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Conheça os prefeitos eleitos nos 22 municípios do Acre
Com uma diferença de 197 votos, Jéssica Sales perde eleição e Zequinha Lima se consagra prefeito novamente
Veja a lista:
Rio Branco – Tião Bocalom (PL) foi reeleito prefeito de Rio Branco ainda com 54,71% dos votos (102.776) e 94,90% das seções apuradas, sendo matematicamente eleito. Ele derrotou nas urnas Marcus Alexandre, candidato pelo MDB, com quem disputou o primeiro turno das eleições e angariou 34,75% dos votos (65.211).
O prefeito também destacou a importância da união da direita em torno de sua candidatura. “Nossa direita precisava demonstrar isso, mostrar aqui no Acre que 73% do estado votou com Bolsonaro. Então, como é que a gente ia ficar dividido?”, comentou.
Este é o segundo mandato de Bocalom como prefeito na capital acreana. Seu vice será Alysson Bestene (PP).
Cruzeiro do Sul – Uma das disputas mais acirradas das eleições municipais deste ano ocorreu em Cruzeiro do Sul, com uma reviravolta impressionante. O candidato à reeleição, Zequinha Lima (PP), foi reeleito prefeito com 50,20% dos votos, garantindo mais quatro anos de mandato. Sua adversária, Jéssica Sales (MDB), obteve 49,80%.
O candidato apoiado pelo governador Gladson Cameli começou atrás, com Sales abrindo vantagem logo no início da apuração. No entanto, na metade do processo, Lima virou o placar e se consolidou à frente, garantindo a vitória ao final das eleições.
Sena Madureira – Com 94,69% das seções totalizadas, Gerlen Diniz, do Partido Progressista (PP), foi matematicamente eleito prefeito de Sena Madureira, conquistando 54,34% dos votos válidos, o equivalente a 12.845 eleitores.
Seu adversário, Gilberto Lira, do União Brasil (União Brasil), obteve 45,66% dos votos, totalizando 10.792 votos. Com essa diferença, a vitória de Diniz foi antecipadamente definida.
Senador Guiomard – A prefeita Rosana Gomes (PP) foi reeleita prefeita do município de Senador Guiomard por mais 4 anos, obtendo mais de 63% e batendo seu adversário, Gilson da Funerária (PSD) que teve mais de 31%. Os demais candidatos teve Moisés Ceará (MDB) com mais de 2% dos votos válidos e Adonay (PT) que teve pouco mais de 2%.
Brasiléia – Com 100% das urnas apuradas, o candidato Carlinhos do Pelado (PP) foi eleito prefeito de Brasileia com 52,37% dos votos válidos (7.891). Apoiado pela atual prefeita do município, Fernanda Hassem, Carlinhos saiu vitorioso sobre a oponente Leila Galvão (MDB), que obteve 47,63% dos votos (7.177).
Tarauacá – Em uma disputa acirrada, Rodrigo Damasceno foi eleito prefeito do município de Tarauacá, neste domingo, 6, para os próximos quatro anos. Com 100% das seções apuradas, Damasceno foi eleito com 45,16% dos votos, totalizando 9.765 votos. Ele concorria com Maria Lucinéia, que tentava a reeleição, e ficou em segundo lugar, e com Zé Filho (Republicanos).
Epitaciolândia – O delegado Sérgio Lopes (PL) foi reeleito prefeito do município de Epitaciolândia. Ele disputava o pleito com Everton (PP), que ficou em segundo lugar, e com o professor Soares (MDB). Com 96,15% das seções totalizadas, o delegado Sérgio teve 58,33% dos votos. Foram 6.316 votos no total.
Durante sua campanha, ele destacou a importância de investimentos em infraestrutura, saúde e educação, prometendo ouvir as demandas da comunidade.
Xapuri – Maxsuel Maia (PP) foi eleito prefeito do município de Xapuri. Com 100% das seções totalizadas, Maxsuel foi eleito com 36,48% dos votos. Ele concorria com Erivelton Soares (PT), que obteve 35,02% dos votos e Antônio Pedro (União), que teve 28,50%.
Conquistando a confiança da população com sua proposta de renovação e desenvolvimento, Maxsuel venceu para liderar o poder executivo municipal em uma disparada acirrada. Foram menos de 100 votos de diferença. Ele é advogado e tem 38 anos de idade.
