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Com vacinação abaixo da meta, casos de dengue mais que dobram no Acre, aponta boletim

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Monitoramento da Sesacre mostra que, até a primeira semana de outubro deste ano, confirmações da doença cresceram 125% na comparação com o mesmo período em 2024. Entre crianças e adolescentes, nenhuma faixa etária atingiu a meta da cobertura vacinal de primeira ou segunda dose

A baixa cobertura vacinal preocupa as autoridades de saúde, visto que a meta estadual era aplicar 75.573 doses da vacina contra a dengue em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Foto: captada 

Por Walace Gomes

Com a vacinação abaixo em todas as faixas etárias de crianças e adolescentes, os casos de dengue mais que dobraram no Acre de janeiro ao início de outubro deste ano. O alerta é de um boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre).

De acordo com o levantamento, as confirmações da doença cresceram 125% da semana epidemiológica (SE) número 1 até a número 41, encerrada no dia 11 de outubro, na comparação com o mesmo período em 2024.

Já foram 7.120 casos confirmados neste período em 2025, contra 3.167 registrados no mesmo recorte em 2024.

A regional do Baixo Acre, que abrange os municípios de Rio Branco, Porto Acre e Senador Guiomard, foi a que mais registrou ocorrências. Em 2025, a regional somou 3.563 casos confirmados e 3.930 prováveis, enquanto em 2024 havia contabilizado 1.044 confirmados e 1.188 prováveis.

O levantamento também revela que o público jovem, com pessoas entre 20 e 34 anos foi o mais afetado, com mulheres representando a maioria dos casos confirmados, segundo o boletim, foram 1.428 registros entre o público feminino e 1.130 entre os homens.

Com a vacinação abaixo em todas as faixas etárias de crianças e adolescentes, os casos de dengue mais que dobraram no Acre de janeiro ao início de outubro deste ano. Foto: captada 

Vacinação abaixo da meta

A baixa cobertura vacinal preocupa as autoridades de saúde, visto que a meta estadual era aplicar 75.573 doses da vacina contra a dengue em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Contudo, até o fim de setembro, apenas 27.201 doses haviam sido aplicadas, somando primeira e segunda aplicação.

Entre os municípios, Rio Branco lidera o ranking de imunizações, mas ainda longe do ideal. A capital tinha como meta 28.831 aplicações, mas registrou apenas 4.774 na primeira dose e 1.609 na segunda.

Em Sena Madureira, das 3.876 doses esperadas, foram aplicadas 1.739 da primeira e 734 da segunda. Já em Cruzeiro do Sul, a meta era de 8.727, com 1.545 primeiras doses e 490 segundas doses aplicadas.

Segundo a Sesacre, nenhuma faixa etária atingiu a meta de cobertura vacinal nem na primeira nem na segunda dose.

Dengue

Dores de cabeça, no corpo, mal-estar. Esses sintomas estão entre os que costumam ser associados de imediato à dengue. Porém, a doença não se resume a essas manifestações, já que pode se apresentar em formas mais graves.

A febre é o primeiro sintoma a se manifestar, e, geralmente, permanece acima de 38ºC. Infectologistas destacam que, após a picada do mosquito, os sintomas aparecem entre 2 a 10 dias. Alguns pacientes apresentam mais ou menos sintomas.

Também ocorre dor de cabeça, cansaço, dor nos músculos (mialgia), dor nas articulações (artralgia), dor atrás dos olhos (retro-orbitária) e vermelhidão na pele (exantema) com ou sem coceira (prurido). O paciente também pode apresentar náuseas, vômito e diarreia.

Como evitar a dengue?

Evite qualquer reservatório de água parada sem proteção em casa. O mosquito pode usar como criadouros grandes espaços, como caixas d’água e piscinas abertas, até pequenos objetos, como tampas de garrafa e vasos de planta.

Coloque areia no prato das plantas ou troque a água uma vez por semana. Mas não basta esvaziar o recipiente. É preciso esfregá-lo, para retirar os ovos do mosquito depositados na superfície da parede interna, pouco acima do nível da água. O mesmo vale para qualquer recipiente com água.

