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Com previsão de iniciar ainda no 1º semestre, rota de voo internacional entre Acre e Peru é discutida em Brasília

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Senador Alan Rick, que tem participado dos debates sobre a crise aérea no estado, com passagens elevadas e baixa oferta de viagens, e outros parlamentares acreanos foram recebidos pelo ministro de Portos e Aeroportos para discutir a vinda da empresa peruana PeruAir

A autorização para que a PeruAir opere no estado ajudaria a consolidar o Acre na rota de exportações pelo porto de Chancay. Foto: art

Por Victor Lebre

Uma rota de voo internacional entre o Acre e o Peru foi discutida em Brasília durante uma reunião na terça-feira (11), quando o senador Alan Rick (União Brasil), que tem participado dos debates sobre a crise aérea no estado, com passagens elevadas e baixa oferta de viagens, e outros parlamentares acreanos foram recebidos pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, para discutir a vinda da empresa peruana PeruAir.

Durante a conversa, os representantes acreanos reforçaram a necessidade de ampliar as operações de companhias aéreas no Acre como forma de combater o elevado custo de passagens na região. Além disso, a autorização para que a PeruAir opere no estado ajudaria a consolidar o Acre na rota de exportações pelo porto de Chancay.

De acordo com os representantes acreanos, o voo deve começar a ser operado ainda no primeiro semestre deste ano.

“Qual é o objetivo desta reunião? Formalizar a vinda da PeruAir, fazendo voos pelo Acre, de passageiros e cargas, o ministério está nos ajudando, fizemos contato com a Vinci [concessionária de aeroportos no Acre], fizemos contato com a empresa. Vamos também fazer a rota das exportações do Brasil pelo porto de Chancay, tornar o Acre um dos polos logísticos do Brasil de comércio exterior”, declarou o senador.

A comitiva acreana também contou com o deputado federal Roberto Duarte (Republicanos) e o deputado estadual Luiz Gonzaga (PSDB), além do vice-prefeito de Feijó, Juarez Leitão (PSD).

Costa Filho destacou que o Brasil teve o maior crescimento dos últimos dez anos no turismo internacional, com ampliação de 15% no total de visitantes, e que trabalha para ampliar a possibilidade de novas companhias aéreas atuarem no país.

“Então, é uma notícia excelente que a gente vai trabalhar conjuntamente para em breve poder estar lançando esse voo da PeruAir, e, além disso a gente fortalecer o escoamento da produção e a integração entre os portos brasileiros e os portos de Chancay, que é no Peru, muito estratégico para o desenvolvimento da América do Sul e sobretudo para o desenvolvimento de todas as regiões”, avaliou o ministro.

Reunião entre representantes do Acre e do governo federal discutiu a abertura de um voo que será operado pela PeruAir. Foto: Reprodução/Asscom Alan Rick

Ideia vem sendo discutida

O projeto de abertura de um voo internacional entre Peru e Acre/Brasil já vem sendo discutido, pelo menos, desde 2023. Durante a reunião da Associação do Parlamento Amazônico em Rio Branco, em junho daquele ano, o deputado Pedro Longo (PDT) apresentou a proposta.

Longo, que também era vice presidente da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) à época, sugeriu o voo de Rio Branco à cidade peruana de Cuzco, que, segundo ele, teria 40 minutos de duração. A sugestão foi feita ao então presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Sousa Pereira, que participou do encontro por conferência de vídeo.

“Nós temos outras possibilidades. Cuzco está a 40 minutos de Rio Branco. Temos um aeroporto internacional, vamos trabalhar também nessa perspectiva. Temos Pucalpa, via Cruzeiro do Sul. São dois aeroportos internacionais”, destacou.

O deputado afirmou que a proposta deveria ser incluída no relatório produzido após a conclusão do evento, e que também seria estudada pela Anac. Mais de um ano depois, porém, nenhuma ação concreta havia sido apresentada.