Mâncio Lima – Com 100% das urnas apuradas, o candidato Zé Luiz (PP) venceu as eleições municipais em Mâncio Lima com 50,65% dos votos, sendo eleito prefeito pelos próximos quatro anos. Ele derrotou Chicão da Distribuidora (MDB), que obteve 49,35% dos votos.
Zé Luiz, apoiado pelo atual prefeito Isaac Lima, venceu a disputa acirrada contra Chicão, candidato que é irmão do prefeito e ex-deputado estadual Jonas Lima.
Assis Brasil – Com 100% das seções apuradas, Jerry Correia (PP) foi reeleito prefeito de Assis Brasil com uma vitória expressiva, obtendo 75,88% dos votos, o que representa 4.378 votos, consolidando seu mandato por mais quatro anos à frente da prefeitura.
Seu adversário, Serjão (PL), alcançou 24,12% dos votos, somando 1.392 votos. A larga margem de vitória de Correia já aparecia nas pesquisas eleitorais nos últimos 45 dias. Em 2020, Jerry Correia foi eleito pelo PT, no entanto acabou sendo expulso pela sigla após apoiar a reeleição de Gladson Cameli em 2022.
Capixaba – Com 97,06% das seções apuradas, Manoel Maia, do União Brasil (União Brasil), foi matematicamente reeleito prefeito de Capixaba com 65,43% dos votos, somando 4.387 votos.
Sua adversária, Sara Frank (MDB), obteve 34,57% dos votos, totalizando 2.318 votos.
Acrelândia – Com 94,29% das seções apuradas, Olavinho Boiadeiro (Republicanos) foi matematicamente confirmado como o novo prefeito de Acrelândia, conquistando uma vitória esmagadora com 73,63% dos votos.
Seu adversário, Sionayton Staut (PP), obteve 26,37% dos votos, somando 1.999 votos. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Plácido de Castro – Camilo da Silva (PP) foi eleito prefeito do município de Plácido de Castro. Conquistando a confiança da população com sua proposta de renovação e desenvolvimento, Camilo com 93,18% das seções totalizadas, venceu em disparada com mais de 67,99% dos votos. Além dele, disputavam a liderança do executivo municipal os candidatos Tavares (PSD), que ficou em segundo lugar, e Holanda (PDT), que ficou em terceiro.
Durante sua campanha, ele destacou a importância de investimentos em infraestrutura, saúde e educação, prometendo ouvir as demandas da comunidade. Com uma votação expressiva, Camilo da Silva agora assume o desafio de liderar a cidade e implementar suas promessas.
Marechal Thaumaturgo – Com quase 100% das urnas apuradas, Valdelio Furtado (PP) foi eleito prefeito do município de Marechal Thaumaturgo, no interior do Acre, com 60,51% dos votos, derrotando Itamar de Sá (Podemos), que obteve 39,49%.
Furtado recebeu 5.554 votos válidos, enquanto seu adversário, Sá, alcançou 3.624 votos. Na eleição anterior, o vencedor do pleito municipal havia sido Isaac Piyãko (PSD).
Porto Walter – Cesar Andrade (PP) foi releito prefeito do município de Porto Walter com 100% das seções totalizadas. Cesar foi reeleito com 62,50% dos votos. Foram 4.181 votos no total. Ele concorria com Manão Gonçalves (PT), que teve 37,50%.
Cesar Andrade tem 45 anos e é técnico de enfermagem. Ele já ocupou cargos de diretor-geral de Saúde e secretário de Saúde.
Jordão – O atual prefeito de Jordão, Naudo Ribeiro (PP), foi confirmado como prefeito reeleito de Jordão. Na última atualização com 100% das urnas apuradas, Ribeiro alcançou 43,02% dos votos, o equivalente a 2.076 votos.
A professora Nagela (Podemos) ficou em segundo lugar com 31,25% dos votos, somando 1.508 votos, enquanto Elson Farias (PCdoB), ex-prefeito da cidade, obteve 25,74%, com 1.242 votos. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Bujari – Com 100% das urnas totalizadas, a eleição para a Prefeitura de Bujari terminou na reeleição do prefeito Padeiro, candidato do PDT, que conquistou 49,79% dos votos, totalizando 4.463 votos.
