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Fogo amigo: Justiça aceita denúncia contra acusado de matar liderança de facção no Acre

Bruno Augusto de Andrade Pereira será julgado pelo assassinato de Geremias Lima de Souza e por tentativas de homicídio no Cidade do Povo.
O Juiz Robson Aleixo, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, aceitou a denúncia do Ministério Público contra Bruno Augusto de Andrade Pereira, transformando-o oficialmente em réu no processo que apura a morte de Geremias Lima de Souza, identificado como liderança de uma organização criminosa no Acre.
Bruno Augusto também responderá por tentativa de homicídio contra o motorista de um veículo e seu filho, de apenas sete anos. Os crimes ocorreram em 9 de dezembro no Conjunto Habitacional Cidade do Povo, no Segundo Distrito de Rio Branco.

O caso
Segundo a denúncia, Bruno e Geremias estavam em uma motocicleta perseguindo e efetuando disparos contra um Gol branco. O motorista, que havia deixado a esposa no trabalho e estava acompanhado do filho, dirigiu até a Delegacia da 2ª Regional em busca de ajuda. Ao perceber que o local estava fechado, tentou recuar o veículo, momento em que Geremias foi atingido por um tiro disparado pelo próprio Bruno. Na sequência, Geremias foi atropelado pelo carro da vítima e morreu.
As investigações da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) apontaram que Bruno foi o autor do disparo que matou Geremias, configurando o chamado “fogo amigo”. A fuga de Bruno foi registrada por câmeras de segurança da região.
Prisão e andamento do caso
Bruno foi preso no dia 15 de dezembro em um hotel em Goiânia (GO) pela Polícia Civil, após trabalho de investigação da DHPP. Com a denúncia aceita, a defesa do réu terá um prazo de 10 dias para apresentar sua resposta à acusação.
A decisão judicial destaca que os indícios de autoria e materialidade do crime foram demonstrados por meio de laudos cadavéricos, boletins de ocorrência, depoimentos e relatórios investigativos. O caso segue em andamento e o julgamento promete desdobramentos importantes nos próximos meses.
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MP se posiciona sobre denúncias de violência sexual durante o Carnaval

Foto: Sérgio Vale/ac24horas
Após a repercussão de denúncias registradas no último fim de semana, quando duas mulheres denunciaram quatro jogadores do Vasco por estupro coletivo, o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) divulgou nota pública nesta terça-feira (18).
Na nota, o órgão ministerial reforçou que “toda denúncia dessa natureza deve ser apurada com rigor pelas instituições competentes, nos termos da lei”.
No comunicado, o órgão ministerial não cita casos específicos, mas ressalta que “a violência sexual é crime grave e não admite qualquer forma de relativização ou justificativa”.
A instituição também enfatiza que “nenhuma circunstância, comportamento, presença ou escolha da vítima pode ser utilizada para transferir responsabilidade pelo crime” e reforça: “A culpa jamais é da vítima”.
Ainda segundo o MP, no decorrer do plantão do Carnaval, o Ministério Público acompanhou o caso, adotando as providências cabíveis no âmbito de suas atribuições e assegurando o atendimento à vítima.
O MP reafirmou também sua confiança no trabalho das forças de segurança pública, especialmente da Polícia Civil e dos órgãos especializados no atendimento à mulher, responsáveis pela condução técnica e imparcial das investigações.
Por fim, a instituição destaca a importância de que “sejam preservadas a identidade, a intimidade e a dignidade da vítima, evitando-se o compartilhamento de conteúdos, comentários ou informações que possam gerar exposição indevida ou revitimização”, e ressalta que a prevenção à violência contra a mulher exige compromisso permanente de toda a sociedade.

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