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Em abrigo no Acre, ministros reforçam assistência a famílias atingidas pela cheia e apoio na reconstrução de cidades

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Após visitar a cidade de Brasileia, o governador do Acre, Gladson Cameli, e a vice-governadora, Mailza Assis, acompanharam na tarde desta segunda-feira, 4, os ministros da Integração e do Desenvolvimento Regional e do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Waldez Góes e Marina Silva, em visita ao desabrigados que estão no Parque de Exposições, em Rio Branco. Ao todo, 2.969 pessoas estão sendo atendidas no local.

Em coletiva de imprensa, o ministro destacou que todos os planos de emergência foram enviados e devidamente aprovados.

Góes reforçou que a união entre os entes federativos (União, Estado e Município) tem sido essencial para a celeridade na liberação dos recursos e auxílio ao Acre. Foto: Neto Lucena/Secom

“É bem importante que a gente caia na realidade definitivamente. Esses eventos serão cada vez mais frequentes e mais intensos e, por isso, a Marina tem razão, nós temos que atuar na emergência e na mitigação, na adaptação, na prevenção, porque eles serão mais desafiadores”, disse o ministro.

Góes voltou a reforçar que é necessário união de todos os governos e enfatizou que o momento agora é de solidariedade e assistência.

“Após nos reunirmos com a bancada federal, municípios e governo do Estado, já chegamos ao Acre com os planos de ajuda humanitária aprovados. Se aprovamos todos os planos sumariamente é porque estavam bem feitos e foram feitos em três mãos: Município, Estado e governo federal.

Uma equipe da Defesa Civil Nacional esteve ajudando na elaboração dos planos de ação e também devem apoiar na confecção dos planos de recuperação dessas cidades.

Casas populares

O governador do Estado, Gladson Cameli, destacou que o momento agora é de olhar para a frente e traçar planos para combater as mudanças climáticas que assolam não apenas o Acre, mas também outros estados.

“Temos alguns pontos a resolver sobre a questão fundiária. E aí estamos com o programa Minha Casa Minha Vida, em que temos 1,2 mil unidades aprovadas. Está no fundo do Estado. Agora, também peço colaboração da população, porque muitas pessoas, às vezes, acostumadas a morarem naqueles bairros, são resistentes a sair, então vamos precisar desse pacto”, disse.

Junto à vice-governadora, Mailza Assis, Cameli frisou que é necessário criar um plano para enfrentamento aos desastres naturais no estado. Foto: José Caminha/Secom

A ministra Marina Silva destacou que estuda uma forma de mudar a legislação e implantar uma forma de emergência permanente para municípios atingidos por desastres naturais.

“O primeiro passo é emergência. O segundo passo são os projetos estruturantes. Aí é uma intervenção que depende de projetos”, disse Marina.

O governo federal também garantiu cestas básicas e adiantamento do Bolsa Família para as pessoas atingidas.

Ações

Em cada regional atingida pela cheia, o governo do Acre enviou um secretário ou presidente de autarquias para liderar as ações do Estado.

A comitiva também contou com os senadores Alan Rick e Petecão, a deputada federal Antônia Lúcia e o presidente da Assembleia Legislativa do Acre, Luiz Gonzaga.

Situação do Acre

Na manhã desta segunda-feira o Rio Acre atingiu 17,78 metros, registrando a segunda maior enchente da história.

Das 22 cidades, 19 estão em estado de emergência e 17 têm reconhecimento federal.

Cameli agradeceu ao governo federal e ao presidente Lula pelo apoio nesse momento de crise climática no estado. Foto: Neto Lucena/Secom

Cidades em situação de emergência ou estado de calamidade pública reconhecido pela Defesa Civil Nacional estão aptas a solicitar recursos do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional para atendimento à população afetada.

As ações envolvem socorro, assistência às vítimas, restabelecimento de serviços essenciais e reconstrução de infraestrutura destruída ou danificada. A solicitação deve ser feita por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD).

Marina Silva voltou a pontuar sobre a criação de um plano de contingência para enfrentar as mudanças climáticas não só no Acre, mas em todo o Brasil. Foto: Neto Lucena/Secom

Com base nas informações enviadas, a equipe técnica da Defesa Civil Nacional avalia as metas e os valores solicitados. Com a aprovação, é publicada portaria no Diário Oficial da União (DOU) com o valor a ser liberado.

Com base nos dados de ocorrências disponibilizados pelo Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBMAC), nas 13 cidades em que a situação está mais crítica, há 91 abrigos públicos atendendo 9.516 pessoas desabrigadas. Ainda há 16.933 pessoas desalojadas, ou seja, que foram para casa de familiares ou amigos. Além disso, em Cruzeiro do Sul, 12 mil pessoas foram atingidas pela cheia do Rio Juruá.

Recursos federais

O governo federal liberou mais de R$ 20 milhões para as ações de assistência aos atingidos pelas enchentes no Acre, na capital e no interior do estado.

Os recursos atenderão, inicialmente, aos municípios de Assis Brasil (R$ 935,9 mil), Brasiléia (R$ 4,4 milhões), Epitaciolândia (R$ 1,5 milhão), Jordão (R$ 1,8 milhão), Marechal Thaumaturgo (R$ 1,7 milhão), Plácido de Castro (R$ 593,7 mil), Rio Branco (R$ 4 milhões), Tarauacá (R$ 4,8 milhões) e Xapuri (R$ 349,7 mil).

