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Falta de arma não letal faz PM matar homem munido de faca a tiro

A morte de um homem no município de Porto Walter, no interior do Acre, tem gerado debate sobre a falta de armas não letais na instituição militar da cidade. O caso veio à tona após o suspeito ser baleado pela Polícia Militar enquanto fazia ameaças usando uma faca.
A situação aconteceu no último domingo, 7, quando a Polícia Militar conteve à tiro Nadson Barbosa, de 23 anos, que com uma faca, ameaçava familiares e a própria PM. O homem, atingido no abdômen, morreu nesta segunda-feira,8, no município, enquanto esperava transferência para Cruzeiro do Sul.
No interior do Acre, há deficiência de armas de contenção com choques ao invés de balas. O comandante da PM em Porto Walter, tenente Dória, explica que existe uma arma não letal no quartel, uma taser que dá choque, mas está sem cartucho. “Já pedimos o cartucho da taser pra Cruzeiro do Sul, que está aguardando chegar de Rio Branco”, conta.
Nadson bateu na esposa e ameaçava familiares com uma faca. A mulher chamou a Polícia Militar. O homem fugiu e se escondeu no matagal, mas ao receber voz de prisão, correu com a faca na mão em direção a um dos policiais, que atirou.
Segundo o tenente Dória, que tem um efetivo de 9 policiais, o militar que fez o disparo contra Nadson já está trabalhando normalmente. Este não foi o primeiro caso desta natureza em Porto Walter.
A arma de condutividade elétrica, como a pistola taser, é utilizada para contenção e neutralização de suspeitos sem necessidade de arma de fogo, o que minimiza os danos físicos causados, principalmente o efeito morte. A arma também é indicada para a contenção de pacientes psicóticos em crise e para evitar tentativas de suicídio.
Policia Civil não tem taser em nenhuma cidade do Vale do Juruá
O delegado Venicius Almeida, coordenador da Segurança Pública no Vale do Juruá, afirma que em nenhum dos 5 municípios da região, incluindo Cruzeiro do Sul e Porto Walter, há armas taser para o uso da Polícia Civil.
A Polícia Militar de Cruzeiro do Sul só afirmou que possui taser mas não citou quantidade.
Já a secretaria de Segurança Pública do Acre não informou. “Todas as Forças de Segurança Pública no Acre usam.
No que se refere à quantidade, por motivos de segurança, não se pode aferir”.
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Polícia Civil do Acre passa a enviar intimações oficiais por WhatsApp
Medida busca modernizar procedimentos, agilizar comunicações e ampliar o acesso da população às informações processuais
A Polícia Civil do Acre passou a contar com um canal exclusivo pelo WhatsApp para o envio de intimações oficiais à população. A iniciativa tem como objetivo modernizar os procedimentos, dar mais agilidade às comunicações e facilitar o acesso dos cidadãos às informações relacionadas a investigações e atos processuais.
As intimações serão encaminhadas por meio dos números (68) 99918-0000 e (68) 99938-2060. Pelo aplicativo, os intimados receberão diretamente em seus celulares documentos oficiais contendo informações detalhadas, como data, horário, delegacia responsável e endereço para comparecimento.
De acordo com a Polícia Civil, as comunicações enviadas pelo WhatsApp possuem documento oficial devidamente assinado por um delegado de polícia, o que garante a autenticidade da intimação e a segurança jurídica do procedimento.
A medida também visa reduzir custos operacionais, otimizar o trabalho das equipes policiais e tornar o atendimento mais eficiente, acompanhando a evolução das ferramentas digitais na prestação dos serviços públicos no estado.
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Polícia Militar apreende 137 quilos de drogas em Sena Madureira em 2025, aumento de 407%
Ações do 8º BPM retiraram cocaína e maconha de circulação; corporação atribui resultado a patrulhamento, inteligência e denúncias da população

De acordo com dados oficiais da corporação, aproximadamente 137 quilos de entorpecentes foram apreendidos em diferentes ocorrências, envolvendo principalmente cocaína e maconha. Foto: captada
O 8º Batalhão da Polícia Militar do Acre (8º BPM), com atuação em Sena Madureira, apreendeu aproximadamente 137 quilos de drogas ao longo de 2025, o que representa um aumento de 407% em relação ao ano anterior. O volume inclui principalmente cocaína e maconha retiradas de circulação em diferentes operações realizadas na região.
As apreensões foram resultado de abordagens, patrulhamento ostensivo, ações de inteligência e denúncias da comunidade. A PM destaca que o crescimento expressivo reflete o fortalecimento das estratégias de combate ao tráfico e ao crime organizado no município e em áreas sob sua responsabilidade.

O volume de drogas retirado de circulação representa um aumento de 407% em relação ao ano de 2024, evidenciando a intensificação das ações policiais e o fortalecimento das estratégias de enfrentamento ao crime organizado na região. Foto: captada
A corporação reforçou que continuará intensificando o trabalho preventivo e repressivo ao longo do ano, com o objetivo de coibir o tráfico de entorpecentes, reduzir a criminalidade e aumentar a sensação de segurança na região.
O efetivo do 8º BPM atua em Sena Madureira e municípios vizinhos
A PM destaca ainda que o trabalho preventivo e repressivo continuará sendo intensificado ao longo do ano de 2026, com o objetivo de coibir o tráfico de drogas na região, reduzir a criminalidade e promover a sensação de segurança para a comunidade local.

8º BPM apreende 137 quilos de drogas em Sena Madureira e registra aumento expressivo em 2025. Foto: art/assessoria
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Acusado de incendiar casa da ex por recusar fim de relação é condenado no AC

Foto: Reprodução
A Câmara Criminal deu provimento à apelação interposta pelo Ministério Público, acolhendo o pedido de reparação pelos danos decorrentes de um incêndio criminoso ocorrido no município de Feijó, que atingiu a residência de uma vítima de violência doméstica. A decisão foi publicada na edição nº 7.954 do Diário da Justiça (p. 13), desta segunda-feira, 9.
O réu não aceitava o fim do relacionamento que durou sete meses. O crime foi confessado e comprovado por laudos periciais e imagens de câmeras, as quais atestaram a ação direta e intencional.
A vítima relatou um histórico de perseguição após o término, destacando a insistência e ameaças em ir na escola onde ela estudava. Na madrugada do ocorrido, a intenção era tentar falar com a jovem, então bateu na janela do quarto, que ficava na varanda. Como ela não abriu, foi provocado o incêndio. As chamas foram contidas pelo Corpo de Bombeiros.
O desembargador Samoel Evangelista, relator do processo, enfatizou que o incêndio expôs a perigo a vida, a integridade física e o patrimônio da vítima. Portanto, foi fixada a reparação em R$ 2 mil.
O réu foi condenado a quatro anos de reclusão, em regime inicial aberto, mais o pagamento de 13 dias-multa. Com a decisão unânime do Colegiado, ele deverá pagar ainda uma reparação de R$ 2 mil. O processo tramita em segredo de Justiça.
Com informações do TJAC


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