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Com pistas de pouso interditadas, duas cidades do Acre só devem receber doses da vacina contra a Covid-19 na quarta (20)

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A Anac determinou a suspensão de voos para as cidades devido às más condições das pistas de pouso. As cidades são isoladas com acesso apenas por barco ou avião.

Com escolta policial, vacinas começaram a ser enviadas para o interior do estado — Foto: Ana Paula Xavier/Rede Amazônica Acre

Por Iryá Rodrigues

Com as pistas de pouso em manutenção e interditadas pela Agência Nacional de Aviação (Anac), as cidades de Marechal Thaumaturgo e Porto Walter, no interior do Acre, só devem receber o primeiro lote de doses da CoronaVac, vacina contra a Covid-19, nesta quarta-feira (20).

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Os outros 20 municípios acreanos recebem os imunizantes ainda nesta terça (19). O primeiro município a receber a vacina foi a capital acreana.

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A informação foi confirmada pela gerente do Núcleo do Programa Nacional de Imunização (PNI) no Acre, Renata Quiles. Segundo gestora, o avião que vai levar as doses para essas duas cidades deve chegar nas primeiras horas de quarta.

“Os únicos municípios que não conseguirão receber a vacina hoje [terça, 19], mas por questão mesmo da aeronave, que vai sair amanhã [quarta, 20] bem cedinho, é Marechal Thaumaturgo e Porto Walter. Os outros 20 já estão todos em andamento, a frota está na estrada para entregar já”, afirmou a gerente.

Pistas de pouso em cidades isoladas

Depois de mais de um mês que as pistas de pouso das cidades Porto Walter e Marechal Thaumaturgo foram interditadas pela Agência Nacional de Aviação (Anac), o governo do Acre deu ordem de serviço para o início das obras no último dia 8 de janeiro. A obra está orçada em R$ 4 milhões.

Em dezembro do ano passado, a Anac determinou a suspensão de voos para as cidades devido às más condições das pistas de pouso. As cidades são isoladas com acesso apenas por barco ou avião.

Na época, a Anac destacou que problemas encontrados nas pistas ‘oferecem risco potencial às operações aéreas’. Antes de decidir pela suspensão dos voos, a agência solicitou esclarecimentos sobre a manutenção de pavimentação das pistas, e o órgão foi respondido por meio de um ofício, mas as respostas não foram satisfatórias.

O Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre) informou que as obras devem durar três meses, contando desde quando foi dada a ordem de serviço. Além da recuperação das pistas, é feita também limpeza da vegetação ao redor das áreas de pouso e construção de cercas, seguindo o padrão Anac.

Quatro primeiros vacinados receberam a carteirinha em Rio Branco — Foto: Aline Nascimento/G1

Chegada da vacina no Acre

Após a chegada da vacina em Rio Branco, o governo do Acre fez um ato solene na manhã desta terça (19) para vacinar os primeiros profissionais de Saúde. Os perfis escolhidos foram de pessoas que prestam um serviço importante no estado e representam todos os profissionais de saúde. Foram escolhidos: uma técnica de enfermagem, duas enfermeiras, sendo uma indígena, e um idoso morador do Lar Vicentinos, que também foi vacinado. O estado recebeu 40.760 vacinas, que incluem primeira e segunda doses.

A primeira remessa recebida nesta terça (19) vai imunizar, segundo a Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre), 19.402 pessoas do público-alvo. O grupo prioritário é formado por:

  • Trabalhadores da Saúde
  • Idosos com mais de 60 anos que estão em asilos ou abrigos
  • Indígenas em terras próprias

Logo após a cerimônia, a Saúde do Acre informou que as doses já começaram a ser distribuídas e escoltadas pelo Grupo Especial de Fronteira do Acre (Gefron) até os municípios. Um helicóptero vai levar as doses do imunizante para as cidades isoladas, como Marechal Thaumaturgo e Porto Walter.

Lotes da vacina chegaram ao Acre nesta terça (19) — Foto: Lidson Almeida/Rede Amazônica Acre 

A capital acreana, Rio Branco, inicia o processo de imunização com profissionais do pronto-socorro, Instituto de Traumatogia e Ortopedia do Acre (Into-AC), Unidade de Referência de Atenção Primária (Urap) Maria Barroso, localizada na Baixada da Sobral, e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Até essa segunda, o Acre registrou 44.775 infectados e registrou 837 mortes pela doença. Mais de 38 mil pessoas já receberam alta médica e são consideradas curadas da doença.

Vacinas começaram a ser distribuídas para os municípios ainda nesta terça (19) — Foto: Diego Gurgel/Secom 

Planejamento de imunização

  • CoronaVac – previsão para vacinar pessoas de 20 a 59 anos. Acre deve adquirir 700 mil doses e imunizar 350 mil pessoas;
  • Fiocruz/Oxford – vacinar grupos prioritários com a aquisição de 500 mil doses. Cerca de 230 mil pessoas devem ser imunizadas.

