Cotidiano
Família de Brasília procura por seringueiro do Acre que perdeu o contato há mais de 60 anos
Último contato dos irmãos foi por meio de uma carta, envida por Plácido Martins, a Lourenço Alves, em 1951.

Lourenço Martins, de 97 anos, perdeu o contato com o irmão Plácido Martins há 64 anos — Foto: Arquivo pessoal
Por Alcinete Gadelha
Com o desejo de reunir a família e conhecer a história do pai, a estudante Icoana Laís Martins, de 29 anos, de Brasília, decidiu procurar informações sobre o tio Plácido Martins que em 1956 era responsável pelo então seringal Caquetá, em Porto Acre, no interior do estado.
O pai de Iocana, o aposentado Lourenço Alves Martins, de 97 anos, é natural de Sena Madureira, também no interior do estado, e mora em Brasília há 45 anos. Em busca no cartório de Sena, ela conseguiu dados sobre o pai, mas, do irmão dele não teve sucesso por não saber o ano em que nasceu.
Mas, a busca não parou por aí, além de pesquisas nas redes sociais, ela mandou uma mensagem no site da prefeitura de Porto Acre na esperança de ter notícias do tio ou mesmo de familiares dele, já que eles não sabem se Plácido ainda está vivo porque deve ter mais de 100 anos.
A estudante contou que a família da mãe é muito grande e eles sempre mantiveram contato e teve curiosidade em saber sobre a família do pai, por isso, decidiu fazer a busca.
“Já são 64 anos que meu pai não tem notícias nem de seu irmão (que provavelmente já tenha falecido) e nem de seus sobrinhos, gostaria de saber se vocês tem alguma informação a respeito se permaneceu nesse seringal por muito tempo de modo que possamos encontrar nossos familiares e refazer contato”, disse na mensagem deixada no site.

Carta de 1951 foi último contato entre irmãos — Foto: Arquivo pessoal
Órfãos
Os irmãos ficaram órfãos quando Lourenço tinha 11 anos. Depois disso, os irmãos mais velhos não tinham como criar ele que foi para o internato chamado Aprendizado Agrícola, onde teve formação técnica.
“Porque eu quero encontrar o meu tio? Meu pai teve um AVC e de 10 anos para cá ele tem falado mais sobre a família e de todos os irmãos que ele tem. O Plácido foi o que teve papel importante na vida do meu pai que quando saiu do internato, meu tio na época era responsável pelo seringal e deu emprego para ele distribuir medicamentos”, contou.
Plácido Martins foi quem esteve mais perto do irmão nesse período, o incentivou a estudar, quando foi para o Aprendizado Agrícola, depois também incentivou que se alistasse no Exército. Depois de se alistar, foi quando ele começou a fazer algumas viagens e acabou perdendo o contato com o irmão.
“Nisso, o meu pai como estudou no orfanato, tinha uma formação técnica e meu tio falou que o seringal não era lugar para ele e que deveria procurar outro lugar para trabalhar porque ele tinha perspectiva de crescer. Meu tio incentivou meu pai a entrar no exército e dizia que lá ele teria uma vida melhor que no seringal. Meu pai mesmo fala que a família que ele construiu e a vida que teve foi graças ao empurrão do meu tio e isso se chama gratidão”, disse emocionada.
Agora a família aguarda informações de Plácido, ou de algum filho dele e tenta o reencontro décadas depois.
Comentários
Cotidiano
Estudante acreano de colégio militar alcança 960 na Redação do Enem: “o esforço realmente vale a pena”
Ao ver a nota, André sentiu que todo o caminho percorrido havia valido a pena. “Fiquei feliz, aliviado e orgulhoso de todo o caminho até ali”, contou

André afirma que sempre encontrou forças para seguir em frente. Para ele, a nota 960 vai além do número: representa orgulho, superação e a confirmação de que o esforço diário pode transformar sonhos em resultados concretos. Foto: captada
O estudante André Luiz Costa, aluno do Colégio Militar Estadual Tiradentes, em Rio Branco, conquistou 960 pontos na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e fez da nota um retrato fiel de esforço, disciplina e superação dentro da educação pública. O resultado é fruto de uma rotina marcada por estudos constantes, treinos de escrita e pelo apoio incondicional da família.
Ao ver a nota, André sentiu que todo o caminho percorrido havia valido a pena. “Fiquei feliz, aliviado e orgulhoso de todo o caminho até ali”, contou. Sempre estudante de escola pública, ele lembra que a preparação para o Enem exigiu dedicação diária, organização e muita persistência, além do incentivo familiar presente em cada etapa dessa trajetória.
Apesar do desempenho expressivo, André revela que nem sempre acreditou que seria possível chegar tão longe. Em alguns momentos, a dúvida apareceu, mas nunca foi suficiente para fazê-lo parar. A constância nos estudos e os treinos frequentes de redação, aliados à pesquisa de possíveis eixos temáticos, ajudaram a construir segurança para o dia da prova.
As redações eram corrigidas por professores e corretores de cursinho, e cada retorno era tratado como uma oportunidade de crescimento. Os erros, segundo ele, serviram como aprendizado para aprimorar a estrutura do texto, fortalecer os argumentos e ampliar o repertório sociocultural. O incentivo dos professores e da família foi decisivo para manter o foco ao longo do processo.
Mesmo diante de momentos de desânimo, André afirma que sempre encontrou forças para seguir em frente. Para ele, a nota 960 vai além do número: representa orgulho, superação e a confirmação de que o esforço diário pode transformar sonhos em resultados concretos, compartilhados com toda a família.
Com o desempenho no Enem, André Luiz Costa pretende cursar Direito. Aos estudantes da rede pública que ainda duvidam da própria capacidade, ele deixa uma mensagem simples e direta: é possível. Persistência, treino, leitura e prática constante de escrita, segundo ele, fazem a diferença e abrem caminhos reais para conquistas como essa.

