governo do Acre

Rio Branco completa 142 anos neste sábado, 28. Foto: Pedro Devani/Secom

Foi uma árvore de mesmo nome de um dos principais pontos turísticos da capital acreana que chamou a atenção de Neutel Maia, em 1882. Foi a partir de uma Gameleira, que o seringalista decidiu fundar o seringal Volta da Empraeza, que viraria a capital acreana.

O local se tornou a primeira rua de Rio Branco, hoje chamada de Calçadão da Gameleira e, em 1981, foi tombado como monumento histórico. Neste sábado, 28, a capital do estado completa 142 anos, concentrando 364.756 habitantes da população geral de 830.018 moradores do estado e tendo como marca a gestão compartilhada entre prefeitura e governo do Acre.

“Hoje celebramos os 142 anos da capital do nosso estado, uma história carregada de simbolismo, cultura e orgulho. Também é um momento de destacarmos os avanços na cidade, somando obras de infraestrutura que não só impactam na qualidade do serviço e vida do cidadão, como reflete no aumento de emprego e renda da capital”, destaca o governador Gladson Cameli.

O município é canteiro de obras relevantes que têm mudado não só o visual da cidade, mas também o fluxo de vida dos rio-branquenses.

Pavimentação da Nova Maternidade. A previsão é que até março de 2025 a primeira das cinco etapas de construção esteja concluída e fique disponível à Sesacre para uso da população. Foto: Samuel Moura/Secom

Obras de grande impacto

A Nova Maternidade Marieta Messias Cameli é uma das obras mais aguardadas na capital. Ainda em construção, já mudou a realidade de muitas famílias na capital, chegando a gerar emprego, diretamente, para mais de 70 pessoas.

Com a primeira fase em andamento e de forma célere, a segunda etapa segue o mesmo ritmo, com 100% da limpeza mecanizada do terreno já realizada, além de mais de 90% da execução de terraplanagem.

“A obra da nova maternidade é uma das mais importantes do nosso estado, que está em andamento e avançando de uma maneira muito positiva. Este trabalho reflete a preocupação e o empenho do governador Gladson Cameli em entregar não só dignidade no atendimento à população, mas também novas estruturas ao Estado”, ressalta o gestor da Secretaria de Obras do Estado (Seop), Ítalo Lopes.

Com todas as fases prontas, a nova maternidade contará com 150 leitos de enfermaria clínica e obstétrica; 16 salas de pré-parto, parto e pós-parto (PPP); 7 salas de cirurgia e de parto cesariano; 10 leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) adulto; 30 leitos de UTI neonatal; 30 leitos de unidade de cuidados intermediários (UCI); e 15 leitos de UCI canguru. A unidade ainda terá a Casa da Gestante, Bebê e Puérpera, para atender gestantes de alto risco.

Estrutura da Passarela Joaquim Macedo recebe manutenção essencial para garantir a segurança dos pedestres. Foto: Luy Andriel/Deracre

O governo também não tem medido esforços para a recuperação estrutural da Passarela Joaquim Macedo, localizada no centro de Rio Branco. A intervenção tem como objetivo garantir a segurança dos pedestres que utilizam a passarela diariamente e prolongar a vida útil da estrutura. Paralelo a isso, a Defesa Civil Estadual fez uma vistoria, em outubro, na Passarela Joaquim Macedo e no calçadão do Novo Mercado Velho, em Rio Branco, para avaliar as condições estruturais da área, que sofreu abalos devido à movimentação do solo provocada pela cheia e seca do Rio Acre nos últimos anos.

O coordenador da Defesa Civil Estadual, coronel Carlos Batista, esteve no local e destacou a necessidade de interditar totalmente a área, para a realização das obras e garantia da segurança dos pedestres.

Segundo o coronel Batista, “todos os esforços estão sendo feitos para que a intervenção seja definitiva e traga segurança para a região da orla”. O governo do Estado, com o Ministério Público do Acre (MPAC), segue aberto ao diálogo com os comerciantes, buscando soluções que assegurem a integridade de todos os envolvidos. Neste primeiro momento, apenas os comerciantes da orla serão movimentados, mantendo os comerciantes que atuam nos prédios mais afastados da área de erosão.