O Acre disponibiliza de mais de R$ 254 milhões do orçamento anual para a compra da vacina contra a Covid-19.

Seringas

A Secretaria da Saúde do Acre disse que conta com 300 mil seringas e agulhas em estoque e que, em levantamento com os municípios acreanos, estes têm 400 mil unidades. Com isso, o estado garante ter 700 mil seringas preparadas para iniciar a imunização contra Covid-19 prevista para começar em 21 de janeiro.

A informação foi confirmada na quinta (14) pelo secretário de Saúde, Alysson Bestene, depois que o Ministério da Saúde informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o Acre seria uma das sete unidades da Federação que correm risco de não ter estoque suficiente para atender à demanda inicial de aplicação das vacinas.

Grupos prioritários

De acordo com o plano de vacinação apresentado pelo governo, no Acre, 230.722 pessoas fazem parte do grupo prioritário para recebimento das doses. Entre os grupos estão:

  • trabalhadores de saúde – 6.343
  • pessoas de 80 anos ou mais – 9.216
  • pessoas com 60 anos ou mais institucionalizadas – 244
  • pessoas de 75 a 79 anos – 8.499
  • pessoas de 70 a 74 anos – 12.405
  • pessoas de 65 a 69 anos – 17.635
  • pessoas de 60 a 64 anos – 23.392
  • população indígena em terras indígenas – 12.222
  • comorbidades – 48.793
  • forças de segurança e salvamento – 5.666
  • trabalhadores da educação – 4.912
  • pessoas com deficiência permanente severa – 31.468
  • povos e comunidades tradicionais ribeirinhas – 20.583
  • caminhoneiros – 8.174
  • trabalhadores do transporte coletivo – 1.991
  • trabalhadores do transporte aéreo – 222
  • trabalhadores portuários – 376
  • população privada de liberdade – 7.914
  • funcionários do sistema penitenciário – 146

Doses da CoronaVac para o AC, Fase 1

Municípios Indígenas Prof. Saúde
Acrelândia 0 150
Assis Brasil 1.534 88
Brasileia 0 258
Bujari 0 50
Capixaba 0 64
Cruzeiro do Sul 699 1.866
Epitaciolândia 0 174
Feijó 4.856 282
Jordão 3.486 68
Mâncio Lima 2.292 236
Manoel Urbano 772 92
Marechal Thaumaturgo 2.698 136
Plácido de Castro 0 206
Porto Walter 532 110
Porto Acre 0 106
Rio Branco 0 7.136
Rodrigues Alves 228 260
Santa Rosa do Purus 3.100 88
Senador Guiomard 0 178
Sena Madureira 300 406
Tarauacá 4.418 506
Xapuri 0 168
Total 24.834 12.638

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Tensão no Oriente Médio começa a impactar preço dos combustíveis no Acre

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Alta do petróleo no mercado internacional já provoca aumento no custo de compra de gasolina e diesel para postos

Foto: reprodução/Poder360

O agravamento das tensões no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã já começa a provocar reflexos diretos no preço dos combustíveis no Acre. Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado do Acre (Sindepac), revendedores no estado já enfrentam aumento no custo de compra junto às distribuidoras após a disparada do preço do petróleo no mercado internacional.

De acordo com a entidade, desde o início da escalada do conflito, houve dois reajustes lineares aplicados pelas distribuidoras sobre gasolina e diesel. Somados, os aumentos já representam cerca de R$ 0,35 por litro nos novos estoques adquiridos pelos postos.

A alta ocorre em meio à valorização do barril de petróleo, que ultrapassou a marca de 100 dólares no mercado internacional após o aumento da instabilidade geopolítica na região.

Mesmo com o impacto já percebido na cadeia de distribuição, o Sindepac ressalta que ainda não houve anúncio oficial de reajuste por parte da Petrobras. Ainda assim, os aumentos já estariam sendo repassados gradualmente pelas distribuidoras no processo de comercialização.

Com a elevação do custo de reposição, o sindicato alerta que o consumidor acreano pode começar a perceber mudanças nos preços nas bombas ao longo desta semana, conforme os postos adquirirem novos carregamentos de combustíveis com valores reajustados.

O presidente do Sindepac, Delano Lima, explica que os postos de combustíveis são o último elo da cadeia de comercialização e não possuem controle sobre os reajustes aplicados anteriormente.

“O revendedor recebe o combustível já com preço definido pelas distribuidoras e demais custos da cadeia. Não temos ingerência sobre esses reajustes”, destacou.

A entidade também ressalta que ainda não é possível prever qual será o impacto final para o consumidor, já que o preço nas bombas depende de fatores como logística, frete, política comercial das distribuidoras e custos operacionais dos postos.

Enquanto o cenário internacional permanece instável, o Sindepac afirma que segue monitorando os desdobramentos do mercado de petróleo e seus reflexos no abastecimento e nos preços praticados no estado.