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Do Alto Acre para o pódio: atleta de Assis Brasil, Francisca Barros, brilha nas corridas

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A professora e atleta Francisca dos Santos Nascimento Barros, moradora de Assis Brasil, vem se destacando no cenário esportivo do Acre, unindo sua paixão pela atividade física com um importante trabalho social no município.

Formada em Educação Física (bacharelado e licenciatura), Francisca atua como professora no programa “Educação ao Ar Livre”, desenvolvido pela Prefeitura de Assis Brasil por meio da secretaria municipal de educação, que incentiva a prática de atividades físicas e promove mais saúde e qualidade de vida para a população.

À frente do CT da Fran, centro treinamento que vem ganhando cada vez mais adeptos, ela desenvolve um trabalho que vai além do treinamento físico, incentivando disciplina, bem-estar e autoestima entre seus alunos.

Há três anos no mundo das corridas, Francisca participa de provas nas modalidades de 5 km, 10 km, 21 km e 50 km, acumulando resultados expressivos. Ela já competiu em diversos municípios e regiões, como Assis Brasil, Brasileia, Xapuri, Epitaciolândia, Rio Branco, além de provas realizadas na Bolívia e no Peru — conquistando pódio em todas as participações.

Entre seus maiores feitos, destaca-se a participação em sua primeira ultramaratona, que reuniu atletas de vários estados do país, onde conquistou o 3º lugar geral, reafirmando seu alto nível competitivo.

Hoje, Francisca é considerada um dos grandes nomes da corrida no Alto Acre, ocupando posição de destaque ao alcançar frequentemente o 1º lugar no pódio em competições da região.

Para ela, o esporte vai muito além das medalhas. Sua trajetória é marcada por superação, disciplina e força mental, valores que também transmite aos seus alunos e à comunidade.

“Na corrida, assim como na vida, existem etapas e obstáculos que precisamos vencer para continuar e chegar ao pódio. O corpo alcança o que a mente acredita”, destaca Francisca.

Sua história é um exemplo de dedicação e inspiração para toda a população de Assis Brasil, mostrando que, com esforço e determinação, é possível transformar vidas por meio do esporte.

A Prefeitura de Assis Brasil reconhece e valoriza histórias como a de Francisca, que contribuem para o desenvolvimento social, esportivo e humano do município.

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Homem de 57 anos é encontrado morto com sinais de tortura no centro de Brasiléia

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Perícia aponta que vítima foi morta em outro local e arrastada por mais de 30 metros

Um homem identificado como Gilson Aparecido Ferreira, de 57 anos, natural do município de Capixaba, foi encontrado morto com sinais de extrema violência na madrugada deste domingo (29), na rua Belém, região central de Brasiléia.

A ocorrência foi atendida por uma guarnição da Polícia Militar do 5º Batalhão, acionada via Copom. Ao chegar ao local, a equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) já havia constatado o óbito da vítima, que não apresentava sinais vitais.

O corpo foi localizado em uma área de gramado e apresentava diversos indícios de tortura, com lesões graves na parte posterior da cabeça, lacerações na região do pescoço e do tórax, além de ferimentos no braço esquerdo.

De acordo com a Polícia Científica, a vítima foi morta em algum ponto da rua Belém e teve o corpo arrastado por aproximadamente 34 metros até o local onde foi encontrado, próximo a praça Ugo Poli. A perícia identificou ainda extensas lesões nas costas, compatíveis com o arrasto sobre o asfalto, e realizou o levantamento detalhado de todo o trajeto.

Uma testemunha que passava pela região acionou a polícia após encontrar o corpo e informou não ter presenciado o crime. No entanto, outro relato aponta que, por volta das 3h30, foram ouvidos barulhos semelhantes a uma agressão, indicando a possível participação de ao menos três pessoas.

A área teria sido isolada para os trabalhos periciais, conduzidos pelo perito da Polícia Científica. Após a conclusão dos procedimentos, o caso foi repassado à Polícia Civil, que iniciou as investigações para identificar os autores e a motivação do crime.

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Jovem de 19 anos é morto a facadas e terçado em Rio Branco; corpo enterrado em cova rasa é encontrado pela polícia

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Suspeitos, um adolescente de 17 anos e uma garota de 14, foram apreendidos após confissão do crime motivado por ciúmes no conjunto habitacional Cidade do Povo. Polícia Civil localizou corpo após denúncia de desaparecimento.

Pedro Henrique, conhecido como “Sage”, de 19 anos, foi assassinado na noite de quarta-feira (24) no conjunto habitacional Cidade do Povo, em Rio Branco. O corpo do jovem foi localizado enterrado em uma cova rasa na noite de sexta-feira (27), em uma área de mata próxima à rua Florindo Poerch, quadra 24.

Segundo a Polícia Civil, o crime teria sido motivado por ciúmes. Uma adolescente de 14 anos atraiu Pedro até sua residência, onde o namorado dela, um adolescente de 17 anos, o atacou com uma faca e um terçado. Após o homicídio, o suspeito carregou o corpo nas costas e o enterrou na região de mata.

A família de Pedro registrou o desaparecimento na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) após o jovem não comparecer ao trabalho por dois dias. A polícia, então, iniciou as investigações e localizou os dois adolescentes envolvidos. O rapaz confessou o crime e indicou o local onde o corpo estava enterrado.

O local foi isolado para os trabalhos periciais, e o Corpo de Bombeiros auxiliou na retirada do cadáver, que foi encaminhado ao Instituto Médico Legal para exames. Os dois adolescentes foram apreendidos e levados à Delegacia de Atendimento à Criança e ao Adolescente Vítima (DECAV) para os procedimentos legais.

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