Por segurança, a Defesa Civil interditou o Calçadão e a Passarela. Foto: Pedro Devani/Secom

A Secretaria de Estado de Obras Públicas (Seop) tem avançado nos serviços deconcretagem na Orla do Quinze, com o objetivo de assegurar a estabilização da encosta para a contenção do Rio Acre. Ocorrerá esse tipo de serviço até que seja alcançada a extensão total da orla. As obras de contenção e de urbanização estão previstas para serem concluídas em 2025. Os investimentos são provenientes de recursos próprios do Estado, no valor de aproximadamente R$ 4 milhões, e de emenda parlamentar da ex-deputada federal Vanda Milani, de R$ 17 milhões.

“Para que possamos ter essa etapa concluída quando o rio subir, estamos trabalhando intensamente para finalizar o primeiro e o segundo lance do colchacreto e bolsacreto ainda neste verão. Dessa forma, teremos frentes de serviços para trabalhar no inverno”, avalia o fiscal da obra, Ronaldo Matos.

Inauguração do 2º Batalhão representa um grande avanço para o 2º Distrito. Foto: Diego Gurgel/Secom

Mais segurança

O 2º Batalhão da Polícia Militar do Estado do Acre – cel. Fontenele de Castro, localizado ao lado da Arena da Floresta, no bairro Comara, em Rio Branco, foi inaugurado em novembro deste ano.  A  nova unidade representa um marco no fortalecimento da segurança pública, no 2º Distrito da capital acreana.

Com 647,89 m² de área construída e um investimento de quase R$ 3 milhões, a nova instalação oferece uma estrutura moderna e funcional, incluindo salas para recepção, inteligência policial, análise criminal, arquivo, copa/refeitório e administração. A infraestrutura contempla alojamentos masculinos e femininos, banheiros acessíveis (PNE), reserva de armas e almoxarifado, proporcionando melhores condições de trabalho para os policiais.

O investimento foi viabilizado por meio de uma parceria entre o Estado e o Programa Calha Norte, sendo R$ 2.450.215,93 provenientes da Fonte 200 e R$ 489.363,75 da Fonte 100, incluindo R$ 29.798,63 destinados à aquisição de aparelhos de ar-condicionado.

Rio Branco tem 364.756 habitantes, sendo a maioria, 188.108, de mulheres. Foto: Pedro Devani/Secom

Mais obras

As obras do novo prédio da Controladoria-Geral do Estado (CGE), localizado entre as ruas Floriano Peixoto e Rui Barbosa, na antiga instalação da Polícia Federal, em Rio Branco, estão na fase de conclusão. A obra total conta com 1.525m² de área constituída. Os investimentos são de R$ 6,2 milhões, provenientes de recursos próprios do Estado, por intermédio do Instituto de Previdência do Estado (Acreprevidência).

“Estamos aqui para garantir que essa obra seja concluída no prazo e com a qualidade que a população acreana merece. Este novo espaço vai oferecer melhores condições de trabalho para os servidores da Controladoria-Geral do Estado, além de fortalecer nossa capacidade de fiscalização e transparência nas contas públicas”, afirmou Gladson Cameli.

Além de melhorar a estrutura de trabalho dos servidores da CGE, o novo prédio busca proporcionar um ambiente mais eficiente e adequado para a execução das atividades de controle interno e auditoria.

Reabertura do estádio contou com 13 mil pessoas no domingo. Foto: Diego Gurgel/Secom

Um novo Arena da Floresta

Foi com muita festa que o povo Acreano marcou presença na reinauguração do estádio Arena da Floresta, em Rio Branco, no dia 24 de novembro. Sob os gritos entusiasmados de mais de 13 mil torcedores, o estádio reabriu suas portas com a energia de uma verdadeira celebração popular. O amistoso entre o Santa Cruz do Acre e o Flamengo Sub-20 trouxe à tona o orgulho, a paixão e a esperança de um futuro promissor para o futebol e para a juventude do estado.

A revitalização do estádio, que custou mais de R$ 7,9 milhões, transformou o Arena da Floresta em um espaço moderno, acessível e sustentável. A obra incluiu a troca completa do gramado, renovação das arquibancadas, instalação de iluminação em LED e melhorias nos acessos e nas áreas internas. O estádio foi pintado em tons de verde, em homenagem à floresta amazônica, e recebeu sistemas que priorizam eficiência energética e sustentabilidade.