Em segundo lugar, ficou Michel Marques, do União Brasil, que recebeu 48,54% dos votos, equivalente a 4.351 votos. Robertinho da Sumaia, candidato do Podemos, teve uma participação mínima, alcançando apenas 1,66% dos votos, totalizando 149 votos.
Santa Rosa do Purus – Com 100% das urnas apuradas, o candidato Tamir Sá (MDB) foi eleito prefeito de Santa Rosa do Purus com 51,75% dos votos válidos (1.642), sendo eleito em cima do oponente Aldo Moura (PODE), que alcançou 37,95% dos votos (1.204).
Txuã Huni Kuin obteve 10,31% dos votos (327).
Manoel Urbano – Com 100% das urnas apuradas, a eleição para a Prefeitura de Manoel Urbano terminou com a reeleição do prefeito Toscano Velozo, candidato do PP, que conquistou 50,95% dos votos, totalizando 3.441 votos.
Em segundo lugar, ficou Izaute Vaz, do União Brasil, que recebeu 41,86% dos votos, equivalente a 2.827 votos. Macarrão do Republicanos tirou 7,20%, o equivalente a 486 votos.
Porto Acre – Máximo (PP) foi eleito prefeito de Porto Acre. Com 100% das seções totalizadas, Máximo foi eleito com 58,49% dos votos. Ele concorria com Zé Maria (PT), que obteve 25,68% dos votos e professora Keila (PSDB), que teve 8,66%.
Feijó – Com 100% das urnas apuradas, o candidato a prefeito Delegado Railson (Republicanos) venceu as eleições municipais em Feijó, conquistando 49,99% dos votos válidos, superando seu principal adversário, Cláudio Braga (PP), que obteve 33,40%.
Ao longo de toda a campanha, Railson manteve a vantagem sobre os demais concorrentes. Em terceiro lugar ficou Cadmiel Bonfim (União Brasil), com 11,29%, seguido por Teresinha (PL), que alcançou 5,32% dos votos.
Rodrigues Alves – Com 100% das urnas apuradas, Salatiel Magalhães (PSD) foi eleito prefeito de Rodrigues Alves com 60,11% (6.252) dos votos. A vitória foi sobre o oponente Burica (PODE), que alcançou 31,39% dos votos (3.265).
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Sem o Brasil, EUA formam coalizão militar com 12 países da América Latina
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, recebeu nesse sábado (7), em Miami, presidentes de 12 países latino-americanos para formalizar a criação de uma coalizão militar chamada “Escudo das Américas”. 

O objetivo seria o de combater os cartéis de drogas na região, além de afastar do continente os “adversários” de Washington “de fora do Hemisfério”, em uma referência indireta a concorrentes como China e Rússia.
“Neste dia histórico, nos reunimos para anunciar uma nova coalizão militar para erradicar os cartéis criminosos que assolam nossa região”, disse Trump.
O presidente estadunidense comparou a novo acordo ao trabalho dos EUA no Oriente Médio.
“Assim como formamos uma coalizão para erradicar o ISIS [grupo considerado terrorista] no Oriente Médio, devemos agora fazer o mesmo para erradicar os cartéis em nossos países”, completou.
Estavam presentes os presidentes de Argentina, El Salvador, Paraguai, Equador, Panamá, Honduras, Guiana, Bolívia, Trinidad e Tobago, Costa Rica, República Dominicana e Chile. A cerimônia não transmitiu falas dos presidentes latino-americanos.
Na semana passada, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, ameaçou “agir sozinho” nos países latino-americanos “se necessário”, para supostamente combater cartéis, o que violaria a soberania nas nações da região sob o próprio território.
A Casa Branca publicou, também nesse sábado, uma proclamação do presidente Trump sobre a Coalização das Américas contra os Cartéis.
“Os Estados Unidos treinarão e mobilizarão os militares das nações parceiras para alcançar a força de combate mais eficaz necessária para desmantelar os cartéis”, diz o documento.
Além das organizações ligadas ao comércio de drogas, o documento cita o combate à influência de potências estrangeiras de fora do hemisfério, o que tem sido interpretado como parte da guerra comercial dos EUA contra a China.
“Os Estados Unidos e os seus aliados devem manter as ameaças externas afastadas, incluindo as influências estrangeiras malignas provenientes de fora do Hemisfério Ocidental”, diz o documento oficial.