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Operação Pax: Polícia Civil do Acre integra ação da FICCO que cumpre mais de 30 mandados contra organização criminosa

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Polícia Civil do Acre e forças integradas cumprem mandados durante a Operação Pax em municípios do estado. Foto: Emerson Lima/ PCAC

Nesta terça-feira, 10, a Polícia Civil do Acre (PCAC) participou, em conjunto com a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Estado do Acre (FICCO/AC), da Operação Pax, que resultou no cumprimento de mais de 30 mandados de busca e apreensão domiciliar expedidos pela Vara do Juiz das Garantias do Estado do Acre.

A ação ocorreu nos municípios de Rio Branco, Sena Madureira e Rodrigues Alves, com o objetivo de desarticular parte da estrutura administrativa e financeira de uma organização criminosa com atuação no estado.

De acordo com as investigações, os envolvidos operavam a partir de unidades prisionais e também em bairros das cidades de Rio Branco e Sena Madureira, coordenando atividades voltadas à manutenção financeira do grupo criminoso.

Investigação identificou esquema de arrecadação por “mensalidades”, “rifas” e “caixinhas” para financiar atividades criminosas. Foto: Emerson Lima/ PCAC

A investigação, fundamentada na análise de dados e em diligências de campo, revelou que a organização atuava de forma estruturada para manter o fluxo de caixa da facção. Entre os mecanismos de arrecadação identificados estão cobranças de “mensalidades”, realização de “rifas” e formação de “caixinhas”, administradas por meio de grupos de mensagens instantâneas.

Ainda segundo os investigadores, essas atividades eram organizadas com divisão hierárquica e regionalizada, garantindo recursos para o financiamento de práticas criminosas e para o suporte logístico a integrantes custodiados no sistema penitenciário acreano.

Forças de segurança do Acre atuam de forma integrada para desarticular organização criminosa com atuação no estado. Foto: Emerson Lima/ PCAC

Os investigados poderão responder judicialmente pelo crime de integrar organização criminosa, além de outros delitos que eventualmente sejam identificados no decorrer das investigações.

A FICCO/AC é composta pela Polícia Federal do Brasil, Polícia Civil do Acre, Polícia Militar do Acre e Polícia Penal do Acre, atuando de forma integrada no combate às organizações criminosas no estado.

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Homem de 69 anos recebe alta após dez dias intubado por intoxicação com planta tóxica em Rio Branco

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Oséias de Souza Lima comeu trombeta roxa com esposa e filho no quintal da vizinha; família ainda apresenta sequelas como sonolência e alucinações

Após a intoxicação, as três vítimas foram levadas ao hospital pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Foto: captada 

Após dez dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), Oséias de Souza Lima, de 69 anos, recebeu alta do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Acre (Into-AC). Ele havia sofrido intoxicação grave ao comer um fruto da planta trombeta roxa (Datura metel), conhecida popularmente como saia roxa, no último dia 26 de fevereiro, no bairro Belo Jardim II, em Rio Branco.

A informação foi confirmada à reportagem por uma cunhada de Oséias, que preferiu não se identificar, nesta segunda-feira (9). Segundo ela, o idoso ainda não está totalmente recuperado e apresenta sequelas.

“Após a alta, percebemos que ele ainda está com bastante sono, por isso fica bocejando direto e também segue meio lento”, relatou.

O caso aconteceu quando Oséias, a esposa Gelzifran da Silva Lima e o filho do casal, de 13 anos, ingeriram o fruto da planta tóxica que estava no quintal da vizinha. Todos foram socorridos e internados.

Gelzifran permaneceu internada por alguns dias e, segundo familiares, também enfrentou complicações. Mesmo após receber alta, ela apresentou períodos de alucinações, dificuldade para se alimentar por conta do gosto amargo na boca e insônia. O estado de saúde do adolescente não foi detalhado.

A trombeta roxa é uma planta ornamental que contém substâncias alucinógenas e altamente tóxicas se ingerida. A ingestão pode causar quadros graves de intoxicação, com sintomas que vão desde alucinações até complicações respiratórias e cardíacas.

Planta ‘Trombeta Roxa’

Conforme o professor e coordenador do Programa de Pesquisa em Biodiversidade da Amazônia Ocidental (PPBio) da Universidade Federal do Acre (Ufac), o biólogo Marcos Silveira, o fruto não pode ser ingerido por conta das toxinas.

“A trombeta roxa é da família Solanaceae, a mesma do tomate, da batata, da pimenta de cheiro e do manacá. Ela é uma planta asiática naturalizada em várias partes do mundo. É altamente tóxica, mas em doses controladas é usada como analgésico e antiespasmodico”, afirmou.

Ainda segundo o especialista, a planta é considerada invasora, visto que cresce com facilidade e se espalha rapidamente. Ele destacou também que por ter atropina, uma substância usada para tratar batimentos cardíacos lentos e em colírios para dilatar a pupila, o fruto da trombeta roxa causa intoxicação grave.

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