Comandando a festa e orgulhoso de levar um momento histórico e de felicidade ao povo acreano, o governador Gladson Cameli declarou emocionado a reabertura do estádio: “O esporte é saúde, e estamos investindo na saúde e no futuro do Acre. Quero criar as condições para que, em médio prazo, tenhamos craques acreanos representando nosso estado no Brasil e no mundo”.

Foram 13 mil pessoas no estádio em Rio Branco. Foto: Neto Lucena/Secom

Cuidando do servidor

O Centro de Saúde do Servidor (Cass) realizou, em pouco mais de um mês de funcionamento, mais de 360 atendimentos com serviços humanizados em clínica geral, odontologia, nutrição, psicologia, assistência social e terapias integrativas como auriculoterapia e massoterapia. O novo espaço, localizado na Av. Antônio da Rocha Viana, em Rio Branco, representa um marco histórico para o funcionalismo público do Estado do Acre, promovendo um atendimento integral e especializado para os servidores estaduais, que contarão com uma estrutura completa de saúde voltada à prevenção e ao cuidado contínuo.

O Cass é fruto de um investimento de R$ 800 mil, realizado em parceria entre a Secretaria de Estado de Administração (Sead), a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) e a Fundação Hospital Estadual do Acre (Fundhacre). A nova unidade de saúde oferece serviços de clínica médica, odontologia, fisioterapia, psicologia, enfermagem e assistência social, além de integrar a Junta Médica do Estado, o que facilitará processos de licenças e perícias médicas para os servidores.

“Um dos maiores orgulhos que tenho tido nesses quase seis anos como governador do Acre são as melhorias que a nossa gestão tem proporcionado aos nossos servidores. Valorizar vocês é impulsionar o Acre em direção a um desenvolvimento econômico e social inclusivo”, declarou Cameli, ressaltando que a saúde dos servidores reflete na qualidade dos serviços oferecidos à população.

Rio Branco tem se tornado canteiro de obras e reúne investimentos. Foto: Pedro Devani/Secom

União e cuidado

Tendo como pilar uma gestão municipalista, o governador Gladson Cameli se reuniu com o prefeito de Rio Branco reeleito, Tião Bocalom, para ajustar ações e medidas para a capital. “Nossa prioridade é trabalhar para cuidar das pessoas, com união de todos, e a reunião com o prefeito Bocalom visa exatamente ampliar esse trabalho, promovendo parcerias pelo bem comum do nosso povo”, destacou.

Ele destacou a importância do estabelecimento de parcerias com as prefeituras e a união do Executivo com a bancada federal do Acre, em Brasília, e com os deputados estaduais na Assembleia Legislativa, para garantir recursos para obras estruturantes na capital acreana.

“Como eu sempre digo, ninguém faz nada sozinho. É com união que temos avançado nas obras. Conversei com o prefeito sobre as prioridades, incluindo a iluminação da capital e as festas de ano, e reuniões com a nossa bancada federal, para tratarmos dos recursos federais para obras no próximo ano. Foi uma boa conversa e quem ganha com isso é a população de Rio Branco”, disse o gestor.

Rio Branco completa seus 142 anos, pela primeira vez, com um hino oficial. A canção foi escolhida, com a presença do governador, no dia 22 de novembro, durante uma solenidade em frente à prefeitura. Paulo Arantes e Maria das Graças, do Coral Rio Branco, tiveram sua composição escolhida e foram os grandes ganhadores da noite. Em segundo lugar, ficou Antônio Ferreira Pereira, levando R$ 5 mil, e em terceiro lugar Hilda Lopes, levando ainda R$ 4 mil.

Hino de Rio Branco foi escolhido em novembro, após mais de 140 anos. Foto: Pedro Devani/Secom

Em sua letra, um resgate da história e lutas do povo acreano e o sentimento de pertencimento que cada rio-branquense carrega no peito. Como destaca um dos trechos:

“Seringueiros vão à guerra

Brasileiros com armas na mão

Rio Branco! Nossa terra!

Um sagrado pedaço de chão!