Já foram 7.120 casos confirmados neste período em 2025, contra 3.167 registrados no mesmo recorte em 2024. Foto: captada 

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Cesta básica fica 5,18% mais barata em Rio Branco entre dezembro e janeiro, aponta Fecomércio

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Redução de R$ 34,82 no custo mensal beneficia famílias de baixa renda; leite e batata lideram quedas, mas macarrão e tomate têm altas pontuais

Na análise comparativa de médio prazo, que contempla o período de outubro de 2025 a janeiro de 2026, o custo da cesta básica apresentou queda acumulada de 4,31%. Foto: ilustrativa

A cesta básica em Rio Branco apresentou redução de 5,18% entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, passando de R$ 671,81 para R$ 636,99, segundo pesquisa da Fecomércio/AC. A queda representa uma economia de R$ 34,82 no orçamento mensal das famílias de baixa renda. No período de outubro a janeiro, a retração acumulada foi de 4,31%.

Os itens que mais contribuíram para a baixa foram leite longa vida (-32,14% em quatro meses), batata inglesa (-25,61%), café em pó (-16,10%) e margarina (-12,51%). Entre dezembro e janeiro, também houve redução no preço da carne bovina, feijão, arroz e farinha. Por outro lado, o macarrão teve alta expressiva de 70,74% e o tomate subiu 63,90% no mesmo intervalo, reflexo de fatores sazonais e de oferta.

Segundo o assessor da presidência da Fecomércio, Egídio Garó, o cenário indica estabilidade com tendência de alívio no custo alimentar no início de 2026. A pesquisa monitora 15 produtos essenciais e serve como referência para o acompanhamento econômico e social na capital acreana.

Quedas mais expressivas (outubro/2025 a janeiro/2026):
  • Leite longa vida: -32,14%

  • Batata inglesa: -25,61%

  • Café em pó: -16,10%

  • Margarina: -12,51%

Itens que encareceram (dezembro a janeiro):
  • Macarrão: alta de 70,74%

  • Tomate: aumento de 63,90%
    (Reflexo de fatores sazonais e oferta reduzida)

Análise de médio prazo:

No período de outubro/2025 a janeiro/2026, a cesta básica acumulou queda de 4,31% – movimento considerado favorável ao poder de compra da população de menor renda.

O levantamento monitora 15 produtos essenciais em supermercados da capital e estima o custo mensal para alimentar até três adultos (ou dois adultos e duas crianças). Segundo o assessor da Fecomércio, Egídio Garó, os dados indicam “cenário de estabilidade com tendência de alívio no custo alimentar”. A entidade reforça a importância do monitoramento contínuo como ferramenta de análise econômica e social.

A redução nos preços está associada à safra de hortifrúti, maior oferta de proteínas e à estabilidade do dólar, que impacta itens como óleo e arroz. No entanto, altas pontuais como a do macarrão mostram a vulnerabilidade a choques de oferta.

A Fecomércio manterá a pesquisa mensal e deve ampliar a divulgação para municípios do interior. Enquanto isso, economistas alertam que a queda na cesta básica pode não se refletir igualmente em outros itens do orçamento familiar, como energia e transporte.

A cesta básica mais barata é um alívio imediato para famílias, mas especialistas lembram que o Acre ainda tem um dos custos de vida mais altos da região Norte, pressionado por logística difícil e alta tributação.

O custo da cesta básica em Rio Branco apresentou queda de 5,18% entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, passando de R$ 671,81 para R$ 636,99. Foto: captada 

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Prefeitura de Rodrigues Alves exonera 122 servidores de cargos em comissão em única publicação

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Medida, assinada pelo prefeito Salatiel Magalhães (PSD), atinge setores administrativos, saúde, meio ambiente e finanças. Município cita “reorganização administrativa” como justificativa

As demissões abrangeram profissionais que atuavam em setores administrativos, de saúde, meio ambiente, finanças, entre outros, e inclui assessores, gerentes, diretores e até subsecretários. Foto: captada

Com Victor Lebre

O município de Rodrigues Alves, no interior do Acre, publicou em edição extraordinária do Diário Oficial do Estado (DOE) desta segunda-feira (5) a exoneração de 122 ocupantes de cargos em comissão. A medida, assinada pelo prefeito Salatiel Magalhães (PSD), atinge profissionais de setores como administração, saúde, meio ambiente, finanças, além de assessores, gerentes, diretores e subsecretários.