Segurança dos EUA
Para fazer a interlocução com os 12 países latino-americanos, o governo de Donald Trump nomeou a secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, responsável pelas fronteiras do país norte-americano.
Segundo argumentou Noem, como as fronteiras dos EUA já estariam seguras, o governo Trump espera se concentrar na segurança dos “vizinhos” no combate aos cartéis e à influência “estrangeira”.
“Vamos combater e reverter essas influências estrangeiras nocivas que se infiltraram em muitos de nossos negócios, nossas tecnologias e que vimos se infiltrar em diferentes áreas do nosso modo de vida”, disse Noem.
México
Durante o lançamento da coalizão, o presidente Trump citou o México, que não participou do acordo militar liderado pelos EUA. Ele disse que “tudo entra pelo México”, que, segundo Trump, estariam “controlado” pelos cartéis.
“Não podemos permitir isso. Muito perto de nós”, disse, acrescentando que “gosta muito” da presidente mexicana. “Eu disse [ao México]: deixe-me erradicar os cartéis”, comentou Trump.
A presidenta do México, Cláudia Sheinbaum, vem defendendo que o combate às drogas, em parceria com Washington, deve ser feito com “coordenação e sem subordinação, como iguais”, e tem rejeitado operações militares dos EUA dentro do território mexicano por questão de soberania.
Venezuela e Cuba
O mandatário estadunidense ainda elogiou o governo da chavista Delcy Rodríguez, na Venezuela, dizendo que eles estão conseguindo “trabalhar juntos” com Caracas, e voltou a ameaçar Cuba.
“À medida que alcançamos uma transformação histórica na Venezuela, também aguardamos com expectativa a grande mudança que em breve chegará a Cuba. Cuba está no fim da linha”, completou.
Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA BRASIL - INTERNACIONAL
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Delação de Vorcaro será discutida após extração de dados de celulares pela PF

A possibilidade de delação premiada de Daniel Vorcaro tem ganhado força desde a última prisão do dono do Banco Master, na terceira fase da Operação Compliance Zero, na semana passada. O Metrópoles apurou que as chances de acordo serão discutidas somente após a Polícia Federal extrair os dados de todos os telefones celulares apreendidos.
A PF quer ter a noção completa da dimensão do caso e dos envolvidos. Os investigadores recolheram mais três celulares com Vorcaro no momento da prisão dele em São Paulo, na quarta-feira (4/3).
Os aparelhos estão lacrados e ainda não passaram por perícia. Até o momento, são oito celulares do dono do Master para extração de material.
Há possibilidade de que a colaboração premiada também poderia ser firmada diretamente com a PF — e não com a Procuradoria-Geral da República (PGR). De acordo com a Lei das Organizações Criminosas, tanto o delegado de polícia quanto o Ministério Público podem celebrar o acordo.
“Apesar de não ser tão comum, a legislação prevê, sim, que o delegado de polícia possa fazer isso. Depende das especificidades de cada situação. O caso de Vorcaro é muito singular, e um alto tão inédito também deve ter soluções inéditas”, explica o advogado criminalista Paulo Suzano.
O temor pela delação aumentou depois do vazamento de mensagens que expõem o relacionamento próximo de Vorcaro com autoridades. Para ser delator, ele deverá apresentar provas substanciais das declarações, além de entregar os nomes de pessoas que poderiam estar acima dele na organização criminosa.
Com a delação, o dono do banco Master poderá ter redução de pena em até dois terços — ou mesmo receber o perdão das autoridades.
“A pessoa só envereda pela colaboração premiada caso venha a colaborar com investigação e possa trazer, entre outras coisas, a dissolução de alguma organização criminosa. O colaborador também deve entregar alguém com um poder maior do que ele na organização”, ressalta Suzano.
Procurada pelo Metrópoles, a defesa de Daniel Vorcaro alegou que não tem informações sobre a intenção do empresário de firmar um acordo de delação premiada.
Relações próximas
As primeiras extrações dos telefones de Daniel Vorcaro mostram que ele mantinha relação próxima com autoridades dos Três Poderes. Um dos nomes apontados é o do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Em 17 de novembro, dia em que foi preso pela primeira vez, o dono do Master escreveu uma mensagem — que seria para o magistrado — perguntando se ele tinha conseguido “bloquear” algo.