Nossa gente mescla as cores

Sempre um povo tão gentil

Um buquê de muitas flores

Aquarela do Brasil

Nós, somos a história lendas, cantos e paixão

Mas, pela sua glória

Rio Branco é inspiração

Hoje é encanto e alegria.”

Comentários

Continue lendo
Publicidade

Cotidiano

Patrulha Maria da Penha se consolida no Acre como símbolo de enfrentamento à violência doméstica

Publicado

em

Programa da segurança pública estadual atua na proteção e acompanhamento de mulheres vítimas de violência de gênero

Com variás atuações no Acre, Patrulha Maria da Penha se torna um marco na luta contra a violência de gênero. Foto: Sejusp

Uma das políticas públicas que simbolizam o enfrentamento à violência de gênero no Acre é a Patrulha Maria da Penha, iniciativa da segurança pública estadual que há mais de seis anos atua na proteção e acompanhamento de mulheres vítimas de violência doméstica no Acre.

Criada com o objetivo de garantir o cumprimento das medidas protetivas e oferecer suporte às mulheres em situação de vulnerabilidade, a Patrulha Maria da Penha atua de forma integrada com o Judiciário, o Ministério Público e a rede de assistência social. O trabalho consiste em visitas periódicas, monitoramento de casos e orientação sobre os direitos das vítimas, contribuindo para a prevenção de novos episódios de violência.

O programa é considerado um dos pilares das políticas de segurança voltadas às mulheres no estado e tem se consolidado como referência na proteção de vítimas de violência doméstica. A iniciativa reforça o compromisso do governo do Acre com a promoção de uma cultura de paz e respeito aos direitos humanos.

Ao longo desse período, o serviço tem se consolidado como uma das frentes mais importantes de prevenção à reincidência da violência e, consequentemente, de combate ao feminicídio. Foto: captada 

Criada em setembro de 2019, a patrulha tem como principal função fiscalizar o cumprimento de medidas protetivas de urgência, além de orientar e encaminhar as vítimas para a rede de proteção formada por instituições da Justiça, assistência social e segurança pública.

Ao longo desse período, o serviço tem se consolidado como uma das frentes mais importantes de prevenção à reincidência da violência e, consequentemente, de combate ao feminicídio.

Presença em várias regiões do estado

Atualmente, a Patrulha Maria da Penha já está presente em Rio Branco, Acrelândia, Plácido de Castro, Epitaciolândia, Brasiléia, Senador Guiomard, Bujari, Sena Madureira, Feijó, Tarauacá e Cruzeiro do Sul, atuando em parceria com o Tribunal de Justiça do Acre, por meio de termo de cooperação institucional.

Comandante-geral da PMAC, Marta Renata Freitas, ressaltou os avanços trazidos pela Patrulha. Foto: Sejusp

Quando a patrulha completou seis anos, em 2025, o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, José Américo Gaia, em publicação da Agência de Notícias do Acre, destacou que a iniciativa representa um marco na proteção às mulheres no estado.

“A criação da Patrulha Maria da Penha é um passo significativo na proteção das mulheres, garantindo que elas tenham apoio e segurança em momentos de vulnerabilidade. Com essa iniciativa, reforçamos nosso compromisso de construir uma sociedade mais justa e igualitária”, afirmou.

Secretário de Estado de Segurança Pública, José Américo Gaia, destaca que a Patrulha Maria da Penha é um passo significativo na proteção das mulheres. Foto: Sejusp

Expansão para novos municípios

Apesar dos avanços, o desafio ainda é ampliar a presença da patrulha em todo o território acreano. Atualmente, o estado conta com núcleos em oito municípios, mas o objetivo é alcançar todos os 22 municípios. A coordenadora estadual da Patrulha Maria da Penha, tenente-coronel Cristiane, explica que a expansão vem ocorrendo de forma gradual, conforme a disponibilidade de efetivo e estrutura.

“A patrulha Maria da Penha está sediada em Rio Branco, mas atende todos os municípios do estado. Em seis anos, conseguimos ampliar para oito municípios e seguimos trabalhando para alcançar todo o Acre”, afirmou.

Segundo ela, o município de Xapuri está entre os que estão sendo avaliados para receber um núcleo da patrulha.

“O objetivo é instalar núcleos em todos os municípios, mas isso exige efetivo e estrutura. Xapuri é um dos locais que estão sendo estudados para receber a Patrulha Maria da Penha”, explicou.