Em nota, a gestão municipal justificou a decisão como parte de uma “reorganização administrativa” decorrente de projeto de lei que definiu novos parâmetros para ocupação de cargos. “Em razão da reorganização administrativa implementada, tornou-se juridicamente necessária a exoneração dos ocupantes dos cargos anteriormente existentes (…) não havendo qualquer natureza punitiva ou pessoal nos atos praticados”, afirmou. A administração ressaltou o caráter precário e de livre exoneração inerente aos cargos em comissão.

Gestão atribui reorganização a projeto de lei que definiu parâmetros para a ocupação de cargos. O documento é assinado pelo prefeito Salatiel Magalhães (PSD). Foto: captada 

Lei reorganiza cargos

A lei citada pela gestão do município foi sancionada no dia 30 de dezembro de 2025, e trata de organização da estrutura administrativa de Rodrigues Alves. A legislação extingue os cargos em comissão que foram alvos das exonerações.

O texto também traz, em anexo, o quadro com a remuneração prevista para cada cargo em comissão mantido após a reorganização.

Os vencimentos variam de um salário mínimo a R$ 6,1 mil.

Quadro de remunerações de cargos em comissão de Rodrigues Alves, no Acre. Foto: Reprodução

Nota da Prefeitura de Rodrigues Alves

A Prefeitura Municipal de Rodrigues Alves, no exercício de sua competência constitucional e legal, vem a público prestar esclarecimentos acerca das exonerações dos ocupantes de cargos em comissão realizadas recentemente no âmbito da Administração Pública Municipal.

As referidas exonerações decorrem de alteração na estrutura administrativa dos cargos em comissão, promovida por meio de Projeto de Lei (PL) regularmente aprovado, o qual redefiniu quantitativa e qualitativamente a organização dos cargos de livre nomeação e exoneração, em observância aos princípios que regem a Administração Pública.

Em razão da reorganização administrativa implementada, tornou-se juridicamente necessária a exoneração dos ocupantes dos cargos anteriormente existentes, como medida indispensável à adequação da nova estrutura legal, não havendo qualquer natureza punitiva ou pessoal nos atos praticados, os quais se fundamentam no caráter precário, transitório e de livre exoneração inerente aos cargos em comissão.

Cumpre destacar, ainda, que a medida integra um conjunto de ações administrativas voltadas à contenção e racionalização de despesas públicas, com o objetivo de adequar o Município aos limites constitucionais e legais, especialmente aqueles previstos no art. 169 da Constituição Federal e na Lei Complementar nº 101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal), notadamente quanto ao controle e à redução dos gastos com pessoal.

Dessa forma, os atos de exoneração observam estritamente os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, previstos no art. 37 da Constituição Federal, bem como os parâmetros da responsabilidade fiscal e do interesse público primário.

A Administração Municipal reafirma seu compromisso com a regularidade dos atos administrativos, o equilíbrio das contas públicas e a transparência da gestão, colocando-se à disposição dos órgãos de controle e da sociedade para quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessários.

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Acre recebeu R$ 643,9 milhões em emendas parlamentares da União em 2025

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Maior parte dos recursos veio de emendas individuais e foi destinada a áreas estratégicas da administração estadual

Moeda Nacional, Real, Dinheiro, notas de real,Cédulas do real • Marcello Casal JrAgência Brasil

O estado do Acre recebeu R$ 643,9 milhões em transferências da União por meio de emendas parlamentares ao longo de 2025. Os dados são do Tesouro Nacional e estão disponíveis na plataforma Tesouro Transparente. Os recursos foram repassados por meio de emendas individuais e de bancada, beneficiando órgãos estaduais e diferentes áreas consideradas estratégicas da administração pública.

Do montante total transferido, a maior parcela corresponde às emendas individuais, que somaram aproximadamente R$ 447 milhões, o equivalente a cerca de 69% do volume recebido pelo Estado. As emendas de bancada responderam por cerca de R$ 196,8 milhões do total.

Segundo os dados oficiais, a maior parte dessas transferências não se caracteriza como transferência especial, o que indica que os recursos possuem destinação específica. Em geral, os valores são vinculados a investimentos em infraestrutura, custeio de serviços públicos e ações voltadas ao fortalecimento institucional dos órgãos estaduais.

As emendas parlamentares representam uma importante fonte de financiamento para estados e municípios, contribuindo para a execução de políticas públicas e projetos que complementam o orçamento estadual.

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