Ela deixa o PT para o partido aonde começou a vida política para enfrentar Fernanda Hassem

O convite para que Leila Galvão voltasse ao MDB partiu de seu padrinho político da época em que ela era vereadora, o ex-prefeito Aldemir Lopes, maior liderança do MDB no Vale do Acre.
TIÃO MAIA, PARA CONTILNET

A filiação da ex-prefeita e ex-deputada petista Leila Galvão ao MDB para concorrer a um novo mandato na Prefeitura de Brasiléia, município distante 247 quilômetros da Capital Rio Branco, já tem data marcada: será no dia 15 de março, exatos 37 anos depois chegada do partido ao poder no Estado, com a posse de Nabor Júnior como governador.

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A informação é uma fonte de Brasiléia ligada à ex-prefeita, a qual, por enquanto, não conversa com a imprensa sobre o assunto nem tampouco atende às chamadas para seu celular. O vereador Rosildo, do PT, também deve acompanhar a ex-prefeita na mudança de partido.

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Como candidata a prefeita, Leila Galvão vai enfrentara a atual prefeita Fernanda Hassem, que é candidata à reeleição pelo PT, sua ex-aliada e provavelmente a gestora do Acre mais bem avaliada dos eleitos (as) em 2016.

Fernanda Hassem foi assessora de comunicação de Galvão nos dois mandatos que ela exerceu, mas as duas romperam porque, para elas, o que está em jogo é o futuro, nas eleições de 2022, quando as ex-aliadas devem concorrer à Assembleia Legislativa. Galvão é inclusive a primeira suplente de deputada do PT, condição que ela deve perder ao assinar a ficha de filiação ao MDB.

O partido prepara uma grande festa para receber a nova filiada, que na verdade é uma antiga emedebista: ela começou a vida política, nos anos 90, como vereadora do MDB por dois mandatos, em Brasiléia. Às vésperas das eleições municipais de 2006, com Jorge Viana no Governo e com o PT casando e batizando no Estado, como se diz no popular, a então vereadora juntou-se aos petistas para ser candidata e eleita prefeita por dois mandatos, até 2014, quando deixou a prefeitura para concorrer uma cadeira na Assembleia Legislativa, quando também foi eleita.

Em 2018, a deputada foi uma das vítimas da limpeza promovida pela população contra o PT, quando, além dela, perderam a eleição o deputado estadual Lourival Marques, o candidato ao governo Marcus Alexandre, o então senador Jorge Viana e os deputados federais Sibá Machado, Raimundo Angelim e Leo de Brito.

O convite para que Leila Galvão voltasse ao MDB partiu de seu padrinho político da época em que ela era vereadora, o ex-prefeito Aldemir Lopes, maior liderança do MDB no Vale do Acre. Ele deverá ser o coordenador da campanha de Galvão à Prefeitura do município.

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