Resultado reflete rotina de estudos, apoio familiar e incentivo de professores. Foto: Redes Sociais
Comentários
Cotidiano
Pescador captura peixe-elétrico poraquê durante cheia do Rio Juruá em Cruzeiro do Sul
Animal, cuja descarga pode ser fatal, foi retirado de área alagada no bairro Cruzeirinho para consumo próprio, mesmo com riscos.

Ao ser perguntado o que faria com o peixe, o pescador respondeu que iria tratar para o consumo próprio em casa. Foto: captada
Durante a cheia do Rio Juruá, que alagou parte do bairro Cruzeirinho em Cruzeiro do Sul, um pescador capturou um peixe-elétrico da espécie popularmente conhecida como poraquê neste domingo, dia 18. O animal foi pescado nas águas escuras do Igarapé São Salvador, em área afetada pela enchente. Questionado sobre o destino do peixe, o homem afirmou que iria prepará-lo para consumo próprio.
O poraquê é capaz de gerar descargas elétricas perigosas, que em certas condições podem ser fatais para seres humanos. A cena chama a atenção para os riscos que moradores enfrentam ao interagir com a fauna em áreas alagadas, além dos impactos da própria enchente na região.

Pescador pega peixe eletrônico no quintal de sua casa para consumo próprio na água preta do São Salvador no bairro Cruzeirinho, em Cruzeiro do Sul. Foto: captada
Comentários
Cotidiano
Dívida de IPVA em atraso no Acre ultrapassa R$ 8,1 milhões nos últimos cinco anos
Somente em 2025, débito lançado na Dívida Ativa chegou a R$ 1,25 milhão; PGE/AC executa devedores judicialmente

Contribuintes com débitos podem regularizar a situação para evitar ações judiciais e inclusão em restrições cadastrais. Foto: captada
Com assessoria
Os contribuintes acreanos que não pagaram o IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) nos últimos cinco anos acumulam uma dívida de aproximadamente R$ 8,1 milhões com o Fisco Estadual. Apenas em 2025, o débito lançado na Dívida Ativa chegou a R$ 1.257.822,64. A Procuradoria-Geral do Estado do Acre (PGE/AC) vem adotando medidas judiciais para executar os devedores, após a inclusão dos nomes no cadastro oficial de inadimplentes.
A ação reforça a cobrança do imposto, cuja arrecadação é essencial para os cofres públicos. O estado possui atualmente mais de 363 mil veículos registrados. Contribuintes com débitos podem regularizar a situação para evitar ações judiciais e inclusão em restrições cadastrais.
Em 2020 foram gerados 6.642 processos que geraram uma dívida acumulada de R$4.167.004,88, enquanto no ano seguinte (2021) pulou para 8.730 processos, que correspondeu por um débito estimado em R$ 5.298.268,72. “É preciso considerar que parte desse valor está sujeito a revisão, caso o proprietário do veículo demonstre algum fato não conhecido no momento do envio do débito para inscrição em dívida ativa”, esclareceu o diretor de Arrecadação Tributária, Israel Monteiro, da Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz).
Destacou que a previsão de arrecadação com o IPVA nesse ano deve chegar aos R$ 165.000.000,00. No ano passado, a receita com o tributo chegou a R$157.312.868,39. Sendo R$ 101.301.720,03 (64,40%) de cota única; R$23.727.954,54 (15,08%) de parcelamento; R$ 9.733.836,57 (6,19%) do primeiro emplacamento dos novos carros e R$ 21.291.534,61 (13,53%) do exercício anterior. “Tivemos um pequeno incremento em comparação com a arrecadação do ano passado”, observou monteiro.
Apontou que IPVA poderá ser pago em cota única (com dez por cento de desconto) ou em até 5 (cinco) parcelas, nessa hipótese sem desconto, observado algarismo final da placa do veículo automotor, conforme Portaria Sefaz n 751/2025. Antecipou que parcela não pode ter valor inferior a R$ 50,00 (cinquenta reais).
Acre tem 363.294 veículos, mas a capital desponta com 209.472 veículos e o interior chega em torno de 153.822 veículos. A dívida é bastante elevada de donos de motocicletas, que, em alguns casos, mudam para a zona rural e se esquecem de pagar o tributo. Em alguns casos, o contribuinte teve a moto furtada, mas ignora a exigência de procurar as agências da Sefaz para dar baixa na dívida existente.

Você precisa fazer login para comentar.