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Petrobras retoma perfuração na Margem Equatorial após autorização e disputa judicial

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MPF pede suspensão da licença por riscos ambientais; atividade havia sido interrompida após vazamento em janeiro

A Petrobras confirmou a retomada da perfuração exploratória na Margem Equatorial, no bloco FZA-M-59, após reunião realizada na última quarta-feira (18), em Macaé (RJ). A decisão ocorre em meio a disputas judiciais, já que o Ministério Público Federal (MPF) ingressou com ações na quinta (19) e sexta-feira (20) pedindo a suspensão da licença, sob alegação de riscos ambientais e ausência de consulta a comunidades tradicionais.

A perfuração no poço Morpho havia sido interrompida em 4 de janeiro, após o vazamento de 18,44 m³ de fluido de perfuração de base não aquosa, a cerca de 2,7 mil metros de profundidade, durante operação em um navio-sonda.

A retomada foi autorizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em fevereiro de 2026, condicionada ao cumprimento de protocolos de segurança. Para reiniciar as atividades, a Petrobras apresentou relatórios técnicos e realizou a substituição de equipamentos da sonda.

Em nota, a estatal afirmou que está cumprindo todas as exigências do licenciamento ambiental e que o incidente foi controlado com uso de material biodegradável, com validação da ANP.

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Tocantins supera 11 milhões de cabeças de gado e avança na pecuária nacional

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Crescimento de 39,2% em seis anos coloca estado entre os maiores rebanhos do país e amplia exportações de carne

O rebanho bovino do Tocantins cresceu 39,2% entre 2018 e 2024, colocando o estado na sexta posição nacional em expansão, segundo dados do IBGE divulgados pela Agência de Defesa Agropecuária (Adapec).

Atualmente, o estado soma mais de 11 milhões de cabeças e figura entre os dez maiores rebanhos do país, com crescimento acima de regiões tradicionalmente consolidadas na pecuária.

A produção também avançou. Em 2024, foram abatidos cerca de 1,3 milhão de bovinos, o maior volume já registrado. A projeção mais recente aponta para mais de 1,4 milhão de animais, com produção estimada em 381 mil toneladas de carne, sendo aproximadamente um terço destinado à exportação.

No mercado externo, o Tocantins embarcou cerca de 125 mil toneladas de carne bovina em 2025. Os principais destinos são países da Ásia, além de mercados no Oriente Médio, África, América do Norte e Europa.

Segundo a Adapec, o desempenho é resultado da disponibilidade de áreas, condições climáticas favoráveis e acesso a recursos hídricos, especialmente nas bacias dos rios Tocantins e Araguaia. A adoção de sistemas mais eficientes, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), também tem impulsionado

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PGR se manifesta a favor de domiciliar para Bolsonaro

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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou nesta segunda-feira (23) a favor da concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Após novo pedido protocolado pela defesa, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), remeteu os laudos médicos do ex-presidente à PGR (Procuradoria-Geral da República) e solicitou a manifestação. A decisão final, porém, cabe a Moraes.

Na manifestação, Gonet destaca que a “evolução clínica do ex-presidente, nos termos como exposto pela equipe médica que o atendeu no último incidente, recomenda a flexibilização do regime”.

“Ao ver da Procuradoria-Geral da República, está positivada a necessidade da prisão domiciliar, ensejadora dos cuidados indispensáveis ao monitoramento, em tempo integral, do estado de saúde do ex-presidente, que se acha, comprovadamente, sujeito a súbitas e imprevisíveis alterações perniciosas de um momento para o outro”, afirmou.

Bolsonaro cumpre pena por tentativa de golpe de Estado no Complexo da Papudinha, em Brasília. Ele está internado há mais de uma semana em hospital particular após ser diagnosticado com pneumonia.

Até então, Gonet havia se posicionado contra outros pedidos da defesa no mesmo sentido. Desde novembro do ano passado, Moraes rejeitou quatro recursos pela prisão domiciliar humanitária.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente e pré-candidato à Presidência, chegou a se reunir na semana passada com Moraes para reforçar o pedido apresentado pelos advogados de Bolsonaro.

Ao visitar Moraes e endossar o apelo ao ministro, Flávio repetiu o que fizeram, nos últimos meses, o governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

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