As declarações da coordenadora da patrulha foram feitas durante visita a Xapuri, durante ações da Operação Mulheres, iniciativa integrada do Governo Federal voltada ao enfrentamento da violência de gênero. Durante a operação, equipes percorreram municípios do interior levando orientação, fortalecendo a rede de proteção e ampliando o diálogo com a população.

Durante o encontro em Xapuri a tenente-coronel Cristianere forçou a integração entre a política estadual de segurança pública e as ações desenvolvidas nos municípios do interior. Foto: captada 

Canais de denúncia

Além da atuação direta da patrulha, as autoridades reforçam a importância da denúncia para romper o ciclo de violência.

Entre os principais canais disponíveis estão:

190 – Polícia Militar, em casos de emergência

181 – Disque denúncia anônima

180 – Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas

Os serviços permitem que vítimas ou testemunhas denunciem casos de violência com segurança, contribuindo para a responsabilização dos agressores e para a proteção das mulheres.

Atuação da Patrulha Maria da Penha tem se extendido aos municípios do interior acreano, frisou tenente-coronel Cristiane. Foto: Meure Amorim

Comentários

Continue lendo

Cotidiano

Caçadores desaparecidos em Porto Walter são resgatados de helicóptero após cinco dias perdidos na mata

Publicado

em

Edson Nascimento de Araújo e Francisco Marcos da Silva Lima sobreviveram comendo frutas e seguiram igarapé até encontrar comunidade; bombeiros orientam uso de GPS offline e permanência no local em caso de desorientação

Os dois estavam em um grupo de cinco pessoas, o grupo foi dividido e Edson e Francisco se separaram dos demais. Foto: captada 

Os caçadores Edson Nascimento de Araújo, de 51 anos, e Francisco Marcos da Silva Lima, de 31, foram resgatados de helicóptero na tarde de sexta-feira (20) após se perderem em uma mata próximo ao Rio Cruzeiro do Vale, zona rural de Porto Walter, interior do Acre.

Os dois estavam em um grupo de cinco pessoas e saíram para a caçada na última segunda-feira (16). Na terça-feira (17), o grupo foi dividido e Edson e Francisco se separaram dos demais. Os caçadores fizeram um abrigo com palhas e combinaram de se reencontrar na manhã de quinta-feira (19).

Após retornarem para o ponto de encontro, os demais caçadores perceberam que Edson e Francisco tinham se perdido, voltaram para a comunidade e chamaram os bombeiros.

O Corpo de Bombeiros seguiu para o local na manhã de sexta-feira (20), mas, assim que iniciaram as buscas, foram informados de que os caçadores tinham sido achados e estavam em outra comunidade.

Conforme o comandante do 4º Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar de Cruzeiro do Sul, major Josadac Cavalcante, os homens caminharam até a Comunidade Veneza após seguirem pelo Igarapé Natal, distante cerca de 32 km de onde moram.

Os caçadores não estavam machucados, mas desorientados e precisaram de atendimento médico. Sem condições para caminhar, os dois foram levados de helicóptero.

Relato dos caçadores

“Apesar das nossas buscas, eles conseguiram chegar até essa comunidade, onde foi pedido socorro de lá. Estavam bem, contudo, bastante cansados e sem ferimentos. Pegaram muita chuva e ficaram desorientados devido à falta de sol, que é como geralmente se orientam nas caçadas”, disse o major.

Ainda conforme o comandante, os caçadores contaram que passavam o dia andando e dormiam à noite desorientados sem perceber que iam e voltavam sempre para o mesmo lugar entre terça e quinta. “Já na sexta-feira conseguiram seguir pela praia do Igarapé Natal e chegaram até uma comunidade”, destacou.

Apesar de estarem com espingarda e fogo, os homens não encontraram nenhuma caça e se alimentaram apenas dos frutos achados na mata.

Orientações dos bombeiros

O major destacou que é indicado que os caçadores baixem o mapa no celular antes de saírem para as expedições.

“O GPS funciona sem internet e facilita bastante, contudo, ao se perderem, o indicado é permanecer o mais próximo do local da desorientação e ainda, caso achem algum igarapé, seguir sempre descendo, pois vai chegar a um igarapé maior e provavelmente terá uma comunidade por perto”, concluiu.

