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Comissão de Saúde da Aleac se reúne para avaliar a assistência a pacientes com câncer no Estado

A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), sob a presidência do deputado Adailton Cruz (PSB), realizou uma reunião na manhã desta quarta-feira (20) para abordar questões cruciais relacionadas à assistência médica oferecida aos pacientes oncológicos no Estado. Durante a reunião, foram discutidas políticas públicas, desafios estruturais e a necessidade de aumentar o orçamento para a saúde.
O deputado Adailton Cruz destacou a preocupação da comissão com a saúde pública, especialmente no que diz respeito aos pacientes com câncer. Ao dá início ao debate, ele enfatizou a importância de avaliar o diagnóstico e o tratamento dessas pessoas.
O parlamentar expressou ainda a expectativa de um orçamento de R$ 2,5 bilhões para a saúde em 2024, a fim de atender à crescente demanda. “Vamos ver como a fatia do orçamento vai chegar aqui e se não vier como a gente espera, vamos fazer uma discussão de como enxugar para outras áreas para melhorar a saúde. Não há como melhorar o atendimento sem financiamento adequado”, afirmou o deputado.
Em seguida, Jean Marcos, membro do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado, compartilhou sua experiência pessoal com o tratamento de sua mãe, que luta contra o câncer. Ele descreveu as dificuldades enfrentadas pelos pacientes, incluindo a falta de estrutura, medicamentos e médicos. Jean enfatizou também a necessidade de um hospital melhor equipado para atender a essas pessoas.
“Estrutura não tem. E muitas vezes os pacientes não são atendidos por falta de medicamentos e as veze por falta de médicos. Essas pessoas sofrem diariamente e ainda tem que enfrentar uma fila enorme para ser atendido. O hospital oncológico do Acre é um caso sério, não tem estrutura para atender o povo”, disse.
Em sua fala, Luana Araújo, diretora-geral do Centro de Controle Oncológico do Estado (Cecon), ressaltou que o núcleo vai além do diagnóstico de câncer de colo e mama e está trabalhando para recuperar sua identidade. Ela mencionou esforços para ampliar o atendimento no interior do estado, visando evitar que os pacientes tenham que viajar para Rio Branco em busca de tratamento.
“Mesmo com as dificuldades que temos estamos trabalhando para ampliar o atendimento no interior, para que tenhamos um núcleo no Juruá por exemplo, para que os pacientes não tenham que se deslocar para rio branco. Ampliamos consideravelmente também a quantidade de consultas e estamos trabalhando diariamente para diminuir as filas”, enfatizou.
Já o médico oncologista, Rafael Carvalho, enfatizou a complexidade da rede de assistência e identificou o problema estrutural como o mais grave. Ele compartilhou dados alarmantes sobre o aumento da incidência de câncer e a sobrecarga do Hospital Oncológico do Acre. O Dr. Rafael também ressaltou a importância do diagnóstico precoce e do investimento em tratamento para reduzir o número de mortes.
“A demanda estrutural é sem dúvida o maior problema. O Unacon foi formado em 2007, e com o passar do tempo a demanda aumentou, já são 16 anos de atuação. Cada ano a incidência de casos de câncer aumenta, estamos batendo mais de mil casos novos por ano, só de óbitos, são em torno de 500 por ano. Então a estrutura está sobrecarregada. São dez salas de consultórios e estão sempre lotadas. Realizamos mais de 60 consultas por semana e ainda assim, é demanda é imensa”, pontuou.
O Dr. Fernando de Abreu Sampaio, representando na ocasião a Secretaria de Saúde do Estado (Sesacre), destacou os esforços do Secretário de Saúde, Pedro Pascoal, na resolução dos desafios enfrentados pelos pacientes portadores de câncer. Ele ressaltou ainda a conquista de um novo tomógrafo e a melhoria gradual na infraestrutura do Unacon, incluindo um novo prédio em construção.
No entanto, Sampaio mencionou obstáculos no caminho, relacionados a atrasos na execução de um projeto de expansão do Unacon, que deveria estar em operação em 2023, mas enfrentou contratempos devido a problemas de comunicação com o Ministério da Saúde. Fernando enfatizou ainda a importância da superação desses desafios e da habilitação para garantir que os pacientes sejam acolhidos adequadamente.
“O projeto de expansão do Unacon é um avanço significativo para o estado, com um prédio de dois pisos planejado, que incluirá 16 ambulatórios, 40 leitos, salas de centro cirúrgico e nove centros de emergência nós conseguiremos ampliar os nossos atendimentos. Apesar das dificuldades e atrasos passados, nós tivemos progressos importantes e estamos trabalhando para atender todos os requisitos de habilitação até 30 de outubro e finalmente poder ter o nosso novo prédio. Essa iniciativa visa melhorar o atendimento e o suporte aos pacientes com câncer, demonstrando o compromisso contínuo da Sesacre em fortalecer o sistema de saúde do estado”, salientou.
A reunião da Comissão de Saúde da Aleac foi marcada por depoimentos impactantes e discussões sobre como melhorar a assistência aos pacientes oncológicos do estado. A questão do financiamento e da infraestrutura emergiu como áreas críticas que precisam ser abordadas para garantir um atendimento adequado a essas pessoas. O deputado Adailton Cruz finalizou a reunião afirmando que a comissão permanecerá comprometida em buscar soluções para esses desafios, visando um futuro mais promissor para os pacientes com câncer no Acre.
Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac
Foto: Ismael Medeiros
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Acidente mata criança e fere outras 3. Nenhuma viajava na cadeirinha

