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Diretor-presidente do IAPEN diz que presídios são escritórios do crime organizado
Ele defendeu o corte de privilégios, como o fornecimento de cigarros e lanches extras aos apenados. A reação de Lucas Gomes foi em resposta a juíza Luana Campos que liberou a entrada de alimentos durante a visita íntima.
O diretor-presidente do IAPEN, Lucas Bolzzoni, disse que os presídios têm se tornado “escritórios do crime organizado”, com o aval do Estado “fomentados com recursos públicos. Ele garante que o corte de privilégios vai continuar dentro das unidades prisionais do Acre. A fala dele é motivada em resposta à juíza da vara de Execuções Penais Luana Campos.
“Foi o excesso de regalias que tornaram os presídios atrativos. Por vezes, grandes escritórios do crime organizado fomentados com recursos públicos. E isso vai acabar”, disse Gomes.
Em outro trecho ele rebate parte da decisão de Luana Campos que relata a ineficiência do Estado diante das necessidades dos apenados. A magistrada disse que Estado tem cobrado, entretanto, não tem sido uma via de mão dupla.
“Quando se fala em garantir lanches diversos, em dias de visita íntima, quando o Estado já oferece alimentação, ou quando se garante acesso a cigarros (a exemplo de uma determinação anterior da mesma juíza) estão se garantindo privilégios, e não direitos’, diz o presidente.
Finalizando, ele menciona que R$ 4,5 milhões são gastos mensais com alimentação aos apenados.
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MP se posiciona sobre denúncias de violência sexual durante o Carnaval

Foto: Sérgio Vale/ac24horas
Após a repercussão de denúncias registradas no último fim de semana, quando duas mulheres denunciaram quatro jogadores do Vasco por estupro coletivo, o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) divulgou nota pública nesta terça-feira (18).
Na nota, o órgão ministerial reforçou que “toda denúncia dessa natureza deve ser apurada com rigor pelas instituições competentes, nos termos da lei”.
No comunicado, o órgão ministerial não cita casos específicos, mas ressalta que “a violência sexual é crime grave e não admite qualquer forma de relativização ou justificativa”.
A instituição também enfatiza que “nenhuma circunstância, comportamento, presença ou escolha da vítima pode ser utilizada para transferir responsabilidade pelo crime” e reforça: “A culpa jamais é da vítima”.
Ainda segundo o MP, no decorrer do plantão do Carnaval, o Ministério Público acompanhou o caso, adotando as providências cabíveis no âmbito de suas atribuições e assegurando o atendimento à vítima.
O MP reafirmou também sua confiança no trabalho das forças de segurança pública, especialmente da Polícia Civil e dos órgãos especializados no atendimento à mulher, responsáveis pela condução técnica e imparcial das investigações.
Por fim, a instituição destaca a importância de que “sejam preservadas a identidade, a intimidade e a dignidade da vítima, evitando-se o compartilhamento de conteúdos, comentários ou informações que possam gerar exposição indevida ou revitimização”, e ressalta que a prevenção à violência contra a mulher exige compromisso permanente de toda a sociedade.


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