O Corpo de Bombeiros seguiu para o local na manhã de sexta-feira (20), mas, assim que iniciaram as buscas, foram informados de que os caçadores tinham sido achados e estavam em outra comunidade. Foto: captada 

Comentários

Continue lendo

Cotidiano

MPF denuncia dois homens por ocupação ilegal e desmatamento na Reserva Chico Mendes

Publicado

em

Operação Mezenga apreendeu mais de 1.400 cabeças de gado dentro da unidade de conservação; denúncia foi apresentada à Justiça na quinta-feira (19)

A reserva extrativista abrange os municípios de Brasiléia, Epitaciolândia, Assis Brasil, Sena Madureira e Xapuri e tem uso restrito a atividades extrativistas sustentáveis por populações tradicionais. Foto: captada

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou denúncia criminal contra dois homens por crimes cometidos durante a ocupação irregular da Reserva Extrativista Chico Mendes, no interior do Acre. A ação, protocolada na última quinta-feira (19), é resultado da Operação Mezenga, deflagrada pela Polícia Federal para apurar invasões, desmatamento e criação ilegal de gado na unidade de conservação.

Durante a investigação, a Polícia Federal apreendeu mais de 1.400 cabeças de gado dentro da reserva e em áreas adjacentes. A reserva extrativista, criada em 1990, abrange os municípios de Brasiléia, Epitaciolândia, Assis Brasil, Sena Madureira e Xapuri e tem uso restrito a atividades extrativistas sustentáveis por populações tradicionais.

Crimes apontados na denúncia

Na denúncia, o MPF aponta a prática de:

  • Invasão de terras da União

  • Prestação de informações falsas em cadastro ambiental

  • Desmatamento

  • Uso de fogo

  • Criação irregular de gado em área protegida

Localização da Reserva Extrativista Chico Mendes em relação a América do Sul, PanAmazônia e Estado do Acre. Fonte dados: IBGE e HyBAM.

Pedidos à Justiça

Além da condenação criminal pelos crimes ambientais, o MPF requereu à Justiça a desocupação das áreas invadidas e a proibição de atividades econômicas incompatíveis com a reserva, como a pecuária extensiva.

Acordos de não persecução penal

Outros três investigados que confessaram a prática dos fatos assinaram acordo de não persecução penal e assumiram obrigações voltadas à reparação dos danos causados e à regularização ambiental das áreas afetadas.

A Operação Mezenga foi deflagrada em agosto de 2024 e teve como foco o combate ao desmatamento e à grilagem na região da reserva. Na ocasião, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos municípios de Rio Branco, Brasiléia, Sena Madureira e Xapuri.

Além da condenação pelos crimes, o MPF requereu à Justiça a desocupação das áreas invadidas e a proibição de atividades econômicas incompatíveis com a reserva, como a pecuária. Foto: captada

A Resex Chico Mendes

Com 931 mil hectares, a Reserva Extrativista Chico Mendes é uma unidade de conservação federal e está localizada no sudeste do Acre. A sua área se espalha pelos municípios de Assis Brasil, Brasiléia, Capixaba, Epitaciolândia, Rio Branco, Sena Madureira e Xapuri. Ela foi criada em 12 de março de 1990, a partir do Decreto Presidencial no 99.144.

É considerada uma UC emblemática não só por levar o nome do líder seringueiro Chico Mendes, mas também por ser o resultado da resistência e da organização dos povos da floresta pelo seu direito de permanecer e viver de modo tradicional, em meio ao avanço da agropecuária na Amazônia entre as décadas de 1970 e 1980.

A partir de sua criação – quase um ano e meio após o assassinato de Chico Mendes – as famílias tiveram o direito de ficar em suas respectivas colocações, adotando-se uma reforma agrária diferenciada para a Amazônia. Por este modelo, seria assegurado o direito de posse da terra com uma exploração sustentável dos recursos florestais e uma agricultura e criação de animais de base familiar.

Na denúncia, o MPF aponta a prática de invasão de terras da União, prestação de informações falsas em cadastro ambiental, desmatamento, uso de fogo e criação irregular de gado em área protegida. Foto: captada

Comentários

Continue lendo