Reprodução/NSC Total
Uma criança morreu em um acidente no interior de Passos Maia, no Oeste de Santa Catarina, no fim da tarde desse sábado (17/1), na SC-154. A colisão envolveu dois veículos, um carro e um caminhão. Além da criança morta, um homem e uma mulher foram encontrados nas presos nas ferragens e foram encaminhados para o hospital, a mulher em estado grave.
O Corpo de Bombeiros foi acionado para atender o caso, e ao chegar constatou que outras três crianças já haviam sido encaminhadas ao hospital por populares. Elas tinham 1, 3 e 6 anos, e não estavam em cadeirinhas no momento da batida.
Leia a íntegra no NSC Total, parceiro do Metrópoles.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Rio Branco se aproxima da média histórica de chuvas para janeiro com risco de mais temporais
Capital acumulou 91,4% da média mensal; previsão para próxima semana indica chuvas intensas e elevação do nível do Rio Acre

O Acre deverá enfrentar condições atmosféricas altamente favoráveis à ocorrência de chuvas intensas, com acumulados pontuais que podem ultrapassar 80 milímetros. Foto: arquivo
As chuvas persistentes das últimas semanas deixaram Rio Branco muito próxima de atingir a média histórica de precipitação para janeiro, com 261,4 milímetros registrados até a tarde de sexta-feira (16) – o equivalente a 91,4% da média mensal de 286,1 mm. O acumulado elevado é resultado de um período prolongado de instabilidade atmosférica, com eventos frequentes de chuvas fortes, trovoadas e ventania.
A situação exige atenção redobrada, já que a previsão indica condições favoráveis a chuvas intensas entre segunda (19) e quinta-feira (22), com acumulados pontuais que podem ultrapassar 80 mm. Paralelamente, o Rio Acre já está acima da cota de transbordo, atingindo 14,39 metros às 16h45 na tarde deste sábado, 17, em Rio Branco, segundo dados da plataforma De Olho no Rio, da Prefeitura da capital.
Caso a previsão se confirme, a capital deve superar a média histórica de janeiro, elevando os riscos de alagamentos urbanos, transbordamento de igarapés e impactos em comunidades ribeirinhas.
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Rio Juruá atinge nível de transbordamento em Cruzeiro do Sul e aciona estado de atenção
Com 13,01 metros, rio ultrapassa cota crítica; Defesa Civil monitora áreas ribeirinhas e prepara assistência a famílias em risco

De acordo com a Defesa Civil Municipal, equipes seguem em alerta máximo, realizando o acompanhamento contínuo do comportamento do rio e o levantamento das áreas mais vulneráveis. Foto: captada
O Rio Juruá ultrapassou a marca de transbordamento em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, atingindo 13,01 metros na medição das 18h deste sábado (17) – acima da cota crítica de 13 metros. Diante do cenário, a Prefeitura municipal declarou situação de atenção redobrada e acionou o Plano de Contingência para áreas ribeirinhas.
Equipes da Defesa Civil e de secretarias envolvidas estão em alerta máximo, acompanhando continuamente o comportamento do rio e levantando as regiões mais vulneráveis. O objetivo é atuar de forma preventiva, oferecendo apoio humanitário e, se necessário, promovendo a retirada segura de moradores.
As chuvas persistentes na região do Vale do Juruá, conforme previsão meteorológica, devem manter o nível do rio elevado nas próximas horas. A administração municipal reforçou que continuará monitorando a situação e adotando todas as medidas para mitigar os impactos da enchente e preservar a segurança da população.


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