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Família acusa policiais do Batalhão Ambiental de agredir deficiente físico em Xapuri
Policiais do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA) estão sendo acusados de agredir fisicamente um surdo-mudo e portador de deficiência intelectual em Xapuri. O fato, segundo a irmã e tutora da vítima, aconteceu na semana passada, dia 5 de outubro, no bairro Sibéria, mas somente nesta semana ela levou o caso à promotoria de Justiça da cidade.
Após ser atendida no Ministério Público, a mulher foi orientada a registrar um boletim de ocorrência na Polícia Civil, o que ela informou que fará ainda nesta sexta-feira, 13. Segundo ela, que prefere não ter o seu nome divulgado, o irmão tem 45 anos de idade, e que apesar dos problemas que tem, não é agressivo e nem causa problemas a ninguém.
“Ele não faz mal a ninguém, é deficiente, surdo-mudo, desde criança. Ele toma medicamentos e fez acompanhamento. Ele anda pelas ruas, mas de maneira nenhuma é agressivo. A gente está sem entender por que ele foi agredido assim e queremos que providências sejam tomadas para que isso não volte a acontecer”, diz a irmã.
No vídeo, é possível ver o momento em que o homem, vestindo camisa rosa e bermuda escura, se aproxima, caminhando, da frente da marcenaria, onde o fato denunciado teria acontecido. Na sequência, quatro agentes do BPA saem de uma viatura armados e vão em direção a ele. A partir desse ponto não é mais possível ver o que aconteceu.
A abordagem teria acontecido em razão de uma pessoa que estava no local estar filmando os policiais. A reportagem tentou manter contato com a Assessoria de Comunicação da Polícia Militar do Acre (PMAC), mas não conseguiu êxito até o fechamento desta publicação, que será atualizada assim que for conseguida uma manifestação sobre o assunto.
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59% dos empreendedores no Acre usam conta pessoal para despesas da empresa, diz pesquisa

Foto: Jardy Lopes
Apesar de a prática de pagar despesas empresariais com a conta pessoal ainda ser majoritária no Brasil, o Acre aparece ligeiramente abaixo da média nacional, segundo a pesquisa Hábitos Financeiros dos Pequenos Negócios 2025, realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) em parceria com o Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe).
De acordo com o levantamento, no Acre, 59% dos empreendedores afirmam misturar as finanças pessoais com as empresariais, enquanto a média brasileira é de 61%. Embora inferior ao índice nacional, o percentual mantém o estado entre aqueles com alto nível de informalidade financeira, sobretudo quando comparado às regiões mais desenvolvidas do país. No Norte, a média chega a 64%, e no Nordeste, a 67% — as duas regiões com os maiores índices do Brasil.
Comparação regional e entre estados
Dentro da Região Norte, o Acre apresenta percentual inferior ao de estados como Amazonas (67%) e Pará (64%), mas próximo de Rondônia (64%) e acima de Roraima (59%). Já em comparação com o Sul do país, a diferença é mais acentuada: a região Sul registra apenas 56% de empresários que adotam essa prática, com Santa Catarina (52%) e Paraná (54%) entre os estados com menor mistura de contas.
No Sudeste, a média é de 60%, impulsionada por estados como Rio de Janeiro (67%) e São Paulo (56%), enquanto Minas Gerais (54%) figura entre os que menos utilizam a conta pessoal para despesas do negócio.
Perfil do empreendedor acreano
A pesquisa mostra que a prática é mais comum entre microempreendedores individuais (MEIs), segmento predominante no Acre. Em nível nacional, 65% dos MEIs afirmam pagar despesas empresariais com a conta pessoal, percentual que diminui conforme o porte da empresa aumenta. Setores como construção civil, indústria e serviços — também fortes na economia acreana — lideram o uso desse tipo de pagamento.
Além disso, estados das regiões Norte e Nordeste, como o Acre, concentram maior número de empreendedores com baixa escolaridade e menor acesso à orientação financeira, fatores apontados pelo estudo como determinantes para a dificuldade de separar as finanças pessoais das empresariais.
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Adolescente de 16 anos é estuprada por três homens no bairro Aeroporto Velho, em Cruzeiro do Sul, e busca socorro em quartel do Exército
Vítima, encontrada desorientada e com sinais de violência, foi encaminhada para exames após relatar crime; polícia procura suspeitos, um identificado como “Caio”

Uma jovem de 16 anos foi violentada sexualmente por três homens na manhã desta sexta-feira, 23, no bairro Aeroporto Velho, em Cruzeiro do Sul. Após o ataque, a adolescente dirigiu-se ao quartel do Exército local para pedir ajuda, acionando a Polícia Militar e o Conselho Tutelar.
No local, os militares encontraram a vítima com sinais de trauma: falas desconexas, cabelos molhados, olhos avermelhados e roupas em desalinho. Em seu depoimento, a adolescente afirmou que um dos agressores se chamaria Caio.
A guarnição levou a jovem para sua residência e notificou os pais. Estes relataram que a filha tem histórico de sair de casa sem autorização e que já receberam vídeos e fotos dela consumindo bebida alcoólica. Disseram ainda que não seria a primeira vez que a adolescente, após se ausentar, voltaria alegando abuso.
A vítima passou por avaliação no Pronto-Socorro, mas, devido à falta de um ginecologista, foi transferida para a maternidade municipal, onde realizou exames clínicos e laboratoriais e recebeu medicação.
A Polícia Militar realizou buscas na região, mas nenhum suspeito foi localizado até o fechamento da ocorrência. A família foi orientada a registrar formalmente o caso na Delegacia de Polícia.
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Caminhonete capota ao cair em vala em ramal danificado pela chuva em Cruzeiro do Sul
Veículo saiu da pista ao desviar de buracos no Ramal 2; ninguém ficou ferido, mas estrada é apontada como crítica por moradores

O motorista perdeu o controle ao tentar desviar dos obstáculos existentes na via e acabou saindo da pista, caindo na vala às margens do ramal. O impacto provocou danos significativos ao veículo. Foto: captada
Uma caminhonete capotou na manhã desta quinta-feira (22) no Ramal do 2, em Cruzeiro do Sul, após cair em uma vala devido às péssimas condições da estrada, agravadas pelas fortes chuvas do período. O motorista perdeu o controle ao tentar desviar de buracos e erosões na via e saiu da pista.
O veículo sofreu danos consideráveis, e sua retirada exigiu maquinário pesado devido à profundidade da vala e à dificuldade de acesso. Felizmente, não houve feridos.
Moradores do local afirmam que o trecho é historicamente crítico, com falta de manutenção e risco aumentado durante o inverno amazônico. A situação tem causado transtornos constantes a quem depende da via para transporte e escoamento de produção.

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