Não se sabe sobre o que exatamente o empresário estava tratando, mas foi rapidamente respondido. No entanto, não é possível saber o conteúdo, pois foram enviadas três mensagens de visualização única — elas somem após abertura.
Sem explicar conversas com Vorcaro, Moraes negou ser o destinatário das supostas mensagens que falam sobre salvar o Master.
Segundo ele, as mensagens de visualização única não conferem com seus contatos nos arquivos apreendidos pela Polícia Federal. Conforme nota divulgada, os prints estão vinculados a outras pessoas da lista de contatos do empresário.
Após a divulgação, o ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo, determinou a abertura de inquérito para investigar o vazamento de dados do celular de Vorcaro.
Daniel Vorcaro foi preso novamente na semana passada durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga a venda de carteiras de créditos fraudulentas ao Banco de Brasília (BRB).
Ele está na Penitenciária Federal de Brasília, um dos cinco presídios de segurança máxima do país.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Novo líder Supremo do Irã é escolhido, mas nome não é divulgado
Um dos representantes da Assembleia dos Especialistas (ou dos Peritos) do Irã, Mohsen Heidari Alekasir, informou à agência iraniana de notícias Isna que o novo líder Supremo do país foi escolhido. O nome ainda não foi divulgado. 

“A opção mais adequada, aprovada pela maioria da Assembleia de Especialistas, foi escolhida”, disse Alekasir, clérigo representante da província Khuzistão. Ele acrescentou que, devido nas circunstâncias atuais, não foi possível se reunir presencialmente para escolher o novo representante do Estado iraniano.
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A pessoa eleita por essa Assembleia, formada por 88 membros, deve substituir o aiatolá Ali Khamenei, assassinado por ataques de Israel e Estados Unidos (EUA) ainda no primeiro dia da guerra.
Outra agência de notícias iraniana, a Mehr, citou fala de outro membro da assembleia, Hojjatoleslam Mahmoud Rajabi, dizendo que os membros do colegiado trabalharam “dia e noite” para definição do novo líder Supremo do país.
“A notícia final será comunicada através do Secretariado da Assembleia de Peritos e da Mesa Diretora”, diz o comunicado do Rajabi.
Trump quer definir líder Supremo
O presidente dos EUA, Donald Trump, que busca uma “mudança de regime” no Irã com a guerra, afirmou que deveria participar da escolha do novo líder Supremo da República Islâmica.
“Preciso estar envolvido na nomeação”, disse Trump à agência de notícias Axios, acrescentando que não aceitaria a nomeação do filho do Khamenei, o Mojtaba Khamenei, que tem sido apontado como provável sucessor.
Em entrevista à rede dos EUA NBC News, o ministro das relações exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que ninguém vai interferir nos assuntos internos do país persa.
“Esta é uma questão para o povo iraniano. Eles já elegeram a Assembleia de Peritos, e esta assembleia é responsável por eleger o líder. Esta é uma questão puramente interna do povo iraniano e não tem nada a ver com mais ninguém”.
Israel promete assassinar escolhido
Na última quarta-feira (4), o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que o próximo líder Supremo do Irã será assassinado.
“Será um alvo inequívoco para eliminação. Não importa qual seja o nome dele ou onde ele se esconda”, disse em uma rede social.
Estima-se que a guerra de Israel e dos EUA contra o Irã já tenha custado a vida de, pelo menos, 1.332 civis, segundo autoridade iraniana. Entre as vítimas dos ataques, esteve uma escola de meninas, onde 168 crianças foram mortas, expondo os horrores que o conflito pode produzir.
Líder supremo
No cargo de líder supremo há 36 anos, Khamenei estava no topo da estrutura de Poder da República Islâmica do Irã que, além do Executivo, do Parlamento e do Judiciário, conta com o Conselho dos Guardiões, formado por seis indicados do próprio Aiatolá Khamenei e seis indicados pelo Parlamento.
Outro órgão político típico da República Islâmica é a Assembleia dos Especialistas, ou dos Peritos, formada por 88 religiosos eleitos pelo voto popular. Essa assembleia é responsável por eleger o aiatolá que será o líder supremo do Irã. Apesar de o cargo ser vitalício, a Assembleia dos Especialistas pode destituí-lo.
Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA BRASIL - INTERNACIONAL




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